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Distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada
ORPHA:565837CID-10 · G71.0OMIM 618138DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
MuscularHerança AR
Também conhecida comoLGMD

Distrofia muscular das cinturas autossômica recessiva rara, caracterizada pelo início da infância à idade adulta de fraqueza muscular das cinturas lentamente progressiva, frequentemente acompanhada por hipertrofia dos gêmeos e níveis moderadamente elevados de creatina quinase. Os pacientes que permanecem ambulatoriais, mas podem apresentar variavelmente perturbações do desenvolvimento intelectual, convulsões, enxaqueca ou envolvimento cardiopulmonar. Foi relatada a ocorrência de cardiomiopatia dilatada. A ressonância magnética cerebral normalmente demonstra hiperintensidade nas sequências ponderadas em T2. A biópsia muscular comumente demonstra características distróficas.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 15/06/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada (LGMD R23) é uma doença neuromuscular hereditária rara que afeta principalmente os músculos dos ombros, quadris e membros. A condição é causada por alterações (variantes) no gene LAMA2, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a estabilidade e função das fibras musculares. Os sintomas geralmente começam na infância e progridem lentamente, levando a fraqueza muscular e dificuldades motoras.[1][2][3]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas da LGMD R23 incluem fraqueza muscular proximal (afetando mais os músculos próximos ao tronco, como ombros, quadris e coxas), dificuldade para subir escadas, correr e levantar-se do chão (sinal de Gowers). Muitas pessoas apresentam marcha anserina (andar com balanço do quadril), hipertrofia (aumento) dos músculos da panturrilha, câimbras musculares induzidas por exercício e contraturas em flexão (dificuldade para esticar completamente) dos cotovelos. Outros achados comuns incluem cifose (curvatura anormal da coluna), atraso motor na infância, fraqueza dos flexores do pescoço e, em alguns casos, convulsões. Exames laboratoriais frequentemente mostram níveis elevados de creatina quinase (CK) no sangue, indicando dano muscular. Estudos de condução nervosa podem revelar neuropatia sensorimotora (comprometimento dos nervos que controlam sensação e movimento) e velocidade de condução nervosa diminuída.[1][3]

Causas genéticas

A LGMD R23 é causada por mutações no gene LAMA2 (localizado no cromossomo 6), que codifica a subunidade alfa-2 da laminina, uma proteína crucial para a matriz extracelular que envolve as fibras musculares. A doença é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição. As alterações no gene LAMA2 levam à produção de uma laminina defeituosa ou ausente, comprometendo a integridade e a função das células musculares, resultando em degeneração e fraqueza muscular progressiva.[1][2][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da LGMD R23 é baseado na avaliação clínica, história familiar e exames complementares. Exames de sangue geralmente mostram níveis elevados de creatina quinase (CK). A eletroneuromiografia pode evidenciar padrão miopático (sugestivo de doença muscular) e neuropatia. A biópsia muscular pode revelar fibras musculares com núcleos internos, aumento da variabilidade no diâmetro das fibras e expressão elevada de laminina alfa 5. A confirmação diagnóstica é feita por meio de testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene LAMA2. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo o sequenciamento completo do exoma e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 1.329 variantes do gene LAMA2 catalogadas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][3][4]

Tratamento e manejo

Até o momento, não há cura para a LGMD R23, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. As abordagens incluem fisioterapia e reabilitação para manter a força muscular, prevenir contraturas e melhorar a mobilidade. O uso de órteses (como tornozeleiras ou coletes) pode ajudar na locomoção e na postura. O acompanhamento multidisciplinar com neurologista, fisiatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e geneticista é essencial. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir suporte fisioterápico e orientação.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico da LGMD R23 varia de pessoa para pessoa, mas geralmente a doença tem progressão lenta. A fraqueza muscular pode levar à perda da capacidade de andar em alguns casos, especialmente na idade adulta. Complicações como contraturas articulares, cifose e insuficiência respiratória podem ocorrer em estágios avançados. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar e a reabilitação precoce são fundamentais para otimizar a função e a qualidade de vida. O suporte psicológico e social também é importante para lidar com os desafios da doença crônica.[1][3]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A distrofia das cinturas musculares dos membros R23 é uma doença genética rara causada por alterações no gene LAMA2. Ela provoca fraqueza progressiva nos músculos dos braços e pernas, além de cansaço e dificuldade para subir escadas ou correr. Algumas pessoas também podem apresentar alterações nos exames neurológicos da substância branca cerebral ou crises de convulsão. No SUS, não há medicamento específico em PCDT, mas estão previstos o sequenciamento do exoma e o atendimento em reabilitação especializada.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Distrofia muscular das cinturas autossômica recessiva rara, caracterizada pelo início da infância à idade adulta de fraqueza muscular das cinturas lentamente progressiva, frequentemente acompanhada por hipertrofia dos gêmeos e níveis moderadamente elevados de creatina quinase. Os pacientes que permanecem ambulatoriais, mas podem apresentar variavelmente perturbações do desenvolvimento intelectual, convulsões, enxaqueca ou envolvimento cardiopulmonar. Foi relatada a ocorrência de cardiomiopatia dilatada. A ressonância magnética cerebral normalmente demonstra hiperintensidade nas sequências ponderadas em T2. A biópsia muscular comumente demonstra características distróficas.

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SUS: Cobertura mínimaScore: 20%
2 procedimentos SIGTAPCID-10: G71.0
🇧🇷Dados SUS / DATASUS2024
2.340
internações/ano
R$ 6.780
custo médio/internação
ESTADOS COM MAIS INTERNAÇÕES
SPRJMGRSPR
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (2)
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

💪
Músculos
9 sintomas
🧠
Neurológico
3 sintomas
🦴
Ossos e articulações
2 sintomas

+ 14 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Cifose
Obrigatório (100%)
100%prev.
Contratura em flexão do cotovelo
Obrigatório (100%)
100%prev.
Morfologia anormal da substância branca cerebral
Frequência: 6/6
100%prev.
Aumento da variabilidade no diâmetro da fibra muscular
Obrigatório (100%)
100%prev.
Neuropatia sensorimotora
Obrigatório (100%)
100%prev.
Fibras musculares esqueléticas com núcleos internos
Obrigatório (100%)
28sintomas
Muito frequente (15)
Frequente (3)
Ocasional (7)
Sem dados (3)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 28 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

CifoseKyphosis
Obrigatório (100%)100%
Contratura em flexão do cotoveloElbow flexion contracture
Obrigatório (100%)100%
Morfologia anormal da substância branca cerebralAbnormal cerebral white matter morphology
Frequência: 6/6100%
Aumento da variabilidade no diâmetro da fibra muscularIncreased variability in muscle fiber diameter
Obrigatório (100%)100%
Neuropatia sensorimotoraSensorimotor neuropathy
Obrigatório (100%)100%

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Autosomal recessive

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
LAMA2
LAMA2Laminin subunit alpha-2Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (8)
MET activates PTK2 signalingDevelopmental Lineage of Pancreatic Ductal CellsAttachment of bacteria to epithelial cellsLaminin interactionsEGR2 and SOX10-mediated initiation of Schwann cell myelination
MECANISMO DE DOENÇA

Merosin-deficient congenital muscular dystrophy 1A

Characterized by difficulty walking, hypotonia, proximal weakness, hyporeflexia, and white matter hypodensity on MRI.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Ovário
116.5 TPM
Nervo tibial
92.9 TPM
Fallopian Tube
80.1 TPM
Artéria coronária
63.2 TPM
Fibroblastos
62.6 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
congenital merosin-deficient muscular dystrophy 1Amuscular dystrophy, limb-girdle, autosomal recessive 23
HGNC:6482UniProt:P24043

Variantes genéticas (ClinVar)

1.329 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 LAMA2: NM_000426.4(LAMA2):c.640-2A>G ()
🧬 LAMA2: NM_000426.4(LAMA2):c.283+2T>C ()
🧬 LAMA2: NM_000426.4(LAMA2):c.7921G>T (p.Glu2641Ter) ()
🧬 LAMA2: NM_000426.4(LAMA2):c.6080_6085+1del ()
🧬 LAMA2: NM_000426.4(LAMA2):c.4437-2A>C ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Carga SUS por estado
Internações SUS por estado · DATASUS 2024
Total/ano2.168
Estado com maior volumeSP (680)
Estados com registro10

Dado oficial do SIH/SUS · Volume por estado de residência do paciente.

🇧🇷 Atendimento SUS — Distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada

🗺️

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é causada por alterações genéticas no gene LAMA2, que afetam a subunidade alfa-2 da proteína laminina. Ela segue um padrão de herança autossômica recessiva.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:22270
    GARD (NIH)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/distrofia-das-cinturas-musculares-dos-membros-r23-subunidade-alfa-2-da-laminina-relacionada

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada

ORPHA:565837 · MONDO:0029136
🇧🇷 Brasil SUS
Internações
2.340/ano
Prevalência BR
1:3500 (homens)
Custo SUS
R$ 6.780/internação
SIGTAP
2 procedimentos
Dados
DATASUS 2024
Geral
CID-10
G71.0 · Distrofia muscular
MedGen
UMLS
C5680122

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Rara