A comunicação interatrial (CIA) é uma cardiopatia congênita na qual o sangue flui entre os átrios do coração. Certo fluxo é uma condição normal tanto antes do nascimento quanto imediatamente após o nascimento através do forame oval; no entanto, quando este não se fecha naturalmente após o nascimento, é denominado forame oval patente (FOP). É comum em pacientes com aneurisma do septo interatrial (ASI) congênito.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência do septo auricular, tipo sinus venosus, é uma condição cardíaca congênita caracterizada por uma abertura anormal (shunt) entre as câmaras superiores do coração (átrios), localizada especificamente na região do seio venoso. Esse defeito permite que o sangue flua da esquerda para a direita, sobrecarregando o lado direito do coração e os pulmões. A condição pode estar presente desde o desenvolvimento fetal (antenatal) e se manifestar já no período neonatal ou na infância.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas variam conforme o tamanho do defeito e a idade do paciente. Os mais comuns incluem palpitações, falta de ar (dispneia) aos esforços, intolerância ao exercício, fadiga e sopro cardíaco. Com o tempo, podem surgir arritmias atriais (como fibrilação atrial, flutter atrial e taquicardia supraventricular), hipertensão arterial pulmonar, dilatação do ventrículo direito e insuficiência cardíaca congestiva. Em alguns casos, ocorre regurgitação da válvula tricúspide e risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) ou tromboembolismo. O exame físico pode revelar desdobramento paradoxal da segunda bulha cardíaca e bloqueio do ramo direito.[1][3]
Causas genéticas
A condição está associada a alterações no gene CITED2 (Cbp/p300-interacting transactivator 2), que desempenha um papel importante no desenvolvimento cardíaco durante a gestação. Mutações nesse gene podem interferir na formação correta do septo atrial. A herança e a prevalência exatas ainda não foram estabelecidas.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de imagem cardíaca (ecocardiograma, ressonância magnética) e na avaliação clínica. Testes genéticos podem auxiliar na confirmação: estão disponíveis 336 tipos de testes genéticos para essa condição, e 34 variantes patogênicas foram registradas no ClinVar. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo é individualizado e pode incluir correção cirúrgica ou por cateterismo para fechar o defeito, além de acompanhamento cardiológico regular para monitorar arritmias, função ventricular e pressão pulmonar. Medicamentos podem ser usados para controlar sintomas como insuficiência cardíaca ou arritmias, mas não há fármacos específicos aprovados exclusivamente para esta condição. O tratamento deve ser discutido com uma equipe multidisciplinar em centro especializado.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos pacientes apresenta boa evolução e qualidade de vida. No entanto, complicações como hipertensão pulmonar, arritmias persistentes ou insuficiência cardíaca podem impactar o prognóstico, especialmente se o defeito não for corrigido. O acompanhamento cardiológico ao longo da vida é essencial.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A comunicação interatrial (CIA) é uma cardiopatia congênita na qual o sangue flui entre os átrios do coração. Certo fluxo é uma condição normal tanto antes do nascimento quanto imediatamente após o nascimento através do forame oval; no entanto, quando este não se fecha naturalmente após o nascimento, é denominado forame oval patente (FOP). É comum em pacientes com aneurisma do septo interatrial (ASI) congênito.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A deficiência do septo auricular, tipo sinus venosus, é uma condição cardíaca congênita caracterizada por uma abertura anormal (shunt) entre as câmaras superiores do coração (átrios), localizada especificamente na região do seio venoso. Esse defeito permite que o sangue flua da esquerda para a direita, sobrecarregando o lado direito do coração e os pulmões. A condição pode estar presente desde o desenvolvimento fetal (antenatal) e se manifestar já no período neonatal ou na infância.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas variam conforme o tamanho do defeito e a idade do paciente. Os mais comuns incluem palpitações, falta de ar (dispneia) aos esforços, intolerância ao exercício, fadiga e sopro cardíaco. Com o tempo, podem surgir arritmias atriais (como fibrilação atrial, flutter atrial e taquicardia supraventricular), hipertensão arterial pulmonar, dilatação do ventrículo direito e insuficiência cardíaca congestiva. Em alguns casos, ocorre regurgitação da válvula tricúspide e risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) ou tromboembolismo. O exame físico pode revelar desdobramento paradoxal da segunda bulha cardíaca e bloqueio do ramo direito.[1][3]
Causas genéticas
A condição está associada a alterações no gene CITED2 (Cbp/p300-interacting transactivator 2), que desempenha um papel importante no desenvolvimento cardíaco durante a gestação. Mutações nesse gene podem interferir na formação correta do septo atrial. A herança e a prevalência exatas ainda não foram estabelecidas.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de imagem cardíaca (ecocardiograma, ressonância magnética) e na avaliação clínica. Testes genéticos podem auxiliar na confirmação: estão disponíveis 336 tipos de testes genéticos para essa condição, e 34 variantes patogênicas foram registradas no ClinVar. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo é individualizado e pode incluir correção cirúrgica ou por cateterismo para fechar o defeito, além de acompanhamento cardiológico regular para monitorar arritmias, função ventricular e pressão pulmonar. Medicamentos podem ser usados para controlar sintomas como insuficiência cardíaca ou arritmias, mas não há fármacos específicos aprovados exclusivamente para esta condição. O tratamento deve ser discutido com uma equipe multidisciplinar em centro especializado.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos pacientes apresenta boa evolução e qualidade de vida. No entanto, complicações como hipertensão pulmonar, arritmias persistentes ou insuficiência cardíaca podem impactar o prognóstico, especialmente se o defeito não for corrigido. O acompanhamento cardiológico ao longo da vida é essencial.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 7 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Transcriptional coactivator of the p300/CBP-mediated transcription complex. Acts as a bridge, linking TFAP2 transcription factors and the p300/CBP transcriptional coactivator complex in order to stimulate TFAP2-mediated transcriptional activation. Positively regulates TGF-beta signaling through its association with the SMAD/p300/CBP-mediated transcriptional coactivator complex. Stimulates the peroxisome proliferator-activated receptors PPARA transcriptional activity. Enhances estrogen-dependent
Nucleus
Ventricular septal defect 2
A common form of congenital cardiovascular anomaly that may occur alone or in combination with other cardiac malformations. It can affect any portion of the ventricular septum, resulting in abnormal communications between the two lower chambers of the heart. Classification is based on location of the communication, such as perimembranous, inlet, outlet (infundibular), central muscular, marginal muscular, or apical muscular defect. Large defects that go unrepaired may give rise to cardiac enlargement, congestive heart failure, pulmonary hypertension, Eisenmenger's syndrome, delayed fetal brain development, arrhythmias, and even sudden cardiac death.
Variantes genéticas (ClinVar)
34 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência do septo auricular, tipo sinus venosus
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Persistent left superior vena cava in atrial septal defect sinus venosus type: diagnosis with saline contrast echocardiography-a case series.
Arrhythmias in congenital heart defects.
[Transthoracic and transesophageal echocardiography in the pre- and postoperative assessment of interatrial communication].
Atrial septal defect (sinus venosus type) in a dog.
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Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:99105(Orphanet)
- MONDO:0020436(MONDO)
- GARD:10696(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q7525206(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Deficiência do septo auricular, tipo sinus venosus
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov