Doença metabólica rara autossômica recessiva causada por deficiência de ECHS1, levando a morte precoce. Manifesta-se com grave atraso no desenvolvimento, atrofia cerebral e do tronco cerebral, distonia, nistagmo e deficiência auditiva.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial é uma doença metabólica hereditária rara, causada por alterações no gene ECHS1. Essa condição afeta a capacidade do organismo de quebrar certas gorduras e proteínas para produzir energia, especialmente em momentos de jejum ou estresse. Os sintomas geralmente começam ainda na infância ou nos primeiros meses de vida, podendo incluir fraqueza muscular (hipotonia), dificuldades para se alimentar, atraso no desenvolvimento e problemas cardíacos e respiratórios. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da doença podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais frequentemente relatados incluem: hipotonia (tônus muscular baixo), dificuldades alimentares, sucção fraca, apneia (pausas na respiração), insuficiência respiratória, bradicardia (coração lento), cardiomiopatia hipertrófica (aumento do músculo cardíaco) e defeito do septo ventricular (comunicação entre as câmaras do coração). No sistema nervoso, podem ocorrer atraso global do desenvolvimento (grave em alguns casos), espasticidade (rigidez muscular), distonia (movimentos involuntários), nistagmo (movimentos oculares rápidos e involuntários, inclusive vertical), deficiência auditiva e atrofia cerebral ou do tronco cerebral. Exames laboratoriais frequentemente mostram aumento do lactato no sangue e no líquido cefalorraquidiano (LCR), além de níveis elevados de ácido 2,3-di-hidroxi-2-metilbutanoico na urina. A ressonância magnética pode revelar corpo caloso fino e níveis elevados de lactato no cérebro.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene ECHS1, que fornece instruções para a produção da enzima enoil-CoA hidratase mitocondrial. Essa enzima é essencial para o metabolismo de ácidos graxos de cadeia curta e de alguns aminoácidos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa afetada herdou uma cópia do gene alterado de cada um dos pais. Os pais, geralmente, são portadores saudáveis da mutação.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e em exames laboratoriais que mostram aumento de lactato no sangue e no líquido cefalorraquidiano, além da presença de ácidos orgânicos específicos na urina (como o ácido 2,3-di-hidroxi-2-metilbutanoico). A confirmação é feita por meio de teste genético, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene ECHS1. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos na urina, teste de triagem neonatal (teste do pezinho) e o sequenciamento genético. Atualmente, há 203 variantes do gene ECHS1 registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e visa controlar os sintomas e prevenir crises metabólicas. Pode incluir suporte nutricional com fórmulas metabólicas especiais (como as usadas para erros inatos do metabolismo), acompanhamento cardiológico e respiratório, e atendimento em reabilitação para doenças raras. O SUS oferece procedimentos como a fórmula metabólica para erros inatos e atendimento em reabilitação. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença; o manejo é individualizado e deve ser coordenado por uma equipe médica especializada em doenças metabólicas hereditárias.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a precocidade do diagnóstico e do manejo. Muitas crianças apresentam atraso global do desenvolvimento grave, problemas cardíacos e respiratórios que podem ser fatais nos primeiros anos de vida. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar é essencial para melhorar a qualidade de vida e oferecer suporte às famílias.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial é uma doença genética muito rara com manifestações graves desde o período neonatal ou a infância. Ela costuma causar fraqueza muscular no corpo todo (hipotonia), dificuldade para sugar o leite, problemas respiratórios e atraso no desenvolvimento motor e neurológico. No organismo, gera um acúmulo excessivo de ácido láctico no sangue e no líquor, associado a mutações no gene ECHS1 herdadas do pai e da mãe. Esta doença não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde, não havendo remédio específico dispensado pelo SUS. O cuidado foca em aliviar os sintomas e fornecer apoio clínico especializado às crianças e suas famílias.
Doença metabólica rara autossômica recessiva causada por deficiência de ECHS1, levando a morte precoce. Manifesta-se com grave atraso no desenvolvimento, atrofia cerebral e do tronco cerebral, distonia, nistagmo e deficiência auditiva.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisMitochondrial short-chain enoyl-CoA hydratase 1 deficiency
A severe, autosomal recessive inborn error affecting valine metabolism. Disease features include brain lesions in the basal ganglia, neurodegeneration, delayed psychomotor development, hypotonia, spasticity, and increased lactic acid in serum and cerebral serum fluid.
Variantes genéticas (ClinVar)
203 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 81 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
7 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Perguntas frequentes
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A condição é causada por alterações patogênicas no gene ECHS1, que atua na função metabólica mitocondrial. A transmissão segue o padrão de herança autossômica recessiva, exigindo uma cópia herdada de cada genitor.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-enoil-coa-hidratase-1-de-cadeia-curta-mitocondrial
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Deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)