Síndrome rara autossômica dominante com início na infância, caracterizada por disqueratose intraepitelial da córnea, hiperceratose palmoplantar e disqueratose laríngea. Pode apresentar hiperceratose folicular, distrofia ungueal e ceratodermia palmoplantar.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Disqueratose intraepitelial da córnea com hiperqueratose palmoplantar e disqueratose laríngea é uma condição genética rara que afeta a pele, os olhos e a laringe (parte da garganta que contém as cordas vocais). A doença é caracterizada por alterações na camada mais superficial da córnea (a parte transparente do olho), espessamento da pele das palmas das mãos e plantas dos pés (hiperqueratose palmoplantar) e alterações nas células da laringe (disqueratose laríngea). A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem aparecer em qualquer idade, desde a infância até a vida adulta. Os principais fenótipos (características observáveis) incluem: alterações na córnea, como neovascularização (crescimento anormal de vasos sanguíneos) e deficiência de células-tronco límbicas (células responsáveis por renovar a superfície da córnea), que podem levar à deficiência visual; espessamento da pele nas palmas e plantas (ceratodermia palmoplantar); alterações na laringe que podem causar rouquidão ou dificuldade para respirar; e alterações na pele, como paraqueratose (descamação anormal), acantose (espessamento da epiderme), hiperceratose folicular (pele áspera ao redor dos folículos pilosos) e ceratose pilar (pequenas saliências ásperas, comuns em braços e coxas). Outros sinais incluem distrofia ungueal (alterações nas unhas), hipermobilidade das articulações interfalângicas (dedos muito flexíveis), amiloidose cutânea (depósito de proteínas na pele), rinite crônica, pescoço curto e filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio superior mais alongado). Em alguns casos, pode haver maior risco de carcinoma de células escamosas (um tipo de câncer de pele).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene NLRP1 (sigla em inglês para NACHT, LRR and PYD domains-containing protein 1). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína envolvida na regulação da inflamação e na morte celular programada. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado, herdada de um dos pais ou surgida como uma mutação nova, é suficiente para causar a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e pode ser confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos disponíveis para identificar variantes no gene NLRP1. Outros exames genéticos incluem o cariótipo com bandas G, Q ou R e a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH. Atualmente, há 14 tipos de testes genéticos disponíveis e mais de 50 variantes descritas no ClinVar (banco de dados público de variantes genéticas). O código CID-10 para a doença é Q82.8 (outras anomalias especificadas da pele).[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. O acompanhamento com oftalmologista é essencial para monitorar a saúde da córnea e da visão. O dermatologista pode ajudar no manejo das alterações da pele e unhas, e o otorrinolaringologista avalia a laringe. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o diagnóstico e tratamento, incluindo procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH, sequenciamento completo do exoma, dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. É importante que o tratamento seja individualizado, com base nas necessidades de cada paciente.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a presença de complicações, como o carcinoma de células escamosas. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O suporte psicológico e a reabilitação também são importantes para lidar com os desafios da doença.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara autossômica dominante com início na infância, caracterizada por disqueratose intraepitelial da córnea, hiperceratose palmoplantar e disqueratose laríngea. Pode apresentar hiperceratose folicular, distrofia ungueal e ceratodermia palmoplantar.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Disqueratose intraepitelial da córnea com hiperqueratose palmoplantar e disqueratose laríngea é uma condição genética rara que afeta a pele, os olhos e a laringe (parte da garganta que contém as cordas vocais). A doença é caracterizada por alterações na camada mais superficial da córnea (a parte transparente do olho), espessamento da pele das palmas das mãos e plantas dos pés (hiperqueratose palmoplantar) e alterações nas células da laringe (disqueratose laríngea). A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem aparecer em qualquer idade, desde a infância até a vida adulta. Os principais fenótipos (características observáveis) incluem: alterações na córnea, como neovascularização (crescimento anormal de vasos sanguíneos) e deficiência de células-tronco límbicas (células responsáveis por renovar a superfície da córnea), que podem levar à deficiência visual; espessamento da pele nas palmas e plantas (ceratodermia palmoplantar); alterações na laringe que podem causar rouquidão ou dificuldade para respirar; e alterações na pele, como paraqueratose (descamação anormal), acantose (espessamento da epiderme), hiperceratose folicular (pele áspera ao redor dos folículos pilosos) e ceratose pilar (pequenas saliências ásperas, comuns em braços e coxas). Outros sinais incluem distrofia ungueal (alterações nas unhas), hipermobilidade das articulações interfalângicas (dedos muito flexíveis), amiloidose cutânea (depósito de proteínas na pele), rinite crônica, pescoço curto e filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio superior mais alongado). Em alguns casos, pode haver maior risco de carcinoma de células escamosas (um tipo de câncer de pele).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene NLRP1 (sigla em inglês para NACHT, LRR and PYD domains-containing protein 1). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína envolvida na regulação da inflamação e na morte celular programada. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado, herdada de um dos pais ou surgida como uma mutação nova, é suficiente para causar a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e pode ser confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos disponíveis para identificar variantes no gene NLRP1. Outros exames genéticos incluem o cariótipo com bandas G, Q ou R e a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH. Atualmente, há 14 tipos de testes genéticos disponíveis e mais de 50 variantes descritas no ClinVar (banco de dados público de variantes genéticas). O código CID-10 para a doença é Q82.8 (outras anomalias especificadas da pele).[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. O acompanhamento com oftalmologista é essencial para monitorar a saúde da córnea e da visão. O dermatologista pode ajudar no manejo das alterações da pele e unhas, e o otorrinolaringologista avalia a laringe. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o diagnóstico e tratamento, incluindo procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH, sequenciamento completo do exoma, dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. É importante que o tratamento seja individualizado, com base nas necessidades de cada paciente.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a presença de complicações, como o carcinoma de células escamosas. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O suporte psicológico e a reabilitação também são importantes para lidar com os desafios da doença.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 20 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisActs as the sensor component of the NLRP1 inflammasome, which mediates inflammasome activation in response to various pathogen-associated signals, leading to subsequent pyroptosis (PubMed:12191486, PubMed:17349957, PubMed:22665479, PubMed:27662089, PubMed:31484767, PubMed:33093214, PubMed:33410748, PubMed:33731929, PubMed:33731932, PubMed:35857590). Inflammasomes are supramolecular complexes that assemble in the cytosol in response to pathogens and other damage-associated signals and play critic
Cytoplasm, cytosolCytoplasmNucleusInflammasome
Vitiligo-associated multiple autoimmune disease 1
A disorder characterized by the association of vitiligo with several autoimmune and autoinflammatory diseases including autoimmune thyroid disease, rheumatoid arthritis and systemic lupus erythematosus.
Variantes genéticas (ClinVar)
50 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 26 variantes classificadas pelo ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Disqueratose intraepitelial da córnea com hiperqueratose palmoplantar e disqueratose laríngea
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Disqueratose intraepitelial da córnea com hiperqueratose palmoplantar e disqueratose laríngea
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:352662(Orphanet)
- OMIM OMIM:615225(OMIM)
- MONDO:0014089(MONDO)
- GARD:17525(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q55784576(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Disqueratose intraepitelial da córnea com hiperqueratose palmoplantar e disqueratose laríngea
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub