Síndrome rara autossômica recessiva associada a mutações no gene WDPCP, caracterizada por cardiopatia congênita (ex: defeito do canal atrioventricular, coartação da aorta), hamartoma lingual, polissindactilia (mãos e pés) e fenda orofacial.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de cardiopatia-hamartoma da língua-polissindactilia é uma doença genética rara, caracterizada pela combinação de malformações cardíacas, presença de um hamartoma (crescimento benigno) na língua e alterações nos dedos das mãos e dos pés (polissindactilia). A condição está presente desde o nascimento (início neonatal) e sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentemente relatados incluem: persistência do canal arterial, estenose aórtica subvalvar, coartação da aorta e defeito completo do canal atrioventricular (cardiopatias); hamartoma de língua; polidactilia pós-axial da mão (dedo extra) e sindactilia dos dedos 2-3 das mãos e dos pés; hálux largo; hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos); fenda orofacial; criptorquidia (testículo não descido); atraso global do desenvolvimento; dificuldades alimentares; e neoplasia benigna do sistema nervoso central.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes (mutações) no gene WDPCP (WD repeat-containing and planar cell polarity effector protein fritz homolog). A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambas as cópias do gene (uma herdada de cada genitor) estejam alteradas para que a doença se manifeste.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, há 13 testes genéticos disponíveis e 91 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e deve ser individualizado, com foco nos sintomas apresentados por cada paciente. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras. O acompanhamento envolve cardiologistas, cirurgiões pediátricos, geneticistas, fonoaudiólogos e outros especialistas conforme a necessidade.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
Prognóstico e qualidade de vida
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara autossômica recessiva associada a mutações no gene WDPCP, caracterizada por cardiopatia congênita (ex: defeito do canal atrioventricular, coartação da aorta), hamartoma lingual, polissindactilia (mãos e pés) e fenda orofacial.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de cardiopatia-hamartoma da língua-polissindactilia é uma doença genética rara, caracterizada pela combinação de malformações cardíacas, presença de um hamartoma (crescimento benigno) na língua e alterações nos dedos das mãos e dos pés (polissindactilia). A condição está presente desde o nascimento (início neonatal) e sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentemente relatados incluem: persistência do canal arterial, estenose aórtica subvalvar, coartação da aorta e defeito completo do canal atrioventricular (cardiopatias); hamartoma de língua; polidactilia pós-axial da mão (dedo extra) e sindactilia dos dedos 2-3 das mãos e dos pés; hálux largo; hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos); fenda orofacial; criptorquidia (testículo não descido); atraso global do desenvolvimento; dificuldades alimentares; e neoplasia benigna do sistema nervoso central.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes (mutações) no gene WDPCP (WD repeat-containing and planar cell polarity effector protein fritz homolog). A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambas as cópias do gene (uma herdada de cada genitor) estejam alteradas para que a doença se manifeste.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, há 13 testes genéticos disponíveis e 91 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e deve ser individualizado, com foco nos sintomas apresentados por cada paciente. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras. O acompanhamento envolve cardiologistas, cirurgiões pediátricos, geneticistas, fonoaudiólogos e outros especialistas conforme a necessidade.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
Prognóstico e qualidade de vida
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 7 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 18 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisProbable effector of the planar cell polarity signaling pathway which regulates the septin cytoskeleton in both ciliogenesis and collective cell movements. Together with FUZ and WDPCP proposed to function as core component of the CPLANE (ciliogenesis and planar polarity effectors) complex involved in the recruitment of peripheral IFT-A proteins to basal bodies (By similarity). Binds phosphatidylinositol 3-phosphate with highest affinity, followed by phosphatidylinositol 4-phosphate and phosphati
Cell membraneCytoplasm, cytoskeleton, cilium axonemeCytoplasm, cytoskeleton, cilium basal body
Bardet-Biedl syndrome 15
A syndrome characterized by usually severe pigmentary retinopathy, early-onset obesity, polydactyly, hypogenitalism, renal malformation and intellectual disability. Secondary features include diabetes mellitus, hypertension and congenital heart disease. Bardet-Biedl syndrome inheritance is autosomal recessive, but three mutated alleles (two at one locus, and a third at a second locus) may be required for clinical manifestation of some forms of the disease.
Variantes genéticas (ClinVar)
91 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 172 variantes classificadas pelo ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de cardiopatia-hamartoma da língua-polissindactilia
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Comparative Outcomes After Percutaneous Coronary Intervention in Unconscious and Conscious Patients With Out-of-Hospital Cardiac Arrest.
Neurocognitive and somatic stabilization in pediatric patients with severe Mucopolysaccharidosis Type I after 52 weeks of intravenous brain-penetrating insulin receptor antibody-iduronidase fusion protein (valanafusp alpha): an open label phase 1-2 trial.
Exome sequences versus sequential gene testing in the UK highly specialised Service for Limb Girdle Muscular Dystrophy.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de cardiopatia-hamartoma da língua-polissindactilia.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Comparative Outcomes After Percutaneous Coronary Intervention in Unconscious and Conscious Patients With Out-of-Hospital Cardiac Arrest.
- Neurocognitive and somatic stabilization in pediatric patients with severe Mucopolysaccharidosis Type I after 52 weeks of intravenous brain-penetrating insulin receptor antibody-iduronidase fusion protein (valanafusp alpha): an open label phase 1-2 trial.
- Exome sequences versus sequential gene testing in the UK highly specialised Service for Limb Girdle Muscular Dystrophy.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:1338(Orphanet)
- OMIM OMIM:217085(OMIM)
- MONDO:0009008(MONDO)
- GARD:4166(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55781762(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome de cardiopatia-hamartoma da língua-polissindactilia
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata