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Deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial
ORPHA:653880CID-10 · E71.1OMIM 616277DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
heartInício neonatalHerança AR
Sinônimos clínicos: ECHS1D · Deficiência de crotonase

Doença metabólica rara autossômica recessiva causada por deficiência de ECHS1, levando a morte precoce. Manifesta-se com grave atraso no desenvolvimento, atrofia cerebral e do tronco cerebral, distonia, nistagmo e deficiência auditiva.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 04/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial é uma doença metabólica hereditária rara, causada por alterações no gene ECHS1. Essa condição afeta a capacidade do organismo de quebrar certas gorduras e proteínas para produzir energia, especialmente em momentos de jejum ou estresse. Os sintomas geralmente começam ainda na infância ou nos primeiros meses de vida, podendo incluir fraqueza muscular (hipotonia), dificuldades para se alimentar, atraso no desenvolvimento e problemas cardíacos e respiratórios. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da doença podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais frequentemente relatados incluem: hipotonia (tônus muscular baixo), dificuldades alimentares, sucção fraca, apneia (pausas na respiração), insuficiência respiratória, bradicardia (coração lento), cardiomiopatia hipertrófica (aumento do músculo cardíaco) e defeito do septo ventricular (comunicação entre as câmaras do coração). No sistema nervoso, podem ocorrer atraso global do desenvolvimento (grave em alguns casos), espasticidade (rigidez muscular), distonia (movimentos involuntários), nistagmo (movimentos oculares rápidos e involuntários, inclusive vertical), deficiência auditiva e atrofia cerebral ou do tronco cerebral. Exames laboratoriais frequentemente mostram aumento do lactato no sangue e no líquido cefalorraquidiano (LCR), além de níveis elevados de ácido 2,3-di-hidroxi-2-metilbutanoico na urina. A ressonância magnética pode revelar corpo caloso fino e níveis elevados de lactato no cérebro.[1][2]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene ECHS1, que fornece instruções para a produção da enzima enoil-CoA hidratase mitocondrial. Essa enzima é essencial para o metabolismo de ácidos graxos de cadeia curta e de alguns aminoácidos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa afetada herdou uma cópia do gene alterado de cada um dos pais. Os pais, geralmente, são portadores saudáveis da mutação.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e em exames laboratoriais que mostram aumento de lactato no sangue e no líquido cefalorraquidiano, além da presença de ácidos orgânicos específicos na urina (como o ácido 2,3-di-hidroxi-2-metilbutanoico). A confirmação é feita por meio de teste genético, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene ECHS1. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos na urina, teste de triagem neonatal (teste do pezinho) e o sequenciamento genético. Atualmente, há 203 variantes do gene ECHS1 registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][3][4]

Tratamento e manejo

O tratamento é multidisciplinar e visa controlar os sintomas e prevenir crises metabólicas. Pode incluir suporte nutricional com fórmulas metabólicas especiais (como as usadas para erros inatos do metabolismo), acompanhamento cardiológico e respiratório, e atendimento em reabilitação para doenças raras. O SUS oferece procedimentos como a fórmula metabólica para erros inatos e atendimento em reabilitação. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença; o manejo é individualizado e deve ser coordenado por uma equipe médica especializada em doenças metabólicas hereditárias.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a precocidade do diagnóstico e do manejo. Muitas crianças apresentam atraso global do desenvolvimento grave, problemas cardíacos e respiratórios que podem ser fatais nos primeiros anos de vida. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar é essencial para melhorar a qualidade de vida e oferecer suporte às famílias.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial é uma doença genética muito rara com manifestações graves desde o período neonatal ou a infância. Ela costuma causar fraqueza muscular no corpo todo (hipotonia), dificuldade para sugar o leite, problemas respiratórios e atraso no desenvolvimento motor e neurológico. No organismo, gera um acúmulo excessivo de ácido láctico no sangue e no líquor, associado a mutações no gene ECHS1 herdadas do pai e da mãe. Esta doença não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde, não havendo remédio específico dispensado pelo SUS. O cuidado foca em aliviar os sintomas e fornecer apoio clínico especializado às crianças e suas famílias.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença metabólica rara autossômica recessiva causada por deficiência de ECHS1, levando a morte precoce. Manifesta-se com grave atraso no desenvolvimento, atrofia cerebral e do tronco cerebral, distonia, nistagmo e deficiência auditiva.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 1993

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
23
pacientes catalogados
Início
Childhood
+ infancy, neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
7 procedimentos SIGTAPCID-10: E71.1
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (7)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
+1 outros
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
8 sintomas
❤️
Coração
3 sintomas
📏
Crescimento
2 sintomas
🫁
Pulmão
2 sintomas
👁️
Olhos
2 sintomas
🫘
Rins
1 sintomas

+ 7 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Aumento de lactato no LCR
Frequência: 2/2
100%prev.
Aumento da concentração circulante de lactato
Frequência: 2/2
100%prev.
Apneia
Frequência: 2/2
100%prev.
Nível elevado de ácido 2,3-di-hidroxi-2-metilbutanoico na urina
Frequência: 4/4
100%prev.
Hipotonia generalizada
Frequência: 2/2
100%prev.
Nível elevado de lactato cerebral por EMR
Frequência: 2/2
27sintomas
Muito frequente (9)
Frequente (11)
Ocasional (1)
Sem dados (6)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Aumento de lactato no LCRIncreased CSF lactate
Frequência: 2/2100%
Aumento da concentração circulante de lactatoIncreased circulating lactate concentration
Frequência: 2/2100%
ApneiaApnea
Frequência: 2/2100%
Nível elevado de ácido 2,3-di-hidroxi-2-metilbutanoico na urinaElevated urine 2,3-dihydroxy-2-methylbutanoic acid level
Frequência: 4/4100%
Hipotonia generalizadaGeneralized hypotonia
Frequência: 2/2100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2026
Total histórico1PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico19931 papers
Linha do tempo
2026Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
ECHS1
ECHS1
ECHS1Enoyl-CoA hydratase, mitochondrialDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (6)
Branched-chain amino acid catabolismBeta oxidation of butanoyl-CoA to acetyl-CoABeta oxidation of hexanoyl-CoA to butanoyl-CoABeta oxidation of octanoyl-CoA to hexanoyl-CoABeta oxidation of decanoyl-CoA to octanoyl-CoA-CoA
MECANISMO DE DOENÇA

Mitochondrial short-chain enoyl-CoA hydratase 1 deficiency

A severe, autosomal recessive inborn error affecting valine metabolism. Disease features include brain lesions in the basal ganglia, neurodegeneration, delayed psychomotor development, hypotonia, spasticity, and increased lactic acid in serum and cerebral serum fluid.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Fígado
654.1 TPM
Rim - Córtex
276.4 TPM
Adipose Visceral Omentum
211.6 TPM
Tecido adiposo
194.3 TPM
Rim - Medula
186.9 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
mitochondrial short-chain Enoyl-Coa hydratase 1 deficiency
HGNC:3151UniProt:P30084

Variantes genéticas (ClinVar)

203 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 ECHS1: NM_004092.4(ECHS1):c.211C>T (p.Gln71Ter) ()
🧬 ECHS1: NM_004092.4(ECHS1):c.414+2T>C ()
🧬 ECHS1: GRCh37/hg19 10q26.13-26.3(chr10:126513306-135427143)x1 ()
🧬 ECHS1: GRCh37/hg19 10q26.3(chr10:131515269-135427143)x1 ()
🧬 ECHS1: NM_004092.4(ECHS1):c.287C>T (p.Ala96Val) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 81 variantes classificadas pelo ClinVar.

57
24
Patogênica (70.4%)
VUS (29.6%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
ECHS1: NM_004092.4(ECHS1):c.619+1G>T [Likely pathogenic]
ECHS1: NM_004092.4(ECHS1):c.179C>G (p.Ala60Gly) [Likely pathogenic]
ECHS1: NM_004092.4(ECHS1):c.605_611del (p.Asp202fs) [Likely pathogenic]
ECHS1: NM_004092.4(ECHS1):c.73C>T (p.Arg25Cys) [Likely pathogenic]
ECHS1: NM_004092.4(ECHS1):c.288T>A (p.Ala96=) [Likely pathogenic]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial

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1 papers (10 anos)

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é causada por alterações patogênicas no gene ECHS1, que atua na função metabólica mitocondrial. A transmissão segue o padrão de herança autossômica recessiva, exigindo uma cópia herdada de cada genitor.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:13019
    GARD (NIH)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-enoil-coa-hidratase-1-de-cadeia-curta-mitocondrial

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Deficiência de enoil-CoA hidratase 1 de cadeia curta mitocondrial

ORPHA:653880 · MONDO:0014563
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
7 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
23 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E71.1 · Outros distúrbios do metabolismo de aminoácidos de cadeia ramificada
Início
Childhood, Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4225391
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Rara