A pentosúria é um erro inato do metabolismo que se caracteriza pela excreção de 1 a 4 g da pentose L-xilulose na urina por dia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A pentosúria é uma alteração metabólica rara de origem genética caracterizada pela eliminação de um açúcar chamado L-xilulose na urina. Ela tem herança autossômica recessiva e costuma ser identificada no período neonatal ou durante a infância por meio de exames laboratoriais. A alteração decorre da falta da enzima L-xilulose redutase, ligada ao gene DCXR, que modifica a concentração de carboidratos na urina e no sangue sem outros sintomas corporais catalogados. A condição não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde e não requer nem possui medicamentos dispensados pelo SUS.
A pentosúria é um erro inato do metabolismo que se caracteriza pela excreção de 1 a 4 g da pentose L-xilulose na urina por dia.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 5 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Pentosuria
An inborn error of metabolism characterized by excessive urinary excretion of L-xylulose.
Variantes genéticas (ClinVar)
23 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 2 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Pentosúria
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
C11orf54 catalyzes L-xylulose formation in human metabolism.
Excretion of L-xylulose is the hallmark of pentosuria, the fourth of Garrod's inborn errors of metabolism, yet the molecular basis for L-xylulose formation remains unknown. Here, by projecting coevolutionary data for 511,114 orthogroups across 1,929 eukaryotic genomes onto metabolic maps, we screen for unmapped genes in human metabolism. Among these, we show that the DUF1907 domain of C11orf54 catalyzes formation of L-xylulose by establishing a zinc-coordinated Michaelis complex with β-keto-L-gulonate (BKG). The identification of BKG decarboxylase completes the pentose pathway, in which pentose sugars are produced by decarboxylation of nonphosphorylated hexose precursors. The pathway was present in the unicellular ancestor of animals and is conserved in all deuterostomes, in contrast to the alternative L-ascorbate (vitamin C) biosynthesis pathway. An increased flux toward pentoses may have represented an evolutionary tradeoff, favoring energy metabolism and redox cofactor balance at the expense of ascorbate biosynthesis in organisms, such as humans and other Haplorhini primates, where dietary vitamin C intake prevents scurvy.
A Feeling for the Human Subject: Margaret Lasker and the Genetic Puzzle of Pentosuria.
In 1933 Margaret Lasker, a biochemist who worked at the labs of Montefiore Hospital in New York, developed an accurate method for the differentiation between pentosuria and diabetes. Research into pentosuria, and mostly its genetic aspects, became Lasker's lifelong passion. Since research was not part of her job description, she conducted the chief part of her study in her home kitchen. Lasker's extensive and personal correspondence with her patients and their families may be the secret key for her success in maintaining a prolonged research career against all odds. Laker's last article was published in 1955 in Human Biology, presenting data on 72 cases of pentosuria, which occurs almost exclusively in Ashkenazi Jews. More than half a century later, and long after Lasker was gone, her well kept data and family records allowed the discovery of two mutations in the DCXR gene, by Mary-Claire King and her team.
Milestones in treatments for inborn errors of metabolism: Reflections on Where chemistry and medicine meet.
From Sir Archibald Garrod's initial description of the tetrad of albinism, alkaptonuria, cystinuria, and pentosuria to today, the field of medicine dedicated to inborn errors of metabolism has evolved from disease identification and mechanistic discovery to the development of therapies designed to subvert biochemical defects. In this review, we highlight major milestones in the treatment and diagnosis of inborn errors of metabolism, starting with dietary therapy for phenylketonuria in the 1950s and 1960s, and ending with current approaches in genetic manipulation.
Inborn errors of metabolism in the 21st century: past to present.
The 21st century is an exciting time to be in the field of metabolic medicine. As with many fields, one of the keys to anticipating the future is to understand the past. The term "inborn error of metabolism" was first coined in 1908 by Sir Archibald Garrod, in reference to four disorders (alkaptonuria, pentosuria, cystinuria and albinism). The first (and still most definitive) textbook on the subject, "The Metabolic Basis of Inherited Disease" was initially published in 1960 and covered 80 disorders in 1,477 pages. After the eighth edition of this text became unwieldy at 6,338 pages in 4 volumes covering more than 1,000 disorders, the book was changed to an online reference text with 259 chapters and is still growing. Current newborn screening on a few dried blood spots on filter paper identifies more than 1 in 2,000 newborns as having a metabolic disorder. The availability of metabolomic and genomic analyses is resulting in the diagnosis of many new disorders. Enzyme replacement therapy (ERT) has provided treatments for previously untreatable metabolic disorders, and the promise of gene therapy on the near horizon will certainly revolutionize the field.
Publicações recentes
C11orf54 catalyzes L-xylulose formation in human metabolism.
A Feeling for the Human Subject: Margaret Lasker and the Genetic Puzzle of Pentosuria.
Milestones in treatments for inborn errors of metabolism: Reflections on Where chemistry and medicine meet.
Inborn errors of metabolism in the 21(st) century: past to present.
Human DCXR - another 'moonlighting protein' involved in sugar metabolism, carbonyl detoxification, cell adhesion and male fertility?
📚 EuropePMC47 artigos no totalmostrando 4
C11orf54 catalyzes L-xylulose formation in human metabolism.
Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of AmericaA Feeling for the Human Subject: Margaret Lasker and the Genetic Puzzle of Pentosuria.
Journal of the history of biologyMilestones in treatments for inborn errors of metabolism: Reflections on Where chemistry and medicine meet.
American journal of medical genetics. Part AInborn errors of metabolism in the 21st century: past to present.
Annals of translational medicineAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Pentosúria.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Pentosúria e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A pentosúria é causada por mutações genéticas com padrão de herança autossômica recessiva no gene DCXR. Essas alterações causam deficiência na enzima L-xilulose redutase, levando à eliminação de 1 a 4 gramas de L-xilulose na urina por dia.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 8 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Pentosúria. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/pentosuria
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Pentosúria
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata