Doença rara autossômica recessiva associada ao gene LIPE, caracterizada por lipodistrofia parcial, obesidade abdominal, miopatia com fraqueza muscular proximal e atrofia, dificuldade para subir escadas e anomalias no desenvolvimento do giro frontal inferior.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada é uma doença genética rara caracterizada pela perda de gordura subcutânea em algumas regiões do corpo, especialmente nos membros e nádegas, e acúmulo de gordura em outras áreas, como abdômen e pescoço. Essa condição está associada a alterações metabólicas, como resistência à insulina, diabetes mellitus e níveis elevados de triglicerídeos no sangue. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada geralmente se manifestam na idade adulta e incluem: perda de tecido adiposo subcutâneo nos membros e nádegas, aumento da gordura intra-abdominal e ao redor do pescoço, hepatomegalia (aumento do fígado), esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), fraqueza muscular proximal (nos braços e pernas), pé cavo (arco do pé elevado), acantose nigricans (manchas escuras e aveludadas na pele), hipertensão arterial, hipertrigliceridemia (triglicerídeos elevados), hiperlipidemia (gorduras elevadas no sangue), resistência à insulina, diabetes mellitus (incluindo forma resistente à insulina), concentração elevada de creatina quinase circulante, níveis diminuídos de adiponectina e leptina sérica, oligomenorreia (ciclos menstruais irregulares) e ovários policísticos. Em mulheres, pode haver anormalidade dos grandes lábios.[1][4]
Causas genéticas
A lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada é causada por mutações no gene LIPE (símbolo: LIPE), que codifica a enzima lipase sensível a hormônios (hormone-sensitive lipase). Essa enzima desempenha um papel fundamental na quebra de gordura armazenada no tecido adiposo. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar duas cópias alteradas do gene (uma de cada genitor) para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, como a distribuição anormal de gordura e as alterações metabólicas. A confirmação diagnóstica é feita por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene LIPE. Atualmente, há 11 testes genéticos disponíveis para essa condição e 23 variantes patogênicas registradas no ClinVar. A classificação na CID-10 é E88.1.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada é multidisciplinar e foca no controle das complicações metabólicas e cardiovasculares. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O tratamento inclui medidas para controle da resistência à insulina, diabetes mellitus, dislipidemia e hipertensão arterial, além de acompanhamento nutricional e de atividade física. No Brasil, a doença não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos específicos.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das complicações metabólicas e cardiovasculares. O acompanhamento regular com endocrinologista, cardiologista e nutricionista é essencial para prevenir ou retardar complicações como diabetes descontrolado, pancreatite por hipertrigliceridemia e doença hepática gordurosa. O suporte psicológico e a participação em grupos de apoio podem melhorar a qualidade de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva associada ao gene LIPE, caracterizada por lipodistrofia parcial, obesidade abdominal, miopatia com fraqueza muscular proximal e atrofia, dificuldade para subir escadas e anomalias no desenvolvimento do giro frontal inferior.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada é uma doença genética rara caracterizada pela perda de gordura subcutânea em algumas regiões do corpo, especialmente nos membros e nádegas, e acúmulo de gordura em outras áreas, como abdômen e pescoço. Essa condição está associada a alterações metabólicas, como resistência à insulina, diabetes mellitus e níveis elevados de triglicerídeos no sangue. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada geralmente se manifestam na idade adulta e incluem: perda de tecido adiposo subcutâneo nos membros e nádegas, aumento da gordura intra-abdominal e ao redor do pescoço, hepatomegalia (aumento do fígado), esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), fraqueza muscular proximal (nos braços e pernas), pé cavo (arco do pé elevado), acantose nigricans (manchas escuras e aveludadas na pele), hipertensão arterial, hipertrigliceridemia (triglicerídeos elevados), hiperlipidemia (gorduras elevadas no sangue), resistência à insulina, diabetes mellitus (incluindo forma resistente à insulina), concentração elevada de creatina quinase circulante, níveis diminuídos de adiponectina e leptina sérica, oligomenorreia (ciclos menstruais irregulares) e ovários policísticos. Em mulheres, pode haver anormalidade dos grandes lábios.[1][4]
Causas genéticas
A lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada é causada por mutações no gene LIPE (símbolo: LIPE), que codifica a enzima lipase sensível a hormônios (hormone-sensitive lipase). Essa enzima desempenha um papel fundamental na quebra de gordura armazenada no tecido adiposo. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar duas cópias alteradas do gene (uma de cada genitor) para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, como a distribuição anormal de gordura e as alterações metabólicas. A confirmação diagnóstica é feita por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene LIPE. Atualmente, há 11 testes genéticos disponíveis para essa condição e 23 variantes patogênicas registradas no ClinVar. A classificação na CID-10 é E88.1.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada é multidisciplinar e foca no controle das complicações metabólicas e cardiovasculares. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O tratamento inclui medidas para controle da resistência à insulina, diabetes mellitus, dislipidemia e hipertensão arterial, além de acompanhamento nutricional e de atividade física. No Brasil, a doença não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos específicos.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das complicações metabólicas e cardiovasculares. O acompanhamento regular com endocrinologista, cardiologista e nutricionista é essencial para prevenir ou retardar complicações como diabetes descontrolado, pancreatite por hipertrigliceridemia e doença hepática gordurosa. O suporte psicológico e a participação em grupos de apoio podem melhorar a qualidade de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 12 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 37 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisLipase with broad substrate specificity, catalyzing the hydrolysis of triacylglycerols (TAGs), diacylglycerols (DAGs), monoacylglycerols (MAGs), cholesteryl esters and retinyl esters (PubMed:15716583, PubMed:15955102, PubMed:19800417, PubMed:8812477). Shows a preferential hydrolysis of DAGs over TAGs and MAGs and preferentially hydrolyzes the fatty acid (FA) esters at the sn-3 position of the glycerol backbone in DAGs (PubMed:19800417). Preferentially hydrolyzes FA esters at the sn-1 and sn-2 po
Cell membraneMembrane, caveolaCytoplasm, cytosolLipid droplet
Lipodystrophy, familial partial, 6
An autosomal recessive form of lipodystrophy characterized by abnormal subcutaneous fat distribution. Affected individuals have increased visceral fat, impaired lipolysis, dyslipidemia, hepatic steatosis, systemic insulin resistance, and diabetes. Some patients manifest muscular dystrophy.
Variantes genéticas (ClinVar)
23 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 11 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Case Report: Familial partial lipodystrophy, description of novel and ultrarare variants with distinct phenotypic spectrum.
A Novel PPARG R212W Variant Causes Familial Partial Lipodystrophy Type 3: Clinical Presentation and Functional Characterization.
Increased epicardial adipose tissue is part of the phenotype of LMNA-associated partial lipodystrophy and could contribute to increased cardiovascular risk.
Novel Homozygous Variants in CIDEC and WRN in a Young Female with Lipodystrophy and Thyroid Cancer.
Improvement of severe hypertriglyceridemia in atypical subtype 4 partial lipodystrophy with volanesorsen.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Case Report: Familial partial lipodystrophy, description of novel and ultrarare variants with distinct phenotypic spectrum.
- A Novel PPARG R212W Variant Causes Familial Partial Lipodystrophy Type 3: Clinical Presentation and Functional Characterization.
- Increased epicardial adipose tissue is part of the phenotype of LMNA-associated partial lipodystrophy and could contribute to increased cardiovascular risk.
- Novel Homozygous Variants in CIDEC and WRN in a Young Female with Lipodystrophy and Thyroid Cancer.
- Improvement of severe hypertriglyceridemia in atypical subtype 4 partial lipodystrophy with volanesorsen.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:435660(Orphanet)
- OMIM OMIM:615980(OMIM)
- MONDO:0014431(MONDO)
- GARD:13126(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q60195044(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Lipodistrofia parcial familiar LIPE-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata