Ceratodermia hereditária mutilante é uma condição autossômica dominante rara com início na infância, caracterizada por ceratodermia palmoplantar em favo de mel, nódulos nos dedos, alopecia e deficiência auditiva. Pode apresentar comportamento autolesivo e morfologia anormal das unhas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Ceratodermia hereditária mutilante, também conhecida como síndrome de Vohwinkel, é uma condição genética rara que afeta principalmente a pele, as unhas e a audição. A doença é caracterizada por espessamento anormal da pele nas palmas das mãos e plantas dos pés (ceratodermia palmoplantar), que pode evoluir para a formação de anéis constritivos ao redor dos dedos, levando a deformidades e, em casos graves, à perda espontânea dos dedos (autoamputação). A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas mais comuns incluem ceratodermia palmoplantar em padrão de 'favo de mel', hiperceratose (espessamento da camada córnea da pele), pápulas (pequenas elevações na pele) e nódulos nos nós dos dedos. Muitas pessoas desenvolvem anéis de constrição ao redor dos dedos, que podem levar à osteólise (reabsorção óssea) e autoamputação dos dedos. A deficiência auditiva neurossensorial (perda auditiva por lesão no nervo auditivo) é frequente, podendo ser progressiva. Outros sinais possíveis incluem fissura palatina, ictiose (pele seca e escamosa), alopecia (perda de cabelo), morfologia anormal das unhas (incluindo unhas dos pés), comprometimento cognitivo, hipogonadismo hipogonadotrófico (função reduzida das gônadas por problema hormonal), anormalidades da medula espinhal e comportamento autolesivo.[1][4]
Causas genéticas
A Ceratodermia hereditária mutilante é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene GJB2, que fornece instruções para a produção da proteína gap junction beta-2 (conexina 26). Essa proteína é essencial para a comunicação entre as células da pele e do ouvido interno. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene é suficiente para causar a doença. Em alguns casos, a condição pode surgir de uma nova mutação (de novo), sem histórico familiar.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 414 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição, e 41 testes genéticos estão disponíveis comercialmente para confirmação diagnóstica.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O manejo da Ceratodermia hereditária mutilante é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. O tratamento da pele inclui o uso de hidratantes, queratolíticos (para reduzir o espessamento) e, em alguns casos, retinoides orais (como acitretina) sob supervisão médica rigorosa. A deficiência auditiva pode ser tratada com aparelhos auditivos ou implante coclear. O acompanhamento com dermatologista, otorrinolaringologista, geneticista e fisioterapeuta é essencial. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para procedimentos diagnósticos e reabilitação, conforme a tabela de procedimentos.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a doença e os seguintes fármacos, com base em estudos publicados. Estas são informações de pesquisa, não recomendações de tratamento: Etretinate (4 publicações), Isotretinoin (3 publicações), Retinoids (2 publicações), 4 octyl itaconate (1 publicação), Acitretin (1 publicação), Gabapentin (1 publicação), Meloxicam (1 publicação), NG Nitroarginine Methyl Ester (1 publicação), Phenobarbital (1 publicação) e Prednisolone (1 publicação).[6]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas. A ceratodermia e as deformidades digitais podem impactar a função manual e a mobilidade, enquanto a perda auditiva afeta a comunicação. O comprometimento cognitivo, quando presente, pode exigir suporte educacional e social. Com acompanhamento médico adequado e reabilitação, muitas pessoas conseguem manter boa qualidade de vida. O aconselhamento genético é recomendado para famílias afetadas.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Ceratodermia hereditária mutilante é uma condição autossômica dominante rara com início na infância, caracterizada por ceratodermia palmoplantar em favo de mel, nódulos nos dedos, alopecia e deficiência auditiva. Pode apresentar comportamento autolesivo e morfologia anormal das unhas.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Ceratodermia hereditária mutilante, também conhecida como síndrome de Vohwinkel, é uma condição genética rara que afeta principalmente a pele, as unhas e a audição. A doença é caracterizada por espessamento anormal da pele nas palmas das mãos e plantas dos pés (ceratodermia palmoplantar), que pode evoluir para a formação de anéis constritivos ao redor dos dedos, levando a deformidades e, em casos graves, à perda espontânea dos dedos (autoamputação). A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas mais comuns incluem ceratodermia palmoplantar em padrão de 'favo de mel', hiperceratose (espessamento da camada córnea da pele), pápulas (pequenas elevações na pele) e nódulos nos nós dos dedos. Muitas pessoas desenvolvem anéis de constrição ao redor dos dedos, que podem levar à osteólise (reabsorção óssea) e autoamputação dos dedos. A deficiência auditiva neurossensorial (perda auditiva por lesão no nervo auditivo) é frequente, podendo ser progressiva. Outros sinais possíveis incluem fissura palatina, ictiose (pele seca e escamosa), alopecia (perda de cabelo), morfologia anormal das unhas (incluindo unhas dos pés), comprometimento cognitivo, hipogonadismo hipogonadotrófico (função reduzida das gônadas por problema hormonal), anormalidades da medula espinhal e comportamento autolesivo.[1][4]
Causas genéticas
A Ceratodermia hereditária mutilante é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene GJB2, que fornece instruções para a produção da proteína gap junction beta-2 (conexina 26). Essa proteína é essencial para a comunicação entre as células da pele e do ouvido interno. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene é suficiente para causar a doença. Em alguns casos, a condição pode surgir de uma nova mutação (de novo), sem histórico familiar.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 414 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição, e 41 testes genéticos estão disponíveis comercialmente para confirmação diagnóstica.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O manejo da Ceratodermia hereditária mutilante é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. O tratamento da pele inclui o uso de hidratantes, queratolíticos (para reduzir o espessamento) e, em alguns casos, retinoides orais (como acitretina) sob supervisão médica rigorosa. A deficiência auditiva pode ser tratada com aparelhos auditivos ou implante coclear. O acompanhamento com dermatologista, otorrinolaringologista, geneticista e fisioterapeuta é essencial. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para procedimentos diagnósticos e reabilitação, conforme a tabela de procedimentos.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a doença e os seguintes fármacos, com base em estudos publicados. Estas são informações de pesquisa, não recomendações de tratamento: Etretinate (4 publicações), Isotretinoin (3 publicações), Retinoids (2 publicações), 4 octyl itaconate (1 publicação), Acitretin (1 publicação), Gabapentin (1 publicação), Meloxicam (1 publicação), NG Nitroarginine Methyl Ester (1 publicação), Phenobarbital (1 publicação) e Prednisolone (1 publicação).[6]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas. A ceratodermia e as deformidades digitais podem impactar a função manual e a mobilidade, enquanto a perda auditiva afeta a comunicação. O comprometimento cognitivo, quando presente, pode exigir suporte educacional e social. Com acompanhamento médico adequado e reabilitação, muitas pessoas conseguem manter boa qualidade de vida. O aconselhamento genético é recomendado para famílias afetadas.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 7 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 20 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisStructural component of gap junctions (PubMed:16849369, PubMed:17551008, PubMed:19340074, PubMed:19384972, PubMed:21094651, PubMed:26753910). Gap junctions are dodecameric channels that connect the cytoplasm of adjoining cells. They are formed by the docking of two hexameric hemichannels, one from each cell membrane (PubMed:17551008, PubMed:19340074, PubMed:21094651, PubMed:26753910). Small molecules and ions diffuse from one cell to a neighboring cell via the central pore (PubMed:16849369, PubM
Cell membraneCell junction, gap junction
Deafness, autosomal recessive, 1A
A form of non-syndromic sensorineural hearing loss. Sensorineural deafness results from damage to the neural receptors of the inner ear, the nerve pathways to the brain, or the area of the brain that receives sound information.
Variantes genéticas (ClinVar)
414 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Ceratodermia hereditária mutilante
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
What's the resolutive surgery for pseudo-ainhum in Vohwinkel syndrome? A case report and review of the literature.
Vohwinkel Syndrome, also known as Keratoderma Hereditarium Mutilans, is an extremely rare dominant autosomal keratosis. It typically presents with "starfish" keratoses on the knuckles, palmoplantar keratoderma (PPK), hearing impairment and mutilating digital constriction bands (pseudoainhum) that cause strangulation, often leading to autoamputation of the affected digit. Both medical and surgical treatment haven't shown to date consistent results, in the treatment of pseudoainhum. In this study we present the case of a woman with Vohwinkel syndrome who showed constriction bands causing ischemic changes of the 5th digit of the right hand for which she was treated with surgery. We also present a review of the literature for the management of this disease.
Using a Distant Abdominal Skin Flap to Treat Digital Constriction Bands: A Case Report for Vohwinkel Syndrome.
In this study, a Vohwinkel syndrome case is presented where in 5th digit constriction bands in the right hand were reconstructed using a distant abdominal skin flap. Vohwinkel syndrome, or keratoderma hereditarium mutilans, is a rare, autosomal dominant genetic skin condition that causes palmoplantar hyperkeratosis and constricts finger and/or toe bands. In a typical manifestation, the finger and toe constriction bands lead to progressive strangulation and autoamputation, which requires immediate clinical treatment. Topical keratolytics and systemic retinoids have been used to treat hyperkeratosis but without consistent results. Only 1 effective approach for autoamputation has been accepted, reconstructive surgery.Applying a distant abdominal skin flap produced satisfying postoperative effects at the 18-month follow-up.
Publicações recentes
What's the resolutive surgery for pseudo-ainhum in Vohwinkel syndrome? A case report and review of the literature.
Using a Distant Abdominal Skin Flap to Treat Digital Constriction Bands: A Case Report for Vohwinkel Syndrome.
Keratoderma hereditarium mutilans (Vohwinkel syndrome).
Keratoderma hereditarium mutilans (Vohwinkel syndrome) in three siblings.
An Indian case of keratoderma hereditarium mutilans (Vohwinkel's syndrome) associated with ichthyosiform dermatosis.
📚 EuropePMC5 artigos no totalmostrando 2
What's the resolutive surgery for pseudo-ainhum in Vohwinkel syndrome? A case report and review of the literature.
Orthopedic reviewsUsing a Distant Abdominal Skin Flap to Treat Digital Constriction Bands: A Case Report for Vohwinkel Syndrome.
MedicineAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- What's the resolutive surgery for pseudo-ainhum in Vohwinkel syndrome? A case report and review of the literature.
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- An Indian case of keratoderma hereditarium mutilans (Vohwinkel's syndrome) associated with ichthyosiform dermatosis.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:494(Orphanet)
- OMIM OMIM:124500(OMIM)
- MONDO:0007422(MONDO)
- GARD:3092(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q7939442(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Ceratodermia hereditária mutilante
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata