As distrofias corneanas posteriores referem-se a um grupo de distrofias corneanas (CDs) raras geneticamente determinadas, caracterizadas por lesões que afetam o endotélio corneano e a membrana de Descemet, e efeitos variáveis na visão, dependendo do tipo de distrofia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A **distrofia da córnea posterior** é uma doença genética rara que atinge as partes mais profundas da córnea, chamadas endotélio e membrana de Descemet. Com o tempo, ela pode provocar inchaço e perda de transparência na córnea, gerando embaçamento, sensibilidade à luz e perda da visão. Os primeiros sinais podem aparecer em qualquer fase da vida, desde a infância até a fase adulta. Esta condição não conta com um protocolo clínico (PCDT) específico na lista oficial do Ministério da Saúde, devendo o paciente buscar acompanhamento pela rede oftalmológica de referência.
As distrofias corneanas posteriores referem-se a um grupo de distrofias corneanas (CDs) raras geneticamente determinadas, caracterizadas por lesões que afetam o endotélio corneano e a membrana de Descemet, e efeitos variáveis na visão, dependendo do tipo de distrofia.
O que está sendo pesquisado
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 16 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 45 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
8 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant, Autosomal recessive, X-linked recessive.
Corneal dystrophy, Fuchs endothelial, 1
A corneal disease caused by loss of endothelium of the central cornea. It is characterized by focal wart-like guttata that arise from Descemet membrane and develop in the central cornea, epithelial blisters, reduced vision and pain. Descemet membrane is thickened by abnormal collagenous deposition.
Pitt-Hopkins syndrome
A syndrome characterized by intellectual disability, wide mouth and distinctive facial features, and intermittent hyperventilation followed by apnea. Features include intellectual disability with severe speech impairment, normal growth parameters at birth, postnatal microcephaly, breathing anomalies, severe motor developmental delay, motor incoordination, ocular anomalies, constipation, seizures, typical behavior and subtle brain abnormalities.
Corneal dystrophy, posterior polymorphous, 3
A subtype of posterior corneal dystrophy, a disease characterized by alterations of Descemet membrane presenting as vesicles, opacities or band-like lesions on slit-lamp examination and specular microscopy. Affected patient typically are asymptomatic.
Deafness, autosomal dominant, 28
A form of non-syndromic sensorineural hearing loss. Sensorineural deafness results from damage to the neural receptors of the inner ear, the nerve pathways to the brain, or the area of the brain that receives sound information. DFNA28 is characterized by mild to moderate hearing loss across most frequencies that progresses to severe loss in the higher frequencies by the fifth decade.
Corneal dystrophy, posterior polymorphous, 1
A rare corneal disorder characterized by small aggregates of apparent vesicles bordered by a gray haze at the level of Descemet membrane, an altered corneal endothelial cell structure, and an unusual proliferation of endothelial cells. Symptoms can range from very aggressive to asymptomatic and non-progressive, even within the same family.
Keratoconus 1
Frequent corneal dystrophy with an incidence that varies from 50 to 230 per 100'000. The cornea assumes a conical shape as a result of a progressive non-inflammatory thinning of the corneal stroma. Keratoconus is most often an isolated sporadic condition with cases of autosomal dominant and autosomal recessive transmission.
Corneal dystrophy, Fuchs endothelial, 8
A corneal disease caused by loss of endothelium of the central cornea. It is characterized by focal wart-like guttata that arise from Descemet membrane and develop in the central cornea, epithelial blisters, reduced vision and pain. Descemet membrane is thickened by abnormal collagenous deposition.
Corneal dystrophy and perceptive deafness
An ocular disease characterized by the association of corneal clouding with progressive perceptive hearing loss.
Medicamentos e terapias
Mecanismo: Rho-associated protein kinase inhibitor
Mecanismo: Rho-associated protein kinase inhibitor
Mecanismo: Rho-associated protein kinase inhibitor
Mecanismo: Cyclooxygenase inhibitor
Variantes genéticas (ClinVar)
551 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
12 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Distrofia da córnea posterior
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Update on the Surgical Management of Fuchs Endothelial Corneal Dystrophy.
Fuchs endothelial corneal dystrophy (FECD) is the most common posterior corneal dystrophy and the leading indication for corneal transplantation in the United States. FECD is slowly progressive, and patients develop gradual corneal endothelial decompensation, eventually resulting in failure of the endothelium to maintain corneal deturgescence. Medical management consists of topical hyperosmotic agents to facilitate dehydration of the cornea, but surgical intervention is often required to regain corneal clarity. The surgical management of FECD has evolved over the past two decades as corneal transplantation techniques have allowed for more selective keratoplasty and replacement of only the diseased layers of the cornea. Prior surgical management consisted of penetrating keratoplasty (PK) that carried significant intraoperative risks associated with "open sky" as well as postoperative risks of graft rejection, wound dehiscence, postoperative astigmatism, and prolonged visual rehabilitation. In the past 15 years, endothelial keratoplasty (EK) has become the treatment of choice for endothelial disease, significantly reducing the risks associated with the surgical treatment of FECD. Here we discuss the current surgical management of FECD, including the introduction of Descemet stripping only (DSO), and highlight future investigative efforts.
[Posterior polymorphous dystrophy, case report and literature review].
Posterior Polymorphous Dystrophy (DPP) is a rare posterior corneal dystrophy that is genetically transmitted as autosomal dominant. Corneal structures affected in this dystrophy are Descemet membrane and the endothelium. A case is presented on a 47 years old woman with no relevant history, with typical findings of DPP (vesicular and band lesions at the endothelium and posterior Descemet). To our knowledge there are no reported cases of DPP in Latin-American patients in the literature. The clinical manifestations in our patient were found to be very similar to the cases reported in other populations.
Publicações recentes
Update on the Surgical Management of Fuchs Endothelial Corneal Dystrophy.
[Posterior polymorphous dystrophy, case report and literature review].
Zeb1 mutant mice as a model of posterior corneal dystrophy.
Rupture of the anterior lens capsule in Alport syndrome.
[Polymorphic posterior corneal dystrophy. Histological and ultrastructural study of 2 cases].
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Distrofia da córnea posterior.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Distrofia da córnea posterior e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
É um grupo de distrofias corneanas raras de origem genética que prejudicam o endotélio e a membrana de Descemet. Essa alteração pode comprometer a transparência da córnea e afetar a visão em níveis variados.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Distrofia da córnea posterior. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/distrofia-da-cornea-posterior
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Distrofia da córnea posterior
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Moléculas estudadas na doença
- fonte: OpenTargets