Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A anemia sideroblástica genética é um tipo raro de anemia hereditária caracterizada pela incapacidade da medula óssea de produzir glóbulos vermelhos saudáveis. Isso ocorre devido a alterações em genes que afetam a produção de hemoglobina e o metabolismo do ferro dentro das mitocôndrias das células precursoras dos glóbulos vermelhos. A condição geralmente se manifesta desde a infância ou adolescência, com sintomas que variam de leves a graves.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da anemia sideroblástica genética podem incluir anemia hipocrômica (glóbulos vermelhos pálidos), fraqueza muscular, cansaço (astenia), falta de ar (dispneia), icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), e aumento do ferro sérico. Em alguns casos, podem ocorrer alterações neurológicas como ataxia (falta de coordenação), disartria (dificuldade na fala), convulsões, hiperreflexia (reflexos exagerados) ou reflexos tendíneos reduzidos. Outros achados incluem acidose láctica, atraso na habilidade de andar, sinal de Gowers (dificuldade para levantar do chão), hiperlordose (curvatura excessiva da coluna), dorso nasal deprimido, distrofia de cones e bastonetes (problemas de visão), e alterações comportamentais como autismo ou esquizofrenia. Exames de sangue podem mostrar poiquilocitose (glóbulos vermelhos de formas variadas), células-alvo, hipocromia e contagem total de neutrófilos diminuída.[1][2]
Causas genéticas
A anemia sideroblástica genética é causada por mutações em genes que participam da síntese do heme (componente da hemoglobina) ou do metabolismo do ferro nas mitocôndrias. Os genes associados incluem: ALAS2, ABCB7, GLRX5, HSCB, HSPA9, PUS1, SLC25A38, STEAP3, TRNT1 e YARS2. Cada um desses genes fornece instruções para proteínas essenciais ao funcionamento normal das mitocôndrias nas células precursoras dos glóbulos vermelhos.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da anemia sideroblástica genética é baseado na avaliação clínica, exames de sangue (que mostram anemia hipocrômica, aumento do ferro sérico e alterações na morfologia dos glóbulos vermelhos) e na confirmação por teste genético. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 263 variantes patogênicas estão registradas no ClinVar. O diagnóstico genético é fundamental para diferenciar a forma hereditária de outras anemias sideroblásticas adquiridas.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da anemia sideroblástica genética é individualizado e pode incluir suplementação com vitaminas (como cianocobalamina e tiamina), corticoides (como prednisona, metilprednisolona, dexametasona) e agentes estimuladores da medula óssea (como eltrombopag). Em alguns casos, medicamentos como azacitidina e decitabina podem ser considerados. É importante que o tratamento seja sempre orientado por um médico especialista, pois não há uma dose padrão e cada caso requer avaliação cuidadosa. No Brasil, a condição tem cobertura mínima pelo SUS.[1]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a anemia sideroblástica genética e os seguintes fármacos, com base em mineração de textos: azacitidina, cianocobalamina, decitabina, dexametasona, dexametasona-acetato, eltrombopague, metilprednisolona, metilprednisolona-aceponato, metilprednisolona-succinato sódico, prednisona e tiamina-pirofosfato. Essas associações são extraídas automaticamente da literatura e não representam recomendações de tratamento. O número de publicações para cada fármaco não está disponível nesta base.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da anemia sideroblástica genética varia amplamente dependendo da gravidade da anemia, da presença de complicações neurológicas e da resposta ao tratamento. Com acompanhamento médico regular e manejo adequado, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida satisfatória. No entanto, casos graves podem exigir transfusões frequentes ou outras intervenções. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias afetadas.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A anemia sideroblástica genética é uma condição rara que afeta a formação do sangue e o funcionamento de vários sistemas do organismo. Ela pode provocar anemia hipocrômica, aumento do ferro sérico, icterícia (pele e olhos amarelados) e astenia (cansaço acentuado). Além dos sinais no sangue, a pessoa pode manifestar fraqueza muscular, dificuldade para caminhar e problemas neurológicos como ataxia e convulsão. Esta doença não possui medicamentos dispensados na farmácia do SUS nem protocolo clínico oficial (PCDT) no Ministério da Saúde. O acompanhamento deve ser realizado pelos serviços médicos da rede de saúde com foco no alívio de cada sintoma.
Anemia sideroblástica genética é uma doença rara com fraqueza muscular, acidose láctica e alterações neurológicas como disartria e hiperreflexia. Pode apresentar células-alvo e poiquilocitose, associada a mutações em genes como PUS1 e YARS2.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 73 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 159 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
10 genes identificados com associação a esta condição.
Myopathy with lactic acidosis and sideroblastic anemia 1
A rare oxidative phosphorylation disorder specific to skeletal muscle and bone marrow. Affected individuals manifest progressive muscle weakness, exercise intolerance, lactic acidosis, sideroblastic anemia and delayed growth.
Anemia, sideroblastic, 5
A form of sideroblastic anemia, a bone marrow disorder defined by the presence of pathologic iron deposits in erythroblast mitochondria. Sideroblastic anemia is characterized by anemia of varying severity, hypochromic peripheral erythrocytes, systemic iron overload secondary to chronic ineffective erythropoiesis, and the presence of bone marrow ringed sideroblasts. Sideroblasts are characterized by iron-loaded mitochondria clustered around the nucleus. SIDBA5 inheritance is autosomal recessive.
Myopathy with lactic acidosis and sideroblastic anemia 2
A rare oxidative phosphorylation disorder specific to skeletal muscle and bone marrow. Affected individuals manifest sideroblastic anemia, progressive lethargy, muscle weakness, and exercise intolerance associated with persistent lactic acidemia.
Anemia, sideroblastic, 3, pyridoxine-refractory
A form of sideroblastic anemia, a bone marrow disorder defined by the presence of pathologic iron deposits in erythroblast mitochondria. Sideroblastic anemia is characterized by anemia of varying severity, hypochromic peripheral erythrocytes, systemic iron overload secondary to chronic ineffective erythropoiesis, and the presence of bone marrow ringed sideroblasts. Sideroblasts are characterized by iron-loaded mitochondria clustered around the nucleus. SIDBA3 is refractory to treatment with vitamin B6, while iron chelation therapy may result in clinical improvement. SIDBA3 inheritance is autosomal recessive.
Anemia, sideroblastic, 4
A form of sideroblastic anemia, a bone marrow disorder defined by the presence of pathologic iron deposits in erythroblast mitochondria. Sideroblastic anemia is characterized by anemia of varying severity, hypochromic peripheral erythrocytes, systemic iron overload secondary to chronic ineffective erythropoiesis, and the presence of bone marrow ringed sideroblasts. Sideroblasts are characterized by iron-loaded mitochondria clustered around the nucleus. SIDBA4 has been reported to be inherited as an autosomal recessive disease, with a pseudodominant pattern of inheritance in some families.
Anemia, sideroblastic, 2, pyridoxine-refractory
A form of sideroblastic anemia not responsive to pyridoxine. Sideroblastic anemia is characterized by anemia of varying severity, hypochromic peripheral erythrocytes, systemic iron overload secondary to chronic ineffective erythropoiesis, and the presence of bone marrow ringed sideroblasts. Sideroblasts are characterized by iron-loaded mitochondria clustered around the nucleus.
Sideroblastic anemia with B-cell immunodeficiency, periodic fevers, and developmental delay
An autosomal recessive disease characterized by severe sideroblastic anemia with onset in the neonatal period or infancy, recurrent periodic fevers without an infectious etiology, B-cell lymphopenia and hypogammaglobulinemia. Affected individuals show delayed psychomotor development with variable neurodegeneration. Additional variable features include sensorineural hearing loss, retinitis pigmentosa, nephrocalcinosis, and cardiomyopathy.
Spinocerebellar ataxia, X-linked 6, with or without sideroblastic anemia
An X-linked recessive disorder characterized by an infantile to early childhood onset of non-progressive cerebellar ataxia and mild anemia, with hypochromia and microcytosis.
Anemia, sideroblastic, 1
A form of sideroblastic anemia that shows a variable hematologic response to pharmacologic doses of pyridoxine. Sideroblastic anemia is characterized by anemia of varying severity, hypochromic peripheral erythrocytes, systemic iron overload secondary to chronic ineffective erythropoiesis, and the presence of bone marrow ringed sideroblasts. Sideroblasts are characterized by iron-loaded mitochondria clustered around the nucleus.
Anemia, hypochromic microcytic, with iron overload 2
A hematologic disease characterized by abnormal hemoglobin content in the erythrocytes which are reduced in size, severe anemia, erythropoietic hyperplasia of bone marrow, massive hepatic iron deposition, and hepatosplenomegaly.
Variantes genéticas (ClinVar)
263 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
24 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
[Myelodysplasia in children and mitochondrial cytopathies].
Anti-tuberculous drugs and sideroblastic anaemia.
FMS mutations in myelodysplastic, leukemic, and normal subjects.
[Case of acute erythroplastopenia (Owren-Gasser syndrome) studied during a course of constitutional spherocytosis].
[Treatment of constitutional hemolytic jaundice (hereditary spherocytosis)].
Associações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Anemia sideroblástica genética e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição está relacionada a alterações genéticas em genes como ALAS2, PUS1, SLC25A38 e ABCB7. Esses genes atuam na função mitocondrial e na regulação celular do ferro.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Anemia sideroblástica genética. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/anemia-sideroblastica-genetica
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Anemia sideroblástica genética
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub