A Miopatia Centronuclear Autossômica Recessiva (AR-CNM) é uma doença neuromuscular hereditária (genética, passada de pais para filhos). Ela é reconhecida porque, ao examinar um pedaço de músculo (biópsia muscular), são encontrados vários núcleos (que são como o "centro de controle" da célula) localizados no meio das células musculares. Além disso, a pessoa apresenta sintomas que são típicos de uma miopatia congênita, ou seja, uma doença muscular que se manifesta desde o nascimento.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A miopatia centronuclear autossômica recessiva é uma doença genética rara que afeta a força e o funcionamento dos músculos desde o nascimento ou início da vida. Ela costuma causar fraqueza corporal, bebê molinho ao nascer, dificuldades para se alimentar, pálpebras caídas e problemas respiratórios. A doença não possui um PCDT próprio publicado no Ministério da Saúde nem medicamentos específicos entregues na farmácia do SUS. O cuidado dos pacientes na rede pública ocorre por meio de atendimento especializado em reabilitação para suporte motor e respiratório.
A Miopatia Centronuclear Autossômica Recessiva (AR-CNM) é uma doença neuromuscular hereditária (genética, passada de pais para filhos). Ela é reconhecida porque, ao examinar um pedaço de músculo (biópsia muscular), são encontrados vários núcleos (que são como o "centro de controle" da célula) localizados no meio das células musculares. Além disso, a pessoa apresenta sintomas que são típicos de uma miopatia congênita, ou seja, uma doença muscular que se manifesta desde o nascimento.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 17 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 57 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
4 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Myopathy, centronuclear, 2
A congenital muscle disorder characterized by progressive muscular weakness and wasting involving mainly limb girdle, trunk, and neck muscles. It may also affect distal muscles. Weakness may be present during childhood or adolescence or may not become evident until the third decade of life. Ptosis is a frequent clinical feature. The most prominent histopathologic features include high frequency of centrally located nuclei in muscle fibers not secondary to regeneration, radial arrangement of sarcoplasmic strands around the central nuclei, and predominance and hypotrophy of type 1 fibers.
Malignant hyperthermia 1
Autosomal dominant pharmacogenetic disorder of skeletal muscle and is one of the main causes of death due to anesthesia. In susceptible people, an MH episode can be triggered by all commonly used inhalational anesthetics such as halothane and by depolarizing muscle relaxants such as succinylcholine. The clinical features of the myopathy are hyperthermia, accelerated muscle metabolism, contractures, metabolic acidosis, tachycardia and death, if not treated with the postsynaptic muscle relaxant, dantrolene. Susceptibility to MH can be determined with the 'in vitro' contracture test (IVCT): observing the magnitude of contractures induced in strips of muscle tissue by caffeine alone and halothane alone. Patients with normal response are MH normal (MHN), those with abnormal response to caffeine alone or halothane alone are MH equivocal (MHE(C) and MHE(H) respectively).
Myopathy, myofibrillar, 9, with early respiratory failure
An autosomal dominant myopathy characterized by adulthood onset of weakness in proximal, distal, axial and respiratory muscles. Pelvic girdle weakness, foot drop and neck weakness are the main symptoms at onset, but ultimately the weakness usually involves the proximal compartment of both upper and lower limbs. Additional features include variable degrees of Achilles tendon contractures, spinal rigidity and muscle hypertrophy. Respiratory involvement often leads to requirement for non-invasive ventilation support.
Myopathy, centronuclear, 5
A form of centronuclear myopathy, a congenital muscle disorder characterized by progressive muscular weakness and wasting involving mainly limb girdle, trunk, and neck muscles. It may also affect distal muscles. Weakness may be present during childhood or adolescence or may not become evident until the third decade of life. Ptosis is a frequent clinical feature. The most prominent histopathologic features include high frequency of centrally located nuclei in muscle fibers not secondary to regeneration, radial arrangement of sarcoplasmic strands around the central nuclei, and predominance and hypotrophy of type 1 fibers. CNM5 features include severe neonatal hypotonia with respiratory insufficiency, difficulty feeding, and delayed motor development. Some patients die in infancy, and some develop dilated cardiomyopathy.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
15.571 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 2 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
5 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Miopatia centronuclear autossômica recessiva
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Neuromuscular blocking effects of cisatracurium and its antagonism with neostigmine in a canine model of autosomal-recessive centronuclear myopathy.
Centronuclear myopathy (CNM) is a rare congenital condition associated with skeletal muscle weakness. Patients with CNM may have decreased acetylcholine receptor expression and a reduced number of releasable quanta. Such perturbations could affect the time-course of neuromuscular blocking agents (NMBAs) and their antagonism with cholinesterase inhibitors. As a result of the rarity of CNM, prospective data regarding NMBA use in this subpopulation is scarce. We evaluated the neuromuscular blocking effects of cisatracurium and its antagonism with neostigmine in a canine model of CNM. Six dogs with congenital autosomal-recessive CNM and six controls received cisatracurium 0.15 mg kg(-1) i.v. under general anaesthesia and intermittent positive pressure ventilation. Neuromuscular function was monitored with acceleromyography.When the second response (T2) to train-of-four (TOF) stimulation returned, neostigmine 0.04 mg kg(-1) (with glycopyrrolate) were administered i.v. The onset time, time to spontaneous return of T2, and the time to reach a TOF ratio ≥0.9 after neostigmine administration were recorded. Onset time was no different between groups. Median (interquartile range) time to return of T2 was 27 (24-31) min for control dogs and 26 (22-31) min for CNM dogs (P=0.93).After neostigmine administration, a TOF ratio ≥0.9 was reached in 12 (10-15) min and 17 (16-19) min in control and CNM, respectively (P=0.005). The spontaneous return of T2 was not different between groups. However, neostigmine-facilitated recovery was significantly slower in dogs with CNM. Canine autosomal-recessive CNM does not preclude the use of cisatracurium or its antagonism with neostigmine.
Neuromuscular blocking effects of vecuronium in dogs with autosomal-recessive centronuclear myopathy.
To evaluate the potency of vecuronium and duration of vecuronium-induced neuromuscular blockade in dogs with centronuclear myopathy (CNM). 6 Labrador Retrievers with autosomal-recessive CNM and 5 age- and weight-matched control dogs. Dogs were anesthetized on 2 occasions (1-week interval) with propofol, dexmedetomidine, and isoflurane. Neuromuscular function was monitored with acceleromyography and train-of-four (TOF) stimulation. In an initial experiment, potency of vecuronium was evaluated by a cumulative-dose method, where 2 submaximal doses of vecuronium (10 μg/kg each) were administered IV sequentially. For the TOF's first twitch (T1), baseline twitch amplitude and maximal posttreatment depression of twitch amplitude were measured. In the second experiment, dogs received vecuronium (50 μg/kg, IV) and the time of spontaneous recovery to a TOF ratio (ie, amplitude of TOF's fourth twitch divided by amplitude of T1) ≥ 0.9 and recovery index (interval between return of T1 amplitude to 25% and 75% of baseline) were measured. Depression of T1 after each submaximal dose of vecuronium was not different between groups. Median time to a TOF ratio ≥ 0.9 was 76.7 minutes (interquartile range [IQR; 25th to 75th percentile], 66.7 to 99.4 minutes) for dogs with CNM and 75.0 minutes (IQR, 47.8 to 96.5 minutes) for controls. Median recovery index was 18.0 minutes (IQR, 9.7 to 23.5 minutes) for dogs with CNM and 20.2 minutes (IQR, 8 to 25.1 minutes) for controls. For the study dogs, neither potency nor duration of vecuronium-induced neuromuscular blockade was altered by CNM. Vecuronium can be used to induce neuromuscular blockade in dogs with autosomal-recessive CNM.
Publicações recentes
Neuromuscular blocking effects of cisatracurium and its antagonism with neostigmine in a canine model of autosomal-recessive centronuclear myopathy.
Neuromuscular blocking effects of vecuronium in dogs with autosomal-recessive centronuclear myopathy.
Adult-onset autosomal dominant centronuclear myopathy due to BIN1 mutations.
Bridging integrator 1 (Bin1) deficiency in zebrafish results in centronuclear myopathy.
Altered splicing of the BIN1 muscle-specific exon in humans and dogs with highly progressive centronuclear myopathy.
📚 EuropePMC7 artigos no totalmostrando 2
Neuromuscular blocking effects of cisatracurium and its antagonism with neostigmine in a canine model of autosomal-recessive centronuclear myopathy.
British journal of anaesthesiaNeuromuscular blocking effects of vecuronium in dogs with autosomal-recessive centronuclear myopathy.
American journal of veterinary researchAssociações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Miopatia centronuclear autossômica recessiva e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Ela é provocada por mutações genéticas herdadas em padrão autossômico recessivo. Mutações em genes fundamentais do músculo, como BIN1, RYR1, TTN e SPEG, estão associadas ao quadro clínico.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Miopatia centronuclear autossômica recessiva. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/miopatia-centronuclear-autossomica-recessiva
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Miopatia centronuclear autossômica recessiva
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA