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Doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137
ORPHA:664726CID-10 · D82.3OMIM 620282DOENÇA RARA
AudiçãoInício infantilHerança AR
Sinônimos clínicos: Doença linfoproliferativa Epstein-Barr virus-induzida por deficiência da proteína 137 da diferenciação celular

Doença rara autossômica recessiva de início na infância/juventude, caracterizada por viremia persistente por EBV, linfadenopatia generalizada e bronquiectasia. Associada a hipertrigliceridemia, deficiência de anticorpos pneumocócicos e risco aumentado de linfoma de Hodgkin.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 21/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137 é uma condição genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela é caracterizada por uma resposta inadequada ao vírus Epstein-Barr (EBV), levando a infecções recorrentes, aumento do baço (esplenomegalia) e, em alguns casos, ao desenvolvimento de linfoma de Hodgkin. A doença tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem: infecções recorrentes do trato respiratório inferior (como pneumonia), sinusite recorrente, bronquiectasia (dilatação anormal dos brônquios), esplenomegalia (aumento do baço), linfadenopatia generalizada (aumento dos gânglios linfáticos), pancitopenia (redução de todas as células sanguíneas), hipofibrinogenemia (baixo nível de fibrinogênio, uma proteína da coagulação) e hipertrigliceridemia (aumento de triglicerídeos no sangue). Também pode ocorrer linfoma de Hodgkin. No sistema imunológico, observa-se nível diminuído de IgG circulante, ausência de células B circulantes, ausência completa ou quase completa de resposta de anticorpos específicos à vacina antitetânica, deficiência específica de anticorpos pneumocócicos, proliferação linfocitária diminuída em resposta ao anti-CD3 e viremia persistente por EBV (presença contínua do vírus no sangue).[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene TNFRSF9 (também conhecido como membro 9 da superfamília de receptores do fator de necrose tumoral). Esse gene fornece instruções para a produção da proteína CD137, que desempenha um papel importante na ativação e sobrevivência das células do sistema imunológico. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames laboratoriais (como dosagem de imunoglobulinas, contagem de células B e detecção de viremia por EBV) e confirmado por teste genético que identifique mutações no gene TNFRSF9. Atualmente, há 58 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O teste genético está disponível e pode ser acessado por meio de serviços especializados. O código CID-10 associado é D82.3 (imunodeficiência associada a defeito genético).[1][2][5]

Tratamento e manejo

O manejo da doença é focado no controle das infecções, suporte imunológico e monitoramento de complicações como linfoma. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição. O tratamento pode incluir o uso de imunoglobulina intravenosa para repor anticorpos, antibióticos para infecções e, em casos graves, transplante de células-tronco hematopoiéticas. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo imunologista, hematologista e infectologista.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e a presença de complicações como linfoma. Com diagnóstico precoce e manejo adequado, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de infecções graves. No entanto, a condição exige acompanhamento médico contínuo ao longo da vida.[1][2]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica recessiva de início na infância/juventude, caracterizada por viremia persistente por EBV, linfadenopatia generalizada e bronquiectasia. Associada a hipertrigliceridemia, deficiência de anticorpos pneumocócicos e risco aumentado de linfoma de Hodgkin.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
2
pacientes catalogados
Início
Childhood
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: D82.3
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137 é uma condição genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela é caracterizada por uma resposta inadequada ao vírus Epstein-Barr (EBV), levando a infecções recorrentes, aumento do baço (esplenomegalia) e, em alguns casos, ao desenvolvimento de linfoma de Hodgkin. A doença tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem: infecções recorrentes do trato respiratório inferior (como pneumonia), sinusite recorrente, bronquiectasia (dilatação anormal dos brônquios), esplenomegalia (aumento do baço), linfadenopatia generalizada (aumento dos gânglios linfáticos), pancitopenia (redução de todas as células sanguíneas), hipofibrinogenemia (baixo nível de fibrinogênio, uma proteína da coagulação) e hipertrigliceridemia (aumento de triglicerídeos no sangue). Também pode ocorrer linfoma de Hodgkin. No sistema imunológico, observa-se nível diminuído de IgG circulante, ausência de células B circulantes, ausência completa ou quase completa de resposta de anticorpos específicos à vacina antitetânica, deficiência específica de anticorpos pneumocócicos, proliferação linfocitária diminuída em resposta ao anti-CD3 e viremia persistente por EBV (presença contínua do vírus no sangue).[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene TNFRSF9 (também conhecido como membro 9 da superfamília de receptores do fator de necrose tumoral). Esse gene fornece instruções para a produção da proteína CD137, que desempenha um papel importante na ativação e sobrevivência das células do sistema imunológico. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames laboratoriais (como dosagem de imunoglobulinas, contagem de células B e detecção de viremia por EBV) e confirmado por teste genético que identifique mutações no gene TNFRSF9. Atualmente, há 58 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O teste genético está disponível e pode ser acessado por meio de serviços especializados. O código CID-10 associado é D82.3 (imunodeficiência associada a defeito genético).[1][2][5]

Tratamento e manejo

O manejo da doença é focado no controle das infecções, suporte imunológico e monitoramento de complicações como linfoma. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição. O tratamento pode incluir o uso de imunoglobulina intravenosa para repor anticorpos, antibióticos para infecções e, em casos graves, transplante de células-tronco hematopoiéticas. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É fundamental que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo imunologista, hematologista e infectologista.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e a presença de complicações como linfoma. Com diagnóstico precoce e manejo adequado, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de infecções graves. No entanto, a condição exige acompanhamento médico contínuo ao longo da vida.[1][2]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

🩸
Sangue
4 sintomas
🫁
Pulmão
3 sintomas
👂
Ouvidos
1 sintomas
🫃
Digestivo
1 sintomas

+ 9 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Esplenomegalia
Frequência: 2/2
100%prev.
Linfadenopatia generalizada
Frequência: 2/2
100%prev.
Proliferação linfocitária diminuída em resposta ao anti-CD3
Frequência: 2/2
100%prev.
Viremia persistente por EBV
Frequência: 2/2
50%prev.
Nível diminuído de IgG circulante
Muito frequente (~50%)
50%prev.
Células B circulantes ausentes
Muito frequente (~50%)
18sintomas
Muito frequente (4)
Frequente (13)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 18 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

EsplenomegaliaSplenomegaly
Frequência: 2/2100%
Linfadenopatia generalizadaGeneralized lymphadenopathy
Frequência: 2/2100%
Proliferação linfocitária diminuída em resposta ao anti-CD3Decreased lymphocyte proliferation in response to anti-CD3
Frequência: 2/2100%
Viremia persistente por EBVPersistent EBV viremia
Frequência: 2/2100%
Nível diminuído de IgG circulanteDecreased circulating IgG level
Muito frequente (~50%)50%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa7
Últimos 10 anos2publicações
Pico20191 papers
Linha do tempo
20202019Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
TNFRSF9
TNFRSF9
TNFRSF9Tumor necrosis factor receptor superfamily member 9Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Receptor for TNFSF9/4-1BBL. Conveys a signal that enhances CD8(+) T-cell survival, cytotoxicity, and mitochondrial activity, thereby promoting immunity against viruses and tumors (Probable)

LOCALIZAÇÃO

Cell membrane

VIAS BIOLÓGICAS (1)
TNFs bind their physiological receptors
MECANISMO DE DOENÇA

Immunodeficiency 109 with lymphoproliferation

An autosomal recessive primary immune disorder characterized by recurrent sinopulmonary infections, susceptibility to infection with Epstein-Barr virus (EBV), persistent EBV viremia, and EBV-induced lymphoproliferation or B-cell lymphoma.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Baixa expressão)
Linfócitos
1.7 TPM
Sangue
1.4 TPM
Baço
1.3 TPM
Pulmão
0.4 TPM
Intestino delgado
0.4 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
immunodeficiency 109 with lymphoproliferation
HGNC:11924UniProt:Q07011

Variantes genéticas (ClinVar)

58 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 TNFRSF9: NM_001561.6(TNFRSF9):c.58del (p.Arg20fs) ()
🧬 TNFRSF9: NM_001561.6(TNFRSF9):c.151_157delinsCCCAGTCCCTGTCCACC (p.Asn51fs) ()
🧬 TNFRSF9: NM_001561.6(TNFRSF9):c.408G>A (p.Trp136Ter) ()
🧬 TNFRSF9: GRCh37/hg19 1p36.32-36.23(chr1:4815557-8695886)x1 ()
🧬 TNFRSF9: GRCh37/hg19 1p36.32-36.22(chr1:4995984-11364920)x1 ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Successful hematopoietic stem cell transplantation in a 4-1BB deficient patient with EBV-induced lymphoproliferation.

Clinical immunology (Orlando, Fla.)2021 Jan

Complete remission from recurrent EBV-positive lymphoma is not mandatory before HSCT to achieve long-term cure in a patient suffering from a recently described immunodeficiency affecting the T-cell coactivation molecule 4-1BB.

#2

Immunodeficiency and EBV-induced lymphoproliferation caused by 4-1BB deficiency.

The Journal of allergy and clinical immunology2019 Aug

The tumor TNF receptor family member 4-1BB (CD137) is encoded by TNFRSF9 and expressed on activated T cells. 4-1BB provides a costimulatory signal that enhances CD8+ T-cell survival, cytotoxicity, and mitochondrial activity, thereby promoting immunity against viruses and tumors. The ligand for 4-1BB is expressed on antigen-presenting cells and EBV-transformed B cells. We investigated the genetic basis of recurrent sinopulmonary infections, persistent EBV viremia, and EBV-induced lymphoproliferation in 2 unrelated patients. Whole-exome sequencing, immunoblotting, immunophenotyping, and in vitro assays of lymphocyte and mitochondrial function were performed. The 2 patients shared a homozygous G109S missense mutation in 4-1BB that abolished protein expression and ligand binding. The patients' CD8+ T cells had reduced proliferation, impaired expression of IFN-γ and perforin, and diminished cytotoxicity against allogeneic and HLA-matched EBV-B cells. Mitochondrial biogenesis, membrane potential, and function were significantly reduced in the patients' activated T cells. An inhibitory antibody against 4-1BB recapitulated the patients' defective CD8+ T-cell activation and cytotoxicity against EBV-infected B cells in vitro. This novel immunodeficiency demonstrates the critical role of 4-1BB costimulation in host immunity against EBV infection.

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Successful hematopoietic stem cell transplantation in a 4-1BB deficient patient with EBV-induced lymphoproliferation.
    Clinical immunology (Orlando, Fla.)· 2021· PMID 33259966mais citado
  2. Immunodeficiency and EBV-induced lymphoproliferation caused by 4-1BB deficiency.
    The Journal of allergy and clinical immunology· 2019· PMID 30872117mais citado

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:664726(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:620282(OMIM)
  3. MONDO:0859526(MONDO)
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Doença linfoproliferativa EBV-induzida por deficiência de CD137

ORPHA:664726 · MONDO:0859526
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
2 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
D82.3 · Imunodeficiência que se segue à resposta hereditária defeituosa ao vírus de Epstein-Barr (EB)
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5925064
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM