Doença rara que afeta a produção de catecolaminas, manifestando-se com tremor, parada cardiorrespiratória, hipotensão ortostática e alterações neurológicas como coreoatetose e blefaroespasmo. Pode cursar com distúrbios do sono e comportamentais.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A alteração da síntese de catecolaminas é uma condição genética rara que afeta a produção de substâncias químicas importantes para o sistema nervoso e cardiovascular, chamadas catecolaminas (como dopamina, noradrenalina e adrenalina). Essa condição pode causar sintomas variados, incluindo problemas de movimento, pressão arterial baixa ao levantar-se e dificuldades no desenvolvimento. A doença é causada por alterações (mutações) em genes específicos que orientam a produção de enzimas necessárias para a síntese dessas substâncias.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da alteração da síntese de catecolaminas podem incluir: tremor de membro, parada cardiorrespiratória, hipotensão ortostática (queda da pressão ao ficar em pé), concentração elevada de ácido diidroxifenilacético circulante, anormalidade do sono, concentração diminuída de ácido 5-hidroxiindolacético no líquido cefalorraquidiano (LCR), coreoatetose (movimentos involuntários), comportamento atípico, blefaroespasmo (contração involuntária das pálpebras), refluxo gastroesofágico, apneia, hipotermia, miose (contração da pupila), atraso global do desenvolvimento, sialorreia (excesso de saliva), fibrilação atrial, protrusão da língua, disartria (dificuldade na fala), tremor, atraso motor, atetose (movimentos lentos e contorcidos), reflexos tendíneos reduzidos, vertigem, dificuldades alimentares e sinal de Babinski (resposta anormal do pé ao estímulo).[1][3]
Causas genéticas
A alteração da síntese de catecolaminas é causada por mutações em genes que fornecem instruções para a produção de enzimas envolvidas na fabricação de catecolaminas. Os genes associados a essa condição são: DBH (dopamina beta-hidroxilase) e DDC (descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos). Mutações nesses genes podem levar à deficiência ou mau funcionamento das enzimas, resultando em níveis anormais de catecolaminas e nos sintomas observados.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da alteração da síntese de catecolaminas pode ser feito por meio de testes genéticos, que identificam mutações nos genes DBH e DDC. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 200 variantes foram registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas. O diagnóstico também pode ser apoiado por exames laboratoriais que detectam níveis alterados de metabólitos, como o ácido diidroxifenilacético elevado no sangue e o ácido 5-hidroxiindolacético diminuído no líquido cefalorraquidiano.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da alteração da síntese de catecolaminas é focado no manejo dos sintomas e pode incluir medidas para controlar a hipotensão ortostática, como aumento da ingestão de líquidos e sal, uso de meias de compressão e, em alguns casos, medicamentos que ajudam a elevar a pressão arterial. Para sintomas neurológicos, como tremor e coreoatetose, podem ser utilizados medicamentos que modulam a atividade do sistema nervoso. O acompanhamento com uma equipe multidisciplinar (neurologista, cardiologista, geneticista, fisioterapeuta) é importante para ajustar o tratamento às necessidades individuais. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta condição no Brasil.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos listados na literatura científica (PubTator3) especificamente associados a esta condição. Portanto, nenhum tratamento citado na literatura pode ser informado no momento.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da alteração da síntese de catecolaminas varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a rapidez do diagnóstico e manejo. Com acompanhamento adequado, muitos sintomas podem ser controlados, melhorando a qualidade de vida. No entanto, complicações como parada cardiorrespiratória e hipotensão ortostática severa podem representar riscos. O suporte de uma equipe multidisciplinar e o acesso a terapias de reabilitação (fisioterapia, fonoaudiologia) são fundamentais para promover o desenvolvimento e o bem-estar.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara que afeta a produção de catecolaminas, manifestando-se com tremor, parada cardiorrespiratória, hipotensão ortostática e alterações neurológicas como coreoatetose e blefaroespasmo. Pode cursar com distúrbios do sono e comportamentais.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A alteração da síntese de catecolaminas é uma condição genética rara que afeta a produção de substâncias químicas importantes para o sistema nervoso e cardiovascular, chamadas catecolaminas (como dopamina, noradrenalina e adrenalina). Essa condição pode causar sintomas variados, incluindo problemas de movimento, pressão arterial baixa ao levantar-se e dificuldades no desenvolvimento. A doença é causada por alterações (mutações) em genes específicos que orientam a produção de enzimas necessárias para a síntese dessas substâncias.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da alteração da síntese de catecolaminas podem incluir: tremor de membro, parada cardiorrespiratória, hipotensão ortostática (queda da pressão ao ficar em pé), concentração elevada de ácido diidroxifenilacético circulante, anormalidade do sono, concentração diminuída de ácido 5-hidroxiindolacético no líquido cefalorraquidiano (LCR), coreoatetose (movimentos involuntários), comportamento atípico, blefaroespasmo (contração involuntária das pálpebras), refluxo gastroesofágico, apneia, hipotermia, miose (contração da pupila), atraso global do desenvolvimento, sialorreia (excesso de saliva), fibrilação atrial, protrusão da língua, disartria (dificuldade na fala), tremor, atraso motor, atetose (movimentos lentos e contorcidos), reflexos tendíneos reduzidos, vertigem, dificuldades alimentares e sinal de Babinski (resposta anormal do pé ao estímulo).[1][3]
Causas genéticas
A alteração da síntese de catecolaminas é causada por mutações em genes que fornecem instruções para a produção de enzimas envolvidas na fabricação de catecolaminas. Os genes associados a essa condição são: DBH (dopamina beta-hidroxilase) e DDC (descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos). Mutações nesses genes podem levar à deficiência ou mau funcionamento das enzimas, resultando em níveis anormais de catecolaminas e nos sintomas observados.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da alteração da síntese de catecolaminas pode ser feito por meio de testes genéticos, que identificam mutações nos genes DBH e DDC. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 200 variantes foram registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas. O diagnóstico também pode ser apoiado por exames laboratoriais que detectam níveis alterados de metabólitos, como o ácido diidroxifenilacético elevado no sangue e o ácido 5-hidroxiindolacético diminuído no líquido cefalorraquidiano.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da alteração da síntese de catecolaminas é focado no manejo dos sintomas e pode incluir medidas para controlar a hipotensão ortostática, como aumento da ingestão de líquidos e sal, uso de meias de compressão e, em alguns casos, medicamentos que ajudam a elevar a pressão arterial. Para sintomas neurológicos, como tremor e coreoatetose, podem ser utilizados medicamentos que modulam a atividade do sistema nervoso. O acompanhamento com uma equipe multidisciplinar (neurologista, cardiologista, geneticista, fisioterapeuta) é importante para ajustar o tratamento às necessidades individuais. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta condição no Brasil.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos listados na literatura científica (PubTator3) especificamente associados a esta condição. Portanto, nenhum tratamento citado na literatura pode ser informado no momento.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da alteração da síntese de catecolaminas varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a rapidez do diagnóstico e manejo. Com acompanhamento adequado, muitos sintomas podem ser controlados, melhorando a qualidade de vida. No entanto, complicações como parada cardiorrespiratória e hipotensão ortostática severa podem representar riscos. O suporte de uma equipe multidisciplinar e o acesso a terapias de reabilitação (fisioterapia, fonoaudiologia) são fundamentais para promover o desenvolvimento e o bem-estar.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 48 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 95 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição.
Catalyzes the hydroxylation of dopamine to noradrenaline (also known as norepinephrine), and is thus vital for regulation of these neurotransmitters
Cytoplasmic vesicle, secretory vesicle lumenCytoplasmic vesicle, secretory vesicle, chromaffin granule lumenSecretedCytoplasmic vesicle, secretory vesicle membraneCytoplasmic vesicle, secretory vesicle, chromaffin granule membrane
Orthostatic hypotension 1
A form of orthostatic hypotension due to congenital dopamine beta-hydroxylase deficiency. Orthostatic hypotension, also known as postural hypotension, is a finding defined as a 20-mm Hg decrease in systolic pressure or a 10-mm Hg decrease in diastolic pressure occurring 3 minutes after a person has risen from supine to standing. Symptoms include dizziness, blurred vision, and sometimes syncope. ORTHYP1 is an autosomal recessive condition apparent from infancy or early childhood and characterized by low plasma and urinary levels of norepinephrine and epinephrine, and episodic hypoglycemia.
Catalyzes the decarboxylation of L-3,4-dihydroxyphenylalanine (DOPA) to dopamine and L-5-hydroxytryptophan to serotonin
Aromatic L-amino-acid decarboxylase deficiency
An inborn error in neurotransmitter metabolism that leads to combined serotonin and catecholamine deficiency. It causes developmental and psychomotor delay, poor feeding, lethargy, ptosis, intermittent hypothermia, gastrointestinal disturbances. The onset is early in infancy and inheritance is autosomal recessive.
Medicamentos e terapias
Mecanismo: DDC exogenous gene
Mecanismo: Acetylcholinesterase inhibitor
Mecanismo: Adrenergic receptor alpha-1 agonist
Mecanismo: Adrenergic receptor alpha-2 agonist
Mecanismo: Soluble guanylate cyclase activator
Mecanismo: Beta-1 adrenergic receptor antagonist
Mecanismo: Adrenergic receptor beta agonist
Mecanismo: Muscarinic acetylcholine receptor M1 antagonist
Mecanismo: Serotonin 3a (5-HT3a) receptor antagonist
Variantes genéticas (ClinVar)
200 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Alteração da síntese de catecolaminas
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:309830(Orphanet)
- MONDO:0017759(MONDO)
- GARD:21351(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55787335(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Alteração da síntese de catecolaminas
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos (literatura)
- fonte: Orphanet