Doença rara autossômica recessiva de início na infância/juventude, caracterizada por viremia persistente por EBV, linfadenopatia generalizada e bronquiectasia. Associada a hipertrigliceridemia, deficiência de anticorpos pneumocócicos e risco aumentado de linfoma de Hodgkin.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137 é uma condição genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela é caracterizada por uma resposta inadequada ao vírus Epstein-Barr (EBV), levando a infecções recorrentes, aumento do baço (esplenomegalia) e, em alguns casos, ao desenvolvimento de linfoma de Hodgkin. A doença tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: infecções recorrentes do trato respiratório inferior (como pneumonia), sinusite recorrente, bronquiectasia (dilatação anormal dos brônquios), esplenomegalia (aumento do baço), linfadenopatia generalizada (aumento dos gânglios linfáticos), pancitopenia (redução de todas as células sanguíneas), hipofibrinogenemia (baixo nível de fibrinogênio, uma proteína da coagulação) e hipertrigliceridemia (aumento de triglicerídeos no sangue). Também pode ocorrer linfoma de Hodgkin. No sistema imunológico, observa-se nível diminuído de IgG circulante, ausência de células B circulantes, ausência completa ou quase completa de resposta de anticorpos específicos à vacina antitetânica, deficiência específica de anticorpos pneumocócicos, proliferação linfocitária diminuída em resposta ao anti-CD3 e viremia persistente por EBV (presença contínua do vírus no sangue).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene TNFRSF9 (também conhecido como membro 9 da superfamília de receptores do fator de necrose tumoral). Esse gene fornece instruções para a produção da proteína CD137, que desempenha um papel importante na ativação e sobrevivência das células do sistema imunológico. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames laboratoriais (como dosagem de imunoglobulinas, contagem de células B e detecção de viremia por EBV) e confirmado por teste genético que identifique mutações no gene TNFRSF9. Atualmente, há 58 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O teste genético está disponível e pode ser acessado por meio de serviços especializados. O código CID-10 associado é D82.3 (imunodeficiência associada a defeito genético).[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é focado no controle das infecções, suporte imunológico e monitoramento de complicações como linfoma. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição. O tratamento pode incluir o uso de imunoglobulina intravenosa para repor anticorpos, antibióticos para infecções e, em casos graves, transplante de células-tronco hematopoiéticas. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo imunologista, hematologista e infectologista.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e a presença de complicações como linfoma. Com diagnóstico precoce e manejo adequado, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de infecções graves. No entanto, a condição exige acompanhamento médico contínuo ao longo da vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva de início na infância/juventude, caracterizada por viremia persistente por EBV, linfadenopatia generalizada e bronquiectasia. Associada a hipertrigliceridemia, deficiência de anticorpos pneumocócicos e risco aumentado de linfoma de Hodgkin.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137 é uma condição genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela é caracterizada por uma resposta inadequada ao vírus Epstein-Barr (EBV), levando a infecções recorrentes, aumento do baço (esplenomegalia) e, em alguns casos, ao desenvolvimento de linfoma de Hodgkin. A doença tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: infecções recorrentes do trato respiratório inferior (como pneumonia), sinusite recorrente, bronquiectasia (dilatação anormal dos brônquios), esplenomegalia (aumento do baço), linfadenopatia generalizada (aumento dos gânglios linfáticos), pancitopenia (redução de todas as células sanguíneas), hipofibrinogenemia (baixo nível de fibrinogênio, uma proteína da coagulação) e hipertrigliceridemia (aumento de triglicerídeos no sangue). Também pode ocorrer linfoma de Hodgkin. No sistema imunológico, observa-se nível diminuído de IgG circulante, ausência de células B circulantes, ausência completa ou quase completa de resposta de anticorpos específicos à vacina antitetânica, deficiência específica de anticorpos pneumocócicos, proliferação linfocitária diminuída em resposta ao anti-CD3 e viremia persistente por EBV (presença contínua do vírus no sangue).[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene TNFRSF9 (também conhecido como membro 9 da superfamília de receptores do fator de necrose tumoral). Esse gene fornece instruções para a produção da proteína CD137, que desempenha um papel importante na ativação e sobrevivência das células do sistema imunológico. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames laboratoriais (como dosagem de imunoglobulinas, contagem de células B e detecção de viremia por EBV) e confirmado por teste genético que identifique mutações no gene TNFRSF9. Atualmente, há 58 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O teste genético está disponível e pode ser acessado por meio de serviços especializados. O código CID-10 associado é D82.3 (imunodeficiência associada a defeito genético).[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é focado no controle das infecções, suporte imunológico e monitoramento de complicações como linfoma. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição. O tratamento pode incluir o uso de imunoglobulina intravenosa para repor anticorpos, antibióticos para infecções e, em casos graves, transplante de células-tronco hematopoiéticas. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo imunologista, hematologista e infectologista.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e a presença de complicações como linfoma. Com diagnóstico precoce e manejo adequado, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de infecções graves. No entanto, a condição exige acompanhamento médico contínuo ao longo da vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 18 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisReceptor for TNFSF9/4-1BBL. Conveys a signal that enhances CD8(+) T-cell survival, cytotoxicity, and mitochondrial activity, thereby promoting immunity against viruses and tumors (Probable)
Cell membrane
Immunodeficiency 109 with lymphoproliferation
An autosomal recessive primary immune disorder characterized by recurrent sinopulmonary infections, susceptibility to infection with Epstein-Barr virus (EBV), persistent EBV viremia, and EBV-induced lymphoproliferation or B-cell lymphoma.
Variantes genéticas (ClinVar)
58 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Successful hematopoietic stem cell transplantation in a 4-1BB deficient patient with EBV-induced lymphoproliferation.
Complete remission from recurrent EBV-positive lymphoma is not mandatory before HSCT to achieve long-term cure in a patient suffering from a recently described immunodeficiency affecting the T-cell coactivation molecule 4-1BB.
Immunodeficiency and EBV-induced lymphoproliferation caused by 4-1BB deficiency.
The tumor TNF receptor family member 4-1BB (CD137) is encoded by TNFRSF9 and expressed on activated T cells. 4-1BB provides a costimulatory signal that enhances CD8+ T-cell survival, cytotoxicity, and mitochondrial activity, thereby promoting immunity against viruses and tumors. The ligand for 4-1BB is expressed on antigen-presenting cells and EBV-transformed B cells. We investigated the genetic basis of recurrent sinopulmonary infections, persistent EBV viremia, and EBV-induced lymphoproliferation in 2 unrelated patients. Whole-exome sequencing, immunoblotting, immunophenotyping, and in vitro assays of lymphocyte and mitochondrial function were performed. The 2 patients shared a homozygous G109S missense mutation in 4-1BB that abolished protein expression and ligand binding. The patients' CD8+ T cells had reduced proliferation, impaired expression of IFN-γ and perforin, and diminished cytotoxicity against allogeneic and HLA-matched EBV-B cells. Mitochondrial biogenesis, membrane potential, and function were significantly reduced in the patients' activated T cells. An inhibitory antibody against 4-1BB recapitulated the patients' defective CD8+ T-cell activation and cytotoxicity against EBV-infected B cells in vitro. This novel immunodeficiency demonstrates the critical role of 4-1BB costimulation in host immunity against EBV infection.
📚 EuropePMCmostrando 2
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:664726(Orphanet)
- OMIM OMIM:620282(OMIM)
- MONDO:0859526(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS