Doença genética rara que causa bolhas anormais e pele espessada (hiperceratose) desde o nascimento. Pode levar à desidratação e eritrodermia, com aspecto de "pedra de calçamento".
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Ictiose epidermolítica autossômica recessiva é uma doença genética rara da pele, caracterizada por bolhas anormais na pele, hiperceratose generalizada (espessamento da camada córnea) e eritrodermia (vermelhidão intensa e descamação). A condição está presente desde o nascimento ou surge precocemente na infância, podendo levar a complicações como desidratação hipernatrêmica (perda excessiva de água e sódio).[1][3]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: bolhas anormais na pele, hiperceratose generalizada (espessamento da pele), eritrodermia ictiosiforme não bolhosa congênita (vermelhidão e descamação sem bolhas), acantose epidérmica (espessamento da epiderme), desidratação hipernatrêmica, ortoqueratose (alteração na queratinização), eritrodermia, hiperceratose tipo "pedra de calçamento" (aspecto áspero e irregular), hipergranulose (aumento da camada granulosa), ceratodermia palmoplantar (espessamento das palmas das mãos e plantas dos pés) e vacuolização de queratinócitos (alterações nas células da pele).[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene KRT10, que fornece instruções para a produção da queratina 10, uma proteína essencial para a estrutura e resistência da pele. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar duas cópias alteradas do gene (uma de cada genitor) para desenvolver a condição.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para exames como: cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. O atendimento em reabilitação para doenças raras também está disponível. Atualmente, há 61 variantes registradas no ClinVar e 336 testes genéticos disponíveis para a condição.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo da Ictiose epidermolítica autossômica recessiva é multidisciplinar e visa controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. Inclui cuidados com a pele (hidratação intensa, uso de emolientes e queratolíticos), prevenção e tratamento de infecções, suporte nutricional e acompanhamento para desidratação hipernatrêmica. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe especializada em doenças raras da pele. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença listados nas fontes oficiais consultadas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como desidratação ou infecções. Com cuidados adequados e acompanhamento multidisciplinar, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida satisfatória. O suporte psicológico e o acesso a serviços de reabilitação são importantes para lidar com os desafios diários da condição.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença genética rara que causa bolhas anormais e pele espessada (hiperceratose) desde o nascimento. Pode levar à desidratação e eritrodermia, com aspecto de "pedra de calçamento".
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Ictiose epidermolítica autossômica recessiva é uma doença genética rara da pele, caracterizada por bolhas anormais na pele, hiperceratose generalizada (espessamento da camada córnea) e eritrodermia (vermelhidão intensa e descamação). A condição está presente desde o nascimento ou surge precocemente na infância, podendo levar a complicações como desidratação hipernatrêmica (perda excessiva de água e sódio).[1][3]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: bolhas anormais na pele, hiperceratose generalizada (espessamento da pele), eritrodermia ictiosiforme não bolhosa congênita (vermelhidão e descamação sem bolhas), acantose epidérmica (espessamento da epiderme), desidratação hipernatrêmica, ortoqueratose (alteração na queratinização), eritrodermia, hiperceratose tipo "pedra de calçamento" (aspecto áspero e irregular), hipergranulose (aumento da camada granulosa), ceratodermia palmoplantar (espessamento das palmas das mãos e plantas dos pés) e vacuolização de queratinócitos (alterações nas células da pele).[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene KRT10, que fornece instruções para a produção da queratina 10, uma proteína essencial para a estrutura e resistência da pele. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar duas cópias alteradas do gene (uma de cada genitor) para desenvolver a condição.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para exames como: cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. O atendimento em reabilitação para doenças raras também está disponível. Atualmente, há 61 variantes registradas no ClinVar e 336 testes genéticos disponíveis para a condição.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo da Ictiose epidermolítica autossômica recessiva é multidisciplinar e visa controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. Inclui cuidados com a pele (hidratação intensa, uso de emolientes e queratolíticos), prevenção e tratamento de infecções, suporte nutricional e acompanhamento para desidratação hipernatrêmica. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe especializada em doenças raras da pele. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença listados nas fontes oficiais consultadas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como desidratação ou infecções. Com cuidados adequados e acompanhamento multidisciplinar, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida satisfatória. O suporte psicológico e o acesso a serviços de reabilitação são importantes para lidar com os desafios diários da condição.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 11 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Plays a role in the establishment of the epidermal barrier on plantar skin (By similarity). Involved in the maintenance of cell layer development and keratin filament bundles in suprabasal cells of the epithelium (By similarity) (Microbial infection) Acts as a mediator of S.aureus adherence to desquamated nasal epithelial cells via clfB, and hence may play a role in nasal colonization (Microbial infection) Binds S.pneumoniae PsrP, mediating adherence of the bacteria to lung cell lines. Reduction
Secreted, extracellular spaceCell surfaceCytoplasm
Epidermolytic hyperkeratosis 2A
An autosomal dominant form of epidermolytic hyperkeratosis, a skin disorder characterized by widespread blistering and an ichthyotic erythroderma at birth that persist into adulthood. Histologically there is a diffuse epidermolytic degeneration in the lower spinous layer of the epidermis. Within a few weeks from birth, erythroderma and blister formation diminish and hyperkeratoses develop. EHK2 inheritance is autosomal dominant or autosomal recessive.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
61 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Ictiose epidermolítica autossômica recessiva
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Ensaios em destaque
Pesquisa e ensaios clínicos
0 ensaios clínicos encontrados.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Skin fragility caused by biallelic KRT10 mutations: an intriguing form of self-improving epidermolytic ichthyosis.
Lethal autosomal recessive epidermolytic ichthyosis due to a novel donor splice-site mutation in KRT10.
📚 EuropePMC1 artigos no totalmostrando 1
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:512103(Orphanet)
- MONDO:0044742(MONDO)
- GARD:22074(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Artigo Wikipedia(Wikipedia)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Ictiose epidermolítica autossômica recessiva
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA