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Surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos
Audição

Surdez neurossensorial hereditária, não associada a outras síndromes, causada por mutações nos genes MT-TS1 ou TRMU. Caracteriza-se por perda auditiva progressiva e suscetibilidade à surdez induzida por antibióticos aminoglicosídeos.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 04/06/2026
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Visão geral

A surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos é uma condição genética rara que afeta a audição. Ela se caracteriza por uma perda auditiva do tipo neurossensorial (ou seja, decorrente de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo) que não está associada a outros sinais ou sintomas em outros órgãos (não-sindrômica). A característica mais marcante é que a perda auditiva pode ser desencadeada ou agravada pelo uso de medicamentos da classe dos aminoglicosídeos, que são antibióticos comuns. A condição é causada por alterações no DNA mitocondrial, o material genético presente nas mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células.[1][4]

Sinais e sintomas

O principal sintoma é a perda auditiva induzida por aminoglicosídeos. Isso significa que, em pessoas com essa condição, o uso de antibióticos aminoglicosídeos (como gentamicina, amicacina, estreptomicina, entre outros) pode levar a uma perda auditiva súbita ou progressiva, geralmente bilateral (afetando ambos os ouvidos) e de grau variável. Em alguns casos, a perda auditiva pode ocorrer mesmo sem exposição a esses medicamentos, mas a suscetibilidade a eles é a marca registrada da doença.[1][4]

Causas genéticas

A condição é causada por variantes (mutações) em genes mitocondriais. Os genes associados a esta doença são o MT-TS1 e o TRMU. O gene MT-TS1 codifica um RNA transportador mitocondrial (tRNA) essencial para a síntese de proteínas nas mitocôndrias. O gene TRMU codifica a enzima tRNA-specific 2-thiouridylase 1, que também participa da modificação de tRNAs mitocondriais. Mutações nesses genes podem tornar as células do ouvido interno mais vulneráveis ao dano causado pelos aminoglicosídeos, levando à perda auditiva.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na história clínica de perda auditiva, especialmente se houver relação temporal com o uso de aminoglicosídeos, e é confirmado por meio de teste genético. A análise molecular pode identificar variantes patogênicas nos genes MT-TS1 ou TRMU. Atualmente, há 290 variantes registradas no ClinVar (banco de dados público de variantes genéticas) associadas a esta condição, o que auxilia na interpretação dos resultados dos testes.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há cura para a surdez neurossensorial mitocondrial. O manejo é focado na prevenção da exposição a aminoglicosídeos sempre que possível, e na reabilitação auditiva. Pessoas com essa condição devem evitar o uso de antibióticos aminoglicosídeos, a menos que sejam absolutamente necessários e sob supervisão médica rigorosa. Em casos de perda auditiva estabelecida, o tratamento inclui o uso de aparelhos auditivos ou implante coclear, dependendo da gravidade. O aconselhamento genético é recomendado para os pacientes e suas famílias.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme o grau de perda auditiva e a exposição a aminoglicosídeos. Com a prevenção adequada e o uso de dispositivos de amplificação sonora, muitas pessoas conseguem manter uma boa qualidade de vida e comunicação. A perda auditiva, uma vez instalada, é geralmente irreversível, mas não afeta a expectativa de vida.[1][2]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Surdez neurossensorial hereditária, não associada a outras síndromes, causada por mutações nos genes MT-TS1 ou TRMU. Caracteriza-se por perda auditiva progressiva e suscetibilidade à surdez induzida por antibióticos aminoglicosídeos.

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos é uma condição genética rara que afeta a audição. Ela se caracteriza por uma perda auditiva do tipo neurossensorial (ou seja, decorrente de danos no ouvido interno ou no nervo auditivo) que não está associada a outros sinais ou sintomas em outros órgãos (não-sindrômica). A característica mais marcante é que a perda auditiva pode ser desencadeada ou agravada pelo uso de medicamentos da classe dos aminoglicosídeos, que são antibióticos comuns. A condição é causada por alterações no DNA mitocondrial, o material genético presente nas mitocôndrias, as organelas responsáveis pela produção de energia nas células.[1][4]

Sinais e sintomas

O principal sintoma é a perda auditiva induzida por aminoglicosídeos. Isso significa que, em pessoas com essa condição, o uso de antibióticos aminoglicosídeos (como gentamicina, amicacina, estreptomicina, entre outros) pode levar a uma perda auditiva súbita ou progressiva, geralmente bilateral (afetando ambos os ouvidos) e de grau variável. Em alguns casos, a perda auditiva pode ocorrer mesmo sem exposição a esses medicamentos, mas a suscetibilidade a eles é a marca registrada da doença.[1][4]

Causas genéticas

A condição é causada por variantes (mutações) em genes mitocondriais. Os genes associados a esta doença são o MT-TS1 e o TRMU. O gene MT-TS1 codifica um RNA transportador mitocondrial (tRNA) essencial para a síntese de proteínas nas mitocôndrias. O gene TRMU codifica a enzima tRNA-specific 2-thiouridylase 1, que também participa da modificação de tRNAs mitocondriais. Mutações nesses genes podem tornar as células do ouvido interno mais vulneráveis ao dano causado pelos aminoglicosídeos, levando à perda auditiva.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na história clínica de perda auditiva, especialmente se houver relação temporal com o uso de aminoglicosídeos, e é confirmado por meio de teste genético. A análise molecular pode identificar variantes patogênicas nos genes MT-TS1 ou TRMU. Atualmente, há 290 variantes registradas no ClinVar (banco de dados público de variantes genéticas) associadas a esta condição, o que auxilia na interpretação dos resultados dos testes.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há cura para a surdez neurossensorial mitocondrial. O manejo é focado na prevenção da exposição a aminoglicosídeos sempre que possível, e na reabilitação auditiva. Pessoas com essa condição devem evitar o uso de antibióticos aminoglicosídeos, a menos que sejam absolutamente necessários e sob supervisão médica rigorosa. Em casos de perda auditiva estabelecida, o tratamento inclui o uso de aparelhos auditivos ou implante coclear, dependendo da gravidade. O aconselhamento genético é recomendado para os pacientes e suas famílias.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme o grau de perda auditiva e a exposição a aminoglicosídeos. Com a prevenção adequada e o uso de dispositivos de amplificação sonora, muitas pessoas conseguem manter uma boa qualidade de vida e comunicação. A perda auditiva, uma vez instalada, é geralmente irreversível, mas não afeta a expectativa de vida.[1][2]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Características mais comuns

Perda auditiva induzida por aminoglicosídeos
HP:0001427
2sintomas
Sem dados (2)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 2 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Perda auditiva induzida por aminoglicosídeosAminoglycoside-induced hearing loss
HP:0001427

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa21
Últimos 10 anos5publicações
Pico20051 papers
Linha do tempo
201020202005Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

2 genes identificados com associação a esta condição.

TRMUMitochondrial tRNA-specific 2-thiouridylase 1Candidate gene tested inTolerante
FUNÇÃO

Catalyzes the 2-thiolation of uridine at the wobble position (U34) of mitochondrial tRNA(Lys), tRNA(Glu) and tRNA(Gln). Required for the formation of 5-taurinomethyl-2-thiouridine (tm5s2U) of mitochondrial tRNA(Lys), tRNA(Glu), and tRNA(Gln) at the wobble position. ATP is required to activate the C2 atom of the wobble base

LOCALIZAÇÃO

Mitochondrion

VIAS BIOLÓGICAS (1)
tRNA modification in the mitochondrion
MECANISMO DE DOENÇA

Deafness, aminoglycoside-induced

A form of sensorineural deafness characterized by moderate-to-profound hearing loss and mitochondrial inheritance. It is induced by exposure to aminoglycosides.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Cerebelo
22.9 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
21.9 TPM
Linfócitos
20.7 TPM
Cervix Endocervix
19.9 TPM
Pituitária
19.9 TPM
INTERAÇÕES PROTEICAS (5)
OUTRAS DOENÇAS (4)
acute infantile liver failure due to synthesis defect of mtDNA-encoded proteinsmitochondrial myopathy with reversible cytochrome C oxidase deficiencymitochondrial non-syndromic sensorineural hearing lossdeafness, aminoglycoside-induced
HGNC:25481UniProt:O75648
MT-TS1MENDELIANDesconhecido
LOCALIZAÇÃO

VIAS BIOLÓGICAS (3)
G alpha (i) signalling eventsFormyl peptide receptors bind formyl peptides and many other ligandsG alpha (q) signalling events
OUTRAS DOENÇAS (6)
mitochondrial diseaseMERRF syndromepalmoplantar keratoderma-deafness syndromematernally-inherited progressive external ophthalmoplegia
HGNC:7497

Variantes genéticas (ClinVar)

290 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 TRMU: NM_018006.5(TRMU):c.766_767del (p.Thr255_His256insTer) ()
🧬 TRMU: GRCh37/hg19 22q13.31-13.33(chr22:45130466-51197838)x1 ()
🧬 TRMU: NM_018006.5(TRMU):c.704A>G (p.Gln235Arg) ()
🧬 TRMU: NM_018006.5(TRMU):c.652-22G>A ()
🧬 TRMU: NM_018006.5(TRMU):c.249-47G>T ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. The contribution of the mitochondrial COI/tRNA(Ser(UCN)) gene mutations to non-syndromic and aminoglycoside-induced hearing loss in Polish patients.
    Mol Genet Metab· 2011· PMID 21621438recente
  2. C1494T mitochondrial DNA mutation, hearing loss, and aminoglycosides antibiotics.
    Braz J Otorhinolaryngol· 2009· PMID 20209292recente
  3. A maternal hereditary deafness pedigree of the A1555G mitochondrial mutation, causing aminoglycoside ototoxicity predisposition.
    J Laryngol Otol· 2008· PMID 18282333recente
  4. Molecular and clinical characterisation of three Spanish families with maternally inherited non-syndromic hearing loss caused by the 1494C->T mutation in the mitochondrial 12S rRNA gene.
    J Med Genet· 2006· PMID 17085680recente
  5. Mutational analysis of the mitochondrial 12S rRNA gene in Chinese pediatric subjects with aminoglycoside-induced and non-syndromic hearing loss.
    Hum Genet· 2005· PMID 15841390recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:168609(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:580000(OMIM)
  3. MONDO:0010799(MONDO)
  4. GARD:18161(GARD (NIH))
  5. Variantes catalogadas(ClinVar)
  6. Busca completa no PubMed(PubMed)
  7. Q55782752(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Surdez neurossensorial não-sindrômica mitocondrial com suscetibilidade à exposição a aminoglicosídeos

ORPHA:168609 · MONDO:0010799
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C1838854
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📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata