As distrofias superficiais da córnea referem-se a um grupo de distrofias corneanas (CDs) raras geneticamente determinadas, caracterizadas por lesões que afetam o epitélio da córnea e sua membrana basal e o estroma corneano superficial, e efeitos variáveis na visão dependendo do tipo de distrofia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A distrofia da córnea anterior é uma condição genética rara que atinge as camadas mais superficiais do olho, como o epitélio e a membrana basal da córnea. Ela costuma causar dor no olho, lacrimejamento e a sensação frequente de areia ou cisco na vista, além de feridas que podem cicatrizar e embaçar a visão com o tempo. A condição pode iniciar em pessoas de qualquer idade e tem origem em alterações em genes específicos, como KRT3, KRT12 e TGFBI. No Brasil, a doença não conta com um protocolo clínico oficial (PCDT) nem remédios dispensados especificamente pelo SUS, sendo o cuidado conduzido pelos serviços de saúde de referência.
As distrofias superficiais da córnea referem-se a um grupo de distrofias corneanas (CDs) raras geneticamente determinadas, caracterizadas por lesões que afetam o epitélio da córnea e sua membrana basal e o estroma corneano superficial, e efeitos variáveis na visão dependendo do tipo de distrofia.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 18 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 49 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
7 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant, X-linked recessive.
Corneal dystrophy, Meesmann 2
A form of Meesmann corneal dystrophy, a corneal disease characterized by fragility of the anterior corneal epithelium. Histological examination shows a disorganized and thickened epithelium with widespread cytoplasmic vacuolation and numerous small, round, debris-laden intraepithelial cysts. Patients are usually asymptomatic until adulthood when rupture of the corneal microcysts may cause erosions, producing clinical symptoms such as photophobia, contact lens intolerance and intermittent diminution of visual acuity. Rarely, subepithelial scarring causes irregular corneal astigmatism and permanent visual impairment. MECD2 inheritance is autosomal dominant.
Corneal dystrophy, Meesmann 1
A form of Meesmann corneal dystrophy, a corneal disease characterized by fragility of the anterior corneal epithelium. Histological examination shows a disorganized and thickened epithelium with widespread cytoplasmic vacuolation and numerous small, round, debris-laden intraepithelial cysts. Patients are usually asymptomatic until adulthood when rupture of the corneal microcysts may cause erosions, producing clinical symptoms such as photophobia, contact lens intolerance and intermittent diminution of visual acuity. Rarely, subepithelial scarring causes irregular corneal astigmatism and permanent visual impairment. MECD1 inheritance is autosomal dominant.
Mucolipidosis 4
An autosomal recessive lysosomal storage disorder characterized by severe psychomotor retardation and ophthalmologic abnormalities, including corneal opacity, retinal degeneration and strabismus. Storage bodies of lipids and water-soluble substances are seen by electron microscopy in almost every cell type of the patients. Most patients are unable to speak or walk independently and reach a maximal developmental level of 1-2 years. All patients have constitutive achlorhydia associated with a secondary elevation of serum gastrin levels.
Epidermolysis bullosa, junctional 4, intermediate
A form of epidermolysis bullosa, a genodermatosis characterized by recurrent blistering, fragility of the skin and mucosal epithelia, and erosions caused by minor mechanical trauma. JEB4 is an autosomal recessive, intermediate form in which blistering lesions occur between the epidermis and the dermis at the lamina lucida level of the basement membrane zone. In intermediate forms of junctional epidermolysis bullosa, blistering does not lead to the formation of chronic granulation tissue and does not affect the lifespan of affected individuals. Nail dystrophy and dental enamel defects are present. Scarring or non-scarring alopecia and diffuse hair loss may occur. JEB4 patients manifest blisters at birth or shortly afterward. Blisters may heal with atrophic scarring and variable hypo- or hyperpigmentation. Oral mucosa may be involved.
Corneal dystrophy, gelatinous drop-like
A form of lattice corneal dystrophy, a class of inherited stromal amyloidoses characterized by pathognomonic branching lattice figures in the cornea. GDLD is an autosomal recessive disorder characterized by severe corneal amyloidosis leading to blindness. Clinical manifestations, which appear in the first decade of life, include blurred vision, photophobia, and foreign-body sensation. By the third decade, raised, yellowish-gray, gelatinous masses severely impair visual acuity.
Vitiligo-associated multiple autoimmune disease 1
A disorder characterized by the association of vitiligo with several autoimmune and autoinflammatory diseases including autoimmune thyroid disease, rheumatoid arthritis and systemic lupus erythematosus.
Corneal dystrophy, epithelial basement membrane
A bilateral anterior corneal dystrophy characterized by grayish epithelial fingerprint lines, geographic map-like lines, and dots (or microcysts) on slit-lamp examination. Pathologic studies show abnormal, redundant basement membrane and intraepithelial lacunae filled with cellular debris.
Variantes genéticas (ClinVar)
191 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
12 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Distrofia da córnea anterior
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Superficial juvenile granular dystrophy.
Unusual superficial variant of granular dystrophy of the cornea.
A possibly new familial superficial corneal dystrophy.
[Histological and ultrastructural study of a superficial corneal dystrophy].
Light and electron microscopic observations in a superficial corneal dystrophy probable early Reis-Bücklers' type.
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Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Distrofia da córnea anterior e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Trata-se de um conjunto de distrofias raras e genéticas que atingem o epitélio e as camadas mais superficiais da córnea. Essa alteração pode comprometer a transparência da córnea e afetar a visão em graus variados.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Distrofia da córnea anterior. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/distrofia-da-cornea-anterior
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Distrofia da córnea anterior
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata