Síndrome de Axenfeld-Rieger é uma doença rara autossômica dominante, que afeta o desenvolvimento dos dentes, olhos e região abdominal. Possui uma prevalência estimada de 1 para 200.000 pessoas, sem predileção por gênero, e a herança apresenta penetrância completa com expressividade variável. Os genes identificados em aproximadamente 50% dos casos são PITX2 e FOXC1.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Iridogoniodisgenesia é uma condição rara do desenvolvimento ocular que afeta a câmara anterior do olho. Ela também é conhecida pelo nome em inglês "Anterior segment developmental anomaly without extraocular manifestations". A doença pode estar associada a alterações na visão e em outras estruturas do corpo, como ossos e audição. Ainda não há dados precisos sobre sua prevalência na população.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Iridogoniodisgenesia podem variar de pessoa para pessoa. Os mais comuns incluem alterações oculares, como dor ocular, opacidade da córnea, morfologia anormal do olho e da câmara anterior, além de sinequias anteriores (aderências na parte frontal do olho). Também podem ocorrer hipermetropia alta (dificuldade para enxergar de perto) e alterações na audição, como deficiência auditiva.[1][3]
Outros sintomas possíveis incluem alterações na face, como nariz largo, narinas antevertidas (viradas para cima), asas nasais subdesenvolvidas, filtro liso ou curto (espaço entre o nariz e o lábio superior) e cantos da boca voltados para baixo. Podem ocorrer também anormalidades nos movimentos, fala escandida (fala arrastada ou cortada), fácies em máscara (expressão facial reduzida), comportamento autolesivo e atraso na habilidade de ficar em pé. Em alguns casos, há alterações ósseas, como defeito de segmentação vertebral, pé torto equinovaro e pé curto, além de anormalidades na artéria pulmonar e na morfologia da epífise (extremidade dos ossos longos).[1][3]
Causas genéticas
A Iridogoniodisgenesia tem causas genéticas. Até o momento, foram identificados quatro genes associados à condição: ITPR1 (que codifica o canal de cálcio ITPR1), PAX6 (fator de transcrição importante para o desenvolvimento ocular), FOXC1 (proteína forkhead box C1) e PITX2 (fator de transcrição homeobox 2). Mutações nesses genes podem levar às alterações observadas na doença.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Iridogoniodisgenesia é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, especialmente os oculares, e pode ser confirmado por meio de testes genéticos. Existem 336 testes genéticos disponíveis para a doença, e mais de 1.300 variantes genéticas foram registradas no banco de dados ClinVar. O exame oftalmológico detalhado, incluindo a avaliação da câmara anterior do olho, é essencial para o diagnóstico.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da Iridogoniodisgenesia é individualizado e focado no manejo dos sintomas. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo oftalmologista, geneticista e outros especialistas conforme a necessidade. O tratamento pode incluir correção de problemas visuais (como óculos para hipermetropia), cirurgias para opacidade corneana ou sinequias, e intervenções para alterações auditivas ou ortopédicas. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Iridogoniodisgenesia depende da gravidade dos sintomas e do acompanhamento médico. Com o manejo adequado, é possível melhorar a qualidade de vida, especialmente em relação à visão e à audição. No entanto, por ser uma condição rara e sem cura, o acompanhamento regular é fundamental para monitorar e tratar as complicações ao longo da vida.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome de Axenfeld-Rieger é uma doença rara autossômica dominante, que afeta o desenvolvimento dos dentes, olhos e região abdominal. Possui uma prevalência estimada de 1 para 200.000 pessoas, sem predileção por gênero, e a herança apresenta penetrância completa com expressividade variável. Os genes identificados em aproximadamente 50% dos casos são PITX2 e FOXC1.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Iridogoniodisgenesia é uma condição rara do desenvolvimento ocular que afeta a câmara anterior do olho. Ela também é conhecida pelo nome em inglês "Anterior segment developmental anomaly without extraocular manifestations". A doença pode estar associada a alterações na visão e em outras estruturas do corpo, como ossos e audição. Ainda não há dados precisos sobre sua prevalência na população.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Iridogoniodisgenesia podem variar de pessoa para pessoa. Os mais comuns incluem alterações oculares, como dor ocular, opacidade da córnea, morfologia anormal do olho e da câmara anterior, além de sinequias anteriores (aderências na parte frontal do olho). Também podem ocorrer hipermetropia alta (dificuldade para enxergar de perto) e alterações na audição, como deficiência auditiva.[1][3]
Outros sintomas possíveis incluem alterações na face, como nariz largo, narinas antevertidas (viradas para cima), asas nasais subdesenvolvidas, filtro liso ou curto (espaço entre o nariz e o lábio superior) e cantos da boca voltados para baixo. Podem ocorrer também anormalidades nos movimentos, fala escandida (fala arrastada ou cortada), fácies em máscara (expressão facial reduzida), comportamento autolesivo e atraso na habilidade de ficar em pé. Em alguns casos, há alterações ósseas, como defeito de segmentação vertebral, pé torto equinovaro e pé curto, além de anormalidades na artéria pulmonar e na morfologia da epífise (extremidade dos ossos longos).[1][3]
Causas genéticas
A Iridogoniodisgenesia tem causas genéticas. Até o momento, foram identificados quatro genes associados à condição: ITPR1 (que codifica o canal de cálcio ITPR1), PAX6 (fator de transcrição importante para o desenvolvimento ocular), FOXC1 (proteína forkhead box C1) e PITX2 (fator de transcrição homeobox 2). Mutações nesses genes podem levar às alterações observadas na doença.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Iridogoniodisgenesia é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, especialmente os oculares, e pode ser confirmado por meio de testes genéticos. Existem 336 testes genéticos disponíveis para a doença, e mais de 1.300 variantes genéticas foram registradas no banco de dados ClinVar. O exame oftalmológico detalhado, incluindo a avaliação da câmara anterior do olho, é essencial para o diagnóstico.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da Iridogoniodisgenesia é individualizado e focado no manejo dos sintomas. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo oftalmologista, geneticista e outros especialistas conforme a necessidade. O tratamento pode incluir correção de problemas visuais (como óculos para hipermetropia), cirurgias para opacidade corneana ou sinequias, e intervenções para alterações auditivas ou ortopédicas. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Iridogoniodisgenesia depende da gravidade dos sintomas e do acompanhamento médico. Com o manejo adequado, é possível melhorar a qualidade de vida, especialmente em relação à visão e à audição. No entanto, por ser uma condição rara e sem cura, o acompanhamento regular é fundamental para monitorar e tratar as complicações ao longo da vida.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 67 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 176 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
4 genes identificados com associação a esta condição.
Inositol 1,4,5-trisphosphate-gated calcium channel that, upon inositol 1,4,5-trisphosphate binding, mediates calcium release from the endoplasmic reticulum (ER) (PubMed:10620513, PubMed:27108797). Undergoes conformational changes upon ligand binding, suggesting structural flexibility that allows the channel to switch from a closed state, capable of interacting with its ligands such as 1,4,5-trisphosphate and calcium, to an open state, capable of transferring calcium ions across the ER membrane (
Endoplasmic reticulum membraneCytoplasmic vesicle, secretory vesicle membraneCytoplasm, perinuclear region
Spinocerebellar ataxia 15
Spinocerebellar ataxia is a clinically and genetically heterogeneous group of cerebellar disorders. Patients show progressive incoordination of gait and often poor coordination of hands, speech and eye movements, due to degeneration of the cerebellum with variable involvement of the brainstem and spinal cord. SCA15 is an autosomal dominant cerebellar ataxia (ADCA). It is very slow progressing form with a wide range of onset, ranging from childhood to adult. Most patients remain ambulatory.
Transcription factor with important functions in the development of the eye, nose, central nervous system and pancreas. Required for the differentiation of pancreatic islet alpha cells (By similarity). Competes with PAX4 in binding to a common element in the glucagon, insulin and somatostatin promoters. Regulates specification of the ventral neuron subtypes by establishing the correct progenitor domains (By similarity). Acts as a transcriptional repressor of NFATC1-mediated gene expression (By s
Nucleus
Aniridia 1
A congenital, bilateral, panocular disorder characterized by complete absence of the iris or extreme iris hypoplasia. Aniridia is not just an isolated defect in iris development but it is associated with macular and optic nerve hypoplasia, cataract, corneal changes, nystagmus. Visual acuity is generally low but is unrelated to the degree of iris hypoplasia. Glaucoma is a secondary problem causing additional visual loss over time.
DNA-binding transcriptional factor that plays a role in a broad range of cellular and developmental processes such as eye, bones, cardiovascular, kidney and skin development (PubMed:11782474, PubMed:14506133, PubMed:14578375, PubMed:15277473, PubMed:15299087, PubMed:15684392, PubMed:16449236, PubMed:16492674, PubMed:17210863, PubMed:19279310, PubMed:19793056, PubMed:25786029, PubMed:27804176, PubMed:27907090). Acts either as a transcriptional activator or repressor (PubMed:11782474). Binds to th
Nucleus
Axenfeld-Rieger syndrome 3
An autosomal dominant disorder of morphogenesis that results in abnormal development of the anterior segment of the eye, and results in blindness from glaucoma in approximately 50% of affected individuals. Features include posterior corneal embryotoxon, prominent Schwalbe line and iris adhesion to the Schwalbe line, hypertelorism, hypodontia, sensorineural deafness, redundant periumbilical skin, and cardiovascular defects such as patent ductus arteriosus and atrial septal defect. When associated with tooth anomalies, the disorder is known as Rieger syndrome.
May play a role in myoblast differentiation. When unphosphorylated, associates with an ELAVL1-containing complex, which stabilizes cyclin mRNA and ensuring cell proliferation. Phosphorylation by AKT2 impairs this association, leading to CCND1 mRNA destabilization and progression towards differentiation Involved in the establishment of left-right asymmetry in the developing embryo
NucleusCytoplasm
Axenfeld-Rieger syndrome 1
An autosomal dominant disorder of morphogenesis that results in abnormal development of the anterior segment of the eye, and results in blindness from glaucoma in approximately 50% of affected individuals. Additional features include aniridia, maxillary hypoplasia, hypodontia, anal stenosis, redundant periumbilical skin.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
1.303 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
23 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Iridogoniodisgenesia
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
[National protocol for the diagnosis and management of Axenfeld-Rieger syndrome: Summary for the primary care physician].
Axenfeld-Rieger syndrome/anomaly (ARS) is a rare genetic disorder with an autosomal dominant inheritance pattern, characterized by dysgenesis of the anterior segment of the eye. It may present with systemic anomalies (Axenfeld-Rieger syndrome) or without (Axenfeld anomaly) and may sometimes be associated with multiple congenital malformations. The estimated prevalence ranges from 1 in 50,000 to 1 in 200,000 live births, with an approximate rate of 1 in 100,000, but no epidemiological studies have been conducted to date. A clinical diagnosis of Axenfeld-Rieger syndrome requires the presence of both Axenfeld and Rieger ocular anomalies, accompanied by extraocular systemic features. Ocular manifestations include iris abnormalities, posterior embryotoxon, juvenile-onset glaucoma (a common complication), and dysgenesis of the iridocorneal angle with iridocorneal adhesions. The most commonly observed systemic anomalies include: umbilical defects; craniofacial dysmorphism; dentofacial abnormalities, such as Class III malocclusion due to maxillary hypoplasia, oligodontia, dental malformations (taurodontism, root dysplasia), microdontia, hypodontia, and anodontia; hearing impairment (partial or complete sensorineural hearing loss); and cardiac anomalies, including non-congenital heart disease and mitral valve insufficiency. Additional anomalies may include hypospadias in males, anal stenosis, endocrine disorders (notably growth retardation) secondary to pituitary dysfunction, psychomotor delay, and various neurological malformations such as Dandy-Walker malformation, mega cisterna magna, posterior fossa cysts, cerebellar vermis hypoplasia, ventriculomegaly, aprosencephaly, cerebral atrophy, microcephaly, arteriovenous malformations (AVM), and digital anomalies such as camptodactyly. Diagnosis is typically made in infancy, based on iris anomalies such as corectopia (displacement of the pupil), polycoria (multiple pupils), and iris hypoplasia. Posterior embryotoxon is frequently observed upon slit-lamp examination. Given the clinical variability, a comprehensive pediatric assessment is essential to identify systemic anomalies and distinguish Axenfeld-Rieger syndrome from the isolated Axenfeld anomaly.
Next-Generation Sequencing in Congenital Eye Malformations: Identification of Genetic Causes and Comparison of Different Panel-Based Diagnostic Strategies.
Congenital eye malformations like microphthalmia-anophthalmia-coloboma (MAC), anterior segment dysgenesis (ASD), primary congenital glaucoma (PCG) and congenital cataracts (CC) are significant causes of childhood visual impairment. Phenotypic heterogeneity often complicates diagnosis. The goal of this study was to optimize the diagnostic strategy for next-generation sequencing (NGS)-based procedures, thereby aiming to identify genetic causes of congenital eye malformations. Forty patients with congenital eye malformations were included. A primary diagnostic testing (PD) of a limited number of genes was followed by multigene panel (MGP) testing, including 186 eye-related genes, and exome sequencing. Causative variants were identified in 17 patients (43%) and clinically relevant variants of uncertain significance (VUS) in 6 patients (15%). PD had a diagnostic yield (DY) of 15%, MGP of 29% and exome sequencing of 4%, leading to a cumulative DY of 43%. Diagnostic rates were highest in CC (75%), bilateral cases (46%), complex ocular phenotypes (78%), patients with extraocular manifestations (55%) and positive family history (70%). Rare and possible new genotype-phenotype correlations and candidate genes (FAT1, POGZ) could be identified. In total, eight (likely) pathogenic variants in six genes (CYP1B1, ADAMTS18, MAB21L2, NHS, MFRP, CRYBB1) were not yet reported. A stepwise genetic testing approach starting with a broad multigene panel followed by exome sequencing provides higher diagnostic yield than limited phenotype-specific testing. Comprehensive genetic diagnosis is essential for prognosis, treatment and genetic counseling, underscoring the need for routine genetic testing and interdisciplinary collaboration in managing congenital eye malformations.
Congenital anomalies of lens shape.
The crystalline lens is an important structure in the eye that starts to develop as early as the 22nd day of gestation, with further differentiation that continues after the induction. Congenital anomalies of the lens may involve the size, shape, and position of the lens. They may sometimes be associated with anterior segment dysgenesis or persistence of the tunica vasculosa lentis and hyperplastic vitreous and hyaloid system. Manifestations of anomalies of the lens shape are usually seen in early or late childhood however may sometimes be delayed into adulthood based on the level of visual impairment or the presence or absence of any syndromic associations. While lens coloboma has more often been reported in isolation, the more commonly implicated genes include the PAX6 gene, lenticonus in particular anterior is often part of Alport syndrome with extra-ocular manifestations in the kidneys and hearing abnormalities due to mutations in the alpha 5 chain of the Type IV collagen gene. Recognition of these manifestations and obtaining a genetic diagnosis is an important step in the management. The level of visual impairment and amblyopia dictates the outcomes in patients managed either conservatively with optical correction as well as surgically where deemed necessary. This review discusses the various anomalies of the lens shape with its related genetics and the management involved in these conditions.
Genetics and epidemiology of aniridia: Updated guidelines for genetic study.
Aniridia is a panocular disease characterized by iris hypoplasia, accompanied by other ocular manifestations, with a high clinical variability and overlapping with different abnormalities of the anterior and posterior segment. This review focuses on the genetic features of this autosomal dominant pathology, which is caused by the haploinsufficiency of the PAX6 gene. Mutations causing premature stop codons are the most frequent among the wider mutational spectrum of PAX6, with more than 600 different mutations identified so far. Recent advances in next-generation sequencing (NGS) have increased the diagnostic yield in aniridia and contributed to elucidate new etiopathogenic mechanisms leading to PAX6 haploinsufficiency. Here, we also update good practices and recommendations to improve genetic testing and clinical management of aniridia using more cost-effective NGS analysis. Those new approaches also allow studying simultaneously both structural variants and point-mutations in PAX6 as well as other genes for differential diagnosis, simultaneously. Some patients with atypical phenotypes might present mutations in FOXC1 and PITX2, both genes causing a wide spectrum of anterior segment dysgenesis, or in ITPR1, which is responsible for a distinctive form of circumpupillary iris aplasia present in Gillespie syndrome, or other mutations in minor genes. Since aniridia can also associate extraocular anomalies, as it occurs in carriers of PAX6 and WT1 microdeletions leading to WAGR syndrome, genetic studies are crucial to assure a correct diagnosis and clinical management, besides allowing prenatal and preimplantational genetic testing in families.
A cataract, 'a million cut' radial keratotomy, and Marfan syndrome February consultation #1.
A 56-year-old man with an ocular history of 20+ cut radial keratotomy (RK) in both eyes and Marfan syndrome presented with blurred vision in both eyes 2 years previously. He was intolerant of contact lenses and was correctable with spectacles for the past 10 years. His presenting photographs and corneal topographies are shown in Figures 1 and 2JOURNAL/jcrs/04.03/02158034-202102000-00022/figure1/v/2021-04-12T204757Z/r/image-tiffJOURNAL/jcrs/04.03/02158034-202102000-00022/figure2/v/2021-04-12T204757Z/r/image-tiff, respectively. His left eye had greater than 270 degrees of zonulopathy and a visually significant cataract. He underwent a planned pars plana lensectomy/vitrectomy and implantation of a scleral-fixated CZ70BD (Alcon Laboratories, Inc.) intraocular lens (IOL). He has enjoyed adequate vision in the left eye and now has a worsening cataract in his right eye. He is a practicing dentist and requested the fastest visual rehabilitation possible. His corrected distance visual acuity was 20/50 with a manifest refraction of +5.00-4.00 × 90 in the right eye and 20/25 with a manifest refraction of +1.75-2.50 × 180 in the left eye. Intraocular pressure (IOP) was measured at 16 mm Hg in both eyes, and extraocular motility, confrontational visual fields, and pupils were normal in both eyes. On slitlamp examination, he had mild ptosis in both eyes, the corneas had 20+ RK with multiple arcuate incisions at the 3- and 9-o'clock positions in both eyes, the anterior chamber (AC) was deep and quiet in both eyes, both irides had mild iridodonesis, the right lens had a 2 to 3+ nuclear sclerotic cataract with 6 clock hours of superotemporal zonulopathy that was only evident with dilation (Figure 3JOURNAL/jcrs/04.03/02158034-202102000-00022/figure3/v/2021-04-12T204757Z/r/image-tiff) and no phacodonesis. The left lens had a well-positioned CZ70BD IOL fixated at 6 and 12 o'clock without extrusion or exposure of the Gore-Tex suture. The posterior segment examination was unremarkable. What counseling would you provide for this patient in preparation for surgery? How would you plan the IOL calculations? What intraoperative techniques would you use to achieve the safest outcomes given his comorbidities?
📚 EuropePMCmostrando 8
[National protocol for the diagnosis and management of Axenfeld-Rieger syndrome: Summary for the primary care physician].
Journal francais d'ophtalmologieNext-Generation Sequencing in Congenital Eye Malformations: Identification of Genetic Causes and Comparison of Different Panel-Based Diagnostic Strategies.
International journal of molecular sciencesCongenital anomalies of lens shape.
Taiwan journal of ophthalmologyGenetics and epidemiology of aniridia: Updated guidelines for genetic study.
Archivos de la Sociedad Espanola de OftalmologiaA cataract, 'a million cut' radial keratotomy, and Marfan syndrome February consultation #1.
Journal of cataract and refractive surgeryWhole Exome Sequencing in Coloboma/Microphthalmia: Identification of Novel and Recurrent Variants in Seven Genes.
Genes[Progressive moderate mitral regurgitation in a children with Axenfeld-Rieger syndrome. The importance of cardiologic follow up].
Archivos argentinos de pediatriaA Patient with Keratoconus, Nanophthalmos, Lipodermoids, and Pigmentary Retinopathy.
Ophthalmic geneticsAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Iridogoniodisgenesia.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Iridogoniodisgenesia
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- [National protocol for the diagnosis and management of Axenfeld-Rieger syndrome: Summary for the primary care physician].
- Next-Generation Sequencing in Congenital Eye Malformations: Identification of Genetic Causes and Comparison of Different Panel-Based Diagnostic Strategies.
- Congenital anomalies of lens shape.
- Genetics and epidemiology of aniridia: Updated guidelines for genetic study.
- A cataract, 'a million cut' radial keratotomy, and Marfan syndrome February consultation #1.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:98634(Orphanet)
- MONDO:0011119(MONDO)
- GARD:16484(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q17125601(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Iridogoniodisgenesia
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA