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Síndrome de hidantoína fetal
ORPHA:1912CID-10 · Q86.1CID-11 · LA07.1DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
DermatológicoInício neonatalHerança Unknown
Sinônimos clínicos: Embriofetopatia por fenitoína

A síndrome da hidantoína fetal é uma embriofetopatia relacionada a medicamentos que pode ocorrer quando um embrião/feto é exposto ao medicamento anticonvulsivante fenitoína, caracterizada por anomalias craniofaciais distintas (hipertelorismo e dobras epicantais, nariz curto e ponte nasal profunda, orelhas malformadas e de inserção baixa, pescoço curto), bem como falanges distais hipoplásicas e subdesenvolvimento das unhas dos dedos das mãos e dos pés, retardo de crescimento pré-natal e pós-natal e comprometimento neurológico (em um risco 2-3 vezes maior do que o da população em geral), incluindo défices cognitivos e atraso no desenvolvimento motor. Menos comumente, também foram relatados microcefalia, defeitos oculares, fissuras orais, hérnias umbilicais e inguinais, hipospádias e anomalias cardíacas.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A síndrome da hidantoína fetal é um conjunto de alterações congênitas que pode surgir quando o feto é exposto ao anticonvulsivante fenitoína durante a gestação. A criança pode nascer com características faciais marcantes, unhas e pontas dos dedos pouco desenvolvidas e retardo no crescimento. Também pode haver atraso no desenvolvimento motor e dificuldades no aprendizado ao longo da infância. A condição não consta na lista oficial de PCDTs do Ministério da Saúde nem possui medicamentos específicos dispensados pelo SUS. O acompanhamento foca na reabilitação e no suporte multidisciplinar às necessidades de desenvolvimento da criança.

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A síndrome da hidantoína fetal é uma embriofetopatia relacionada a medicamentos que pode ocorrer quando um embrião/feto é exposto ao medicamento anticonvulsivante fenitoína, caracterizada por anomalias craniofaciais distintas (hipertelorismo e dobras epicantais, nariz curto e ponte nasal profunda, orelhas malformadas e de inserção baixa, pescoço curto), bem como falanges distais hipoplásicas e subdesenvolvimento das unhas dos dedos das mãos e dos pés, retardo de crescimento pré-natal e pós-natal e comprometimento neurológico (em um risco 2-3 vezes maior do que o da população em geral), incluindo défices cognitivos e atraso no desenvolvimento motor. Menos comumente, também foram relatados microcefalia, defeitos oculares, fissuras orais, hérnias umbilicais e inguinais, hipospádias e anomalias cardíacas.

Publicações científicas
115 artigos
Último publicado: 2023 Nov

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Antenatal
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q86.1
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

😀
Face
6 sintomas
🦴
Ossos e articulações
4 sintomas
🧬
Pele e cabelo
4 sintomas
👂
Ouvidos
2 sintomas
👁️
Olhos
2 sintomas
🧠
Neurológico
2 sintomas

+ 7 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Anormalidade auditiva
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Orelhas com rotação posterior
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Dermatoglifos anormais
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Dorso nasal deprimido
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Nariz curto
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Morfologia anormal da orelha externa
Muito frequente (99-80%)
30sintomas
Muito frequente (6)
Frequente (20)
Ocasional (4)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 30 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Anormalidade auditivaHearing abnormality
Muito frequente (99-80%)90%
Orelhas com rotação posteriorPosteriorly rotated ears
Muito frequente (99-80%)90%
Dermatoglifos anormaisAbnormal dermatoglyphics
Muito frequente (99-80%)90%
Dorso nasal deprimidoDepressed nasal ridge
Muito frequente (99-80%)90%
Nariz curtoShort nose
Muito frequente (99-80%)90%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa3desde 2023
Total histórico115PubMed
Últimos 10 anos5publicações
Pico20162 papers
Linha do tempo
2023Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

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Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

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🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de hidantoína fetal

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Publicações mais relevantes

📖Melhor nível de evidência: Revisão
Timeline de publicações
5 papers (10 anos)
#1

Fetal Hydantoin Syndrome: A Case Report.

Cureus2023 Nov

Epilepsy is not a common cause of morbidity in pregnancy. It has widespread effects on maternal and fetal health necessitating adequate control of seizures. Many anti-seizure medications (ASM) have teratogenic effects on the fetus. We report a case of severe fetal hydantoin syndrome resulting in life-threatening major congenital anomalies. The mother was on phenytoin for the last three years and the pregnancy was not registered. We discuss various features of fetal hydantoin syndrome and the ideal management of epilepsy in pregnancy in brief.

#2

Anticonvulsants and Chromatin-Genes Expression: A Systems Biology Investigation.

Frontiers in neuroscience2020

Embryofetal development is a critical process that needs a strict epigenetic control, however, perturbations in this balance might lead to the occurrence of congenital anomalies. It is known that anticonvulsants potentially affect epigenetics-related genes, however, it is not comprehended whether this unbalance could explain the anticonvulsants-induced fetal syndromes. In the present study, we aimed to evaluate the expression of epigenetics-related genes in valproic acid, carbamazepine, or phenytoin exposure. We selected these three anticonvulsants exposure assays, which used murine or human embryonic stem-cells and were publicly available in genomic databases. We performed a differential gene expression (DGE) and weighted gene co-expression network analysis (WGCNA), focusing on epigenetics-related genes. Few epigenetics genes were differentially expressed in the anticonvulsants' exposure, however, the WGCNA strategy demonstrated a high enrichment of chromatin remodeling genes for the three drugs. We also identified an association of 46 genes related to Fetal Valproate Syndrome, containing SMARCA2 and SMARCA4, and nine genes to Fetal Hydantoin Syndrome, including PAX6, NEUROD1, and TSHZ1. The evaluation of stem-cells under drug exposure can bring many insights to understand the drug-induced damage to the embryofetal development. The candidate genes here presented are potential biomarkers that could help in future strategies for the prevention of congenital anomalies.

#3

Fetal Hydantoin Syndrome.

The Journal of pediatrics2017 Sep
#4

Is Neurofibromatosis Type 1-Noonan Syndrome a Phenotypic Result of Combined Genetic and Epigenetic Factors?

In vivo (Athens, Greece)2016

Neurofibromatosis 1-Noonan syndrome (NFNS) presents combined characteristics of both autosomal dominant disorders: NF1 and Noonan syndrome (NS). The genes causing NF1 and NS are located on different chromosomes, making it uncertain whether NFNS is a separate entity as previously suggested, or rather a clinical variation. We present a four-membered Greek family. The father was diagnosed with familial NF1 and the mother with generalized epilepsy, being under hydantoin treatment since the age of 18 years. Their two male children exhibited NFNS characteristics. The father and his sons shared R1947X mutation in the NF1 gene. The two children with NFNS phenotype presented with NF1 signs inherited from their father and fetal hydantoin syndrome-like phenotype due to exposure to that anticonvulsant during fetal development. The NFNS phenotype may be the result of both a genetic factor (mutation in the NF1 gene) and an epigenetic/environmental factor (e.g. hydantoin).

#5

Fetal hydantoin syndrome: A case report.

Journal of the Indian Society of Pedodontics and Preventive Dentistry2016

Fetal hydantoin syndrome (FHS) is a spectrum of defects caused to the developing fetus by exposure to the teratogenic effects of antiepileptic drug (AED) phenytoin during pregnancy. Its clinical manifestations include limb abnormalities, ocular defects, central nervous system anomalies, intrauterine growth restriction, and hand and phalangeal anomalies. This case report presents an 8-year-old child born to an epileptic mother with a history of AED therapy, with features suggestive of FHS.

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A síndrome é causada pela exposição pré-natal do embrião ou feto à fenitoína, um medicamento anticonvulsivante. Ela não decorre de mutações genéticas hereditárias e seu padrão de herança é classificado como não aplicável.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Fetal Hydantoin Syndrome.
    The Journal of pediatrics2017PMID 28578158
  2. Fetal hydantoin syndrome: A case report.
    Journal of the Indian Society of Pedodontics and Preventive Dentistry2016PMID 26838156
  3. ORPHA:1912
    Orphanet
  4. GARD:6435
    GARD (NIH)
  5. Q5445904
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Síndrome de hidantoína fetal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-hidantoina-fetal

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Síndrome de hidantoína fetal

ORPHA:1912 · MONDO:0016008
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
Unknown
Herança
Not applicable
CID-10
Q86.1 · Síndrome fetal devida à hidantoína
CID-11
Início
Antenatal, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0265372
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara