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Deficiência de proteína de ligação E3 da piruvato desidrogenase
ORPHA:255182CID-10 · E74.4CID-11 · 5C53.02OMIM 245349DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Visão / ocularInício neonatalHerança AR
Também conhecida comoPDHD
Sinônimos clínicos: Deficiência da proteína de ligação a E3 · Deficiência do componente X do complexo desidrogenase piruvato contendo lipoil · Proteína de ligação de dihidrolipoamido desidrogenase do complexo desidrogenase-piruvato · +1

A deficiência da proteína de ligação E3 da piruvato desidrogenase é uma forma rara e leve de deficiência de piruvato desidrogenase (PDHD), caracterizada por acidose láctica variável e disfunção neurológica.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A metemoglobinemia congênita autossômica recessiva é uma condição herdada que afeta principalmente a função dos glóbulos vermelhos. Especificamente, altera uma molécula dentro dessas células chamada hemoglobina. A hemoglobina transporta oxigênio para as células e tecidos de todo o corpo. Em pessoas com metemoglobinemia congênita autossômica recessiva, parte da hemoglobina normal é substituída por uma forma anormal chamada metemoglobina, que não consegue entregar oxigênio aos tecidos do corpo. Como resultado, os tecidos ficam privados de oxigênio, levando a uma aparência azulada da pele, dos lábios e das unhas (cianose).

Existem duas formas de metemoglobinemia congênita autossômica recessiva: tipos I e II. Pessoas com tipo I apresentam cianose desde o nascimento e podem experimentar fraqueza ou falta de ar relacionadas à escassez de oxigênio nos tecidos. Pessoas com tipo II apresentam cianose, além de graves problemas neurológicos. Após alguns meses de desenvolvimento aparentemente normal, crianças com tipo II desenvolvem disfunção cerebral grave (encefalopatia), tensão muscular descontrolada (distonia) e movimentos involuntários dos membros (coreoatetose); além disso, o tamanho da cabeça permanece pequeno e não cresce em proporção ao corpo (microcefalia). Pessoas com tipo II têm deficiência intelectual severa; elas podem reconhecer rostos e geralmente balbuciam, mas não falam palavras. Elas podem sentar sem apoio e segurar objetos, mas têm habilidades motoras comprometidas que as impedem de caminhar. No tipo II, o crescimento costuma ser retardado. Movimentos anormais dos músculos faciais podem interferir na deglutição, o que pode levar a dificuldades alimentares e retardar ainda mais o crescimento.

Pessoas com metemoglobinemia congênita autossômica recessiva tipo I têm expectativa de vida normal, mas pessoas com tipo II frequentemente não sobrevivem além da primeira fase da vida adulta.

Fonte: MedlinePlus Genetics (NLM/NIH), traduzido
📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

A deficiência da proteína de ligação E3 da piruvato desidrogenase é uma forma rara e leve de deficiência de piruvato desidrogenase (PDHD), caracterizada por acidose láctica variável e disfunção neurológica.

Publicações científicas
5 artigos
Último publicado: 2016 Dec

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
6 procedimentos SIGTAPCID-10: E74.4
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (6)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
14 sintomas
😀
Face
3 sintomas
❤️
Coração
2 sintomas
👁️
Olhos
2 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas
💪
Músculos
1 sintomas

+ 23 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Concentração anormal de aminoácidos da família do piruvato no LCR
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Aumento da concentração circulante de lactato
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Aumento de lactato no LCR
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
Acidose láctica
Frequente (79-30%)
55%prev.
Diplegia espástica
Frequente (79-30%)
55%prev.
Tetraparesia
Frequente (79-30%)
47sintomas
Muito frequente (3)
Frequente (7)
Ocasional (10)
Muito raro (3)
Sem dados (24)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 47 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Concentração anormal de aminoácidos da família do piruvato no LCRAbnormal CSF pyruvate family amino acid concentration
Muito frequente (99-80%)90%
Aumento da concentração circulante de lactatoIncreased circulating lactate concentration
Muito frequente (99-80%)90%
Aumento de lactato no LCRIncreased CSF lactate
Muito frequente (99-80%)90%
Acidose lácticaLactic acidosis
Frequente (79-30%)55%
Diplegia espásticaSpastic diplegia
Frequente (79-30%)55%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa10desde 2016
Total histórico5PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico20161 papers
Linha do tempo
20202016Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
PDHX
PDHXPyruvate dehydrogenase protein X component, mitochondrialDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (3)
Signaling by Retinoic AcidRegulation of pyruvate dehydrogenase (PDH) complexPDH complex synthesizes acetyl-CoA from PYR
MECANISMO DE DOENÇA

Pyruvate dehydrogenase E3-binding protein deficiency

A metabolic disorder characterized by decreased activity of the pyruvate dehydrogenase complex without observable reduction in the activities of enzymes E1, E2, or E3. Clinical features include hypotonia and psychomotor retardation.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Músculo esquelético
53.1 TPM
Coração - Ventrículo esquerdo
36.7 TPM
Testículo
34.8 TPM
Linfócitos
30.1 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
28.5 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
pyruvate dehydrogenase E3-binding protein deficiency
HGNC:21350UniProt:O00330

Variantes genéticas (ClinVar)

103 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 PDHX: NM_003477.3(PDHX):c.48T>G (p.Tyr16Ter) ()
🧬 PDHX: NM_003477.3(PDHX):c.62_63delinsTT (p.Pro21Leu) ()
🧬 PDHX: NM_003477.3(PDHX):c.278T>C (p.Ile93Thr) ()
🧬 PDHX: NM_003477.3(PDHX):c.724A>G (p.Thr242Ala) ()
🧬 PDHX: NM_003477.3(PDHX):c.108T>G (p.Ser36=) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de proteína de ligação E3 da piruvato desidrogenase

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
1 papers (10 anos)
#1

Mendeliome sequencing enables differential diagnosis and treatment of neonatal lactic acidosis.

Molecular and cellular pediatrics2016 Dec

Neonatal lactic acidosis can be associated to severe inborn errors of metabolism. Rapid identification of the underlying disorder may improve the clinical management through reliable counseling of the parents and adaptation of the treatment. We present the case of a term newborn with persistent hypoglycemia on postnatal day 1, who developed severe lactic acidosis, aggravating under intravenous glucose administration. Routine metabolic investigations revealed elevated pyruvate and lactate levels in urine, and magnetic resonance spectroscopy showed a lactic acid peak and decreased N-acetylaspartate levels. Mitochondrial disorders, e.g., pyruvate dehydrogenase (PDH) deficiency, were the major differential diagnoses. However, both hypoglycemia and the elevated lactate to pyruvate ratio in serum (=55.2) were not typical for PDH deficiency. We used "Mendeliome sequencing", a next-generation sequencing approach targeting all genes which have been previously linked to single-gene disorders, to obtain the correct diagnosis. On day 27 of life, we identified a homozygous stop mutation in the PDHX gene, causing pyruvate dehydrogenase E3-binding protein deficiency. After starting the ketogenic diet, the infant recovered and is showing delayed but progressive development. Mendeliome sequencing was successfully used to disentangle the underlying cause of severe neonatal lactic acidosis. Indeed, it is one of several targeted sequencing approaches that allow rapid and reliable counseling of the parents, adaptation of the clinical management, and renunciation of unnecessary, potentially invasive and often costly diagnostic measures.

Publicações recentes

Ver todas no PubMed

Associações

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Conselhos e sociedades

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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é causada por variantes genéticas com padrão autossômico recessivo no gene PDHX. Essas mutações diminuem a atividade normal do complexo enzimático da piruvato desidrogenase no organismo.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. ORPHA:255182
    Orphanet
  2. GARD:17237
    GARD (NIH)
  3. Q106302976
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Deficiência de proteína de ligação E3 da piruvato desidrogenase. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-proteina-de-ligacao-e3-da-piruvato-desidrogenase

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Deficiência de proteína de ligação E3 da piruvato desidrogenase

ORPHA:255182 · MONDO:0009503
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
6 procedimentos
Geral
Prevalência
Unknown
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E74.4 · Distúrbios do metabolismo do piruvato e da gliconeogênese
CID-11
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1855553
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara