Linfoma cutâneo de células T, indolente, é um tipo raro de câncer de pele que se manifesta como pápulas ou placas eritematosas. Pode estar associado a sintomas sistêmicos como calafrios, hepatoesplenomegalia e hipercalcemia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O linfoma cutâneo de células T, indolente, é um tipo raro de linfoma não Hodgkin que afeta primariamente a pele. A doença é caracterizada por um crescimento lento (indolente) de linfócitos T malignos na pele, podendo apresentar-se como manchas, placas ou nódulos. Embora possa haver envolvimento de outros órgãos, o curso geralmente é prolongado e de progressão lenta.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais comuns incluem lesões na pele, como pápulas ou placas eritematosas (avermelhadas), dermatite eczematoide ou psoriasiforme, prurido (coceira) intenso, e áreas de pele rígida ou redundante. Em alguns casos, pode haver calafrios, aumento do fígado e baço (hepatoesplenomegalia), aumento dos linfonodos (linfadenopatia), edema facial, anemia, pancitopenia (diminuição de todas as células sanguíneas) e, raramente, hipercalcemia (cálcio elevado no sangue) com lesão renal aguda. A doença também pode estar associada a fenômenos autoimunes e, em casos avançados, à hemofagocitose.[1][2]
Causas genéticas
A causa genética do linfoma cutâneo de células T indolente não é completamente compreendida, mas estudos identificaram variantes em genes que podem estar associados à predisposição ou à progressão da doença. Entre os genes relacionados estão HAVCR2, TNFRSF1B, CD28, CTLA4, NPM1 e TYK2. Esses genes estão envolvidos na regulação da resposta imune e na sinalização celular. A herança não é claramente definida, e a maioria dos casos parece ser esporádica.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica das lesões de pele, biópsia cutânea com exame histopatológico e imuno-histoquímica, além de exames de imagem para avaliar o envolvimento de linfonodos e órgãos internos. Testes genéticos podem ser realizados para identificar variantes nos genes associados, como HAVCR2, TNFRSF1B, CD28, CTLA4, NPM1 e TYK2. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 88 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento do linfoma cutâneo de células T indolente é individualizado e pode incluir terapias tópicas (corticosteroides, quimioterapia tópica), fototerapia, radioterapia localizada, imunomoduladores sistêmicos ou quimioterapia em casos mais avançados. Não há um protocolo único, e a escolha depende da extensão da doença, dos sintomas e da resposta ao tratamento. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo SUS para medicamentos de alto custo, mas procedimentos diagnósticos e de suporte podem ser acessados pelo sistema público.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há dados de tratamentos específicos citados na literatura disponíveis nos fatos fornecidos para esta condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico do linfoma cutâneo de células T indolente é geralmente favorável, com sobrevida prolongada, especialmente quando a doença é limitada à pele. A qualidade de vida pode ser afetada pelo prurido intenso, pelas lesões cutâneas e pelo impacto psicológico. O acompanhamento multidisciplinar com dermatologista, hematologista e oncologista é importante para o manejo dos sintomas e para monitorar a progressão da doença.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
O linfoma cutâneo de células T, indolente, é um grupo de tumores de evolução lenta originados nas células de defesa que afetam primariamente a pele. Os sinais mais evidentes costumam ser manchas avermelhadas, pápulas salientes e coceira frequente no corpo. Embora existam testes genéticos catalogados no exterior, a doença ainda não conta com um protocolo clínico (PCDT) exclusivo na lista oficial do Ministério da Saúde. O acompanhamento e o controle das manifestações devem ser conduzidos com especialistas pela rede de saúde de referência.
Linfoma cutâneo de células T, indolente, é um tipo raro de câncer de pele que se manifesta como pápulas ou placas eritematosas. Pode estar associado a sintomas sistêmicos como calafrios, hepatoesplenomegalia e hipercalcemia.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 19 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 54 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
6 genes identificados com associação a esta condição.
Immunodeficiency 123 with HPV-related verrucosis
An autosomal recessive immunologic disorder characterized by susceptibility to human papilloma virus (HPV) infections and the development of HPV-related common verrucosis in the first decade of life. In some patients with HPV2 infection, warts may progress to severe generalized hyperkeratotic cutaneous papillomatosis with cutaneous horns ('tree-man' phenotype). In patients with HPV4 infection, warts remains stable and may even regress with age.
Systemic lupus erythematosus
A chronic, relapsing, inflammatory, and often febrile multisystemic disorder of connective tissue, characterized principally by involvement of the skin, joints, kidneys and serosal membranes. It is of unknown etiology, but is thought to represent a failure of the regulatory mechanisms of the autoimmune system. The disease is marked by a wide range of system dysfunctions, an elevated erythrocyte sedimentation rate, and the formation of LE cells in the blood or bone marrow.
Immunodeficiency 35
A primary immunodeficiency characterized by recurrent skin abscesses, pneumonia, and highly elevated serum IgE.
Medicamentos e terapias
Mecanismo: Glucocorticoid receptor agonist
Mecanismo: Glucocorticoid receptor agonist
Mecanismo: C-C chemokine receptor type 4 cross-linking agent
Mecanismo: Dihydrofolate reductase inhibitor
Mecanismo: Glucocorticoid receptor agonist
Mecanismo: Glucocorticoid receptor agonist
Mecanismo: Retinoid X receptor agonist
Mecanismo: Tubulin inhibitor
Mecanismo: Opioid receptors; mu/kappa/delta antagonist
Mecanismo: T-cell surface antigen CD4 other
Variantes genéticas (ClinVar)
88 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
31 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Altered microRNA expression in folliculotropic and transformed mycosis fungoides.
Time course, clinical pathways, and long-term hazards risk trends of disease progression in patients with classic mycosis fungoides: a multicenter, retrospective follow-up study from the Italian Group of Cutaneous Lymphomas.
CD4/CD8 double negative pagetoid reticulosis: a case report and literature review.
Pentostatin treatment of cutaneous T-cell lymphoma.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Linfoma cutâneo de células T, indolente e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Esta condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. Dessa forma, não há protocolo clínico exclusivo nem medicamentos especificamente dispensados pelo SUS catalogados para este termo exato. O cuidado aos pacientes é prestado por meio da rede de referência assistencial em oncologia e dermatologia.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Linfoma cutâneo de células T, indolente. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/linfoma-cutaneo-de-celulas-t-indolente
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Linfoma cutâneo de células T, indolente
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Moléculas estudadas na doença
- fonte: OpenTargets