A má absorção hereditária de folato (MHF) é uma doença autossômica recessiva rara causada por mutações de perda de função no gene do transportador de folato acoplado a prótons (PCFT), resultando em deficiência sistêmica de folato e comprometimento da entrega de folato ao cérebro.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A anemia megaloblástica-imunodeficiência por deficiência do transportador 1 do folato é uma doença genética raríssima, que afeta menos de 1 pessoa em cada 1 milhão. Ela se manifesta já nos primeiros dias ou meses de vida (período neonatal ou na primeira infância) e é causada por alterações no gene SLC19A1, responsável por produzir uma proteína que transporta o folato (uma vitamina do complexo B) para dentro das células. Sem esse transporte adequado, o organismo não consegue produzir células sanguíneas saudáveis nem manter o sistema imunológico funcionando corretamente.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem anemia megaloblástica (um tipo de anemia em que a medula óssea produz glóbulos vermelhos grandes e imaturos), que melhora com a reposição de folato; trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas); linfopenia (baixa contagem de linfócitos); e imunodeficiência, que leva a infecções recorrentes, especialmente do trato respiratório inferior. Outros achados frequentes são: diarreia crônica, febre recorrente, dermatite atópica, úlceras aftosas e cutâneas, dentes cariados, hepatomegalia (aumento do fígado), hiperbilirrubinemia, hipertrigliceridemia, aumento do nível circulante de IgE, anemia hemolítica episódica, concentração diminuída de vitamina B12 circulante e hiperhomocistinemia. No sistema nervoso, podem ocorrer atraso global do desenvolvimento, atrofia cerebral, calcificação cerebral e mielinização atrasada do sistema nervoso central. No sangue, é comum observar hipersegmentação dos núcleos dos neutrófilos e displasia eritroide na medula óssea.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene SLC19A1, que fornece instruções para a produção do transportador reduzido de folato (RFC). Esse transportador é essencial para levar o folato do sangue para o interior das células. Quando o gene está alterado, o transporte de folato fica prejudicado, afetando a divisão celular, a produção de células sanguíneas e a função do sistema imunológico.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação dos sinais clínicos (anemia megaloblástica, imunodeficiência, infecções recorrentes) e na confirmação genética por meio de testes que identificam mutações no gene SLC19A1. Atualmente, existem 25 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 226 variantes diferentes já foram registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e deve ser acompanhado por uma equipe médica especializada. Entre as substâncias que podem ser utilizadas no manejo estão: ácido fólico (folato), vitamina B12 (cianocobalamina), tiamina (vitamina B1), corticosteroides (como prednisona, metilprednisolona, dexametasona e seus derivados), eltrombopag (para estimular a produção de plaquetas) e agentes como azacitidina e decitabina. É importante lembrar que estas são opções que podem ser consideradas pelo médico — não há doses ou esquemas padronizados aqui, e cada caso deve ser avaliado individualmente.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há dados de literatura específicos (tratamentosLiteratura) disponíveis no momento para esta doença. As informações sobre medicamentos foram extraídas de bases de dados de reaproveitamento de fármacos (repurposing) e não representam recomendações clínicas diretas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Não há informações específicas sobre prognóstico ou qualidade de vida nos dados disponíveis. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar (incluindo hematologista, imunologista, geneticista e nutricionista) é essencial para monitorar os sintomas e ajustar o tratamento conforme necessário.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A deficiência do transportador 1 do folato é uma condição genética extremamente rara que surge nos primeiros meses de vida. Ela causa anemia grave, dificuldades na defesa do organismo contra infecções e atrasos no desenvolvimento neurológico. A família pode notar febres frequentes, fraqueza, infecções pulmonares e problemas na pele ou na alimentação da criança. A condição não possui um protocolo oficial (PCDT) próprio no SUS, sendo acompanhada diretamente pela rede de saúde pública conforme as necessidades de cada paciente.
A má absorção hereditária de folato (MHF) é uma doença autossômica recessiva rara causada por mutações de perda de função no gene do transportador de folato acoplado a prótons (PCFT), resultando em deficiência sistêmica de folato e comprometimento da entrega de folato ao cérebro.
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1/5kIncomum
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 38 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Megaloblastic anemia, folate-responsive
An autosomal recessive metabolic disorder characterized by megaloblastic anemia resulting from decreased folate transport into erythrocytes. Disease manifestations include hemolytic anemia, hyperhomocysteinemia, and low vitamin B12. Serum folate levels are normal, but erythrocyte folate levels are decreased. Treatment with oral folate corrects the anemia and normalizes homocysteine.
Variantes genéticas (ClinVar)
226 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Doença com base genética
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A condição é associada a alterações genéticas no gene SLC19A1. Esse gene é responsável por produzir a proteína que realiza o transporte de folatos para o interior das células.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Anemia megaloblástica-imunodeficiência por deficiência do transportador 1 do folato. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/anemia-megaloblastica-imunodeficiencia-por-deficiencia-do-transportador-1-do-folato
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Anemia megaloblástica-imunodeficiência por deficiência do transportador 1 do folato
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub