Doença rara autossômica recessiva que causa imunodeficiência grave na infância. Caracteriza-se por infecções recorrentes, especialmente virais (herpes, varicela), devido à falha na função citotóxica das células Natural Killer.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Imunodeficiência primária autossômica recessiva com defeito de citotoxicidade espontânea das células natural killer é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela é caracterizada por uma falha na capacidade das células natural killer (NK) de destruírem células infectadas ou anormais, o que leva a infecções recorrentes e graves, especialmente por vírus. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que a criança receba uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os primeiros sinais da doença geralmente aparecem na infância, podendo começar já no período neonatal. Os sintomas mais comuns incluem infecções virais recorrentes do trato respiratório superior (como resfriados frequentes), sinusite recorrente, otite média recorrente e sibilos (chiado no peito). Infecções graves por vírus como o da varicela zoster (catapora) e herpes oral recorrente também são frequentes. Em alguns casos, pode ocorrer BCGite (reação adversa à vacina BCG). Os exames laboratoriais mostram uma contagem reduzida de células natural killer e uma função anormal dessas células, além de um quadro geral de imunodeficiência.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene FCGR3A, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada 'Low affinity immunoglobulin gamma Fc region receptor III-A'. Essa proteína é essencial para que as células natural killer reconheçam e destruam células infectadas. As alterações genéticas são herdadas de forma autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia do gene alterado para que o filho manifeste a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas clínicos (infecções recorrentes, início precoce) e exames laboratoriais que demonstram baixa contagem e função deficiente das células natural killer. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifica mutações no gene FCGR3A. Atualmente, existem 6 testes genéticos disponíveis e 19 variantes patogênicas catalogadas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas. O código CID-10 associado é D84.8 (outras imunodeficiências especificadas).[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é focado no controle das infecções recorrentes e na prevenção de complicações. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição. O tratamento geralmente inclui o uso de antibióticos e antivirais para tratar infecções agudas, além de medidas de suporte como vacinação adequada (evitando vacinas vivas, como a BCG, em alguns casos) e acompanhamento com especialistas em imunologia. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o manejo de imunodeficiências, mas é importante consultar um médico para orientação individualizada.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e a rapidez do diagnóstico. Com acompanhamento médico regular e tratamento adequado das infecções, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida razoável. No entanto, infecções virais graves podem representar risco à vida, especialmente nos primeiros anos de vida. O suporte de uma equipe multidisciplinar (imunologistas, infectologistas, pediatras) é fundamental para o melhor desfecho possível.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva que causa imunodeficiência grave na infância. Caracteriza-se por infecções recorrentes, especialmente virais (herpes, varicela), devido à falha na função citotóxica das células Natural Killer.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Imunodeficiência primária autossômica recessiva com defeito de citotoxicidade espontânea das células natural killer é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela é caracterizada por uma falha na capacidade das células natural killer (NK) de destruírem células infectadas ou anormais, o que leva a infecções recorrentes e graves, especialmente por vírus. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que a criança receba uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os primeiros sinais da doença geralmente aparecem na infância, podendo começar já no período neonatal. Os sintomas mais comuns incluem infecções virais recorrentes do trato respiratório superior (como resfriados frequentes), sinusite recorrente, otite média recorrente e sibilos (chiado no peito). Infecções graves por vírus como o da varicela zoster (catapora) e herpes oral recorrente também são frequentes. Em alguns casos, pode ocorrer BCGite (reação adversa à vacina BCG). Os exames laboratoriais mostram uma contagem reduzida de células natural killer e uma função anormal dessas células, além de um quadro geral de imunodeficiência.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene FCGR3A, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada 'Low affinity immunoglobulin gamma Fc region receptor III-A'. Essa proteína é essencial para que as células natural killer reconheçam e destruam células infectadas. As alterações genéticas são herdadas de forma autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia do gene alterado para que o filho manifeste a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas clínicos (infecções recorrentes, início precoce) e exames laboratoriais que demonstram baixa contagem e função deficiente das células natural killer. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifica mutações no gene FCGR3A. Atualmente, existem 6 testes genéticos disponíveis e 19 variantes patogênicas catalogadas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas. O código CID-10 associado é D84.8 (outras imunodeficiências especificadas).[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é focado no controle das infecções recorrentes e na prevenção de complicações. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição. O tratamento geralmente inclui o uso de antibióticos e antivirais para tratar infecções agudas, além de medidas de suporte como vacinação adequada (evitando vacinas vivas, como a BCG, em alguns casos) e acompanhamento com especialistas em imunologia. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o manejo de imunodeficiências, mas é importante consultar um médico para orientação individualizada.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e a rapidez do diagnóstico. Com acompanhamento médico regular e tratamento adequado das infecções, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida razoável. No entanto, infecções virais graves podem representar risco à vida, especialmente nos primeiros anos de vida. O suporte de uma equipe multidisciplinar (imunologistas, infectologistas, pediatras) é fundamental para o melhor desfecho possível.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 13 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Receptor for the invariable Fc fragment of immunoglobulin gamma (IgG). Optimally activated upon binding of clustered antigen-IgG complexes displayed on cell surfaces, triggers lysis of antibody-coated cells, a process known as antibody-dependent cellular cytotoxicity (ADCC). Does not bind free monomeric IgG, thus avoiding inappropriate effector cell activation in the absence of antigenic trigger (PubMed:11711607, PubMed:21768335, PubMed:22023369, PubMed:24412922, PubMed:25786175, PubMed:25816339
Cell membraneSecreted
Immunodeficiency 20
A rare autosomal recessive primary immunodeficiency characterized by functional deficiency of NK cells. Affected individuals typically present with severe herpes viral infections, particularly Epstein Barr virus (EBV), and human papillomavirus (HPV).
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
19 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 7 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
6 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Imunodeficiência primária autossômica recessiva com defeito de citotoxicidade espontânea das células natural killer
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Mast cell mediators in hereditary angioedema.
Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
🥉 Relato de casoPlatelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:437552(Orphanet)
- OMIM OMIM:615707(OMIM)
- MONDO:0014313(MONDO)
- Imunodeficiência Primária — Imunoglobulina Humana(PCDT · Ministério da Saúde)
- GARD:17732(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55784775(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Imunodeficiência primária autossômica recessiva com defeito de citotoxicidade espontânea das células natural killer
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA