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Atrofodermia vermiculada
ORPHA:79100CID-10 · L66.4CID-11 · ED56OMIM 209700DOENÇA RARA
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DermatológicoInício infantilHerança AR/Unknown
Sinônimos clínicos: Foliculite uleritematosa reticulada

A atrofodermia vermiculada apresenta-se com pápulas foliculares eritematosas nas bochechas na infância e, com o tempo, as lesões evoluem para depressões semelhantes a covinhas.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 02/10/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A atrofodermia vermiculada (código CID-10 L66.4, MONDO:0008849, OMIM:209700) é uma condição dermatológica rara de início tipicamente na infância. A prevalência exata desta condição é desconhecida, e os padrões de transmissão podem incluir herança autossômica recessiva, autossômica dominante ou apresentar padrão de herança ainda desconhecido.[1][2]

Sinais e sintomas

As manifestações clínicas envolvem primordialmente a pele e a face, caracterizando-se por atrofodermia vermiculata, cicatrizes atróficas, fossa cutânea, pápula hiperceratótica, hiperceratose folicular, milia e eritema. Podem ser observadas alterações morfológicas na epiderme, unidades pilossebáceas hipoplásicas, fissuras cutâneas periauriculares, anormalidades na bochecha, no queixo, na testa, no pescoço e na face como um todo, além de prurido e dor.[1][2]

Outras manifestações descritas incluem leuconíquia, presença de neurofibromas, comportamento atípico, além de envolvimento do sistema cardiovascular, como bloqueio cardíaco.[1][2]

Causas genéticas

A condição está associada a alterações no gene LRP1, que codifica a proteína relacionada ao receptor de lipoproteína de baixa densidade tipo 1 (Prolow-density lipoprotein receptor-related protein 1).[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico apoia-se no reconhecimento dos sinais clínicos característicos e na investigação laboratorial e genética. Atualmente, existem 2 testes genéticos catalogados e 17 variantes registradas no repositório ClinVar relacionados à investigação e identificação de variações associadas.[1][3][4]

Tratamento e manejo

No contexto da saúde pública no Brasil, a atrofodermia vermiculada encontra-se classificada como 'Sem cobertura SUS'. Não constam procedimentos específicos tabelados, medicamentos dispensados pelo SUS para esta patologia, tampouco decisões registradas pela CONITEC até o momento.[1][3]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A atrofodermia vermiculada é uma condição rara da pele, também conhecida como foliculite uleritematosa reticulada, que costuma começar na infância. Ela se caracteriza principalmente por alterações e cicatrizes de aspecto reticulado ou furinhos na pele da face, especialmente nas bochechas. O quadro pode estar associado a alterações genéticas no gene LRP1 e apresentar padrões de herança autossômica. No Brasil, a condição não conta com PCDT próprio nem com medicamentos específicos dispensados pelo SUS, sendo o suporte focado no cuidado dermatológico geral.

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A atrofodermia vermiculada apresenta-se com pápulas foliculares eritematosas nas bochechas na infância e, com o tempo, as lesões evoluem para depressões semelhantes a covinhas.

Publicações científicas
11 artigos
Último publicado: 2026

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Childhood
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: L66.4
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧬
Pele e cabelo
4 sintomas
😀
Face
3 sintomas
🧠
Neurológico
2 sintomas
❤️
Coração
2 sintomas

+ 14 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Anormalidade da bochecha
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Fossa cutânea
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Anormalidade da morfologia epidérmica
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Cicatrizes atróficas
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Unidades pilossebáceas hipoplásicas
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
Anormalidade do queixo
Frequente (79-30%)
25sintomas
Muito frequente (5)
Frequente (4)
Ocasional (8)
Sem dados (8)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 25 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Anormalidade da bochechaAbnormality of the cheek
Muito frequente (99-80%)90%
Muito frequente (99-80%)90%
Anormalidade da morfologia epidérmicaAbnormality of epidermal morphology
Muito frequente (99-80%)90%
Cicatrizes atróficasAtrophic scars
Muito frequente (99-80%)90%
Unidades pilossebáceas hipoplásicasHypoplastic pilosebaceous units
Muito frequente (99-80%)90%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2026
Total histórico11PubMed
Últimos 10 anos3publicações
Pico20262 papers
Linha do tempo
2026Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive, Unknown.

LRP1Prolow-density lipoprotein receptor-related protein 1Disease-causing germline mutation(s) (loss of function) inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (2)
Scavenging of heme from plasmaRetinoid metabolism and transport
MECANISMO DE DOENÇA

Keratosis pilaris atrophicans

A group of rare genodermatoses characterized by keratotic follicular papules, variable degrees of inflammation, and secondary atrophic scarring. Most cases are associated with an atopic diathesis and keratosis pilaris on the extensor extremities. KPA is comprised of three distinct clinical subtypes: keratosis pilaris atrophicans faciei, atrophoderma vermiculatum, and keratosis follicularis spinulosa decalvans. Affected individuals may present with features overlapping the 3 subtypes.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Fibroblastos
358.3 TPM
Aorta
276.4 TPM
Ovário
227.7 TPM
Tecido adiposo
218.0 TPM
Artéria coronária
191.6 TPM
OUTRAS DOENÇAS (4)
developmental dysplasia of the hip 3keratosis pilaris atrophicanskeratosis follicularis spinulosa decalvansatrophoderma vermiculata
HGNC:6692UniProt:Q07954

Variantes genéticas (ClinVar)

17 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 LRP1: NM_002332.3(LRP1):c.2798-4C>A ()
🧬 LRP1: NM_002332.3(LRP1):c.670C>G (p.Pro224Ala) ()
🧬 LRP1: NM_002332.3(LRP1):c.6386C>A (p.Thr2129Lys) ()
🧬 LRP1: NM_002332.3(LRP1):c.5347C>T (p.Arg1783Trp) ()
🧬 LRP1: GRCh37/hg19 12q13.3-14.1(chr12:57064059-59314016)x1 ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

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Onde tratar no SUS

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
3 papers (10 anos)
#1

Blau syndrome with atrophoderma vermiculata-like appearance: a case report.

Frontiers in immunology2026

We report a rare case of Blau syndrome in a 1-year-old boy. The patient presented with characteristic facial manifestations, notably skin lesions exhibiting atrophoderma vermiculates-like appearance; ocular and articular symptoms were notably absent at presentation. Histopathological examination confirmed non-caseating granulomatous inflammatory changes. Whole-genome sequencing (WGS) identified a heterozygous pathogenic mutation (p. Arg307Trp) in the nucleotide oligomerization domain 2 (NOD2) gene. Treatment with oral prednisone combined with topical vitamin E application resulted in a significant improvement of his skin lesions.

#2

Plaque-Type Syringoma Mimicking Microcystic Adnexal Carcinoma in a Patient With Generalized Syringomas: Case Report and Review of Diagnostic Pitfalls in the Assessment of Unusual Syringomatous Proliferations.

The American Journal of dermatopathology2026 Mar 01

We report a 70-year-old man with a long-standing history of eruptive syringomas, including scattered plaque-type syringomas that raised clinical concern for basal cell carcinoma. A biopsy of a plaque-type lesion on the left clavicle revealed a syringoma with superficial follicular infundibular cysts resembling those of microcystic adnexal carcinoma (MAC). The lesion also exhibited cords and trabeculae streaming from the epidermis, and solid nests of variable sizes extending to the deep dermis, reminiscent of the solid variant of MAC. Excision revealed a fairly circumscribed tumor within a sclerotic stroma that did not invade nerve or infiltrate fat, supporting a diagnosis of plaque-type syringoma. Additional lesions have since been biopsied, revealing similar findings, but none of them have been re-excised nor have they recurred. The patient had facial milia, but was not thought to have Nicolau-Balus syndrome given the absence of atrophoderma vermiculata and a lack of a pertinent family history. Herein, we discuss the histomorphologic diversity of syringomas and helpful findings that distinguish them from carcinoma. An unequivocal distinction between syringoma and MAC is not always feasible on a partial sample, but awareness of rare syringoma variants can sometimes prevent unnecessary surgery.

#3

[Keratosis pilaris].

The Pan African medical journal2019

Keratosis pilaris is characterized by small bumps around hair follicles. Keratosis pilaris simplex results in gray and keratotic papules mainly on the arms, thighs and buttocks. It mainly affects women. Keratosis pilaris rubra often results in keratosis pilaris atrophicans. Common variants of keratosis pilaris include: ulerythema ophryogenes, atrophoderma vermiculata, Siemens alopecia. Keratosis pilaris is a genetic disorder and can occur in association with other hereditary diseases such as Noonan syndrome or vitamin disorders. Treatment is mainly based on emollients and keratolytics, but they have only a suspensive effect. We report the case of a 30 year old woman with a personal and family history of atopy, presenting with diffuse keratotic papules on the trunk. The remainder of the physical examination revealed no genetic abnormality. Treatment was based on emollients and keratolytics with slight improvement.

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

É uma doença dermatológica rara de início na infância, caracterizada por lesões atróficas na face. A condição é também conhecida pelo termo foliculite uleritematosa reticulada.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. [Keratosis pilaris].
    The Pan African medical journal2019PMID 31692799
  3. GARD:9744
    GARD (NIH)
  4. Q16835166
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Atrofodermia vermiculada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/atrofodermia-vermiculada

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Atrofodermia vermiculada

ORPHA:79100 · MONDO:0008849
Prevalência
Unknown
Herança
Autosomal recessive, Unknown
CID-10
L66.4 · Foliculite uleritematosa reticulada
CID-11
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0263429
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara