Doença rara da fosforilação oxidativa mitocondrial caracterizada por início precoce de atraso do desenvolvimento grave (por vezes com regressão das etapas do desenvolvimento) e perturbação do desenvolvimento intelectual, linguagem pobre ou ausente e hipotonia. Outras características incluem distúrbios de movimento, convulsões ou microcefalia, entre outros. Os exames de neuroimagem cerebral podem demonstrar características da síndrome de Leigh com alterações de sinais nos gânglios da base ou no mesencéfalo, atrofia cerebelar ou corpo caloso fino.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O Defeito combinado da fosforilação oxidativa tipo 39 é uma doença genética rara que afeta a produção de energia nas células. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene para que a doença se manifeste. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais podem aparecer ainda antes do nascimento (período antenatal), no período neonatal ou durante a primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas são variados e podem incluir atraso global do desenvolvimento, atraso no desenvolvimento motor, regressão do desenvolvimento, espasticidade, distonia e contratura em flexão das articulações (artrogripose múltipla congênita). Podem ocorrer também alterações cerebrais como ventriculomegalia, atrofia cerebelar, paquigiria e padrão giratório simplificado. Exames de imagem podem mostrar níveis elevados de lactato e níveis reduzidos de N-acetil aspartato no cérebro. Outros achados incluem anormalidades no EEG, diabetes mellitus tipo 1, bradicardia sinusal, dificuldades alimentares e infecções respiratórias recorrentes. A atividade dos complexos III e IV da cadeia respiratória mitocondrial pode estar diminuída.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene GFM2. Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada fator de liberação ribossômico 2 mitocondrial, que é essencial para a síntese de proteínas dentro das mitocôndrias — as estruturas responsáveis pela produção de energia na célula. A herança é autossômica recessiva.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de imagem (como ressonância magnética cerebral), dosagem de lactato e estudos da função mitocondrial. A confirmação é feita por teste genético molecular, que identifica variantes patogênicas no gene GFM2. Atualmente, há 62 testes genéticos disponíveis e 77 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura conhecida para o Defeito combinado da fosforilação oxidativa tipo 39. O manejo é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia para contratura articular e espasticidade, suporte nutricional para dificuldades alimentares, tratamento de infecções respiratórias recorrentes e acompanhamento endocrinológico para diabetes mellitus tipo 1. O tratamento deve ser individualizado e coordenado por uma equipe médica especializada. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a idade de início. Como se trata de uma doença rara e grave, o acompanhamento médico regular é essencial para monitorar complicações e oferecer suporte adequado. A qualidade de vida pode ser impactada pelos múltiplos sintomas, mas intervenções precoces e multidisciplinares podem ajudar no manejo.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara da fosforilação oxidativa mitocondrial caracterizada por início precoce de atraso do desenvolvimento grave (por vezes com regressão das etapas do desenvolvimento) e perturbação do desenvolvimento intelectual, linguagem pobre ou ausente e hipotonia. Outras características incluem distúrbios de movimento, convulsões ou microcefalia, entre outros. Os exames de neuroimagem cerebral podem demonstrar características da síndrome de Leigh com alterações de sinais nos gânglios da base ou no mesencéfalo, atrofia cerebelar ou corpo caloso fino.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O Defeito combinado da fosforilação oxidativa tipo 39 é uma doença genética rara que afeta a produção de energia nas células. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que ambos os pais sejam portadores de uma cópia alterada do gene para que a doença se manifeste. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais podem aparecer ainda antes do nascimento (período antenatal), no período neonatal ou durante a primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas são variados e podem incluir atraso global do desenvolvimento, atraso no desenvolvimento motor, regressão do desenvolvimento, espasticidade, distonia e contratura em flexão das articulações (artrogripose múltipla congênita). Podem ocorrer também alterações cerebrais como ventriculomegalia, atrofia cerebelar, paquigiria e padrão giratório simplificado. Exames de imagem podem mostrar níveis elevados de lactato e níveis reduzidos de N-acetil aspartato no cérebro. Outros achados incluem anormalidades no EEG, diabetes mellitus tipo 1, bradicardia sinusal, dificuldades alimentares e infecções respiratórias recorrentes. A atividade dos complexos III e IV da cadeia respiratória mitocondrial pode estar diminuída.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene GFM2. Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada fator de liberação ribossômico 2 mitocondrial, que é essencial para a síntese de proteínas dentro das mitocôndrias — as estruturas responsáveis pela produção de energia na célula. A herança é autossômica recessiva.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de imagem (como ressonância magnética cerebral), dosagem de lactato e estudos da função mitocondrial. A confirmação é feita por teste genético molecular, que identifica variantes patogênicas no gene GFM2. Atualmente, há 62 testes genéticos disponíveis e 77 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura conhecida para o Defeito combinado da fosforilação oxidativa tipo 39. O manejo é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia para contratura articular e espasticidade, suporte nutricional para dificuldades alimentares, tratamento de infecções respiratórias recorrentes e acompanhamento endocrinológico para diabetes mellitus tipo 1. O tratamento deve ser individualizado e coordenado por uma equipe médica especializada. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a idade de início. Como se trata de uma doença rara e grave, o acompanhamento médico regular é essencial para monitorar complicações e oferecer suporte adequado. A qualidade de vida pode ser impactada pelos múltiplos sintomas, mas intervenções precoces e multidisciplinares podem ajudar no manejo.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 31 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 75 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisMitochondrial GTPase that mediates the disassembly of ribosomes from messenger RNA at the termination of mitochondrial protein biosynthesis (PubMed:19716793, PubMed:33878294). Acts in collaboration with MRRF (PubMed:19716793, PubMed:33878294). Promotes mitochondrial ribosome recycling by dissolution of intersubunit contacts (PubMed:33878294). GTP hydrolysis follows the ribosome disassembly and probably occurs on the ribosome large subunit (PubMed:19716793). Not involved in the GTP-dependent ribo
Mitochondrion
Combined oxidative phosphorylation deficiency 39
An autosomal recessive disorder due to mitochondrial dysfunction and characterized by global developmental delay, axial hypotonia, dystonia, dysarthria, impaired intellectual development with poor speech, and deficiencies of the mitochondrial respiratory chain enzyme complexes. Neuroimaging shows abnormalities in the putamen and caudate nuclei, along with subcortical white matter involvement.
Variantes genéticas (ClinVar)
77 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Defeito combinado da fosforilação oxidativa tipo 39
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Publicações mais relevantes
Publicações recentes
A biallelic MRPL42 variant causes a combined oxidative phosphorylation deficiency syndrome revealed by multi-omics.
Expanding the Phenotype of TUFM-Related Combined Oxidative Phosphorylation Deficiency 4.
Expanding the genotypic spectrum of combined oxidative phosphorylation deficiency 54.
A case report of combined oxidative phosphorylation deficiency 35 (COXPD35) in Palestine caused by novel compound heterozygous TRIT1 variants.
Stroke-like lesion and status epilepticus in a child with NARS2-related combined oxidative phosphorylation deficiency 24.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- A biallelic MRPL42 variant causes a combined oxidative phosphorylation deficiency syndrome revealed by multi-omics.
- Expanding the Phenotype of TUFM-Related Combined Oxidative Phosphorylation Deficiency 4.
- Expanding the genotypic spectrum of combined oxidative phosphorylation deficiency 54.
- A case report of combined oxidative phosphorylation deficiency 35 (COXPD35) in Palestine caused by novel compound heterozygous TRIT1 variants.
- Stroke-like lesion and status epilepticus in a child with NARS2-related combined oxidative phosphorylation deficiency 24.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:565624(Orphanet)
- OMIM OMIM:618397(OMIM)
- MONDO:0032726(MONDO)
- GARD:17999(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q102293423(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Defeito combinado da fosforilação oxidativa tipo 39
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata