A lista a seguir é uma relação parcial dos códigos "C" dos Descritores em Ciências da Saúde (MeSH), conforme definidos pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (NLM).
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de disgenesia gonadal 46,XY-neuropatia sensitiva e motora é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento das gônadas (ovários ou testículos) e o sistema nervoso periférico. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição tem herança autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada genitor para manifestar a doença. Os primeiros sinais podem aparecer ainda no período neonatal ou durante a infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas envolvem tanto o sistema reprodutor quanto o sistema nervoso. Nas pessoas com cariótipo 46,XY, pode haver disgenesia gonadal (desenvolvimento incompleto dos testículos), resultando em gônadas em fita (ovários em fita), infertilidade, amenorreia primária (ausência de menstruação) e níveis baixos de testosterona e estradiol, com aumento das gonadotrofinas (FSH e LH). A genitália externa pode ser feminina ou ambígua, e pode haver hipoplasia do útero e anormalidades da vagina. Do ponto de vista neurológico, ocorre neuropatia sensitiva e motora, com polineuropatia, fraqueza muscular distal, atrofia muscular, pé cavo, marcha escarvante (arrastar os pés ao andar), comprometimento sensorial distal de todas as modalidades (tato, dor, temperatura) e alterações na condução nervosa periférica. Também há risco aumentado de gonadoblastoma (tumor das gônadas).[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene DHH (Desert hedgehog protein), localizado no cromossomo 12. Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína importante para o desenvolvimento das gônadas e dos nervos periféricos. Mutações no DHH prejudicam a sinalização celular necessária para a formação adequada dos testículos e para a manutenção da bainha de mielina que envolve os nervos, levando aos sintomas observados. A herança é autossômica recessiva.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames hormonais e testes genéticos. Os exames laboratoriais podem mostrar níveis baixos de testosterona e estradiol, aumento das gonadotrofinas e, em alguns casos, elevação da alfa-fetoproteína (marcador de tumor gonadal). A avaliação genética inclui o cariótipo (para confirmar o sexo cromossômico 46,XY), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES) para identificar mutações no gene DHH. Atualmente, há 33 variantes patogênicas descritas no ClinVar para essa condição, e 15 testes genéticos disponíveis. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos diagnósticos.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e deve ser individualizado. Inclui acompanhamento endocrinológico para reposição hormonal (estrogênios e/ou testosterona) visando o desenvolvimento de características sexuais secundárias e a saúde óssea. A remoção cirúrgica das gônadas disgenéticas pode ser indicada para prevenir o gonadoblastoma. Para a neuropatia, o tratamento é sintomático e inclui fisioterapia, terapia ocupacional e uso de órteses para melhorar a marcha e prevenir contraturas. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome; o tratamento é focado no controle dos sintomas e na prevenção de complicações.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas neurológicos e o risco de tumores gonadais. Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível gerenciar as complicações endócrinas e neurológicas, melhorando a qualidade de vida. A infertilidade é geralmente irreversível. O suporte psicológico e a reabilitação contínua são importantes para o bem-estar do paciente e da família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A lista a seguir é uma relação parcial dos códigos "C" dos Descritores em Ciências da Saúde (MeSH), conforme definidos pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (NLM).
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de disgenesia gonadal 46,XY-neuropatia sensitiva e motora é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento das gônadas (ovários ou testículos) e o sistema nervoso periférico. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição tem herança autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada genitor para manifestar a doença. Os primeiros sinais podem aparecer ainda no período neonatal ou durante a infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas envolvem tanto o sistema reprodutor quanto o sistema nervoso. Nas pessoas com cariótipo 46,XY, pode haver disgenesia gonadal (desenvolvimento incompleto dos testículos), resultando em gônadas em fita (ovários em fita), infertilidade, amenorreia primária (ausência de menstruação) e níveis baixos de testosterona e estradiol, com aumento das gonadotrofinas (FSH e LH). A genitália externa pode ser feminina ou ambígua, e pode haver hipoplasia do útero e anormalidades da vagina. Do ponto de vista neurológico, ocorre neuropatia sensitiva e motora, com polineuropatia, fraqueza muscular distal, atrofia muscular, pé cavo, marcha escarvante (arrastar os pés ao andar), comprometimento sensorial distal de todas as modalidades (tato, dor, temperatura) e alterações na condução nervosa periférica. Também há risco aumentado de gonadoblastoma (tumor das gônadas).[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene DHH (Desert hedgehog protein), localizado no cromossomo 12. Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína importante para o desenvolvimento das gônadas e dos nervos periféricos. Mutações no DHH prejudicam a sinalização celular necessária para a formação adequada dos testículos e para a manutenção da bainha de mielina que envolve os nervos, levando aos sintomas observados. A herança é autossômica recessiva.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames hormonais e testes genéticos. Os exames laboratoriais podem mostrar níveis baixos de testosterona e estradiol, aumento das gonadotrofinas e, em alguns casos, elevação da alfa-fetoproteína (marcador de tumor gonadal). A avaliação genética inclui o cariótipo (para confirmar o sexo cromossômico 46,XY), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES) para identificar mutações no gene DHH. Atualmente, há 33 variantes patogênicas descritas no ClinVar para essa condição, e 15 testes genéticos disponíveis. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos diagnósticos.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e deve ser individualizado. Inclui acompanhamento endocrinológico para reposição hormonal (estrogênios e/ou testosterona) visando o desenvolvimento de características sexuais secundárias e a saúde óssea. A remoção cirúrgica das gônadas disgenéticas pode ser indicada para prevenir o gonadoblastoma. Para a neuropatia, o tratamento é sintomático e inclui fisioterapia, terapia ocupacional e uso de órteses para melhorar a marcha e prevenir contraturas. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome; o tratamento é focado no controle dos sintomas e na prevenção de complicações.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas neurológicos e o risco de tumores gonadais. Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível gerenciar as complicações endócrinas e neurológicas, melhorando a qualidade de vida. A infertilidade é geralmente irreversível. O suporte psicológico e a reabilitação contínua são importantes para o bem-estar do paciente e da família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 21 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 34 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisThe C-terminal part of the desert hedgehog protein precursor displays an autoproteolysis and a cholesterol transferase activity (By similarity). Both activities result in the cleavage of the full-length protein into two parts (N-product and C-product) followed by the covalent attachment of a cholesterol moiety to the C-terminal of the newly generated N-product (DHH-N) (By similarity). Both activities occur in the endoplasmic reticulum (By similarity). Once cleaved, the C-product is degraded in t
Cell membraneEndoplasmic reticulum membraneGolgi apparatus membraneSecreted
46,XY gonadal dysgenesis with minifascicular neuropathy
An autosomal recessive disorder characterized by gonadal dysgenesis associated with polyneuropathy. Genital anomalies include the presence of a testis on one side and a streak or an absent gonad at the other, persistence of Muellerian duct structures, and a variable degree of genital ambiguity.
Variantes genéticas (ClinVar)
33 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 5 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
8 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de disgenesia gonadal 46,XY-neuropatia sensitiva e motora
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New observations on minifascicular neuropathy with sex-dependent gonadal dysgenesis: a case series with nerve ultrasound assessment.
Gonadal dysgenesis with minifascicular neuropathy (GDMN) is a rare autosomal recessive condition associated with biallelic DHH pathogenic variants. In 46, XY individuals, this disorder is characterized by an association of minifascicular neuropathy (MFN) and gonadal dysgenesis, while in 46, XX subjects only the neuropathic phenotype is present. Very few patients with GDMN have been reported so far. We describe four patients with MFN due to a novel DHH likely pathogenic homozygous variant and the results of nerve ultrasound assessment. This retrospective observational study included 4 individuals from 2 unrelated Brazilian families evaluated for severe peripheral neuropathy. Genetic diagnosis was performed with a peripheral neuropathy next-generation sequencing (NGS) panel based on whole exome sequencing focused analysis that included a control SRY probe to confirm genetic sex. Clinical characterization, nerve conduction velocity studies, and high-resolution ultrasound nerve evaluation were performed in all subjects. Molecular analysis disclosed in all subjects the homozygous DHH variant p.(Leu335Pro). Patients had a striking phenotype, with marked trophic changes of extremities, sensory ataxia, and distal anesthesia due to a sensory-motor demyelinating polyneuropathy. One 46, XY phenotypically female individual had gonadal dysgenesis. High-resolution nerve ultrasound showed typical minifascicular formation and increased nerve area in at least one of the nerves assessed in all patients. Gonadal dysgenesis with minifascicular neuropathy is a severe autosomal recessive neuropathy characterized by trophic alterations in limbs, sensory ataxia, and distal anesthesia. Nerve ultrasound studies are very suggestive of this condition and may help to avoid invasive nerve biopsies.
Convergent pathological and ultrasound features in hereditary syndromic and non-syndromic minifascicular neuropathy related to DHH.
Minifascicular neuropathy (MN) is a rare, autosomal recessive disease with prominent structural changes of peripheral nerves. So far, it has been observed in females with a 46,XY karyotype and mutations of the Desert Hedgehog (DHH) gene, thus linking MN to gonadal dysgenesis (GD) and disorders of sex development (DSD). However, a 46,XX proband with normal female sex and gender development underwent clinical evaluations, nerve conduction studies and genetic screening for a severe motor-sensory neuropathy with a pathological phenotype that hinted at MN. Indeed, sural nerve biopsy revealed a profound disturbance of perineurium development with a thin and loose structure. High-resolution ultrasound (HRUS) also disclosed diffuse changes of nerve echotexture that visibly correlated with the pathological features. After extensive genetic testing, a novel homozygous DHH null mutation (p.Ser185*) was identified in the proband and in her sister, who was affected by a similar motor-sensory neuropathy, but was eventually found to be a 46,XY patient according to a late diagnosis of DSD with complete GD. DHH should therefore be considered as a possible cause of rare non-syndromic hereditary motor-sensory neuropathies, regardless of DSD. Furthermore, HRUS could effectively smooth the complex diagnostic workup as it demonstrated a high predictive power to detect MN, providing the same detailed correlations to the pathologic features of the nerve biopsy and Dhh-/- mice in both sisters. Hence, HRUS may assume a pivotal role in guiding molecular analysis in individuals with or without DSD.
Publicações recentes
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Neurological sciences : official journal of the Italian Neurological Society and of the Italian Society of Clinical NeurophysiologyConvergent pathological and ultrasound features in hereditary syndromic and non-syndromic minifascicular neuropathy related to DHH.
Journal of the peripheral nervous system : JPNSAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- New observations on minifascicular neuropathy with sex-dependent gonadal dysgenesis: a case series with nerve ultrasound assessment.Neurological sciences : official journal of the Italian Neurological Society and of the Italian Society of Clinical Neurophysiology· 2023· PMID 37140833mais citado
- Convergent pathological and ultrasound features in hereditary syndromic and non-syndromic minifascicular neuropathy related to DHH.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:168563(Orphanet)
- OMIM OMIM:607080(OMIM)
- MONDO:0011766(MONDO)
- GARD:17034(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome de disgenesia gonadal 46,XY-neuropatia sensitiva e motora
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)