Doença mitocondrial rara caracterizada por início infantil precoce de deterioração neurológica progressiva com convulsões, espasticidade e atraso do desenvolvimento psicomotor. Os exames de neuroimagem cerebral demonstram leucodistrofia grave e anomalias da migração neuronal. É comum existir acidose láctica. A doença é geralmente fatal na primeira infância.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5 é uma doença genética rara que afeta o funcionamento das mitocôndrias — as estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Essa condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que a criança receba uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5 são variados e podem incluir: microcefalia (cabeça menor que o esperado), atraso global do desenvolvimento, regressão do desenvolvimento (perda de habilidades já adquiridas), dificuldades alimentares, convulsões, atraso de crescimento, aumento da concentração de lactato no sangue, retinopatia pigmentar (alteração na retina que pode afetar a visão), estrabismo, leucodistrofia (alteração na substância branca do cérebro), mielinização atrasada (formação mais lenta da bainha de mielina que reveste os neurônios), espasticidade (aumento do tônus muscular), hiperreflexia (reflexos exagerados), concentração elevada de creatina quinase circulante (indicando lesão muscular), ventriculomegalia (alargamento dos ventrículos cerebrais) e paquigiria (giros cerebrais mais espessos que o normal).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene ISCA1 (Iron-sulfur cluster assembly 1 homolog, mitochondrial). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a montagem dos aglomerados de ferro-enxofre, componentes fundamentais para o funcionamento das mitocôndrias. A herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais são portadores de uma cópia do gene alterado, mas geralmente não apresentam sintomas.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, exames de imagem (como ressonância magnética do crânio) e exames laboratoriais (como dosagem de lactato e creatina quinase). A confirmação é feita por meio de teste genético que identifique mutações no gene ISCA1. Atualmente, há 39 testes genéticos disponíveis e 29 variantes patogênicas descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado para a Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir: suporte nutricional para dificuldades alimentares, fisioterapia para espasticidade, terapia ocupacional, acompanhamento neurológico para convulsões, e suporte oftalmológico para retinopatia e estrabismo. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a rapidez do suporte oferecido. Por ser uma condição que se manifesta na infância e pode levar à regressão do desenvolvimento, o acompanhamento precoce com uma equipe multidisciplinar é fundamental para maximizar o bem-estar e a qualidade de vida da criança e de sua família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença mitocondrial rara caracterizada por início infantil precoce de deterioração neurológica progressiva com convulsões, espasticidade e atraso do desenvolvimento psicomotor. Os exames de neuroimagem cerebral demonstram leucodistrofia grave e anomalias da migração neuronal. É comum existir acidose láctica. A doença é geralmente fatal na primeira infância.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5 é uma doença genética rara que afeta o funcionamento das mitocôndrias — as estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Essa condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que a criança receba uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5 são variados e podem incluir: microcefalia (cabeça menor que o esperado), atraso global do desenvolvimento, regressão do desenvolvimento (perda de habilidades já adquiridas), dificuldades alimentares, convulsões, atraso de crescimento, aumento da concentração de lactato no sangue, retinopatia pigmentar (alteração na retina que pode afetar a visão), estrabismo, leucodistrofia (alteração na substância branca do cérebro), mielinização atrasada (formação mais lenta da bainha de mielina que reveste os neurônios), espasticidade (aumento do tônus muscular), hiperreflexia (reflexos exagerados), concentração elevada de creatina quinase circulante (indicando lesão muscular), ventriculomegalia (alargamento dos ventrículos cerebrais) e paquigiria (giros cerebrais mais espessos que o normal).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene ISCA1 (Iron-sulfur cluster assembly 1 homolog, mitochondrial). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a montagem dos aglomerados de ferro-enxofre, componentes fundamentais para o funcionamento das mitocôndrias. A herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais são portadores de uma cópia do gene alterado, mas geralmente não apresentam sintomas.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, exames de imagem (como ressonância magnética do crânio) e exames laboratoriais (como dosagem de lactato e creatina quinase). A confirmação é feita por meio de teste genético que identifique mutações no gene ISCA1. Atualmente, há 39 testes genéticos disponíveis e 29 variantes patogênicas descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado para a Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir: suporte nutricional para dificuldades alimentares, fisioterapia para espasticidade, terapia ocupacional, acompanhamento neurológico para convulsões, e suporte oftalmológico para retinopatia e estrabismo. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a rapidez do suporte oferecido. Por ser uma condição que se manifesta na infância e pode levar à regressão do desenvolvimento, o acompanhamento precoce com uma equipe multidisciplinar é fundamental para maximizar o bem-estar e a qualidade de vida da criança e de sua família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 19 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisInvolved in the maturation of mitochondrial 4Fe-4S proteins functioning late in the iron-sulfur cluster assembly pathway. Probably involved in the binding of an intermediate of Fe/S cluster assembly
Mitochondrion
Multiple mitochondrial dysfunctions syndrome 5
An autosomal recessive, severe disorder characterized by early onset neurological deterioration, seizures, cerebral and cerebellar leukodystrophy, dysmyelination, cortical migrational abnormalities, lactic acidosis and early demise.
Variantes genéticas (ClinVar)
29 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 451 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Mostrando amostra de 2 publicações de um total de 35
Pitfalls of relying on genetic testing only to diagnose inherited metabolic disorders in non-western populations - 5 cases of pyruvate dehydrogenase deficiency from South Africa.
Pyruvate dehydrogenase complex (PDHC) deficiencies are a group of mainly infantile onset disorders stemming from defects in pyruvate catabolism. They are characterised by severe lactic acidosis and progressive neurodegeneration.Although the PDHA1 gene is implicated in most cases of PDHC deficiency worldwide, no pathogenic variants have been reported in South African patients to date, despite availability of PDHA1 sequencing in the state diagnostic setting. DNA from five patients with low to absent PDHC activity in fibroblasts were subjected to PDHC deficiency gene panel analysis. Included in the panel were: PDHA1, PDHB, DLAT, DLD, PDHX, BOLA3, GLRX5, IBA57, LIAS, LIPT1, LIPT2, NFU1, PDP1, PDP2, SLC19A2, SLC19A3, SLC25A19, SLC25A26, TPK1 and FBXL4. No pathogenic variants were identified in 4 out of 5 cases investigated. A homozygous frame-shift mutation was detected in the BOLA3 gene in one patient, supporting a diagnosis of multiple mitochondrial dysfunction syndrome type 2. A single, novel, homozygous BOLA3 frame-shift mutation was detected in a black South African child with severe neurodegenerative disease and very low to absent PDHC enzyme activity. This finding of a homozygous mutation in a patient from a non-consanguineous background may indicate a need for further investigation in clinically similar cases as well as heterozygous carrier rates in unaffected individuals from the same ethnic background.The paucity of identifiable mutations in 4 out of 5 South African patients with confirmed PDHC deficiency highlights the dangers in relying on Western population based genetic panels for diagnosing rare metabolic disease in genetically understudied populations.
Expanding the phenotype of mitochondrial disease: Novel pathogenic variant in ISCA1 leading to instability of the iron-sulfur cluster in the protein.
We report a patient carrying a novel pathogenic variant p.(Tyr101Cys) in ISCA1 leading to MMDS type 5. He initially presented a psychomotor regression with loss of gait and language skills and a tetrapyramidal spastic syndrome. Biochemical analysis of patient fibroblasts revealed impaired lipoic acid synthesis and decreased activities of complex I and II of respiratory chain. While ISCA1 is involved in the mitochondrial machinery for iron-sulfur cluster biogenesis, these dysfunctions are secondary to impaired maturation of mitochondrial proteins containing the [4Fe-4S] clusters. Expression and purification of the human ISCA1 showed a decreased stability of the [2Fe-2S] cluster in the mutated protein.
Publicações recentes
BOLA3 as a key protein for the treatment of diabetic skeletal muscle atrophy.
🥉 Relato de casoRole of BOLA3 in the mitochondrial Fe-S cluster clarified by metabolomic analysis.
A novel missense mutation in ISCA2 causes aberrant splicing and leads to multiple mitochondrial dysfunctions syndrome 4.
Defects in the Maturation of Mitochondrial Iron-Sulfur Proteins: Biophysical Investigation of the MMDS3 Causing Gly104Cys Variant of IBA57.
📚 EuropePMC20 artigos no totalmostrando 2
Pitfalls of relying on genetic testing only to diagnose inherited metabolic disorders in non-western populations - 5 cases of pyruvate dehydrogenase deficiency from South Africa.
Molecular genetics and metabolism reportsExpanding the phenotype of mitochondrial disease: Novel pathogenic variant in ISCA1 leading to instability of the iron-sulfur cluster in the protein.
MitochondrionAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5.
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Comunidades
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Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Pitfalls of relying on genetic testing only to diagnose inherited metabolic disorders in non-western populations - 5 cases of pyruvate dehydrogenase deficiency from South Africa.
- Expanding the phenotype of mitochondrial disease: Novel pathogenic variant in ISCA1 leading to instability of the iron-sulfur cluster in the protein.
- Editorial: Rare genetic disorders associated with intellectual disability.
- BOLA3 as a key protein for the treatment of diabetic skeletal muscle atrophy.
- Role of BOLA3 in the mitochondrial Fe-S cluster clarified by metabolomic analysis.
- A novel missense mutation in ISCA2 causes aberrant splicing and leads to multiple mitochondrial dysfunctions syndrome 4.
- Defects in the Maturation of Mitochondrial Iron-Sulfur Proteins: Biophysical Investigation of the MMDS3 Causing Gly104Cys Variant of IBA57.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:569274(Orphanet)
- OMIM OMIM:617613(OMIM)
- MONDO:0033282(MONDO)
- GARD:22305(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q53661614(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata