Distrofia muscular das cinturas autossômica recessiva rara, caracterizada pelo início da infância à idade adulta de fraqueza muscular das cinturas lentamente progressiva, frequentemente acompanhada por hipertrofia dos gêmeos e níveis moderadamente elevados de creatina quinase. Os pacientes que permanecem ambulatoriais, mas podem apresentar variavelmente perturbações do desenvolvimento intelectual, convulsões, enxaqueca ou envolvimento cardiopulmonar. Foi relatada a ocorrência de cardiomiopatia dilatada. A ressonância magnética cerebral normalmente demonstra hiperintensidade nas sequências ponderadas em T2. A biópsia muscular comumente demonstra características distróficas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada (LGMD R23) é uma doença neuromuscular hereditária rara que afeta principalmente os músculos dos ombros, quadris e membros. A condição é causada por alterações (variantes) no gene LAMA2, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a estabilidade e função das fibras musculares. Os sintomas geralmente começam na infância e progridem lentamente, levando a fraqueza muscular e dificuldades motoras.[1][2][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da LGMD R23 incluem fraqueza muscular proximal (afetando mais os músculos próximos ao tronco, como ombros, quadris e coxas), dificuldade para subir escadas, correr e levantar-se do chão (sinal de Gowers). Muitas pessoas apresentam marcha anserina (andar com balanço do quadril), hipertrofia (aumento) dos músculos da panturrilha, câimbras musculares induzidas por exercício e contraturas em flexão (dificuldade para esticar completamente) dos cotovelos. Outros achados comuns incluem cifose (curvatura anormal da coluna), atraso motor na infância, fraqueza dos flexores do pescoço e, em alguns casos, convulsões. Exames laboratoriais frequentemente mostram níveis elevados de creatina quinase (CK) no sangue, indicando dano muscular. Estudos de condução nervosa podem revelar neuropatia sensorimotora (comprometimento dos nervos que controlam sensação e movimento) e velocidade de condução nervosa diminuída.[1][4]
Causas genéticas
A LGMD R23 é causada por mutações no gene LAMA2 (localizado no cromossomo 6), que codifica a subunidade alfa-2 da laminina, uma proteína crucial para a matriz extracelular que envolve as fibras musculares. A doença é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição. As alterações no gene LAMA2 levam à produção de uma laminina defeituosa ou ausente, comprometendo a integridade e a função das células musculares, resultando em degeneração e fraqueza muscular progressiva.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da LGMD R23 é baseado na avaliação clínica, história familiar e exames complementares. Exames de sangue geralmente mostram níveis elevados de creatina quinase (CK). A eletroneuromiografia pode evidenciar padrão miopático (sugestivo de doença muscular) e neuropatia. A biópsia muscular pode revelar fibras musculares com núcleos internos, aumento da variabilidade no diâmetro das fibras e expressão elevada de laminina alfa 5. A confirmação diagnóstica é feita por meio de testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene LAMA2. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo o sequenciamento completo do exoma e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 1.329 variantes do gene LAMA2 catalogadas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][4][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há cura para a LGMD R23, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. As abordagens incluem fisioterapia e reabilitação para manter a força muscular, prevenir contraturas e melhorar a mobilidade. O uso de órteses (como tornozeleiras ou coletes) pode ajudar na locomoção e na postura. O acompanhamento multidisciplinar com neurologista, fisiatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e geneticista é essencial. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir suporte fisioterápico e orientação.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da LGMD R23 varia de pessoa para pessoa, mas geralmente a doença tem progressão lenta. A fraqueza muscular pode levar à perda da capacidade de andar em alguns casos, especialmente na idade adulta. Complicações como contraturas articulares, cifose e insuficiência respiratória podem ocorrer em estágios avançados. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar e a reabilitação precoce são fundamentais para otimizar a função e a qualidade de vida. O suporte psicológico e social também é importante para lidar com os desafios da doença crônica.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Distrofia muscular das cinturas autossômica recessiva rara, caracterizada pelo início da infância à idade adulta de fraqueza muscular das cinturas lentamente progressiva, frequentemente acompanhada por hipertrofia dos gêmeos e níveis moderadamente elevados de creatina quinase. Os pacientes que permanecem ambulatoriais, mas podem apresentar variavelmente perturbações do desenvolvimento intelectual, convulsões, enxaqueca ou envolvimento cardiopulmonar. Foi relatada a ocorrência de cardiomiopatia dilatada. A ressonância magnética cerebral normalmente demonstra hiperintensidade nas sequências ponderadas em T2. A biópsia muscular comumente demonstra características distróficas.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada (LGMD R23) é uma doença neuromuscular hereditária rara que afeta principalmente os músculos dos ombros, quadris e membros. A condição é causada por alterações (variantes) no gene LAMA2, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a estabilidade e função das fibras musculares. Os sintomas geralmente começam na infância e progridem lentamente, levando a fraqueza muscular e dificuldades motoras.[1][2][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da LGMD R23 incluem fraqueza muscular proximal (afetando mais os músculos próximos ao tronco, como ombros, quadris e coxas), dificuldade para subir escadas, correr e levantar-se do chão (sinal de Gowers). Muitas pessoas apresentam marcha anserina (andar com balanço do quadril), hipertrofia (aumento) dos músculos da panturrilha, câimbras musculares induzidas por exercício e contraturas em flexão (dificuldade para esticar completamente) dos cotovelos. Outros achados comuns incluem cifose (curvatura anormal da coluna), atraso motor na infância, fraqueza dos flexores do pescoço e, em alguns casos, convulsões. Exames laboratoriais frequentemente mostram níveis elevados de creatina quinase (CK) no sangue, indicando dano muscular. Estudos de condução nervosa podem revelar neuropatia sensorimotora (comprometimento dos nervos que controlam sensação e movimento) e velocidade de condução nervosa diminuída.[1][4]
Causas genéticas
A LGMD R23 é causada por mutações no gene LAMA2 (localizado no cromossomo 6), que codifica a subunidade alfa-2 da laminina, uma proteína crucial para a matriz extracelular que envolve as fibras musculares. A doença é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição. As alterações no gene LAMA2 levam à produção de uma laminina defeituosa ou ausente, comprometendo a integridade e a função das células musculares, resultando em degeneração e fraqueza muscular progressiva.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da LGMD R23 é baseado na avaliação clínica, história familiar e exames complementares. Exames de sangue geralmente mostram níveis elevados de creatina quinase (CK). A eletroneuromiografia pode evidenciar padrão miopático (sugestivo de doença muscular) e neuropatia. A biópsia muscular pode revelar fibras musculares com núcleos internos, aumento da variabilidade no diâmetro das fibras e expressão elevada de laminina alfa 5. A confirmação diagnóstica é feita por meio de testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene LAMA2. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo o sequenciamento completo do exoma e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 1.329 variantes do gene LAMA2 catalogadas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][4][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há cura para a LGMD R23, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. As abordagens incluem fisioterapia e reabilitação para manter a força muscular, prevenir contraturas e melhorar a mobilidade. O uso de órteses (como tornozeleiras ou coletes) pode ajudar na locomoção e na postura. O acompanhamento multidisciplinar com neurologista, fisiatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e geneticista é essencial. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir suporte fisioterápico e orientação.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da LGMD R23 varia de pessoa para pessoa, mas geralmente a doença tem progressão lenta. A fraqueza muscular pode levar à perda da capacidade de andar em alguns casos, especialmente na idade adulta. Complicações como contraturas articulares, cifose e insuficiência respiratória podem ocorrer em estágios avançados. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar e a reabilitação precoce são fundamentais para otimizar a função e a qualidade de vida. O suporte psicológico e social também é importante para lidar com os desafios da doença crônica.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 14 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 28 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisBinding to cells via a high affinity receptor, laminin is thought to mediate the attachment, migration and organization of cells into tissues during embryonic development by interacting with other extracellular matrix components
Secreted, extracellular space, extracellular matrix, basement membrane
Merosin-deficient congenital muscular dystrophy 1A
Characterized by difficulty walking, hypotonia, proximal weakness, hyporeflexia, and white matter hypodensity on MRI.
Variantes genéticas (ClinVar)
1.329 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
8 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
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Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:565837(Orphanet)
- OMIM OMIM:618138(OMIM)
- MONDO:0029136(MONDO)
- GARD:22270(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Distrofia das cinturas musculares dos membros R23 subunidade alfa 2 da laminina-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)