Doença autossômica recessiva caracterizada por hiperquilomicronemia grave, hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia, devido à deficiência da apolipoproteína C-II. Manifesta-se com pancreatite recorrente, esplenomegalia, hepatomegalia e xantomas eruptivos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência familiar de apolipoproteína C-II é uma doença genética rara que afeta o metabolismo das gorduras no organismo. Ela é caracterizada por níveis muito elevados de triglicerídeos no sangue (hipertrigliceridemia) e acúmulo de quilomícrons (partículas que transportam gordura), condição chamada hiperquilomicronemia. A doença geralmente se manifesta na infância ou adolescência e tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: lipemia retinalis (aparência leitosa dos vasos da retina), xantomas eruptivos (pequenas lesões amareladas na pele), aumento do fígado (hepatomegalia) e do baço (esplenomegalia), além de pancreatite (inflamação do pâncreas), que pode ser grave. Exames laboratoriais mostram hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia e concentração diminuída de apolipoproteína C-II circulante.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene APOC2, que fornece instruções para a produção da apolipoproteína C-II, uma proteína essencial para a quebra de gorduras no sangue. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar duas cópias alteradas do gene (uma de cada genitor) para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na suspeita clínica (sinais como hipertrigliceridemia grave e pancreatite) e confirmado por exames laboratoriais que mostram níveis baixos de apolipoproteína C-II no sangue. Testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem identificar mutações no gene APOC2. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como dosagem de aminoácidos, ácidos orgânicos na urina, triagem neonatal (teste do pezinho) e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 29 variantes do gene APOC2 catalogadas no ClinVar e 15 testes genéticos disponíveis.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O manejo da deficiência familiar de apolipoproteína C-II foca no controle dos níveis de triglicerídeos para prevenir complicações como pancreatite. Isso geralmente envolve uma dieta com restrição de gorduras e, em alguns casos, o uso de medicamentos para reduzir triglicerídeos. É importante que o tratamento seja individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada. Não há cura, mas o controle adequado pode melhorar a qualidade de vida.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a doença e diversos fármacos, com base em mineração de publicações. Essas informações não constituem recomendação de tratamento. Os fármacos citados são: Triglycerides (56 publicações), ISIS 304801 (35 publicações), Lipids (17 publicações), Fatty Acids Omega 3 (15 publicações), Fibric Acids (15 publicações), Gemfibrozil (10 publicações), SMOFlipid (9 publicações), Heparin (8 publicações), Cholesterol (7 publicações) e pradigastat (7 publicações).[6]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e manejo adequado, muitas pessoas com deficiência familiar de apolipoproteína C-II conseguem levar uma vida relativamente normal, embora seja necessário monitoramento contínuo. O principal risco é a pancreatite, que pode ser grave e recorrente se os níveis de triglicerídeos não forem controlados. O acompanhamento com especialistas em doenças metabólicas e nutricionais é fundamental.[1][2][6]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença autossômica recessiva caracterizada por hiperquilomicronemia grave, hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia, devido à deficiência da apolipoproteína C-II. Manifesta-se com pancreatite recorrente, esplenomegalia, hepatomegalia e xantomas eruptivos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A deficiência familiar de apolipoproteína C-II é uma doença genética rara que afeta o metabolismo das gorduras no organismo. Ela é caracterizada por níveis muito elevados de triglicerídeos no sangue (hipertrigliceridemia) e acúmulo de quilomícrons (partículas que transportam gordura), condição chamada hiperquilomicronemia. A doença geralmente se manifesta na infância ou adolescência e tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem: lipemia retinalis (aparência leitosa dos vasos da retina), xantomas eruptivos (pequenas lesões amareladas na pele), aumento do fígado (hepatomegalia) e do baço (esplenomegalia), além de pancreatite (inflamação do pâncreas), que pode ser grave. Exames laboratoriais mostram hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia e concentração diminuída de apolipoproteína C-II circulante.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene APOC2, que fornece instruções para a produção da apolipoproteína C-II, uma proteína essencial para a quebra de gorduras no sangue. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar duas cópias alteradas do gene (uma de cada genitor) para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na suspeita clínica (sinais como hipertrigliceridemia grave e pancreatite) e confirmado por exames laboratoriais que mostram níveis baixos de apolipoproteína C-II no sangue. Testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem identificar mutações no gene APOC2. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como dosagem de aminoácidos, ácidos orgânicos na urina, triagem neonatal (teste do pezinho) e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 29 variantes do gene APOC2 catalogadas no ClinVar e 15 testes genéticos disponíveis.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O manejo da deficiência familiar de apolipoproteína C-II foca no controle dos níveis de triglicerídeos para prevenir complicações como pancreatite. Isso geralmente envolve uma dieta com restrição de gorduras e, em alguns casos, o uso de medicamentos para reduzir triglicerídeos. É importante que o tratamento seja individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada. Não há cura, mas o controle adequado pode melhorar a qualidade de vida.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a doença e diversos fármacos, com base em mineração de publicações. Essas informações não constituem recomendação de tratamento. Os fármacos citados são: Triglycerides (56 publicações), ISIS 304801 (35 publicações), Lipids (17 publicações), Fatty Acids Omega 3 (15 publicações), Fibric Acids (15 publicações), Gemfibrozil (10 publicações), SMOFlipid (9 publicações), Heparin (8 publicações), Cholesterol (7 publicações) e pradigastat (7 publicações).[6]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e manejo adequado, muitas pessoas com deficiência familiar de apolipoproteína C-II conseguem levar uma vida relativamente normal, embora seja necessário monitoramento contínuo. O principal risco é a pancreatite, que pode ser grave e recorrente se os níveis de triglicerídeos não forem controlados. O acompanhamento com especialistas em doenças metabólicas e nutricionais é fundamental.[1][2][6]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 5 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 10 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisComponent of chylomicrons, very low-density lipoproteins (VLDL), low-density lipoproteins (LDL), and high-density lipoproteins (HDL) in plasma. Plays an important role in lipoprotein metabolism as an activator of lipoprotein lipase. Both proapolipoprotein C-II and apolipoprotein C-II can activate lipoprotein lipase. In normolipidemic individuals, it is mainly distributed in the HDL, whereas in hypertriglyceridemic individuals, predominantly found in the VLDL and LDL
Secreted
Hyperlipoproteinemia 1B
Autosomal recessive trait characterized by hypertriglyceridemia, xanthomas, and increased risk of pancreatitis and early atherosclerosis.
Variantes genéticas (ClinVar)
29 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 51 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
6 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência familiar de apolipoproteína C-II
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Ensaios em destaque
🟢 Recrutando agora
1 pesquisa recrutando participantes. Converse com seu médico sobre a possibilidade de participar.
Outros ensaios clínicos
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
[Primary hyperchylomicronemia].
[Chylomicronemia syndrome].
Severe hypertriglyceridemia, large lipoproteins and protection against atherosclerosis.
Apolipoprotein and lipoprotein concentrations in familial apolipoprotein C-II deficiency.
Familial type I hyperlipoproteinemia caused by apolipoprotein C-II deficiency.
📚 EuropePMC1 artigos no totalmostrando 0
Ver todos os 1 no EuropePMCAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Deficiência familiar de apolipoproteína C-II.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Deficiência familiar de apolipoproteína C-II
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- [Primary hyperchylomicronemia].
- [Chylomicronemia syndrome].
- Severe hypertriglyceridemia, large lipoproteins and protection against atherosclerosis.
- Apolipoprotein and lipoprotein concentrations in familial apolipoprotein C-II deficiency.
- Familial type I hyperlipoproteinemia caused by apolipoprotein C-II deficiency.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:309020(Orphanet)
- OMIM OMIM:207750(OMIM)
- MONDO:0008810(MONDO)
- GARD:759(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55998523(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Deficiência familiar de apolipoproteína C-II
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata