Doença rara neurodegenerativa autossômica recessiva causada por deficiência da beta-hexosaminidase, levando a acúmulo de gangliosídeos. Apresenta regressão do desenvolvimento, convulsões, mioclonias, mancha vermelho-cereja na mácula e alterações cardíacas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A doença de Sandhoff, forma da infância, é uma condição genética rara que afeta o sistema nervoso central. Ela faz parte de um grupo de doenças chamadas gangliosidoses, nas quais substâncias gordurosas (gangliosídeos) se acumulam nas células nervosas do cérebro, causando danos progressivos. Esta forma da doença começa a se manifestar ainda na primeira infância.[1][3]
Sinais e sintomas
Os primeiros sinais geralmente aparecem nos primeiros meses de vida. Bebês com a doença de Sandhoff podem apresentar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, ou seja, demoram a sentar, engatinhar ou andar. Com o tempo, ocorre uma regressão do desenvolvimento, com perda das habilidades já adquiridas. Outros sintomas comuns incluem convulsões (crises tônico-clônicas bilaterais e mioclônicas), mioclonias (movimentos musculares involuntários e rápidos), hiperreflexia (reflexos exagerados, como o reflexo patelar), espasticidade (aumento do tônus muscular) e hipotonia axial (fraqueza muscular no tronco). A criança pode apresentar uma resposta de sobressalto exagerada a sons (hiperacusia). Também são observados traços faciais grosseiros, macrocefalia progressiva (aumento anormal do tamanho da cabeça) e hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e do baço). Um sinal característico ao exame de fundo de olho é a mancha vermelho-cereja na mácula. Em alguns casos, pode haver prolapso da valva mitral e regurgitação mitral (problemas na válvula do coração). Exames de imagem do cérebro podem mostrar atrofia cortical cerebral, hipomielinização do SNC (formação deficiente da bainha de mielina) e intensidade anormal do sinal de RM talâmica. Lesões de pele como nevo azul também podem estar presentes.[1][3]
Causas genéticas
A doença de Sandhoff, forma da infância, é causada por alterações (mutações) no gene HEXB. Este gene fornece as instruções para a produção de uma enzima chamada beta-hexosaminidase subunidade beta. Essa enzima é essencial para quebrar os gangliosídeos dentro das células. Quando o gene HEXB não funciona corretamente, a enzima tem sua atividade reduzida, levando ao acúmulo tóxico dessas substâncias, principalmente nos neurônios.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e nos achados de exames de imagem. A confirmação é feita por meio de exames laboratoriais específicos. A dosagem da atividade da enzima beta-hexosaminidase no sangue ou em outras amostras biológicas mostra atividade reduzida. O diagnóstico genético pode ser realizado através do sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene HEXB. Existem mais de 270 variantes genéticas associadas a esta doença registradas no ClinVar. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo a dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo e o sequenciamento completo do exoma. O teste do pezinho (triagem neonatal) também pode detectar algumas formas da doença.[1][4]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a doença de Sandhoff, forma da infância. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, geneticistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras. As convulsões podem ser tratadas com medicamentos anticonvulsivantes, e a espasticidade pode ser manejada com fisioterapia e medicamentos específicos. O suporte nutricional e respiratório pode ser necessário em estágios avançados. É fundamental que o tratamento seja individualizado e discutido com a equipe médica.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
A doença de Sandhoff, forma da infância, é uma condição progressiva e grave. O prognóstico é reservado, com a maioria das crianças apresentando deterioração neurológica significativa ao longo dos primeiros anos de vida. O objetivo principal do cuidado é proporcionar conforto, controlar os sintomas e oferecer suporte à família. O acompanhamento com uma equipe de cuidados paliativos pode ser benéfico para auxiliar nas decisões e no suporte emocional.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara neurodegenerativa autossômica recessiva causada por deficiência da beta-hexosaminidase, levando a acúmulo de gangliosídeos. Apresenta regressão do desenvolvimento, convulsões, mioclonias, mancha vermelho-cereja na mácula e alterações cardíacas.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A doença de Sandhoff, forma da infância, é uma condição genética rara que afeta o sistema nervoso central. Ela faz parte de um grupo de doenças chamadas gangliosidoses, nas quais substâncias gordurosas (gangliosídeos) se acumulam nas células nervosas do cérebro, causando danos progressivos. Esta forma da doença começa a se manifestar ainda na primeira infância.[1][3]
Sinais e sintomas
Os primeiros sinais geralmente aparecem nos primeiros meses de vida. Bebês com a doença de Sandhoff podem apresentar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, ou seja, demoram a sentar, engatinhar ou andar. Com o tempo, ocorre uma regressão do desenvolvimento, com perda das habilidades já adquiridas. Outros sintomas comuns incluem convulsões (crises tônico-clônicas bilaterais e mioclônicas), mioclonias (movimentos musculares involuntários e rápidos), hiperreflexia (reflexos exagerados, como o reflexo patelar), espasticidade (aumento do tônus muscular) e hipotonia axial (fraqueza muscular no tronco). A criança pode apresentar uma resposta de sobressalto exagerada a sons (hiperacusia). Também são observados traços faciais grosseiros, macrocefalia progressiva (aumento anormal do tamanho da cabeça) e hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e do baço). Um sinal característico ao exame de fundo de olho é a mancha vermelho-cereja na mácula. Em alguns casos, pode haver prolapso da valva mitral e regurgitação mitral (problemas na válvula do coração). Exames de imagem do cérebro podem mostrar atrofia cortical cerebral, hipomielinização do SNC (formação deficiente da bainha de mielina) e intensidade anormal do sinal de RM talâmica. Lesões de pele como nevo azul também podem estar presentes.[1][3]
Causas genéticas
A doença de Sandhoff, forma da infância, é causada por alterações (mutações) no gene HEXB. Este gene fornece as instruções para a produção de uma enzima chamada beta-hexosaminidase subunidade beta. Essa enzima é essencial para quebrar os gangliosídeos dentro das células. Quando o gene HEXB não funciona corretamente, a enzima tem sua atividade reduzida, levando ao acúmulo tóxico dessas substâncias, principalmente nos neurônios.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e nos achados de exames de imagem. A confirmação é feita por meio de exames laboratoriais específicos. A dosagem da atividade da enzima beta-hexosaminidase no sangue ou em outras amostras biológicas mostra atividade reduzida. O diagnóstico genético pode ser realizado através do sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene HEXB. Existem mais de 270 variantes genéticas associadas a esta doença registradas no ClinVar. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo a dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo e o sequenciamento completo do exoma. O teste do pezinho (triagem neonatal) também pode detectar algumas formas da doença.[1][4]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a doença de Sandhoff, forma da infância. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, geneticistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras. As convulsões podem ser tratadas com medicamentos anticonvulsivantes, e a espasticidade pode ser manejada com fisioterapia e medicamentos específicos. O suporte nutricional e respiratório pode ser necessário em estágios avançados. É fundamental que o tratamento seja individualizado e discutido com a equipe médica.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
A doença de Sandhoff, forma da infância, é uma condição progressiva e grave. O prognóstico é reservado, com a maioria das crianças apresentando deterioração neurológica significativa ao longo dos primeiros anos de vida. O objetivo principal do cuidado é proporcionar conforto, controlar os sintomas e oferecer suporte à família. O acompanhamento com uma equipe de cuidados paliativos pode ser benéfico para auxiliar nas decisões e no suporte emocional.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 7 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 23 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Hydrolyzes the non-reducing end N-acetyl-D-hexosamine and/or sulfated N-acetyl-D-hexosamine of glycoconjugates, such as the oligosaccharide moieties from proteins and neutral glycolipids, or from certain mucopolysaccharides (PubMed:11707436, PubMed:8123671, PubMed:8672428, PubMed:9694901). The isozyme B does not hydrolyze each of these substrates, however hydrolyzes efficiently neutral oligosaccharide (PubMed:11707436). Only the isozyme A is responsible for the degradation of GM2 gangliosides in
LysosomeCytoplasmic vesicle, secretory vesicle, Cortical granule
GM2-gangliosidosis 2
An autosomal recessive lysosomal storage disease marked by the accumulation of GM2 gangliosides in the neuronal cells. Clinically indistinguishable from GM2-gangliosidosis type 1, presenting startle reactions, early blindness, progressive motor and mental deterioration, macrocephaly and cherry-red spots on the macula.
Variantes genéticas (ClinVar)
270 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 6 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
6 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Burden of caregiving of individuals with GM1 and GM2 gangliosidoses in the United States: a qualitative study.
GM1 and GM2 (Tay-Sachs and Sandhoff diseases) gangliosidoses are rare, autosomal recessive, potentially life-threatening, disabling disorders characterized by progressive neurodegeneration, with no disease-modifying treatment. This qualitative study aimed to understand the humanistic burden of GM1 and GM2 gangliosidoses from caregivers' perspectives by expanding knowledge on the day-to-day responsibilities of primary caregivers and the impacts experienced while providing care and support. Focus groups (90-minute duration) were conducted with caregivers (≥ 18 years) under three separate categories based on the age of the individuals with GM1/GM2 gangliosidoses either in-person (attending Annual National Tay-Sachs & Allied Diseases Association [NTSAD] Conference, Colorado, July 2022) or online (recruited through the NTSAD and Cure GM1 Foundation during November-December 2022). This study included 29 primary caregivers (mean [range] age: 49.0 [37.0-75.0] years) of individuals (children [24.1%], adolescents [31.0%], and adults [44.8%]) diagnosed with juvenile/late-onset GM1 (41.4%) or GM2 (58.6%) gangliosidoses. The caregivers reported that most individuals required mobility aids (64.3%) and experienced speech difficulties (83.3%); they described their caregiving responsibilities as non-stop, pervasive, and often done without additional support, with marginal variance by disease type or patient age. Supporting activities of daily living was the most prominent responsibility (90.0%), followed by symptom/care management (69.0%), ensuring quality of life (45.0%), and maintaining emotional (24.0%) and physical (10.0%) well-being. Caregiving impacted every facet of life; the caregivers reported 25 different impacts, with constant psychological burden (82.8%), physical ailments/strain (62.1%), anxiety/fear/worry (58.6%), financial difficulties (58.6%), limited time for other family members (55.2%), and limitations on relationships outside family (51.7%) having the most significant effects. The caregivers relied mostly on patient advocacy organizations for resources and expressed the need for financial support, broader disease awareness, and disease-modifying treatments. Although providing care and support deleteriously impacted caregivers' lives, they reported experiencing positive impacts on relationship building, personal development, family cohesion, community support, and life outlook. This study showed a substantial humanistic burden with long-term impacts among the caregivers of individuals with GM1 and GM2 gangliosidoses. The findings provide important insights to enhance clinical care while advocating for the resources needed to improve caregivers' and patients' lives.
Advances in Diagnosis, Pathological Mechanisms, Clinical Impact, and Future Therapeutic Perspectives in Tay-Sachs Disease.
Tay-Sachs disease (TSD) is a rare and severe neurodegenerative disorder inherited in an autosomal recessive manner. It is caused by a deficiency of the enzyme hexosaminidase A, which is responsible for the degradation of GM2 gangliosides-lipids that accumulate in the nerve cells of the central nervous system. The inability to break down these lipids leads to their progressive accumulation, resulting in irreversible brain damage. Mechanistically, TSD is caused by mutations in the HEXA gene, which encodes the alpha subunit of hexosaminidase A. These mutations disrupt enzyme activity and alter cellular pathways involved in lysosomal lipid degradation. Although Tay-Sachs specifically involves the alpha subunit, similar clinical features can be seen in Sandhoff disease, a related disorder caused by mutations in the HEXB gene, which encodes the beta subunit shared by hexosaminidase A and B. Tay-Sachs is classified into three clinical forms according to age of onset and symptom severity: the classic infantile form, which is the most common and severe; a juvenile (subacute) form; and an adult-onset form, which progresses more slowly and tends to present with milder symptoms. Diagnosis is based on enzymatic testing showing reduced or absent hexosaminidase A activity, confirmed by genetic testing. Prenatal diagnosis and genetic counseling play a key role in prevention and reproductive decision-making, especially in high-risk populations. Although no curative treatment currently exists, ongoing research is exploring gene therapy, enzyme replacement, and pharmacological approaches. Certain compounds, such as gemfibrozil, have shown potential to slow symptom progression. Early diagnosis and multidisciplinary care are essential to improving quality of life, although therapeutic options remain limited due to the progressive nature of the disease.
Dysregulation of the NLRP3 Inflammasome and Promotion of Disease by IL-1β in a Murine Model of Sandhoff Disease.
Sandhoff disease (SD) is a progressive neurodegenerative lysosomal storage disorder characterized by GM2 ganglioside accumulation as a result of mutations in the HEXB gene, which encodes the β-subunit of the enzyme β-hexosaminidase. Lysosomal storage of GM2 triggers inflammation in the CNS and periphery. The NLRP3 inflammasome is an important coordinator of pro-inflammatory responses, and we have investigated its regulation in murine SD. The NLRP3 inflammasome requires two signals, lipopolysaccharide (LPS) and ATP, to prime and activate the complex, respectively, leading to IL-1β secretion. Peritoneal, but not bone-marrow-derived, macrophages from symptomatic SD mice, but not those from pre-symptomatic animals, secrete the cytokine following priming with LPS with no requirement for activation with ATP, suggesting that such NLRP3 deregulation is related to the extent of glycosphingolipid storage. Dysregulated production of IL-1β was dependent upon caspase activity but not cathepsin B. We investigated the role of IL-1β in SD pathology using two approaches: the creation of hexb-/-Il1r1-/- double knockout mice or by treating hexb-/- animals with anakinra, a recombinant form of the IL-1 receptor antagonist, IL-1Ra. Both resulted in modest but significant extensions in lifespan and improvement of neurological function. These data demonstrate that IL-1β actively participates in the disease process and provides proof-of-principle that blockade of the pro-inflammatory cytokine IL-1β may provide benefits to patients.
Selective labelling of GBA2 in cells with fluorescent β-d-arabinofuranosyl cyclitol aziridines.
GBA2, the non-lysosomal β-glucosylceramidase, is an enzyme involved in glucosylceramide metabolism. Pharmacological inhibition of GBA2 by N-alkyl iminosugars is well tolerated and benefits patients suffering from Sandhoff and Niemann-Pick type C diseases, and GBA2 inhibitors have been proposed as candidate-clinical drugs for the treatment of parkinsonism. With the ultimate goal to unravel the role of GBA2 in (patho)physiology, we sought to develop a GBA2-specific activity-based probe (ABP). A library of probes was tested for activity against GBA2 and the two other cellular retaining β-glucosidases, lysosomal GBA1 and cytosolic GBA3. We show that β-d-arabinofuranosyl cyclitol aziridine (β-d-Araf aziridine) reacts with the GBA2 active site nucleophile to form a covalent and irreversible bond. Fluorescent β-d-Araf aziridine probes potently and selectively label GBA2 both in vitro and in cellulo, allowing for visualization of the localization of overexpressed GBA2 using fluorescence microscopy. Co-staining with an antibody selective for the lysosomal β-glucosylceramidase GBA1, shows distinct subcellular localization of the two enzymes. We proffer our ABP technology for further delineating the role and functioning of GBA2 in disease and propose the β-d-Araf aziridine scaffold as a good starting point for the development of GBA2-specific inhibitors for clinical development.
Cinnamic acid, a natural plant compound, exhibits neuroprotection in a mouse model of Sandhoff disease via PPARα.
Tay-Sachs disease (TSD) and its severe form Sandhoff disease (SD) are autosomal recessive lysosomal storage metabolic disorders, which often result into excessive GM2 ganglioside accumulation predominantly in lysosomes of nerve cells. Although patients with these diseases appear normal at birth, the progressive accumulation of undegraded GM2 gangliosides in neurons leads to early death accompanied by manifestation of motor difficulties and gradual loss of behavioral skills. Unfortunately, there is still no effective treatment available for TSD/SD. The present study highlights the importance of cinnamic acid (CA), a naturally occurring aromatic fatty acid present in a number of plants, in inhibiting the disease process in a transgenic mouse model of SD. Oral administration of CA significantly attenuated glial activation and inflammation and reduced the accumulation of GM2 gangliosides/glycoconjugates in the cerebral cortex of Sandhoff mice. Besides, oral CA also improved behavioral performance and increased the survival of Sandhoff mice. While assessing the mechanism, we found that oral administration of CA increased the level of peroxisome proliferator-activated receptor α (PPARα) in the brain of Sandhoff mice and that oral CA remained unable to reduce glycoconjugates, improve behavior and increase survival in Sandhoff mice lacking PPARα. Our results indicate a beneficial function of CA that utilizes a PPARα-dependent mechanism to halt the progression of SD and thereby increase the longevity of Sandhoff mice.
Publicações recentes
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Chemical scienceCinnamic acid, a natural plant compound, exhibits neuroprotection in a mouse model of Sandhoff disease via PPARα.
NeuroImmune pharmacology and therapeuticsThe diagnostic journey for patients with late-onset GM2 Gangliosidoses.
Molecular genetics and metabolism reportsFrom amaurotic idiocy to biochemically defined lipid storage diseases: the first identification of GM1-Gangliosidosis.
Free neuropathologyClinical and genetic features of a case with juvenile onset sandhoff disease.
BMC neurologyAtypical presentation of late-onset Sandhoff disease: a case report.
Ideggyogyaszati szemleTreatment of GM2 Gangliosidosis in Adult Sandhoff Mice Using an Intravenous Self-Complementary Hexosaminidase Vector.
Current gene therapyWhite Matter Pathology as a Barrier to Gangliosidosis Gene Therapy.
Frontiers in cellular neuroscienceLate onset Sandhoff disease presenting with lower motor neuron disease and stuttering.
Neuromuscular disorders : NMD[Glial cells and pharmacological targets in Sandhoff disease].
Nihon yakurigaku zasshi. Folia pharmacologica JaponicaTwo patients from Turkey with a novel variant in the GM2A gene and review of the literature.
Journal of pediatric endocrinology & metabolism : JPEMAbnormal epiphyseal development in a feline model of Sandhoff disease.
Journal of orthopaedic research : official publication of the Orthopaedic Research SocietyDevelopment of Specific Fluorogenic Substrates for Human β-N-Acetyl-D-hexosaminidase A for Cell-Based Assays.
Chemical & pharmaceutical bulletinPatient and caregiver perspectives on burden of disease manifestations in late-onset Tay-Sachs and Sandhoff diseases.
Orphanet journal of rare diseasesGenotype-phenotype correlation of gangliosidosis mutations using in silico tools and homology modeling.
Molecular genetics and metabolism reportsAbsence of infiltrating peripheral myeloid cells in the brains of mouse models of lysosomal storage disorders.
Journal of neurochemistryMurine Sialidase Neu3 facilitates GM2 degradation and bypass in mouse model of Tay-Sachs disease.
Experimental neurology[Juvenile form of Sandhoff disease: first case reported in Argentina].
Archivos argentinos de pediatriaAlterations in endo-lysosomal function induce similar hepatic lipid profiles in rodent models of drug-induced phospholipidosis and Sandhoff disease.
Journal of lipid researchNeuronal pentraxin 1 depletion delays neurodegeneration and extends life in Sandhoff disease mice.
Human molecular geneticsNovel Vector Design and Hexosaminidase Variant Enabling Self-Complementary Adeno-Associated Virus for the Treatment of Tay-Sachs Disease.
Human gene therapyInduction of the type I interferon response in neurological forms of Gaucher disease.
Journal of neuroinflammationClinical,biochemical and molecular analysis of five Chinese patients with Sandhoff disease.
Metabolic brain diseaseAssociações
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:309155(Orphanet)
- MONDO:0017721(MONDO)
- GARD:7604(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55345997(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Doença Sandhoff, forma da infância
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata