Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Polipose AXIN2-relacionada é uma condição genética rara que predispõe ao desenvolvimento de múltiplos pólipos adenomatosos no cólon e reto, aumentando o risco de câncer colorretal. A doença é causada por variantes no gene AXIN2 e tem herança autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene é suficiente para manifestar a condição. Estima-se que a prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem polipose colônica adenomatosa (múltiplos pólipos no cólon), neoplasia do reto e câncer de cólon. Além das manifestações intestinais, podem ocorrer alterações ectodérmicas, como displasia ectodérmica (afetando cabelo, dentes e pele), cabelo esparso e anormalidades do tecido odontoide (relacionado aos dentes). Os sintomas geralmente se manifestam na idade adulta.[1][2]
Causas genéticas
A Polipose AXIN2-relacionada é causada por variantes patogênicas no gene AXIN2, que codifica a proteína Axin-2. Essa proteína desempenha um papel crucial na via de sinalização Wnt, que regula o crescimento e a diferenciação celular. Mutações nesse gene levam ao acúmulo de células na mucosa intestinal, formando pólipos. A herança é autossômica dominante, ou seja, filhos de uma pessoa afetada têm 50% de chance de herdar a variante genética.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na identificação de variantes patogênicas no gene AXIN2 por meio de teste genético. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e mais de 693 variantes estão catalogadas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas. O diagnóstico diferencial inclui outras síndromes de polipose hereditária, como a Polipose Adenomatosa Familiar (PAF). A classificação CID-10 para a doença é D12.6 (pólipo adenomatoso do cólon).[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo da Polipose AXIN2-relacionada é focado na vigilância e prevenção do câncer colorretal. Recomenda-se colonoscopia periódica para remoção de pólipos e detecção precoce de lesões malignas. Em casos de polipose extensa ou câncer estabelecido, a colectomia (remoção cirúrgica do cólon) pode ser indicada. Não há medicamentos específicos aprovados para tratar a condição, e o tratamento é baseado em protocolos de rastreamento e cirurgia. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos listados na literatura científica como tratamento específico para a Polipose AXIN2-relacionada. Portanto, esta seção não se aplica.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende do diagnóstico precoce e da vigilância regular. Com acompanhamento adequado, é possível reduzir significativamente o risco de câncer colorretal. A qualidade de vida pode ser impactada pela necessidade de exames frequentes e, em alguns casos, por cirurgias. O suporte multidisciplinar, incluindo aconselhamento genético e acompanhamento com gastroenterologista, é fundamental para o manejo da condição.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A **Polipose AXIN2-relacionada** é uma condição genética rara que se manifesta na idade adulta provocando o aparecimento de múltiplos pólipos no intestino. Essa formação de pólipos pode elevar o risco de tumores no intestino grosso e no reto, exigindo monitoramento médico preventivo. Ela ocorre por alterações no gene AXIN2 e é transmitida de forma hereditária dominante. No Brasil, a condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras e não possui medicamentos específicos dispensados pelo SUS.
Axina-2, também conhecida como proteína semelhante à axina (Axil), proteína de inibição do eixo 2 (AXIN2), ou conductina, é uma proteína que em humanos é codificada pelo gene AXIN2.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 1 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 7 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Colorectal cancer
A complex disease characterized by malignant lesions arising from the inner wall of the large intestine (the colon) and the rectum. Genetic alterations are often associated with progression from premalignant lesion (adenoma) to invasive adenocarcinoma. Risk factors for cancer of the colon and rectum include colon polyps, long-standing ulcerative colitis, and genetic family history.
Variantes genéticas (ClinVar)
693 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Polipose AXIN2-relacionada
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Uncovering Phenotypic Expansion in AXIN2-Related Disorders through Precision Animal Modeling.
AXIN2-related oligodontia-colorectal cancer syndrome with cleft palate as a possible new feature.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Polipose AXIN2-relacionada e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Ela é provocada por mutações no gene AXIN2, responsável pela produção da proteína Axin-2. A condição segue um padrão de herança autossômica dominante, podendo ser transmitida diretamente aos descendentes.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Polipose AXIN2-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/polipose-axin2-relacionada
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Polipose AXIN2-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata