Anoctaminopatia distal é uma distrofia muscular autossômica recessiva causada por mutações no gene ANO5. Caracteriza-se por fraqueza muscular distal progressiva, atrofia e hipertrofia de panturrilhas, com elevação da creatina quinase. Pode apresentar anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A anoctaminopatia distal é uma doença neuromuscular hereditária rara, caracterizada por fraqueza e atrofia muscular progressivas que afetam principalmente os membros inferiores e, em alguns casos, os membros superiores. A condição é causada por mutações no gene ANO5, que codifica a proteína anoctamina-5, essencial para a função e reparo das fibras musculares. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os sintomas geralmente começam na adolescência ou na idade adulta.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem fraqueza muscular proximal progressiva (especialmente nos quadríceps e membros superiores), fraqueza muscular distal dos membros inferiores e superiores, dificuldade para correr, subir escadas e marcha anserina (andar com inclinação do tronco). Pode haver rigidez muscular, rabdomiólise (destruição de fibras musculares), pseudo-hipertrofia ou hipertrofia das panturrilhas, atrofia dos músculos fibulares e do quadríceps, e níveis altamente elevados de creatina quinase (CK) circulante.[1][4]
Causas genéticas
A anoctaminopatia distal é causada por mutações no gene ANO5 (símbolo: ANO5; nome completo: anoctamina-5), localizado no cromossomo 11. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. O gene ANO5 fornece instruções para a produção da proteína anoctamina-5, que participa da reparação da membrana celular das fibras musculares.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos níveis elevados de creatina quinase (CK) e na identificação de mutações bialélicas no gene ANO5 por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para confirmação diagnóstica. Atualmente, há 321 variantes patogênicas do gene ANO5 registradas no ClinVar, e 4 testes genéticos estão disponíveis para a doença.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a anoctaminopatia distal. O manejo é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas, preservar a função muscular e melhorar a qualidade de vida. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS e pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico. Não há medicamentos aprovados especificamente para esta condição; o tratamento é sintomático e de suporte.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a progressão da fraqueza muscular. Muitas pessoas mantêm a capacidade de deambular por muitos anos, mas podem necessitar de auxílio para locomoção à medida que a doença avança. O acompanhamento regular com equipe multidisciplinar e o acesso a reabilitação podem ajudar a preservar a função e a qualidade de vida.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Anoctaminopatia distal é uma distrofia muscular autossômica recessiva causada por mutações no gene ANO5. Caracteriza-se por fraqueza muscular distal progressiva, atrofia e hipertrofia de panturrilhas, com elevação da creatina quinase. Pode apresentar anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A anoctaminopatia distal é uma doença neuromuscular hereditária rara, caracterizada por fraqueza e atrofia muscular progressivas que afetam principalmente os membros inferiores e, em alguns casos, os membros superiores. A condição é causada por mutações no gene ANO5, que codifica a proteína anoctamina-5, essencial para a função e reparo das fibras musculares. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os sintomas geralmente começam na adolescência ou na idade adulta.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem fraqueza muscular proximal progressiva (especialmente nos quadríceps e membros superiores), fraqueza muscular distal dos membros inferiores e superiores, dificuldade para correr, subir escadas e marcha anserina (andar com inclinação do tronco). Pode haver rigidez muscular, rabdomiólise (destruição de fibras musculares), pseudo-hipertrofia ou hipertrofia das panturrilhas, atrofia dos músculos fibulares e do quadríceps, e níveis altamente elevados de creatina quinase (CK) circulante.[1][4]
Causas genéticas
A anoctaminopatia distal é causada por mutações no gene ANO5 (símbolo: ANO5; nome completo: anoctamina-5), localizado no cromossomo 11. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. O gene ANO5 fornece instruções para a produção da proteína anoctamina-5, que participa da reparação da membrana celular das fibras musculares.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos níveis elevados de creatina quinase (CK) e na identificação de mutações bialélicas no gene ANO5 por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para confirmação diagnóstica. Atualmente, há 321 variantes patogênicas do gene ANO5 registradas no ClinVar, e 4 testes genéticos estão disponíveis para a doença.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a anoctaminopatia distal. O manejo é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas, preservar a função muscular e melhorar a qualidade de vida. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS e pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico. Não há medicamentos aprovados especificamente para esta condição; o tratamento é sintomático e de suporte.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a progressão da fraqueza muscular. Muitas pessoas mantêm a capacidade de deambular por muitos anos, mas podem necessitar de auxílio para locomoção à medida que a doença avança. O acompanhamento regular com equipe multidisciplinar e o acesso a reabilitação podem ajudar a preservar a função e a qualidade de vida.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 23 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisPlays a role in plasma membrane repair in a process involving annexins (PubMed:33496727). Does not exhibit calcium-activated chloride channel (CaCC) activity
Endoplasmic reticulum membraneCell membrane
Gnathodiaphyseal dysplasia
Rare skeletal syndrome characterized by bone fragility, sclerosis of tubular bones, and cemento-osseous lesions of the jawbone. Patients experience frequent bone fractures caused by trivial accidents in childhood; however the fractures heal normally without bone deformity. The jaw lesions replace the tooth-bearing segments of the maxilla and mandible with fibrous connective tissues, including various amounts of cementum-like calcified mass, sometimes causing facial deformities. Patients also have a propensity for jaw infection and often suffer from purulent osteomyelitis-like symptoms, such as swelling of and pus discharge from the gums, mobility of the teeth, insufficient healing after tooth extraction and exposure of the lesions into the oral cavity.
Variantes genéticas (ClinVar)
321 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Anoctaminopatia distal
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Spontaneous Thrombosis of a Long-Segment Hepatic Artery Aneurysm During Conservative Management: A Case Report on an 11-Year Follow-Up.
Successful Endoscopic Retrograde Cholangiopancreatography (ERCP) in a Patient With Situs Inversus Totalis: A Case Report.
Severe Spaghetti Wrist Injury With Complete Laceration of Median Nerve, Radial and Ulnar Arteries, and Multiple Flexor Tendons: A Case Report and Literature Review.
Dialysis Access-Associated Steal Syndrome in a Hemodialysis Patient: A Case Report.
Anesthetic Management of Laparoscopic Surgery in a Patient With an Uncomplicated Type B Aortic Dissection: A Case Report.
Associações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Defective membrane fusion and repair in Anoctamin5-deficient muscular dystrophy.
- Spontaneous Thrombosis of a Long-Segment Hepatic Artery Aneurysm During Conservative Management: A Case Report on an 11-Year Follow-Up.
- Successful Endoscopic Retrograde Cholangiopancreatography (ERCP) in a Patient With Situs Inversus Totalis: A Case Report.
- Severe Spaghetti Wrist Injury With Complete Laceration of Median Nerve, Radial and Ulnar Arteries, and Multiple Flexor Tendons: A Case Report and Literature Review.
- Dialysis Access-Associated Steal Syndrome in a Hemodialysis Patient: A Case Report.
- Anesthetic Management of Laparoscopic Surgery in a Patient With an Uncomplicated Type B Aortic Dissection: A Case Report.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:399096(Orphanet)
- OMIM OMIM:613319(OMIM)
- MONDO:0013222(MONDO)
- GARD:17653(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q5282843(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Anoctaminopatia distal
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata