Doença autossômica recessiva com início neonatal, caracterizada por diarreia crônica, esteatorreia e atraso de crescimento devido à má absorção de ácidos biliares primários, associada a mutações no gene SLC10A2.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A má absorção de ácidos biliares primários é uma doença genética rara que afeta a capacidade do intestino de reabsorver os ácidos biliares. Isso leva a uma perda excessiva dessas substâncias pelas fezes, causando diarreia crônica e dificuldade para absorver gorduras. A condição geralmente se manifesta logo após o nascimento.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem diarreia crônica (que pode ser aquosa ou gordurosa), esteatorreia (fezes com excesso de gordura, que podem ser claras, volumosas e com mau cheiro), má absorção de gordura, atraso no crescimento e déficit de crescimento. O início dos sintomas ocorre no período neonatal.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene SLC10A2, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada cotransportador de sódio/ácido biliar ileal. Essa proteína é essencial para a reabsorção de ácidos biliares no intestino. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, na história familiar e em exames laboratoriais que mostram aumento da excreção de ácidos biliares nas fezes. O teste genético para identificar mutações no gene SLC10A2 pode confirmar o diagnóstico. Atualmente, há 124 variantes do gene SLC10A2 registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas.[1][3][4][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é focado no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Não há um tratamento curativo específico aprovado. As opções de manejo incluem o uso de medicamentos que se ligam aos ácidos biliares no intestino, reduzindo a diarreia, e a suplementação com vitaminas lipossolúveis para compensar a má absorção de gordura. É importante que o tratamento seja individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada.[1][3][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a doença e diversos fármacos, com base no número de publicações. Estas são associações mineradas da literatura e não representam recomendações de tratamento. Os fármacos mais citados são: Cholestyramine Resin (45 publicações), Bile Acids and Salts (43), Colesevelam Hydrochloride (15), 23 seleno 25 homotaurocholic acid (13), Cholesterol (12), 7 alpha hydroxy 4 cholesten 3 one (9), Chenodeoxycholic Acid (5), imciromab pentetate (5), cholylsarcosine (5) e Ursodeoxycholic Acid (4).[5]
Prognóstico e qualidade de vida
Com o manejo adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar o crescimento, o estado nutricional e ajustar o tratamento conforme necessário. O prognóstico a longo prazo depende da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A má absorção de ácidos biliares primários é uma doença genética rara que se manifesta logo nos primeiros dias de vida. A família costuma notar uma diarreia crônica intensa e fezes com excesso de gordura (esteatorreia), o que pode atrapalhar o ganho de peso e o crescimento da criança. Essa condição é causada por falhas no gene SLC10A2, responsável pela reabsorção normal dos ácidos biliares no intestino. No Brasil, a condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde e não tem remédios específicos dispensados pelo SUS. O acompanhamento e o suporte nutricional devem ser feitos pelas equipes de pediatria e gastroenterologia da rede de saúde.
Doença autossômica recessiva com início neonatal, caracterizada por diarreia crônica, esteatorreia e atraso de crescimento devido à má absorção de ácidos biliares primários, associada a mutações no gene SLC10A2.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 5 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 8 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Bile acid malabsorption, primary, 1
An autosomal recessive intestinal disorder associated with chronic watery diarrhea, excess fecal bile acids, steatorrhea and interruption of the enterohepatic circulation of bile acids.
Variantes genéticas (ClinVar)
124 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa e ensaios clínicos
1 ensaios clínicos encontrados.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Trends in Primary Biliary Cholangitis: Prospective Cohort Study From the European Reference Network Registry (R-LIVER).
Predictive factors for decompensating events in patients with cirrhosis with primary biliary cholangitis under different lines of therapy.
Ursodeoxycholic acid for the prevention of symptomatic gallstone disease after bariatric surgery (UPGRADE): a multicentre, double-blind, randomised, placebo-controlled superiority trial.
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Associações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Má absorção de ácidos biliares primários e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por mutações genéticas no gene SLC10A2. Esse gene afeta a proteína responsável pelo transporte de ácidos biliares no íleo, levando à perda dessas substâncias pelas fezes.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 fontes citadas no texto · 4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Má absorção de ácidos biliares primários. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/ma-absorcao-de-acidos-biliares-primarios
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Má absorção de ácidos biliares primários
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)