Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP, é uma condição autossômica recessiva rara associada ao gene BPNT2. Caracteriza-se por braquidactilia, polegar de carona, deficiência auditiva, hiperfalangia do quarto dedo, luxações articulares (joelho, patela) e craniossinostose coronal.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP, é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e das articulações. Ela se manifesta desde o nascimento ou nos primeiros meses de vida, causando baixa estatura, alterações na face e luxações (deslocamentos) repetidas das articulações, especialmente dos joelhos e patelas. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: face plana, testa alta, nariz curto com ponte nasal larga, boca estreita, micrognatia (queixo pequeno), proptose (olhos proeminentes) e fissura palatina (lábio leporino). No esqueleto, observa-se baixa estatura, ossos longos curtos, estreitamento do espaço entre as vértebras, displasia do quadril, genu valgum (joelhos para dentro), luxação patelar recorrente, luxação do joelho, subluxação da cabeça do rádio (cotovelo), extensão limitada do cotovelo, pés e dedos dos pés curtos, metacarpos curtos, epífises irregulares dos metacarpos e fusão dos ossos capitato e hamato no punho. Craniossinostose coronal (fechamento precoce de sutura do crânio) também pode ocorrer.[1][2]
Causas genéticas
A condição é causada por mutações no gene BPNT2 (sigla em inglês para 'adenosina 3',5'-bisfosfato 3'-fosfatase residente no Golgi'). Esse gene fornece instruções para a produção de uma enzima importante para o metabolismo de fosfatos dentro das células, essencial para a formação adequada da cartilagem e dos ossos. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais esqueléticos e faciais característicos, exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas e luxações) e confirmado por teste genético molecular que identifique mutações no gene BPNT2. Atualmente, há 12 testes genéticos disponíveis para a doença e 42 variantes patogênicas registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir acompanhamento ortopédico para correção de luxações e deformidades (como cirurgias corretivas nos joelhos, quadris e pés), fisioterapia para manter a mobilidade e fortalecimento muscular, e suporte fonoaudiológico e odontológico em casos de fissura palatina. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das manifestações esqueléticas e a presença de complicações como luxações recorrentes e deformidades. Com acompanhamento médico adequado e intervenções ortopédicas precoces, muitas pessoas conseguem manter a deambulação e realizar atividades diárias, embora a baixa estatura e as limitações articulares possam persistir. O suporte de uma equipe multidisciplinar é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP, é uma condição genética rara que afeta a formação dos ossos e das articulações desde o nascimento. As famílias costumam notar alterações como joelhos e patelas que saem do lugar facilmente, céu da boca aberto (fissura palatina) e queixo menor. Também podem ocorrer baixa estatura, dedos mais curtos e perda de audição. Esta condição não possui um protocolo de tratamento (PCDT) específico no Ministério da Saúde nem medicamentos exclusivos dispensados pelo SUS.
Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP, é uma condição autossômica recessiva rara associada ao gene BPNT2. Caracteriza-se por braquidactilia, polegar de carona, deficiência auditiva, hiperfalangia do quarto dedo, luxações articulares (joelho, patela) e craniossinostose coronal.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 10 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 31 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisChondrodysplasia with joint dislocations, GPAPP type
A condition consisting of congenital joint dislocations, chondrodysplasia with short stature, micrognathia and cleft palate, and a distinctive face.
Variantes genéticas (ClinVar)
42 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 166 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Fetal presentation of chondrodysplasia with joint dislocations, GPAPP type, caused by novel biallelic IMPAD1 variants.
IMPAD1 mutations in two Catel-Manzke like patients.
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Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por mutações genéticas no gene BPNT2. Ela é herdada de forma autossômica recessiva, necessitando de uma cópia com alteração de cada genitor.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/condrodisplasia-com-luxacoes-articulares-tipo-gpapp
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Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata