O Eritema Ceratolítico de Inverno é uma doença de pele rara, que causa descamação e vermelhidão nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Essas lesões se espalham do centro para as bordas e reaparecem, principalmente em climas frios. As lesões podem se espalhar para a parte de cima das mãos e dos pés, e também para os espaços entre os dedos. Canelas, joelhos e coxas também podem ser afetados. Antes das crises, pode haver coceira e suor excessivo. A biópsia da pele revela um inchaço na epiderme (a camada mais superficial da pele) e a formação de fendas (pequenas aberturas) na camada córnea, que é a parte mais externa da pele. Depois disso, a pele se regenera. O Eritema Ceratolítico de Inverno é uma condição genética, transmitida de forma autossômica dominante. Isso significa que basta herdar um gene afetado de um dos pais para desenvolver a doença.
Introdução
O que você precisa saber de cara
O eritema ceratolítico do Inverno é uma condição genética rara da pele que provoca vermelhidão e descamação periódica nas palmas das mãos e solas dos pés. As crises costumam piorar ou reaparecer nos meses de clima frio e podem ser antecedidas por coceira e suor excessivo. A condição é transmitida de pais para filhos por herança autossômica dominante e está ligada ao gene CTSB. Esta doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, não havendo tratamento medicamentoso específico dispensado pelo SUS.
O Eritema Ceratolítico de Inverno é uma doença de pele rara, que causa descamação e vermelhidão nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Essas lesões se espalham do centro para as bordas e reaparecem, principalmente em climas frios. As lesões podem se espalhar para a parte de cima das mãos e dos pés, e também para os espaços entre os dedos. Canelas, joelhos e coxas também podem ser afetados. Antes das crises, pode haver coceira e suor excessivo. A biópsia da pele revela um inchaço na epiderme (a camada mais superficial da pele) e a formação de fendas (pequenas aberturas) na camada córnea, que é a parte mais externa da pele. Depois disso, a pele se regenera. O Eritema Ceratolítico de Inverno é uma condição genética, transmitida de forma autossômica dominante. Isso significa que basta herdar um gene afetado de um dos pais para desenvolver a doença.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 6 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisKeratolytic winter erythema
An autosomal dominant genodermatosis characterized by recurrent episodes of palmoplantar erythema and epidermal peeling presenting seasonal variation. KWE manifests during childhood. Skin lesions may spread to the dorsum of hands and feet and to the interdigital spaces. Lower legs, knees and thighs may also be involved. A less common finding is a slowly migratory, annular erythema that is seen mostly on the extremities. Between flares, the skin can appear unremarkable. Itching can occur, and hyperhidrosis, associated with a pungent odor, is invariably present. Formation of vesicles is rare, whereas keratolysis that causes the formation of dry blisters is regularly seen. Cold weather, moisture, febrile diseases, and physical and mental stress can trigger exacerbations. In severely affected individuals, skin manifestations persist unremittingly. Penetrance of the disease is high, but expressivity is variable, even within the same family.
Variantes genéticas (ClinVar)
118 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 3 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
6 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Eritema ceratolítico do Inverno
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Keratolytic Winter Erythema: An Update.
Keratolytic winter erythema (KWE) is a rare autosomal dominant keratoderma affecting primarily the palms and soles, manifesting with recurrent waves of erythema followed by epidermal peeling. The condition is so named in view of its anecdotal worsening during the winter months. It is highly penetrant but shows considerable individual clinical variability, waning and reappearing throughout the life course. Histologically, early established lesions of KWE manifest with degenerative changes involving the Malpighian layer, with associated absence of the stratum granulosum. The damaged zone undergoes parakeratotic transformation and subsequent centrifugal ejection. Thick peeling occurs when the stratum corneum eventually separates off as a result of a keratolytic split occurring above, through or below the parakeratotic zone. Reconstitution of the stratum granulosum ensues. KWE is caused by a duplication of an intergenic enhancer element upstream of the cathepsin B gene on chromosome 8. This leads to the upregulation of cathepsin B in the stratum granulosum and subsequent peeling of the epidermis as the end result. With elucidation of the molecular pathology of KWE, new therapeutic approaches to KWE may be considered.
Duplicated Enhancer Region Increases Expression of CTSB and Segregates with Keratolytic Winter Erythema in South African and Norwegian Families.
Keratolytic winter erythema (KWE) is a rare autosomal-dominant skin disorder characterized by recurrent episodes of palmoplantar erythema and epidermal peeling. KWE was previously mapped to 8p23.1-p22 (KWE critical region) in South African families. Using targeted resequencing of the KWE critical region in five South African families and SNP array and whole-genome sequencing in two Norwegian families, we identified two overlapping tandem duplications of 7.67 kb (South Africans) and 15.93 kb (Norwegians). The duplications segregated with the disease and were located upstream of CTSB, a gene encoding cathepsin B, a cysteine protease involved in keratinocyte homeostasis. Included in the 2.62 kb overlapping region of these duplications is an enhancer element that is active in epidermal keratinocytes. The activity of this enhancer correlated with CTSB expression in normal differentiating keratinocytes and other cell lines, but not with FDFT1 or NEIL2 expression. Gene expression (qPCR) analysis and immunohistochemistry of the palmar epidermis demonstrated significantly increased expression of CTSB, as well as stronger staining of cathepsin B in the stratum granulosum of affected individuals than in that of control individuals. Analysis of higher-order chromatin structure data and RNA polymerase II ChIA-PET data from MCF-7 cells did not suggest remote effects of the enhancer. In conclusion, KWE in South African and Norwegian families is caused by tandem duplications in a non-coding genomic region containing an active enhancer element for CTSB, resulting in upregulation of this gene in affected individuals.
[Familial keratolytic winter erythema: A cathepsin at the controls].
Publicações recentes
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[Familial keratolytic winter erythema: A cathepsin at the controls].
Duplicated Enhancer Region Increases Expression of CTSB and Segregates with Keratolytic Winter Erythema in South African and Norwegian Families.
The elusive gene for keratolytic winter erythema.
Exclusion of CTSB and FDFT1 as positional and functional candidate genes for keratolytic winter erythema (KWE).
📚 EuropePMC13 artigos no totalmostrando 3
Keratolytic Winter Erythema: An Update.
Dermatopathology (Basel, Switzerland)[Familial keratolytic winter erythema: A cathepsin at the controls].
Annales de dermatologie et de venereologieDuplicated Enhancer Region Increases Expression of CTSB and Segregates with Keratolytic Winter Erythema in South African and Norwegian Families.
American journal of human geneticsAssociações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Eritema ceratolítico do Inverno e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Trata-se de uma doença genética ligada a alterações na expressão do gene CTSB, que codifica a enzima catepsina B. Sua transmissão ocorre de forma autossômica dominante, necessitando de apenas um gene afetado herdado de um dos pais.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Eritema ceratolítico do Inverno. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/eritema-ceratolitico-do-inverno
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Eritema ceratolítico do Inverno
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata