Pular para o conteúdo
Deficiência familiar de apolipoproteína C-II
ORPHA:309020CID-10 · E78.3CID-11 · 5C80.1OMIM 207750DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
DigestivoInício infantilHerança AR
Também conhecida comoAPOC2

Doença autossômica recessiva caracterizada por hiperquilomicronemia grave, hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia, devido à deficiência da apolipoproteína C-II. Manifesta-se com pancreatite recorrente, esplenomegalia, hepatomegalia e xantomas eruptivos.

Mantido por Agente Raras·Colaborar como especialista →

Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 04/10/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A deficiência familiar de apolipoproteína C-II é uma condição metabólica genética extremamente rara, com prevalência estimada inferior a 1 em 1.000.000 de indivíduos. As manifestações clínicas da condição costumam ter início durante a infância ou a adolescência.[1][2]

Sinais e sintomas

O quadro clínico é caracterizado principalmente por hiperquilomicronemia, hipertrigliceridemia acentuada, hipercolesterolemia e concentração diminuída de apolipoproteína C-II circulante. Entre os achados físicos e complicações descritos na doença estão xantomas eruptivos, lipemia retinalis, pancreatite, hepatomegalia e esplenomegalia.[1][2]

Causas genéticas

A deficiência familiar de apolipoproteína C-II possui padrão de herança autossômica recessiva e está associada a alterações genéticas no gene APOC2, responsável por codificar a apolipoproteína C-II.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico envolve a identificação das alterações laboratoriais e dos achados clínicos compatíveis, associados à investigação genética. No catálogo ClinVar constam 29 variantes registradas para a condição, havendo 15 testes genéticos disponíveis descritos no contexto de sua análise diagnóstica.[1][3][4][5]

Tratamento e manejo

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Dislipidemia: prevenção de eventos cardiovasculares e pancreatite (estabelecido pela Portaria Conjunta SAS-SCTIE/MS nº 8, de 30 de julho de 2019) regulamenta a dispensação em farmácia pública dos medicamentos: ciprofibrato (comprimido 100 mg), sinvastatina (comprimidos de 10 mg, 20 mg e 40 mg), fenofibrato (cápsula de 200 mg e cápsula de liberação retardada de 250 mg), genfibrozila (comprimidos de 600 mg e 900 mg), pravastatina sódica (comprimidos de 10 mg, 20 mg e 40 mg), atorvastatina cálcica (comprimidos de 10 mg e 20 mg), etofibrato (cápsula 500 mg) e ácido nicotínico (comprimido 500 mg).[6][6][6][6][6][6][6][6][6][6][6][6][6][6][6]

Tratamentos citados na literatura

Na literatura biomédica minerada pela ferramenta PubTator3, foram identificadas menções associadas à condição para as seguintes substâncias ou termos terapêuticos (o número de publicações científicas associadas está indicado entre parênteses): Triglycerides (56), ISIS 304801 (35), Lipids (17), Fatty Acids Omega 3 (15), Fibric Acids (15), Gemfibrozil (10), SMOFlipid (9), Heparin (8), Cholesterol (7) e pradigastat (7). Essas citações refletem unicamente termos identificados em pesquisas científicas e não constituem recomendação ou prescrição de tratamento.[5]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A deficiência familiar de apolipoproteína C-II é uma condição genética muito rara que faz com que o organismo tenha dificuldade para quebrar certas gorduras do sangue, gerando hipertrigliceridemia grave. Os sintomas costumam iniciar na infância ou na adolescência, podendo provocar episódios de dor e inflamação no pâncreas (pancreatite), além de aumento do fígado e do baço. Outros sinais que podem surgir incluem pequenas manchas ou nódulos amarelados na pele (xantomas eruptivos) e alterações visíveis nos vasos do fundo do olho (lipemia retinalis). O diagnóstico pode ser comprovado por exames laboratoriais de gordura no sangue e por testes genéticos que analisam o gene APOC2. No Brasil, o SUS não possui um protocolo exclusivo para esta doença rara, mas dispensa opções de remédios para controle de triglicerídeos e colesterol por meio do protocolo clínico de dislipidemia.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença autossômica recessiva caracterizada por hiperquilomicronemia grave, hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia, devido à deficiência da apolipoproteína C-II. Manifesta-se com pancreatite recorrente, esplenomegalia, hepatomegalia e xantomas eruptivos.

Publicações científicas
5 artigos
Último publicado: 2013 Sep

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
10
pacientes catalogados
Início
Adolescent
+ childhood
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
6 procedimentos SIGTAPCID-10: E78.3
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (6)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
Você se identifica com essa condição?
O Raras está aqui pra te apoiar — com ou sem diagnóstico

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Entender a doença

Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo

Preparando trilha educativa...

Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🫃
Digestivo
3 sintomas
👁️
Olhos
1 sintomas
😀
Face
1 sintomas

+ 5 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Hipertrigliceridemia
Frequência: 12/12
100%prev.
Hipercolesterolemia
Frequência: 2/2
100%prev.
Concentração diminuída de apolipoproteína C-II circulante
Frequência: 11/11
100%prev.
Esplenomegalia
Frequência: 2/2
100%prev.
Hiperquilomicronemia
Frequência: 10/10
67%prev.
Hepatomegalia
Frequência: 4/6
10sintomas
Muito frequente (5)
Frequente (3)
Ocasional (1)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 10 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

HipertrigliceridemiaHypertriglyceridemia
Frequência: 12/12100%
HipercolesterolemiaHypercholesterolemia
Frequência: 2/2100%
Concentração diminuída de apolipoproteína C-II circulanteDecreased circulating apolipoprotein C-II concentration
Frequência: 11/11100%
EsplenomegaliaSplenomegaly
Frequência: 2/2100%
HiperquilomicronemiaHyperchylomicronemia
Frequência: 10/10100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa13desde 2013
Total histórico5PubMed
Últimos 10 anos5publicações
Pico19791 papers
Linha do tempo
20202013Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
APOC2
APOC2Apolipoprotein C-IIDisease-causing germline mutation(s) (loss of function) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Retinoid metabolism and transport
MECANISMO DE DOENÇA

Hyperlipoproteinemia 1B

Autosomal recessive trait characterized by hypertriglyceridemia, xanthomas, and increased risk of pancreatitis and early atherosclerosis.

OUTRAS DOENÇAS (1)
familial apolipoprotein C-II deficiency
HGNC:609UniProt:P02655

Variantes genéticas (ClinVar)

29 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 APOC2: GRCh38/hg38 19q13.31-13.32(chr19:44626066-46268105)x3 ()
🧬 APOC2: NM_000483.5(APOC2):c.73C>T (p.Gln25Ter) ()
🧬 APOC2: NM_000483.5(APOC2):c.79C>T (p.Gln27Ter) ()
🧬 APOC2: NM_000483.5(APOC2):c.216-1G>A ()
🧬 APOC2: Single allele ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 51 variantes classificadas pelo ClinVar.

13
38
Patogênica (25.5%)
VUS (74.5%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
APOC2: NM_000483.5(APOC2):c.79C>T (p.Gln27Ter) [Likely pathogenic]
APOC2: NM_000483.5(APOC2):c.216-1G>A [Pathogenic]
APOC2: NM_000483.5(APOC2):c.274C>T (p.Gln92Ter) [Pathogenic/Likely pathogenic]
APOC2: NM_000483.5(APOC2):c.10C>T (p.Arg4Ter) [Pathogenic/Likely pathogenic]
APOC2: NM_000483.5(APOC2):c.118del (p.Gln39_Val40insTer) [Pathogenic]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência familiar de apolipoproteína C-II

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Deficiência familiar de apolipoproteína C-II.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Doença com base genética

Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Deficiência familiar de apolipoproteína C-II e no aconselhamento genético da família.

Vai consultar um especialista? Confirme o registro dele no conselho.
Conselhos e sociedades

Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A doença é causada por alterações no gene APOC2, responsável pela produção da proteína apolipoproteína C-II. Ela é herdada segundo um padrão autossômico recessivo, necessitando de uma alteração herdada de cada um dos genitores.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

7 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:759
    GARD (NIH)
  3. Q55998523
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Deficiência familiar de apolipoproteína C-II. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-familiar-de-apolipoproteina-c-ii

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Deficiência familiar de apolipoproteína C-II

ORPHA:309020 · MONDO:0008810
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
6 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
10 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E78.3 · Hiperquilomicronemia
CID-11
Início
Adolescent, Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0268199
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara