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Espasticidade com hiperglicemia de início na infância
ORPHA:401866CID-10 · E88.8OMIM 616859DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Visão / ocularInício infantilHerança AR
Sinônimos clínicos: Síndrome de espasticidade-ataxia-anomalias na marcha

Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene GLRX5, caracterizada por espasticidade, sinais piramidais, disartria e convulsões de início na infância. Frequentemente associada a hiperglicinemia, aumento de lactato no LCR e hipoplasia do corpo caloso.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin86% com fonte · atualizado 12/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Espasticidade com hiperglicemia de início na infância é uma doença genética rara, caracterizada por espasticidade progressiva (aumento do tônus muscular que dificulta os movimentos) e níveis elevados de glicina no sangue (hiperglicinemia). A condição geralmente se manifesta na infância, levando a dificuldades motoras e cognitivas. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sintomas da Espasticidade com hiperglicemia de início na infância incluem: regressão do desenvolvimento (perda de habilidades já adquiridas), marcha instável, hipotonia generalizada (tônus muscular baixo no início), leucodistrofia (alteração na substância branca do cérebro), sinal de Babinski (reflexo anormal nos pés), dificuldades alimentares, déficit de atenção, hiperglicinemia não cetótica (excesso de glicina no sangue sem corpos cetônicos), nistagmo (movimentos oculares involuntários), hipertonia (aumento do tônus muscular), aumento da concentração circulante de lactato, atividade diminuída do complexo piruvato desidrogenase, atrofia óptica, disartria espástica (dificuldade na fala por espasticidade), hiperreflexia (reflexos exagerados), diplegia espástica (paralisia parcial dos membros inferiores), mioclonias (contrações musculares involuntárias), hipertrofia do ventrículo esquerdo do coração, comprometimento cognitivo, deficiência visual, espasticidade progressiva, irritabilidade, lesão da medula espinhal, perda da capacidade de andar na primeira infância e ataxia (falta de coordenação dos movimentos).[1][2]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene GLRX5 (Glutaredoxin-related protein 5, mitochondrial). Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína mitocondrial envolvida no metabolismo celular. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames laboratoriais (como a dosagem de glicina no sangue e lactato) e exames de imagem (como ressonância magnética do cérebro, que pode mostrar leucodistrofia). A confirmação genética é feita por meio de testes genéticos que identificam mutações no gene GLRX5. Atualmente, existem 39 testes genéticos disponíveis e 40 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esta condição.[1][3][4]

Tratamento e manejo

Não há cura conhecida para a Espasticidade com hiperglicemia de início na infância. O manejo é multidisciplinar e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia para espasticidade, terapia ocupacional, fonoaudiologia para disartria e dificuldades alimentares, e suporte educacional para déficit de atenção e comprometimento cognitivo. O acompanhamento com neurologista, oftalmologista e cardiologista é importante para monitorar complicações como atrofia óptica e hipertrofia do ventrículo esquerdo. No Brasil, o acesso a esses cuidados pode ter cobertura parcial pelo SUS.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é variável, mas a doença é progressiva. A perda da capacidade de andar na primeira infância e a regressão do desenvolvimento são comuns. O comprometimento cognitivo e a deficiência visual podem impactar significativamente a qualidade de vida. O suporte multidisciplinar e o acompanhamento regular são essenciais para maximizar o bem-estar e a funcionalidade do paciente.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A espasticidade com hiperglicemia de início na infância é uma condição genética ultra-rara que tem início nos primeiros anos de vida. Ela costuma causar rigidez muscular progressiva, dificuldades para andar, descoordenação de movimentos e problemas visuais decorrentes de atrofia óptica. A alteração está ligada a mutações no gene GLRX5 e alterações no metabolismo celular da glicina. Atualmente, esta condição não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde e não possui medicamentos específicos com dispensação no SUS.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene GLRX5, caracterizada por espasticidade, sinais piramidais, disartria e convulsões de início na infância. Frequentemente associada a hiperglicinemia, aumento de lactato no LCR e hipoplasia do corpo caloso.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
3
pacientes catalogados
Início
Childhood
🏥
SUS: Cobertura parcialScore: 30%
CID-10: E88.8
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
12 sintomas
👁️
Olhos
4 sintomas
💪
Músculos
2 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas
❤️
Coração
1 sintomas
👂
Ouvidos
1 sintomas

+ 17 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Atividade reduzida da enzima de clivagem da glicina tecidual
Frequência: 2/2
100%prev.
Hiperglicinemia
Frequência: 8/8
90%prev.
Hiperglicinemia não cetótica
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Espasticidade progressiva
Muito frequente (99-80%)
57%prev.
Aumento da concentração circulante de lactato
Frequência: 4/7
55%prev.
Marcha instável
Frequente (79-30%)
38sintomas
Muito frequente (4)
Frequente (16)
Ocasional (7)
Muito raro (2)
Sem dados (9)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 38 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Atividade reduzida da enzima de clivagem da glicina tecidualReduced tissue glycine cleavage enzyme activity
Frequência: 2/2100%
HiperglicinemiaHyperglycinemia
Frequência: 8/8100%
Hiperglicinemia não cetóticaNonketotic hyperglycinemia
Muito frequente (99-80%)90%
Espasticidade progressivaProgressive spasticity
Muito frequente (99-80%)90%
Aumento da concentração circulante de lactatoIncreased circulating lactate concentration
Frequência: 4/757%

Linha do tempo

Do mais antigo ao mais recente

📄
2014
Primeira publicacao cientifica
Variant non ketotic hyperglycinemia is caused by mutations in LIAS, BOLA3 and the novel gene GLRX5.
Ver fonte →

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
GLRX5
GLRX5Glutaredoxin-related protein 5, mitochondrialDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Mitochondrial iron-sulfur cluster biogenesis
MECANISMO DE DOENÇA

Anemia, sideroblastic, 3, pyridoxine-refractory

A form of sideroblastic anemia, a bone marrow disorder defined by the presence of pathologic iron deposits in erythroblast mitochondria. Sideroblastic anemia is characterized by anemia of varying severity, hypochromic peripheral erythrocytes, systemic iron overload secondary to chronic ineffective erythropoiesis, and the presence of bone marrow ringed sideroblasts. Sideroblasts are characterized by iron-loaded mitochondria clustered around the nucleus. SIDBA3 is refractory to treatment with vitamin B6, while iron chelation therapy may result in clinical improvement. SIDBA3 inheritance is autosomal recessive.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Testículo
65.0 TPM
Glândula adrenal
55.8 TPM
Músculo esquelético
48.2 TPM
Ovário
43.3 TPM
Rim - Medula
42.5 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
spasticity-ataxia-gait anomalies syndromesideroblastic anemia 3
HGNC:20134UniProt:Q86SX6

Variantes genéticas (ClinVar)

40 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 GLRX5: NM_016417.3(GLRX5):c.268G>A (p.Val90Met) ()
🧬 GLRX5: NM_016417.3(GLRX5):c.336del (p.Tyr113fs) ()
🧬 GLRX5: NM_016417.3(GLRX5):c.367G>C (p.Asp123His) ()
🧬 GLRX5: NM_016417.3(GLRX5):c.80C>G (p.Pro27Arg) ()
🧬 GLRX5: GRCh37/hg19 14q31.1-32.2(chr14:79886061-96870809)x1 ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

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Pesquisa ativa

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é causada por mutações com padrão autossômico recessivo no gene GLRX5. Esse gene afeta a proteína mitocondrial da glutaredoxina 5 e altera processos metabólicos celulares.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:12681
    GARD (NIH)
  3. Q55345908
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Espasticidade com hiperglicemia de início na infância. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/espasticidade-com-hiperglicemia-de-inicio-na-infancia

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Espasticidade com hiperglicemia de início na infância

ORPHA:401866 · MONDO:0014803
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
3 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E88.8 · Outros distúrbios especificados do metabolismo
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4225178
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara