Doença mitocondrial rara caracterizada por início infantil precoce de deterioração neurológica progressiva com convulsões, espasticidade e atraso do desenvolvimento psicomotor. Os exames de neuroimagem cerebral demonstram leucodistrofia grave e anomalias da migração neuronal. É comum existir acidose láctica. A doença é geralmente fatal na primeira infância.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5 (Multiple mitochondrial dysfunctions syndrome type 5) é uma condição genética rara de herança autossômica recessiva, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de indivíduos. O quadro tem seu início caracteristicamente na infância.[1][2]
Sinais e sintomas
As manifestações clínicas da condição incluem atraso global do desenvolvimento e regressão do desenvolvimento, associados a atraso de crescimento e microcefalia. No sistema nervoso central, podem ser observadas alterações estruturais e de substância branca, tais como leucodistrofia, paquigiria, ventriculomegalia e atraso na mielinização.[1][2]
O quadro neurológico e neuromuscular pode envolver espasticidade, hiperreflexia e convulsões, além de dificuldades alimentares. Também são descritas manifestações oftalmológicas, como retinopatia pigmentar e estrabismo. Em exames laboratoriais, podem ser identificadas concentrações aumentadas de lactato circulante e de creatina quinase circulante.[1][2]
Causas genéticas
Diagnóstico
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5 é uma doença genética muito rara com início na infância, causada por alterações no gene ISCA1. Ela afeta a produção de energia nas células, provocando atraso grave no desenvolvimento, rigidez muscular, convulsões e dificuldades para se alimentar. Não existem remédios curativos aprovados no mundo e a doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. O acompanhamento médico é focado no controle dos sintomas neurológicos e no suporte integral prestado pelos serviços de saúde.
Doença mitocondrial rara caracterizada por início infantil precoce de deterioração neurológica progressiva com convulsões, espasticidade e atraso do desenvolvimento psicomotor. Os exames de neuroimagem cerebral demonstram leucodistrofia grave e anomalias da migração neuronal. É comum existir acidose láctica. A doença é geralmente fatal na primeira infância.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 19 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisMultiple mitochondrial dysfunctions syndrome 5
An autosomal recessive, severe disorder characterized by early onset neurological deterioration, seizures, cerebral and cerebellar leukodystrophy, dysmyelination, cortical migrational abnormalities, lactic acidosis and early demise.
Variantes genéticas (ClinVar)
29 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 451 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Mostrando amostra de 2 publicações de um total de 35
Pitfalls of relying on genetic testing only to diagnose inherited metabolic disorders in non-western populations - 5 cases of pyruvate dehydrogenase deficiency from South Africa.
Pyruvate dehydrogenase complex (PDHC) deficiencies are a group of mainly infantile onset disorders stemming from defects in pyruvate catabolism. They are characterised by severe lactic acidosis and progressive neurodegeneration.Although the PDHA1 gene is implicated in most cases of PDHC deficiency worldwide, no pathogenic variants have been reported in South African patients to date, despite availability of PDHA1 sequencing in the state diagnostic setting. DNA from five patients with low to absent PDHC activity in fibroblasts were subjected to PDHC deficiency gene panel analysis. Included in the panel were: PDHA1, PDHB, DLAT, DLD, PDHX, BOLA3, GLRX5, IBA57, LIAS, LIPT1, LIPT2, NFU1, PDP1, PDP2, SLC19A2, SLC19A3, SLC25A19, SLC25A26, TPK1 and FBXL4. No pathogenic variants were identified in 4 out of 5 cases investigated. A homozygous frame-shift mutation was detected in the BOLA3 gene in one patient, supporting a diagnosis of multiple mitochondrial dysfunction syndrome type 2. A single, novel, homozygous BOLA3 frame-shift mutation was detected in a black South African child with severe neurodegenerative disease and very low to absent PDHC enzyme activity. This finding of a homozygous mutation in a patient from a non-consanguineous background may indicate a need for further investigation in clinically similar cases as well as heterozygous carrier rates in unaffected individuals from the same ethnic background.The paucity of identifiable mutations in 4 out of 5 South African patients with confirmed PDHC deficiency highlights the dangers in relying on Western population based genetic panels for diagnosing rare metabolic disease in genetically understudied populations.
Expanding the phenotype of mitochondrial disease: Novel pathogenic variant in ISCA1 leading to instability of the iron-sulfur cluster in the protein.
We report a patient carrying a novel pathogenic variant p.(Tyr101Cys) in ISCA1 leading to MMDS type 5. He initially presented a psychomotor regression with loss of gait and language skills and a tetrapyramidal spastic syndrome. Biochemical analysis of patient fibroblasts revealed impaired lipoic acid synthesis and decreased activities of complex I and II of respiratory chain. While ISCA1 is involved in the mitochondrial machinery for iron-sulfur cluster biogenesis, these dysfunctions are secondary to impaired maturation of mitochondrial proteins containing the [4Fe-4S] clusters. Expression and purification of the human ISCA1 showed a decreased stability of the [2Fe-2S] cluster in the mutated protein.
Publicações recentes
BOLA3 as a key protein for the treatment of diabetic skeletal muscle atrophy.
🥉 Relato de casoRole of BOLA3 in the mitochondrial Fe-S cluster clarified by metabolomic analysis.
A novel missense mutation in ISCA2 causes aberrant splicing and leads to multiple mitochondrial dysfunctions syndrome 4.
Defects in the Maturation of Mitochondrial Iron-Sulfur Proteins: Biophysical Investigation of the MMDS3 Causing Gly104Cys Variant of IBA57.
📚 EuropePMC20 artigos no totalmostrando 2
Pitfalls of relying on genetic testing only to diagnose inherited metabolic disorders in non-western populations - 5 cases of pyruvate dehydrogenase deficiency from South Africa.
Molecular genetics and metabolism reportsExpanding the phenotype of mitochondrial disease: Novel pathogenic variant in ISCA1 leading to instability of the iron-sulfur cluster in the protein.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Atualmente, não há tratamentos curativos aprovados no mundo para esta condição mitocondrial. O cuidado disponível visa controlar sintomas como crises convulsivas e a rigidez muscular.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 7 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-disfuncao-mitocondrial-multipla-tipo-5
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 5
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata