Distrofia muscular das cinturas autossômica dominante rara, caracterizada por início na idade adulta de fraqueza, dor e atrofia muscular proximais, afetando predominantemente os músculos proximais da perna, paraespinhais lombares e gastrocnêmio medial. O envolvimento dos membros superiores também pode ser observado em alguns casos. A creatina quinase sérica é frequentemente, mas nem sempre, elevada e a biópsia muscular demonstra alterações miopáticas inespecíficas. A gravidade da doença é variável, embora a maioria dos doentes permaneça ambulatorial.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada é uma doença neuromuscular rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela faz parte do grupo das distrofias das cinturas, caracterizadas por fraqueza e perda muscular progressiva que afetam principalmente os músculos dos ombros, quadris e tronco. A condição é causada por alterações no gene CAPN3, que fornece instruções para a produção da proteína calpaína-3, essencial para a manutenção e reparo das fibras musculares.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente começam na idade adulta, mas podem surgir na infância ou na juventude. Os principais sinais incluem fraqueza muscular proximal (afetando os músculos mais próximos ao tronco, como ombros, quadris e coxas), fraqueza da parede abdominal, escápula alada (omoplata proeminente), hiperlordose (curvatura acentuada da coluna lombar) e alterações na marcha. Muitas pessoas relatam dores musculares (mialgia) e dores nas costas. Exames de imagem e biópsia muscular podem mostrar substituição gordurosa do músculo, fibras com núcleo central, aumento da variabilidade no diâmetro das fibras e cisão de fibras musculares. A creatina quinase (CK) no sangue costuma estar elevada, indicando lesão muscular.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene CAPN3, localizado no cromossomo 15, que codifica a proteína calpaína-3. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene é suficiente para causar a condição. Em alguns casos, a mutação pode ocorrer de forma espontânea (nova), sem histórico familiar. O padrão de herança dominante difere de outras formas de distrofia ligadas ao mesmo gene, que geralmente são recessivas.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos sintomas característicos e na confirmação por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis no SUS para identificar mutações no gene CAPN3. Atualmente, há 719 variantes descritas no ClinVar associadas à doença, e 7 tipos de testes genéticos estão disponíveis para confirmação diagnóstica. A dosagem de creatina quinase (CK) e a biópsia muscular podem auxiliar na suspeita inicial.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há medicamentos específicos aprovados para tratar a distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada. O manejo é focado em cuidados de suporte e reabilitação para preservar a função muscular e a qualidade de vida. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS e pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para abordar as diferentes necessidades ao longo da evolução da doença.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de pessoa para pessoa, dependendo da idade de início, da gravidade dos sintomas e da progressão da fraqueza muscular. Embora a doença seja progressiva, o acompanhamento regular com reabilitação e suporte multidisciplinar pode ajudar a manter a mobilidade e a independência por muitos anos. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para esta forma rara, mas o cuidado contínuo é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada é uma condição genética rara que enfraquece os músculos, principalmente nos quadris e ombros. Os sintomas geralmente aparecem na fase adulta e incluem perda de força muscular, dificuldade para caminhar e dores nas costas ou nos músculos. A causa está ligada a mutações no gene CAPN3, que afetam uma proteína importante para o funcionamento das fibras musculares. A doença não consta na lista oficial de PCDTs do Ministério da Saúde e não tem remédios específicos, mas o SUS oferece atendimento de reabilitação para doenças raras.
Distrofia muscular das cinturas autossômica dominante rara, caracterizada por início na idade adulta de fraqueza, dor e atrofia muscular proximais, afetando predominantemente os músculos proximais da perna, paraespinhais lombares e gastrocnêmio medial. O envolvimento dos membros superiores também pode ser observado em alguns casos. A creatina quinase sérica é frequentemente, mas nem sempre, elevada e a biópsia muscular demonstra alterações miopáticas inespecíficas. A gravidade da doença é variável, embora a maioria dos doentes permaneça ambulatorial.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 20 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisMuscular dystrophy, limb-girdle, autosomal recessive 1
An autosomal recessive degenerative myopathy characterized by progressive symmetrical atrophy and weakness of the proximal limb muscles and elevated serum creatine kinase. The symptoms usually begin during the first two decades of life, and the disease gradually worsens, often resulting in loss of walking ability 10 or 20 years after onset.
Variantes genéticas (ClinVar)
719 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
Dado oficial do SIH/SUS · Volume por estado de residência do paciente.
🇧🇷 Atendimento SUS — Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
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Doença com base genética
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Ela é causada por alterações genéticas no gene CAPN3, responsável pela produção da proteína calpaína-3. A enfermidade segue um padrão de herança autossômica dominante.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 2 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/distrofia-das-cinturas-musculares-dos-membros-d4-calpaina-relacionada
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Distrofia das cinturas musculares dos membros D4 calpaína-relacionada
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS