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Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada
ORPHA:565909CID-10 · G71.0OMIM 618129DOENÇA RARA
MuscularInício adultaHerança AD
Também conhecida comoLGMD

Distrofia muscular das cinturas autossômica dominante rara, caracterizada por início na idade adulta de fraqueza, dor e atrofia muscular proximais, afetando predominantemente os músculos proximais da perna, paraespinhais lombares e gastrocnêmio medial. O envolvimento dos membros superiores também pode ser observado em alguns casos. A creatina quinase sérica é frequentemente, mas nem sempre, elevada e a biópsia muscular demonstra alterações miopáticas inespecíficas. A gravidade da doença é variável, embora a maioria dos doentes permaneça ambulatorial.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 15/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada é uma doença neuromuscular rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela faz parte do grupo das distrofias das cinturas, caracterizadas por fraqueza e perda muscular progressiva que afetam principalmente os músculos dos ombros, quadris e tronco. A condição é causada por alterações no gene CAPN3, que fornece instruções para a produção da proteína calpaína-3, essencial para a manutenção e reparo das fibras musculares.[1][4]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente começam na idade adulta, mas podem surgir na infância ou na juventude. Os principais sinais incluem fraqueza muscular proximal (afetando os músculos mais próximos ao tronco, como ombros, quadris e coxas), fraqueza da parede abdominal, escápula alada (omoplata proeminente), hiperlordose (curvatura acentuada da coluna lombar) e alterações na marcha. Muitas pessoas relatam dores musculares (mialgia) e dores nas costas. Exames de imagem e biópsia muscular podem mostrar substituição gordurosa do músculo, fibras com núcleo central, aumento da variabilidade no diâmetro das fibras e cisão de fibras musculares. A creatina quinase (CK) no sangue costuma estar elevada, indicando lesão muscular.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene CAPN3, localizado no cromossomo 15, que codifica a proteína calpaína-3. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene é suficiente para causar a condição. Em alguns casos, a mutação pode ocorrer de forma espontânea (nova), sem histórico familiar. O padrão de herança dominante difere de outras formas de distrofia ligadas ao mesmo gene, que geralmente são recessivas.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos sintomas característicos e na confirmação por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis no SUS para identificar mutações no gene CAPN3. Atualmente, há 719 variantes descritas no ClinVar associadas à doença, e 7 tipos de testes genéticos estão disponíveis para confirmação diagnóstica. A dosagem de creatina quinase (CK) e a biópsia muscular podem auxiliar na suspeita inicial.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Até o momento, não há medicamentos específicos aprovados para tratar a distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada. O manejo é focado em cuidados de suporte e reabilitação para preservar a função muscular e a qualidade de vida. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS e pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para abordar as diferentes necessidades ao longo da evolução da doença.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de pessoa para pessoa, dependendo da idade de início, da gravidade dos sintomas e da progressão da fraqueza muscular. Embora a doença seja progressiva, o acompanhamento regular com reabilitação e suporte multidisciplinar pode ajudar a manter a mobilidade e a independência por muitos anos. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para esta forma rara, mas o cuidado contínuo é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Distrofia muscular das cinturas autossômica dominante rara, caracterizada por início na idade adulta de fraqueza, dor e atrofia muscular proximais, afetando predominantemente os músculos proximais da perna, paraespinhais lombares e gastrocnêmio medial. O envolvimento dos membros superiores também pode ser observado em alguns casos. A creatina quinase sérica é frequentemente, mas nem sempre, elevada e a biópsia muscular demonstra alterações miopáticas inespecíficas. A gravidade da doença é variável, embora a maioria dos doentes permaneça ambulatorial.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
47
pacientes catalogados
Início
Adult
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 20%
CID-10: G71.0
🇧🇷Dados SUS / DATASUS2024
2.340
internações/ano
R$ 6.780
custo médio/internação
ESTADOS COM MAIS INTERNAÇÕES
SPRJMGRSPR
PROCEDIMENTOS SIGTAP (2)
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)genetic_test
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças rarasrehabilitation
Você se identifica com essa condição?
O Raras está aqui pra te apoiar — com ou sem diagnóstico

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Entender a doença

Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada é uma doença neuromuscular rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela faz parte do grupo das distrofias das cinturas, caracterizadas por fraqueza e perda muscular progressiva que afetam principalmente os músculos dos ombros, quadris e tronco. A condição é causada por alterações no gene CAPN3, que fornece instruções para a produção da proteína calpaína-3, essencial para a manutenção e reparo das fibras musculares.[1][4]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente começam na idade adulta, mas podem surgir na infância ou na juventude. Os principais sinais incluem fraqueza muscular proximal (afetando os músculos mais próximos ao tronco, como ombros, quadris e coxas), fraqueza da parede abdominal, escápula alada (omoplata proeminente), hiperlordose (curvatura acentuada da coluna lombar) e alterações na marcha. Muitas pessoas relatam dores musculares (mialgia) e dores nas costas. Exames de imagem e biópsia muscular podem mostrar substituição gordurosa do músculo, fibras com núcleo central, aumento da variabilidade no diâmetro das fibras e cisão de fibras musculares. A creatina quinase (CK) no sangue costuma estar elevada, indicando lesão muscular.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene CAPN3, localizado no cromossomo 15, que codifica a proteína calpaína-3. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene é suficiente para causar a condição. Em alguns casos, a mutação pode ocorrer de forma espontânea (nova), sem histórico familiar. O padrão de herança dominante difere de outras formas de distrofia ligadas ao mesmo gene, que geralmente são recessivas.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos sintomas característicos e na confirmação por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis no SUS para identificar mutações no gene CAPN3. Atualmente, há 719 variantes descritas no ClinVar associadas à doença, e 7 tipos de testes genéticos estão disponíveis para confirmação diagnóstica. A dosagem de creatina quinase (CK) e a biópsia muscular podem auxiliar na suspeita inicial.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Até o momento, não há medicamentos específicos aprovados para tratar a distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada. O manejo é focado em cuidados de suporte e reabilitação para preservar a função muscular e a qualidade de vida. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS e pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para abordar as diferentes necessidades ao longo da evolução da doença.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de pessoa para pessoa, dependendo da idade de início, da gravidade dos sintomas e da progressão da fraqueza muscular. Embora a doença seja progressiva, o acompanhamento regular com reabilitação e suporte multidisciplinar pode ajudar a manter a mobilidade e a independência por muitos anos. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para esta forma rara, mas o cuidado contínuo é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

💪
Músculos
8 sintomas
🦴
Ossos e articulações
1 sintomas

+ 11 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

66%prev.
Anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior
Frequência: 19/29
28%prev.
HP:0003596
Frequência: 8/29
3%prev.
Início na infância
Frequência: 1/29
3%prev.
HP:0003584
Frequência: 1/29
3%prev.
Início juvenil
Frequência: 1/29
Fraqueza muscular da parede abdominal
20sintomas
Frequente (1)
Ocasional (1)
Muito raro (3)
Sem dados (15)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 20 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferiorHP:0011462
Frequência: 19/2966%
HP:0003596
Frequência: 8/2928%
Início na infânciaChildhood onset
Frequência: 1/293%
HP:0003584
Frequência: 1/293%
Início juvenilJuvenile onset
Frequência: 1/293%

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
CAPN3
CAPN3Calpain-3Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Calcium-regulated non-lysosomal thiol-protease. Proteolytically cleaves CTBP1 at 'His-409'. Mediates, with UTP25, the proteasome-independent degradation of p53/TP53 (PubMed:23357851, PubMed:27657329)

LOCALIZAÇÃO

CytoplasmNucleus, nucleolus

VIAS BIOLÓGICAS (1)
Degradation of the extracellular matrix
MECANISMO DE DOENÇA

Muscular dystrophy, limb-girdle, autosomal recessive 1

An autosomal recessive degenerative myopathy characterized by progressive symmetrical atrophy and weakness of the proximal limb muscles and elevated serum creatine kinase. The symptoms usually begin during the first two decades of life, and the disease gradually worsens, often resulting in loss of walking ability 10 or 20 years after onset.

OUTRAS DOENÇAS (3)
autosomal recessive limb-girdle muscular dystrophy type 2Amuscular dystrophy, limb-girdle, autosomal dominant 4autosomal recessive limb-girdle muscular dystrophy
HGNC:1480UniProt:P20807

Variantes genéticas (ClinVar)

719 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 CAPN3: NM_000070.3(CAPN3):c.2362_2363delinsTCATAT (p.Arg788fs) ()
🧬 CAPN3: NM_000070.3(CAPN3):c.285_286delinsTT (p.Gln96Ter) ()
🧬 CAPN3: NM_000070.3(CAPN3):c.661G>C (p.Gly221Arg) ()
🧬 CAPN3: NM_000070.3(CAPN3):c.1319G>C (p.Arg440Pro) ()
🧬 CAPN3: NM_000070.3(CAPN3):c.1709TCC[1] (p.Leu571del) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

Ainda não existe comunidade no Raras para Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada

Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:565909(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:618129(OMIM)
  3. MONDO:0029133(MONDO)
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada
Compêndio · Raras BR

Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada

ORPHA:565909 · MONDO:0029133
🇧🇷 Brasil SUS
Internações
2.340/ano
Prevalência BR
1:3500 (homens)
Custo SUS
R$ 6.780/internação
Dados
DATASUS 2024
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
47 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
G71.0 · Distrofia muscular
Início
Adult
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4748295
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM