Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos é uma condição genética rara que afeta a audição. Ela se caracteriza por uma perda auditiva do tipo neurossensorial (ou seja, decorrente de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo) que não está associada a outros sinais ou sintomas em outros órgãos (não-sindrômica). A característica mais marcante é que a perda auditiva pode ser desencadeada ou agravada pelo uso de medicamentos da classe dos aminoglicosídeos, que são antibióticos comuns. A condição é causada por alterações no DNA mitocondrial, o material genético presente nas mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células.[1][4]
Sinais e sintomas
O principal sintoma é a perda auditiva induzida por aminoglicosídeos. Isso significa que, em pessoas com essa condição, o uso de antibióticos aminoglicosídeos (como gentamicina, amicacina, estreptomicina, entre outros) pode levar a uma perda auditiva súbita ou progressiva, geralmente bilateral (afetando ambos os ouvidos) e de grau variável. Em alguns casos, a perda auditiva pode ocorrer mesmo sem exposição a esses medicamentos, mas a suscetibilidade a eles é a marca registrada da doença.[1][4]
Causas genéticas
A condição é causada por variantes (mutações) em genes mitocondriais. Os genes associados a esta doença são o MT-TS1 e o TRMU. O gene MT-TS1 codifica um RNA transportador mitocondrial (tRNA) essencial para a síntese de proteínas nas mitocôndrias. O gene TRMU codifica a enzima tRNA-specific 2-thiouridylase 1, que também participa da modificação de tRNAs mitocondriais. Mutações nesses genes podem tornar as células do ouvido interno mais vulneráveis ao dano causado pelos aminoglicosídeos, levando à perda auditiva.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na história clínica de perda auditiva, especialmente se houver relação temporal com o uso de aminoglicosídeos, e é confirmado por meio de teste genético. A análise molecular pode identificar variantes patogênicas nos genes MT-TS1 ou TRMU. Atualmente, há 290 variantes registradas no ClinVar (banco de dados público de variantes genéticas) associadas a esta condição, o que auxilia na interpretação dos resultados dos testes.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a surdez neurossensorial mitocondrial. O manejo é focado na prevenção da exposição a aminoglicosídeos sempre que possível, e na reabilitação auditiva. Pessoas com essa condição devem evitar o uso de antibióticos aminoglicosídeos, a menos que sejam absolutamente necessários e sob supervisão médica rigorosa. Em casos de perda auditiva estabelecida, o tratamento inclui o uso de aparelhos auditivos ou implante coclear, dependendo da gravidade. O aconselhamento genético é recomendado para os pacientes e suas famílias.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme o grau de perda auditiva e a exposição a aminoglicosídeos. Com a prevenção adequada e o uso de dispositivos de amplificação sonora, muitas pessoas conseguem manter uma boa qualidade de vida e comunicação. A perda auditiva, uma vez instalada, é geralmente irreversível, mas não afeta a expectativa de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Surdez neurossensorial hereditária, não associada a outras síndromes, causada por mutações nos genes MT-TS1 ou TRMU. Caracteriza-se por perda auditiva progressiva e suscetibilidade à surdez induzida por antibióticos aminoglicosídeos.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos é uma condição genética rara que afeta a audição. Ela se caracteriza por uma perda auditiva do tipo neurossensorial (ou seja, decorrente de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo) que não está associada a outros sinais ou sintomas em outros órgãos (não-sindrômica). A característica mais marcante é que a perda auditiva pode ser desencadeada ou agravada pelo uso de medicamentos da classe dos aminoglicosídeos, que são antibióticos comuns. A condição é causada por alterações no DNA mitocondrial, o material genético presente nas mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células.[1][4]
Sinais e sintomas
O principal sintoma é a perda auditiva induzida por aminoglicosídeos. Isso significa que, em pessoas com essa condição, o uso de antibióticos aminoglicosídeos (como gentamicina, amicacina, estreptomicina, entre outros) pode levar a uma perda auditiva súbita ou progressiva, geralmente bilateral (afetando ambos os ouvidos) e de grau variável. Em alguns casos, a perda auditiva pode ocorrer mesmo sem exposição a esses medicamentos, mas a suscetibilidade a eles é a marca registrada da doença.[1][4]
Causas genéticas
A condição é causada por variantes (mutações) em genes mitocondriais. Os genes associados a esta doença são o MT-TS1 e o TRMU. O gene MT-TS1 codifica um RNA transportador mitocondrial (tRNA) essencial para a síntese de proteínas nas mitocôndrias. O gene TRMU codifica a enzima tRNA-specific 2-thiouridylase 1, que também participa da modificação de tRNAs mitocondriais. Mutações nesses genes podem tornar as células do ouvido interno mais vulneráveis ao dano causado pelos aminoglicosídeos, levando à perda auditiva.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na história clínica de perda auditiva, especialmente se houver relação temporal com o uso de aminoglicosídeos, e é confirmado por meio de teste genético. A análise molecular pode identificar variantes patogênicas nos genes MT-TS1 ou TRMU. Atualmente, há 290 variantes registradas no ClinVar (banco de dados público de variantes genéticas) associadas a esta condição, o que auxilia na interpretação dos resultados dos testes.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a surdez neurossensorial mitocondrial. O manejo é focado na prevenção da exposição a aminoglicosídeos sempre que possível, e na reabilitação auditiva. Pessoas com essa condição devem evitar o uso de antibióticos aminoglicosídeos, a menos que sejam absolutamente necessários e sob supervisão médica rigorosa. Em casos de perda auditiva estabelecida, o tratamento inclui o uso de aparelhos auditivos ou implante coclear, dependendo da gravidade. O aconselhamento genético é recomendado para os pacientes e suas famílias.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme o grau de perda auditiva e a exposição a aminoglicosídeos. Com a prevenção adequada e o uso de dispositivos de amplificação sonora, muitas pessoas conseguem manter uma boa qualidade de vida e comunicação. A perda auditiva, uma vez instalada, é geralmente irreversível, mas não afeta a expectativa de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 2 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição.
Catalyzes the 2-thiolation of uridine at the wobble position (U34) of mitochondrial tRNA(Lys), tRNA(Glu) and tRNA(Gln). Required for the formation of 5-taurinomethyl-2-thiouridine (tm5s2U) of mitochondrial tRNA(Lys), tRNA(Glu), and tRNA(Gln) at the wobble position. ATP is required to activate the C2 atom of the wobble base
Mitochondrion
Deafness, aminoglycoside-induced
A form of sensorineural deafness characterized by moderate-to-profound hearing loss and mitochondrial inheritance. It is induced by exposure to aminoglycosides.
Variantes genéticas (ClinVar)
290 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
11 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
The contribution of the mitochondrial COI/tRNA(Ser(UCN)) gene mutations to non-syndromic and aminoglycoside-induced hearing loss in Polish patients.
C1494T mitochondrial DNA mutation, hearing loss, and aminoglycosides antibiotics.
A maternal hereditary deafness pedigree of the A1555G mitochondrial mutation, causing aminoglycoside ototoxicity predisposition.
Molecular and clinical characterisation of three Spanish families with maternally inherited non-syndromic hearing loss caused by the 1494C->T mutation in the mitochondrial 12S rRNA gene.
Mutational analysis of the mitochondrial 12S rRNA gene in Chinese pediatric subjects with aminoglycoside-induced and non-syndromic hearing loss.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- The contribution of the mitochondrial COI/tRNA(Ser(UCN)) gene mutations to non-syndromic and aminoglycoside-induced hearing loss in Polish patients.
- C1494T mitochondrial DNA mutation, hearing loss, and aminoglycosides antibiotics.
- A maternal hereditary deafness pedigree of the A1555G mitochondrial mutation, causing aminoglycoside ototoxicity predisposition.
- Molecular and clinical characterisation of three Spanish families with maternally inherited non-syndromic hearing loss caused by the 1494C->T mutation in the mitochondrial 12S rRNA gene.
- Mutational analysis of the mitochondrial 12S rRNA gene in Chinese pediatric subjects with aminoglycoside-induced and non-syndromic hearing loss.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:168609(Orphanet)
- OMIM OMIM:580000(OMIM)
- MONDO:0010799(MONDO)
- GARD:18161(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55782752(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata