Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A é uma doença neurológica rara com início juvenil, caracterizada por paraplegia espástica, ataxia da marcha e disartria. Pode apresentar vômitos, sinal de Hoffmann e anomalias no desenvolvimento do giro frontal inferior e na pelve. É herdada de forma autossômica dominante e associada ao gene ALDH18A1.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A é uma doença genética rara que afeta principalmente o sistema nervoso, caracterizada por fraqueza e rigidez progressivas nas pernas (paraplegia espástica). A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas na população geral.[1][4]
A doença pode se manifestar em diferentes fases da vida: na infância, na adolescência ou na idade adulta. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene responsável já é suficiente para causar a condição.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem paraplegia espástica (rigidez e fraqueza nas pernas), distúrbio da marcha, ataxia da marcha (falta de coordenação ao andar), hipertonia do membro inferior (aumento do tônus muscular nas pernas) e hiperreflexia do membro inferior (reflexos exagerados). Também podem ocorrer hiperreflexia em membros superiores, sinal de Hoffmann (reflexo anormal nos dedos) e sinal piramidal anormal.[1][4]
Outros sintomas neurológicos possíveis incluem disartria (dificuldade na fala), tremor, comprometimento da memória, anormalidade da sensação de dor, amiotrofia generalizada (perda de massa muscular), atrofia do corpo caloso e morfologia anormal da substância branca cerebral. Manifestações não neurológicas podem incluir anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior, anormalidade da morfologia óssea da cintura pélvica e maturação esquelética atrasada.[1][4]
Sintomas urinários como urgência urinária e incontinência urinária são frequentes. Em alguns casos, podem ocorrer vômitos e psicose. O início dos sintomas pode ser juvenil.[1][4]
Causas genéticas
A Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A é causada por variantes (mutações) no gene ALDH18A1. Este gene fornece instruções para a produção da enzima delta-1-pirrolina-5-carboxilato sintase, que participa da síntese do aminoácido prolina, importante para a estrutura de proteínas e para a função celular.[1][2][5]
A herança é autossômica dominante: se uma pessoa herda uma cópia do gene ALDH18A1 com a mutação, ela tem 50% de chance de desenvolver a doença. No entanto, a penetrância pode ser incompleta, ou seja, nem todas as pessoas com a mutação apresentarão sintomas.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e no histórico familiar. Exames de imagem como ressonância magnética do cérebro podem mostrar alterações como atrofia do corpo caloso ou anormalidades da substância branca.[1][4]
A confirmação diagnóstica é feita por teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o método mais abrangente, capaz de identificar variantes no gene ALDH18A1. Atualmente, existem 21 testes genéticos disponíveis para esta condição e 219 variantes registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A. O tratamento é sintomático e de suporte, focado em aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição.[1][2]
O manejo multidisciplinar pode incluir fisioterapia para manter a mobilidade e reduzir a espasticidade, terapia ocupacional para adaptações diárias, e acompanhamento com neurologista. Para sintomas urinários, pode ser necessário avaliação urológica. O suporte psicológico é importante para lidar com o impacto emocional da doença.[1][2]
No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, conforme a necessidade de cada paciente.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia amplamente entre os pacientes. A progressão dos sintomas é geralmente lenta, mas pode levar à perda gradual da capacidade de deambulação. A expectativa de vida pode ser normal ou ligeiramente reduzida, dependendo da gravidade dos sintomas e da presença de complicações.[1][4]
A qualidade de vida pode ser significativamente impactada pelos sintomas motores, pela fadiga e pelos problemas urinários. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar e o suporte social são fundamentais para ajudar os pacientes a manterem sua independência e bem-estar.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A é uma doença neurológica rara com início juvenil, caracterizada por paraplegia espástica, ataxia da marcha e disartria. Pode apresentar vômitos, sinal de Hoffmann e anomalias no desenvolvimento do giro frontal inferior e na pelve. É herdada de forma autossômica dominante e associada ao gene ALDH18A1.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A é uma doença genética rara que afeta principalmente o sistema nervoso, caracterizada por fraqueza e rigidez progressivas nas pernas (paraplegia espástica). A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas na população geral.[1][4]
A doença pode se manifestar em diferentes fases da vida: na infância, na adolescência ou na idade adulta. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene responsável já é suficiente para causar a condição.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem paraplegia espástica (rigidez e fraqueza nas pernas), distúrbio da marcha, ataxia da marcha (falta de coordenação ao andar), hipertonia do membro inferior (aumento do tônus muscular nas pernas) e hiperreflexia do membro inferior (reflexos exagerados). Também podem ocorrer hiperreflexia em membros superiores, sinal de Hoffmann (reflexo anormal nos dedos) e sinal piramidal anormal.[1][4]
Outros sintomas neurológicos possíveis incluem disartria (dificuldade na fala), tremor, comprometimento da memória, anormalidade da sensação de dor, amiotrofia generalizada (perda de massa muscular), atrofia do corpo caloso e morfologia anormal da substância branca cerebral. Manifestações não neurológicas podem incluir anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior, anormalidade da morfologia óssea da cintura pélvica e maturação esquelética atrasada.[1][4]
Sintomas urinários como urgência urinária e incontinência urinária são frequentes. Em alguns casos, podem ocorrer vômitos e psicose. O início dos sintomas pode ser juvenil.[1][4]
Causas genéticas
A Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A é causada por variantes (mutações) no gene ALDH18A1. Este gene fornece instruções para a produção da enzima delta-1-pirrolina-5-carboxilato sintase, que participa da síntese do aminoácido prolina, importante para a estrutura de proteínas e para a função celular.[1][2][5]
A herança é autossômica dominante: se uma pessoa herda uma cópia do gene ALDH18A1 com a mutação, ela tem 50% de chance de desenvolver a doença. No entanto, a penetrância pode ser incompleta, ou seja, nem todas as pessoas com a mutação apresentarão sintomas.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e no histórico familiar. Exames de imagem como ressonância magnética do cérebro podem mostrar alterações como atrofia do corpo caloso ou anormalidades da substância branca.[1][4]
A confirmação diagnóstica é feita por teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o método mais abrangente, capaz de identificar variantes no gene ALDH18A1. Atualmente, existem 21 testes genéticos disponíveis para esta condição e 219 variantes registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A. O tratamento é sintomático e de suporte, focado em aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição.[1][2]
O manejo multidisciplinar pode incluir fisioterapia para manter a mobilidade e reduzir a espasticidade, terapia ocupacional para adaptações diárias, e acompanhamento com neurologista. Para sintomas urinários, pode ser necessário avaliação urológica. O suporte psicológico é importante para lidar com o impacto emocional da doença.[1][2]
No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, conforme a necessidade de cada paciente.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia amplamente entre os pacientes. A progressão dos sintomas é geralmente lenta, mas pode levar à perda gradual da capacidade de deambulação. A expectativa de vida pode ser normal ou ligeiramente reduzida, dependendo da gravidade dos sintomas e da presença de complicações.[1][4]
A qualidade de vida pode ser significativamente impactada pelos sintomas motores, pela fadiga e pelos problemas urinários. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar e o suporte social são fundamentais para ajudar os pacientes a manterem sua independência e bem-estar.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 23 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 62 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Bifunctional enzyme that converts glutamate to glutamate 5-semialdehyde, an intermediate in the biosynthesis of proline, ornithine and arginine
MitochondrionMitochondrion matrix
Cutis laxa, autosomal recessive, 3A
A syndrome characterized by facial dysmorphism with a progeroid appearance, large and late-closing fontanel, cutis laxa, joint hyperlaxity, athetoid movements and hyperreflexia, pre- and postnatal growth retardation, intellectual deficit, developmental delay, and ophthalmologic abnormalities.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
219 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 620 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Publicações mais relevantes
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Publicações recentes
A mouse model of autosomal dominant spastic ataxia and myopathy caused by a mutation in Tuba4a.
Novel missense ALDH18A1 variant in a family with autosomal dominant spastic paraplegia.
Mild cognitive dysfunction in hereditary spastic paraplegia 4 disease related to fluorodesoxyglucose cerebral positron emission tomography.
Establishment of an induced pluripotent stem cell (iPSC) line (INNDSUi011-A) from a patient with autosomal dominant spastic paraplegia 9A due to ALDH18A1 mutation.
Autosomal Dominant Spastic Paraplegia With Dysregulation of Bowel Function Associated With Heterozygous AP4S1 Gene Mutation: Case Report.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- A mouse model of autosomal dominant spastic ataxia and myopathy caused by a mutation in Tuba4a.
- Novel missense ALDH18A1 variant in a family with autosomal dominant spastic paraplegia.
- Mild cognitive dysfunction in hereditary spastic paraplegia 4 disease related to fluorodesoxyglucose cerebral positron emission tomography.
- Establishment of an induced pluripotent stem cell (iPSC) line (INNDSUi011-A) from a patient with autosomal dominant spastic paraplegia 9A due to ALDH18A1 mutation.
- Autosomal Dominant Spastic Paraplegia With Dysregulation of Bowel Function Associated With Heterozygous AP4S1 Gene Mutation: Case Report.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:447753(Orphanet)
- OMIM OMIM:601162(OMIM)
- MONDO:0011006(MONDO)
- GARD:9583(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q32143434(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9A
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA