Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP, é uma condição autossômica recessiva rara associada ao gene BPNT2. Caracteriza-se por braquidactilia, polegar de carona, deficiência auditiva, hiperfalangia do quarto dedo, luxações articulares (joelho, patela) e craniossinostose coronal.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP, é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e das articulações. Ela se manifesta desde o nascimento ou nos primeiros meses de vida, causando baixa estatura, alterações na face e luxações (deslocamentos) repetidas das articulações, especialmente dos joelhos e patelas. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: face plana, testa alta, nariz curto com ponte nasal larga, boca estreita, micrognatia (queixo pequeno), proptose (olhos proeminentes) e fissura palatina (lábio leporino). No esqueleto, observa-se baixa estatura, ossos longos curtos, estreitamento do espaço entre as vértebras, displasia do quadril, genu valgum (joelhos para dentro), luxação patelar recorrente, luxação do joelho, subluxação da cabeça do rádio (cotovelo), extensão limitada do cotovelo, pés e dedos dos pés curtos, metacarpos curtos, epífises irregulares dos metacarpos e fusão dos ossos capitato e hamato no punho. Craniossinostose coronal (fechamento precoce de sutura do crânio) também pode ocorrer.[1][4]
Causas genéticas
A condição é causada por mutações no gene BPNT2 (sigla em inglês para 'adenosina 3',5'-bisfosfato 3'-fosfatase residente no Golgi'). Esse gene fornece instruções para a produção de uma enzima importante para o metabolismo de fosfatos dentro das células, essencial para a formação adequada da cartilagem e dos ossos. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais esqueléticos e faciais característicos, exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas e luxações) e confirmado por teste genético molecular que identifique mutações no gene BPNT2. Atualmente, há 12 testes genéticos disponíveis para a doença e 42 variantes patogênicas registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir acompanhamento ortopédico para correção de luxações e deformidades (como cirurgias corretivas nos joelhos, quadris e pés), fisioterapia para manter a mobilidade e fortalecimento muscular, e suporte fonoaudiológico e odontológico em casos de fissura palatina. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das manifestações esqueléticas e a presença de complicações como luxações recorrentes e deformidades. Com acompanhamento médico adequado e intervenções ortopédicas precoces, muitas pessoas conseguem manter a deambulação e realizar atividades diárias, embora a baixa estatura e as limitações articulares possam persistir. O suporte de uma equipe multidisciplinar é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP, é uma condição autossômica recessiva rara associada ao gene BPNT2. Caracteriza-se por braquidactilia, polegar de carona, deficiência auditiva, hiperfalangia do quarto dedo, luxações articulares (joelho, patela) e craniossinostose coronal.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP, é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e das articulações. Ela se manifesta desde o nascimento ou nos primeiros meses de vida, causando baixa estatura, alterações na face e luxações (deslocamentos) repetidas das articulações, especialmente dos joelhos e patelas. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: face plana, testa alta, nariz curto com ponte nasal larga, boca estreita, micrognatia (queixo pequeno), proptose (olhos proeminentes) e fissura palatina (lábio leporino). No esqueleto, observa-se baixa estatura, ossos longos curtos, estreitamento do espaço entre as vértebras, displasia do quadril, genu valgum (joelhos para dentro), luxação patelar recorrente, luxação do joelho, subluxação da cabeça do rádio (cotovelo), extensão limitada do cotovelo, pés e dedos dos pés curtos, metacarpos curtos, epífises irregulares dos metacarpos e fusão dos ossos capitato e hamato no punho. Craniossinostose coronal (fechamento precoce de sutura do crânio) também pode ocorrer.[1][4]
Causas genéticas
A condição é causada por mutações no gene BPNT2 (sigla em inglês para 'adenosina 3',5'-bisfosfato 3'-fosfatase residente no Golgi'). Esse gene fornece instruções para a produção de uma enzima importante para o metabolismo de fosfatos dentro das células, essencial para a formação adequada da cartilagem e dos ossos. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais esqueléticos e faciais característicos, exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas e luxações) e confirmado por teste genético molecular que identifique mutações no gene BPNT2. Atualmente, há 12 testes genéticos disponíveis para a doença e 42 variantes patogênicas registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir acompanhamento ortopédico para correção de luxações e deformidades (como cirurgias corretivas nos joelhos, quadris e pés), fisioterapia para manter a mobilidade e fortalecimento muscular, e suporte fonoaudiológico e odontológico em casos de fissura palatina. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das manifestações esqueléticas e a presença de complicações como luxações recorrentes e deformidades. Com acompanhamento médico adequado e intervenções ortopédicas precoces, muitas pessoas conseguem manter a deambulação e realizar atividades diárias, embora a baixa estatura e as limitações articulares possam persistir. O suporte de uma equipe multidisciplinar é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 10 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 31 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisExhibits 3'-nucleotidase activity toward adenosine 3',5'-bisphosphate (PAP), namely hydrolyzes adenosine 3',5'-bisphosphate into adenosine 5'-monophosphate (AMP) and a phosphate. May play a role in the formation of skeletal elements derived through endochondral ossification, possibly by clearing adenosine 3',5'-bisphosphate produced by Golgi sulfotransferases during glycosaminoglycan sulfation. Has no activity toward 3'-phosphoadenosine 5'-phosphosulfate (PAPS) or inositol phosphate (IP) substra
Golgi apparatusGolgi apparatus, trans-Golgi network membrane
Chondrodysplasia with joint dislocations, GPAPP type
A condition consisting of congenital joint dislocations, chondrodysplasia with short stature, micrognathia and cleft palate, and a distinctive face.
Variantes genéticas (ClinVar)
42 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 166 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Fetal presentation of chondrodysplasia with joint dislocations, GPAPP type, caused by novel biallelic IMPAD1 variants.
IMPAD1 mutations in two Catel-Manzke like patients.
🥉 Relato de casoAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:280586(Orphanet)
- OMIM OMIM:614078(OMIM)
- MONDO:0013561(MONDO)
- GARD:11009(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55784094(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Condrodisplasia com luxações articulares, tipo gPAPP
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata