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Linfoma cutâneo de células T, indolente
ORPHA:178548DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Dermatológico

Linfoma cutâneo de células T, indolente, é um tipo raro de câncer de pele que se manifesta como pápulas ou placas eritematosas. Pode estar associado a sintomas sistêmicos como calafrios, hepatoesplenomegalia e hipercalcemia.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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Visão geral

O linfoma cutâneo de células T, indolente, é um tipo raro de linfoma não Hodgkin que afeta primariamente a pele. A doença é caracterizada por um crescimento lento (indolente) de linfócitos T malignos na pele, podendo apresentar-se como manchas, placas ou nódulos. Embora possa haver envolvimento de outros órgãos, o curso geralmente é prolongado e de progressão lenta.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas mais comuns incluem lesões na pele, como pápulas ou placas eritematosas (avermelhadas), dermatite eczematoide ou psoriasiforme, prurido (coceira) intenso, e áreas de pele rígida ou redundante. Em alguns casos, pode haver calafrios, aumento do fígado e baço (hepatoesplenomegalia), aumento dos linfonodos (linfadenopatia), edema facial, anemia, pancitopenia (diminuição de todas as células sanguíneas) e, raramente, hipercalcemia (cálcio elevado no sangue) com lesão renal aguda. A doença também pode estar associada a fenômenos autoimunes e, em casos avançados, à hemofagocitose.[1][2]

Causas genéticas

A causa genética do linfoma cutâneo de células T indolente não é completamente compreendida, mas estudos identificaram variantes em genes que podem estar associados à predisposição ou à progressão da doença. Entre os genes relacionados estão HAVCR2, TNFRSF1B, CD28, CTLA4, NPM1 e TYK2. Esses genes estão envolvidos na regulação da resposta imune e na sinalização celular. A herança não é claramente definida, e a maioria dos casos parece ser esporádica.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica das lesões de pele, biópsia cutânea com exame histopatológico e imuno-histoquímica, além de exames de imagem para avaliar o envolvimento de linfonodos e órgãos internos. Testes genéticos podem ser realizados para identificar variantes nos genes associados, como HAVCR2, TNFRSF1B, CD28, CTLA4, NPM1 e TYK2. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 88 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento do linfoma cutâneo de células T indolente é individualizado e pode incluir terapias tópicas (corticosteroides, quimioterapia tópica), fototerapia, radioterapia localizada, imunomoduladores sistêmicos ou quimioterapia em casos mais avançados. Não há um protocolo único, e a escolha depende da extensão da doença, dos sintomas e da resposta ao tratamento. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo SUS para medicamentos de alto custo, mas procedimentos diagnósticos e de suporte podem ser acessados pelo sistema público.[1]

Tratamentos citados na literatura

Não há dados de tratamentos específicos citados na literatura disponíveis nos fatos fornecidos para esta condição.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico do linfoma cutâneo de células T indolente é geralmente favorável, com sobrevida prolongada, especialmente quando a doença é limitada à pele. A qualidade de vida pode ser afetada pelo prurido intenso, pelas lesões cutâneas e pelo impacto psicológico. O acompanhamento multidisciplinar com dermatologista, hematologista e oncologista é importante para o manejo dos sintomas e para monitorar a progressão da doença.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

O linfoma cutâneo de células T, indolente, é um grupo de tumores de evolução lenta originados nas células de defesa que afetam primariamente a pele. Os sinais mais evidentes costumam ser manchas avermelhadas, pápulas salientes e coceira frequente no corpo. Embora existam testes genéticos catalogados no exterior, a doença ainda não conta com um protocolo clínico (PCDT) exclusivo na lista oficial do Ministério da Saúde. O acompanhamento e o controle das manifestações devem ser conduzidos com especialistas pela rede de saúde de referência.

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Linfoma cutâneo de células T, indolente, é um tipo raro de câncer de pele que se manifesta como pápulas ou placas eritematosas. Pode estar associado a sintomas sistêmicos como calafrios, hepatoesplenomegalia e hipercalcemia.

Publicações científicas
4 artigos
Último publicado: 2015 Jul
Em pesquisa
10 moléculas
DEXAMETHASONE SODIUM PHOSPHATE, PREDNISOLONE, MOGAMULIZUMAB

O que está sendo pesquisado

10 moléculas em estudo — nenhuma com registro para esta doença
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DEXAMETHASONE SODIUM PHOSPHATEPREDNISOLONEMOGAMULIZUMABMETHOTREXATEDEXAMETHASONEPREDNISONEBEXAROTENEBRENTUXIMAB VEDOTIN
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧬
Pele e cabelo
17 sintomas
🩸
Sangue
8 sintomas
🫃
Digestivo
3 sintomas
🫘
Rins
2 sintomas
🛡️
Imunológico
1 sintomas
😀
Face
1 sintomas

+ 19 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

—
Pápula eritematosa
—
Placa eritematosa
—
Calafrios
—
Hepatoesplenomegalia
—
Linfoma
—
Linfoma de Hodgkin
54sintomas
Sem dados (54)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 54 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Pápula eritematosaErythematous papule
Placa eritematosaErythematous plaque
CalafriosChills
HepatoesplenomegaliaHepatosplenomegaly
LinfomaLymphoma

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa11desde 2015
Total histórico4PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico20151 papers
Linha do tempo
20202015Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

6 genes identificados com associação a esta condição.

HAVCR2Hepatitis A virus cellular receptor 2Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Interleukin-2 family signaling
EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Pulmão
25.9 TPM
Baço
24.8 TPM
Sangue
18.0 TPM
Brain Spinal cord cervical c-1
14.4 TPM
Rim - Córtex
11.5 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
subcutaneous panniculitis-like T-cell lymphoma
HGNC:18437UniProt:Q8TDQ0
TNFRSF1BTumor necrosis factor receptor superfamily member 1BCandidate gene tested inModerado
VIAS BIOLÓGICAS (4)
Neutrophil degranulationTNFR2 non-canonical NF-kB pathwayTNFs bind their physiological receptorsInterleukin-4 and Interleukin-13 signaling
EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Sangue
474.3 TPM
Baço
180.8 TPM
Tecido adiposo
110.3 TPM
Linfócitos
105.9 TPM
Pulmão
100.4 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
mycosis fungoidesSezary syndrome
HGNC:11917UniProt:P20333
CD28T-cell-specific surface glycoprotein CD28Candidate gene tested inRestrito
VIAS BIOLÓGICAS (2)
Co-stimulation by CD28Nef mediated downregulation of CD28 cell surface expression
MECANISMO DE DOENÇA

Immunodeficiency 123 with HPV-related verrucosis

An autosomal recessive immunologic disorder characterized by susceptibility to human papilloma virus (HPV) infections and the development of HPV-related common verrucosis in the first decade of life. In some patients with HPV2 infection, warts may progress to severe generalized hyperkeratotic cutaneous papillomatosis with cutaneous horns ('tree-man' phenotype). In patients with HPV4 infection, warts remains stable and may even regress with age.

OUTRAS DOENÇAS (3)
immunodeficiency 123 with HPV-related verrucosismycosis fungoidesSezary syndrome
HGNC:1653UniProt:P10747
CTLA4Cytotoxic T-lymphocyte protein 4Candidate gene tested inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (3)
Co-stimulation by CD28Co-inhibition by CTLA4RUNX1 and FOXP3 control the development of regulatory T lymphocytes (Tregs)
MECANISMO DE DOENÇA

Systemic lupus erythematosus

A chronic, relapsing, inflammatory, and often febrile multisystemic disorder of connective tissue, characterized principally by involvement of the skin, joints, kidneys and serosal membranes. It is of unknown etiology, but is thought to represent a failure of the regulatory mechanisms of the autoimmune system. The disease is marked by a wide range of system dysfunctions, an elevated erythrocyte sedimentation rate, and the formation of LE cells in the blood or bone marrow.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Tecido-específico)
Baço
5.8 TPM
Intestino delgado
4.9 TPM
Pulmão
4.3 TPM
Testículo
2.5 TPM
Sangue
1.8 TPM
OUTRAS DOENÇAS (6)
autoimmune lymphoproliferative syndrome due to CTLA4 haploinsufficiencysystemic lupus erythematosusgranulomatosis with polyangiitismycosis fungoides
HGNC:2505UniProt:P16410
NPM1NucleophosminCandidate gene tested inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (4)
PKR-mediated signalingTP53 regulates transcription of additional cell cycle genes whose exact role in the p53 pathway remain uncertainNuclear import of Rev proteinNuclear events stimulated by ALK signaling in cancer
EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Linfócitos
1517.5 TPM
Fibroblastos
1222.0 TPM
Ovário
1031.3 TPM
Cervix Endocervix
640.5 TPM
Útero
622.0 TPM
OUTRAS DOENÇAS (8)
acute myeloid leukemiaacute promyelocytic leukemiaacute myeloid leukemia with NPM1 somatic mutationsdyskeratosis congenita
HGNC:7910UniProt:P06748
TYK2Non-receptor tyrosine-protein kinase TYK2Candidate gene tested inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (10)
Interferon alpha/beta signalingRegulation of IFNA/IFNB signalingPotential therapeutics for SARSInterleukin-20 family signalingOther interleukin signaling
MECANISMO DE DOENÇA

Immunodeficiency 35

A primary immunodeficiency characterized by recurrent skin abscesses, pneumonia, and highly elevated serum IgE.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Linfócitos
100.5 TPM
Baço
95.0 TPM
Sangue
78.6 TPM
Pulmão
65.9 TPM
Nervo tibial
65.4 TPM
OUTRAS DOENÇAS (3)
immunodeficiency 35primary cutaneous anaplastic large cell lymphomalymphomatoid papulosis
HGNC:12440UniProt:P29597

Medicamentos e terapias

DEXAMETHASONE SODIUM PHOSPHATEPhase 4

Mecanismo: Glucocorticoid receptor agonist

PREDNISOLONEPhase 4

Mecanismo: Glucocorticoid receptor agonist

MOGAMULIZUMABPhase 4

Mecanismo: C-C chemokine receptor type 4 cross-linking agent

METHOTREXATEPhase 4

Mecanismo: Dihydrofolate reductase inhibitor

DEXAMETHASONEPhase 4

Mecanismo: Glucocorticoid receptor agonist

PREDNISONEPhase 4

Mecanismo: Glucocorticoid receptor agonist

BEXAROTENEPhase 3

Mecanismo: Retinoid X receptor agonist

BRENTUXIMAB VEDOTINPhase 3

Mecanismo: Tubulin inhibitor

NALOXONEPhase 3

Mecanismo: Opioid receptors; mu/kappa/delta antagonist

ZANOLIMUMABPhase 3

Mecanismo: T-cell surface antigen CD4 other

Ver mais no OpenTargets

Variantes genéticas (ClinVar)

88 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 HAVCR2: GRCh37/hg19 5q33.2-34(chr5:154849998-164037131)x1 ()
🧬 HAVCR2: NM_032782.5(HAVCR2):c.833A>G (p.Asn278Ser) ()
🧬 HAVCR2: NM_032782.5(HAVCR2):c.319A>T (p.Ile107Phe) ()
🧬 HAVCR2: NC_000005.9:g.(?_155338082)_(156899968_?)del ()
🧬 HAVCR2: GRCh37/hg19 5q33.1-35.2(chr5:150535183-172906793)x3 ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Pipeline de tratamentos
Pipeline regulatório — de medicamentos já aprovados a drogas em pesquisa exploratória.
✓Aprovado6
3Fase 34
Medicamentos catalogadosEnsaios clínicos· 10 medicamentos · 0 ensaios
✓ Aprovados — podem ser usados hoje
DEXAMETHASONE SODIUM PHOSPHATEPREDNISOLONEMOGAMULIZUMABMETHOTREXATEDEXAMETHASONEPREDNISONE
Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

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Timeline de publicações
1 papers (10 anos)

Publicações recentes

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Associações

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Esta condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. Dessa forma, não há protocolo clínico exclusivo nem medicamentos especificamente dispensados pelo SUS catalogados para este termo exato. O cuidado aos pacientes é prestado por meio da rede de referência assistencial em oncologia e dermatologia.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

4 fontes citadas no texto · 4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:20161
    GARD (NIH)
  3. Q55785737
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Linfoma cutâneo de células T, indolente. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/linfoma-cutaneo-de-celulas-t-indolente

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Linfoma cutâneo de células T, indolente

ORPHA:178548 · MONDO:0015816
Medicamentos
10 registrados
MedGen
UMLS
C5680498
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Moléculas estudadas na doença
fonte: OpenTargets
Rara