Síndrome de deleção parcial do cromossomo 19 é uma condição rara caracterizada por infecções recorrentes, cílios ausentes ou esparsos, e anomalias cardiovasculares como regurgitação mitral e defeitos do septo atrial. Pode apresentar aplasia/hipoplasia do vermis cerebelar, esteatose hepática e sindactilia do dedo do pé.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A monossomia parcial do cromossomo 19, também conhecida como síndrome da deleção parcial do cromossomo 19, é uma condição genética rara caracterizada pela perda de uma parte do material genético no cromossomo 19. Essa alteração pode levar a uma variedade de manifestações clínicas que afetam múltiplos sistemas do corpo. A condição é classificada como uma doença rara e seu espectro de sintomas pode variar amplamente entre os indivíduos afetados.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas associados à monossomia parcial do cromossomo 19 são diversos e podem incluir alterações no sistema cardiovascular, como regurgitação mitral, regurgitação aórtica, defeito do septo atrial e arritmia. Problemas respiratórios e infecciosos são frequentes, incluindo infecções recorrentes (especialmente respiratórias). Alterações na pele e nos anexos podem estar presentes, como pele fina, aplasia cutis congênita, cílios esparsos ou ausentes, sobrancelha lateral esparsa e sinofris (sobrancelhas unidas). Anormalidades esqueléticas e de desenvolvimento incluem cifose, luxação congênita do quadril, sindactilia dos dedos das mãos e dos pés, prega palmar profunda, pescoço curto e boca larga. Outros achados podem incluir esteatose hepática, hipotireoidismo, catarata, caquexia, hiperatividade e morfologia anormal do sistema cardiovascular. A aplasia ou hipoplasia do vermis cerebelar também pode ocorrer.[1][3]
Causas genéticas
A monossomia parcial do cromossomo 19 é causada pela deleção (perda) de um segmento de um dos dois cromossomos 19. A extensão e a localização exata da deleção determinam quais genes são perdidos e, consequentemente, quais sintomas se manifestam. Embora genes específicos possam estar envolvidos, a informação genética disponível atualmente não especifica um gene único responsável por todos os casos. A condição é geralmente esporádica, mas padrões de herança podem variar.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da monossomia parcial do cromossomo 19 é realizado por meio de testes genéticos. Existem 336 tipos de testes genéticos disponíveis para identificar a deleção no cromossomo 19. O diagnóstico pode ser suspeitado com base na presença de múltiplos sinais e sintomas característicos, mas a confirmação depende da análise cromossômica, como o cariótipo com bandeamento ou técnicas mais sensíveis, como a hibridização genômica comparativa (array-CGH). A avaliação clínica detalhada e o histórico familiar são fundamentais para guiar a investigação genética.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico para corrigir a alteração genética subjacente. O manejo da monossomia parcial do cromossomo 19 é sintomático e de suporte, focado em abordar as manifestações individuais de cada paciente. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo especialistas como cardiologistas (para problemas cardíacos como regurgitação mitral, aórtica e arritmias), endocrinologistas (para hipotireoidismo), hepatologistas (para esteatose hepática), oftalmologistas (para catarata), ortopedistas (para cifose e luxação do quadril) e geneticistas. Infecções recorrentes requerem monitoramento e tratamento adequados. A cobertura pelo sistema de saúde é considerada mínima, e a disponibilidade de procedimentos específicos pode variar.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para indivíduos com monossomia parcial do cromossomo 19 é variável e depende da extensão da deleção cromossômica, dos órgãos afetados e da gravidade dos sintomas. O acompanhamento médico regular e o manejo adequado das complicações podem melhorar a qualidade de vida. A condição é rara, e informações sobre a expectativa de vida são limitadas, sendo influenciadas principalmente pela presença de malformações cardíacas graves ou infecções recorrentes não controladas.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome de deleção parcial do cromossomo 19 é uma condição rara caracterizada por infecções recorrentes, cílios ausentes ou esparsos, e anomalias cardiovasculares como regurgitação mitral e defeitos do septo atrial. Pode apresentar aplasia/hipoplasia do vermis cerebelar, esteatose hepática e sindactilia do dedo do pé.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A monossomia parcial do cromossomo 19, também conhecida como síndrome da deleção parcial do cromossomo 19, é uma condição genética rara caracterizada pela perda de uma parte do material genético no cromossomo 19. Essa alteração pode levar a uma variedade de manifestações clínicas que afetam múltiplos sistemas do corpo. A condição é classificada como uma doença rara e seu espectro de sintomas pode variar amplamente entre os indivíduos afetados.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas associados à monossomia parcial do cromossomo 19 são diversos e podem incluir alterações no sistema cardiovascular, como regurgitação mitral, regurgitação aórtica, defeito do septo atrial e arritmia. Problemas respiratórios e infecciosos são frequentes, incluindo infecções recorrentes (especialmente respiratórias). Alterações na pele e nos anexos podem estar presentes, como pele fina, aplasia cutis congênita, cílios esparsos ou ausentes, sobrancelha lateral esparsa e sinofris (sobrancelhas unidas). Anormalidades esqueléticas e de desenvolvimento incluem cifose, luxação congênita do quadril, sindactilia dos dedos das mãos e dos pés, prega palmar profunda, pescoço curto e boca larga. Outros achados podem incluir esteatose hepática, hipotireoidismo, catarata, caquexia, hiperatividade e morfologia anormal do sistema cardiovascular. A aplasia ou hipoplasia do vermis cerebelar também pode ocorrer.[1][3]
Causas genéticas
A monossomia parcial do cromossomo 19 é causada pela deleção (perda) de um segmento de um dos dois cromossomos 19. A extensão e a localização exata da deleção determinam quais genes são perdidos e, consequentemente, quais sintomas se manifestam. Embora genes específicos possam estar envolvidos, a informação genética disponível atualmente não especifica um gene único responsável por todos os casos. A condição é geralmente esporádica, mas padrões de herança podem variar.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da monossomia parcial do cromossomo 19 é realizado por meio de testes genéticos. Existem 336 tipos de testes genéticos disponíveis para identificar a deleção no cromossomo 19. O diagnóstico pode ser suspeitado com base na presença de múltiplos sinais e sintomas característicos, mas a confirmação depende da análise cromossômica, como o cariótipo com bandeamento ou técnicas mais sensíveis, como a hibridização genômica comparativa (array-CGH). A avaliação clínica detalhada e o histórico familiar são fundamentais para guiar a investigação genética.[1][4]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico para corrigir a alteração genética subjacente. O manejo da monossomia parcial do cromossomo 19 é sintomático e de suporte, focado em abordar as manifestações individuais de cada paciente. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo especialistas como cardiologistas (para problemas cardíacos como regurgitação mitral, aórtica e arritmias), endocrinologistas (para hipotireoidismo), hepatologistas (para esteatose hepática), oftalmologistas (para catarata), ortopedistas (para cifose e luxação do quadril) e geneticistas. Infecções recorrentes requerem monitoramento e tratamento adequados. A cobertura pelo sistema de saúde é considerada mínima, e a disponibilidade de procedimentos específicos pode variar.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para indivíduos com monossomia parcial do cromossomo 19 é variável e depende da extensão da deleção cromossômica, dos órgãos afetados e da gravidade dos sintomas. O acompanhamento médico regular e o manejo adequado das complicações podem melhorar a qualidade de vida. A condição é rara, e informações sobre a expectativa de vida são limitadas, sendo influenciadas principalmente pela presença de malformações cardíacas graves ou infecções recorrentes não controladas.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 47 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 170 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Condição cromossômica — cromossomo 19
Causada pela perda de material do cromossomo 19. O fenótipo resulta da alteração na dose de múltiplos genes simultaneamente — não há gene causal único. Diagnóstico por cariótipo, CMA ou FISH.
Genes haploinsuficientes (sensíveis à perda de dose)
Genes do cromossomo 19 com evidência de sensibilidade à dose segundo ClinGen Dosage Map . São fortes candidatos a explicar parte do fenótipo (15 ao todo).
Fontes: ClinGen Dosage Sensitivity Map · GENCODE v44 (GRCh38)
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Monossomia parcial do cromossomo 19
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Monossomia parcial do cromossomo 19
Centros para Monossomia parcial do cromossomo 19
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
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Associações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:261841(Orphanet)
- MONDO:0016881(MONDO)
- GARD:20804(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786584(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Monossomia parcial do cromossomo 19
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata