Doença rara com herança autossômica dominante, caracterizada por deterioração neurológica progressiva, marcha espástica e perda da deambulação. Manifesta-se com hiperreflexia, reflexos patelares hiperativos e refluxo gastroesofágico, associada a mutações no gene ALDH1A1.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9B é uma doença neurológica rara, caracterizada por fraqueza progressiva e rigidez dos membros inferiores (paraplegia espástica). A condição é herdada de forma autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas podem começar na infância, adolescência ou idade adulta. Os principais sinais incluem disfunção do neurônio motor superior (como fraqueza e espasticidade), marcha espástica (andar rígido e com dificuldade), sinal de Babinski (reflexo anormal do pé), hiperreflexia (reflexos exagerados) nos membros superiores e reflexo patelar hiperativo. Muitas pessoas desenvolvem pé cavo (arco do pé muito alto) e contratura em flexão do cotovelo.[1][3]
Outros sintomas frequentes incluem disartria espástica (dificuldade para falar devido à rigidez dos músculos da fala), ataxia da marcha progressiva (perda de coordenação ao andar), distonia focal (contrações musculares involuntárias), tremor postural, hipotonia (tônus muscular reduzido) em alguns casos, e reflexo aquileu ausente. A doença também pode causar neuropatia axonal periférica e polineuropatia motora, afetando os nervos dos braços e pernas.[1][3]
Com a progressão, pode ocorrer perda da deambulação (dificuldade ou incapacidade de andar), demência, catarata do desenvolvimento (opacificação do cristalino desde cedo), refluxo gastroesofágico e atrofia da medula espinhal. A deterioração neurológica é progressiva, mas a velocidade e a gravidade variam muito entre as pessoas.[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes (mutações) no gene ALDH18A1, que fornece instruções para a produção da enzima delta-1-pirrolina-5-carboxilato sintase. Essa enzima é essencial para a produção do aminoácido prolina, importante para a estrutura das proteínas e para a proteção das células nervosas. A herança é autossômica dominante: se um dos pais tem a mutação, cada filho tem 50% de chance de herdar a doença.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e confirmado por teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame disponível, capaz de identificar variantes no gene ALDH18A1. Atualmente, existem 219 variantes descritas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas) e 46 testes genéticos disponíveis comercialmente para essa condição.[1][4]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. O código CID-10 associado é G11.4 (Paraplegia espástica hereditária).[1]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9B. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Isso pode incluir fisioterapia para manter a mobilidade e reduzir a espasticidade, terapia ocupacional para adaptações diárias, e acompanhamento com neurologista e geneticista. O refluxo gastroesofágico e a catarata, quando presentes, devem ser tratados conforme as diretrizes padrão.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável. A doença é progressiva, e muitas pessoas podem perder a capacidade de andar com o tempo. No entanto, com reabilitação adequada e suporte multidisciplinar, é possível manter uma boa qualidade de vida por muitos anos. O acompanhamento regular com especialistas é fundamental para adaptar o tratamento às necessidades que surgem com a progressão da doença.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara com herança autossômica dominante, caracterizada por deterioração neurológica progressiva, marcha espástica e perda da deambulação. Manifesta-se com hiperreflexia, reflexos patelares hiperativos e refluxo gastroesofágico, associada a mutações no gene ALDH1A1.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9B é uma doença neurológica rara, caracterizada por fraqueza progressiva e rigidez dos membros inferiores (paraplegia espástica). A condição é herdada de forma autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas podem começar na infância, adolescência ou idade adulta. Os principais sinais incluem disfunção do neurônio motor superior (como fraqueza e espasticidade), marcha espástica (andar rígido e com dificuldade), sinal de Babinski (reflexo anormal do pé), hiperreflexia (reflexos exagerados) nos membros superiores e reflexo patelar hiperativo. Muitas pessoas desenvolvem pé cavo (arco do pé muito alto) e contratura em flexão do cotovelo.[1][3]
Outros sintomas frequentes incluem disartria espástica (dificuldade para falar devido à rigidez dos músculos da fala), ataxia da marcha progressiva (perda de coordenação ao andar), distonia focal (contrações musculares involuntárias), tremor postural, hipotonia (tônus muscular reduzido) em alguns casos, e reflexo aquileu ausente. A doença também pode causar neuropatia axonal periférica e polineuropatia motora, afetando os nervos dos braços e pernas.[1][3]
Com a progressão, pode ocorrer perda da deambulação (dificuldade ou incapacidade de andar), demência, catarata do desenvolvimento (opacificação do cristalino desde cedo), refluxo gastroesofágico e atrofia da medula espinhal. A deterioração neurológica é progressiva, mas a velocidade e a gravidade variam muito entre as pessoas.[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes (mutações) no gene ALDH18A1, que fornece instruções para a produção da enzima delta-1-pirrolina-5-carboxilato sintase. Essa enzima é essencial para a produção do aminoácido prolina, importante para a estrutura das proteínas e para a proteção das células nervosas. A herança é autossômica dominante: se um dos pais tem a mutação, cada filho tem 50% de chance de herdar a doença.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e confirmado por teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame disponível, capaz de identificar variantes no gene ALDH18A1. Atualmente, existem 219 variantes descritas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas) e 46 testes genéticos disponíveis comercialmente para essa condição.[1][4]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. O código CID-10 associado é G11.4 (Paraplegia espástica hereditária).[1]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9B. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Isso pode incluir fisioterapia para manter a mobilidade e reduzir a espasticidade, terapia ocupacional para adaptações diárias, e acompanhamento com neurologista e geneticista. O refluxo gastroesofágico e a catarata, quando presentes, devem ser tratados conforme as diretrizes padrão.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável. A doença é progressiva, e muitas pessoas podem perder a capacidade de andar com o tempo. No entanto, com reabilitação adequada e suporte multidisciplinar, é possível manter uma boa qualidade de vida por muitos anos. O acompanhamento regular com especialistas é fundamental para adaptar o tratamento às necessidades que surgem com a progressão da doença.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 5 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 21 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Bifunctional enzyme that converts glutamate to glutamate 5-semialdehyde, an intermediate in the biosynthesis of proline, ornithine and arginine
MitochondrionMitochondrion matrix
Cutis laxa, autosomal recessive, 3A
A syndrome characterized by facial dysmorphism with a progeroid appearance, large and late-closing fontanel, cutis laxa, joint hyperlaxity, athetoid movements and hyperreflexia, pre- and postnatal growth retardation, intellectual deficit, developmental delay, and ophthalmologic abnormalities.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
219 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 620 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9B
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Mostrando amostra de 5 publicações de um total de 23
Publicações recentes
A mouse model of autosomal dominant spastic ataxia and myopathy caused by a mutation in Tuba4a.
Novel missense ALDH18A1 variant in a family with autosomal dominant spastic paraplegia.
Mild cognitive dysfunction in hereditary spastic paraplegia 4 disease related to fluorodesoxyglucose cerebral positron emission tomography.
Establishment of an induced pluripotent stem cell (iPSC) line (INNDSUi011-A) from a patient with autosomal dominant spastic paraplegia 9A due to ALDH18A1 mutation.
Autosomal Dominant Spastic Paraplegia With Dysregulation of Bowel Function Associated With Heterozygous AP4S1 Gene Mutation: Case Report.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- A mouse model of autosomal dominant spastic ataxia and myopathy caused by a mutation in Tuba4a.
- Novel missense ALDH18A1 variant in a family with autosomal dominant spastic paraplegia.
- Mild cognitive dysfunction in hereditary spastic paraplegia 4 disease related to fluorodesoxyglucose cerebral positron emission tomography.
- Establishment of an induced pluripotent stem cell (iPSC) line (INNDSUi011-A) from a patient with autosomal dominant spastic paraplegia 9A due to ALDH18A1 mutation.
- Autosomal Dominant Spastic Paraplegia With Dysregulation of Bowel Function Associated With Heterozygous AP4S1 Gene Mutation: Case Report.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:447757(Orphanet)
- MONDO:0018644(MONDO)
- GARD:21866(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55346055(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Paraplegia espástica autossômica dominante tipo 9B
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA