Síndrome autoinflamatória rara causada por deleção do éxon 5 no gene IKBKG, resultando em deficiência de NEMO. Manifesta-se com infecções recorrentes, ectodermoses e inflamação sistêmica.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A síndrome autoinflamatória NEMO deletado éxon 5 (NEMO deleted exon 5 autoinflammatory syndrome) é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico, causando inflamação em diversas partes do corpo. Ela é caracterizada por uma combinação de problemas inflamatórios, infecciosos e oculares, além de alterações nos dentes e no baço. A condição é causada por alterações (mutações) no gene IKBKG, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para o funcionamento do sistema de defesa do organismo.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome podem variar de pessoa para pessoa, mas frequentemente incluem manifestações inflamatórias e imunológicas. Entre os sintomas mais comuns estão: inflamação da úvea (parte do olho) chamada uveíte anterior, panuveíte (inflamação de todas as camadas do olho), neurite óptica (inflamação do nervo óptico), corioretinite (inflamação da retina e coroide), paniculite (inflamação da gordura sob a pele), osteomielite (inflamação dos ossos), hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e do baço) e hemorragia cerebral. Também podem ocorrer alterações nos dentes, como dentes cônicos. No sistema imunológico, é comum observar níveis baixos de anticorpos, como IgG e IgM, diminuição da contagem de linfócitos B e neutrófilos, e uma resposta deficiente a vacinas, como a pneumocócica.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene IKBKG (também conhecido como NEMO), localizado no cromossomo X. Este gene é responsável por produzir a proteína moduladora essencial do NF-kappa-B (NF-kappa-B essential modulator), que desempenha um papel crucial na regulação da resposta inflamatória e imunológica do corpo. A alteração genética específica descrita é a deleção do éxon 5, que leva a uma produção anormal da proteína, resultando em inflamação descontrolada e deficiência imunológica.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da síndrome é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por meio de testes genéticos. O teste genético identifica a deleção do éxon 5 no gene IKBKG. Atualmente, há 335 variantes registradas no ClinVar para esta condição, o que auxilia na confirmação diagnóstica. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias afetadas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da síndrome autoinflamatória NEMO deletado éxon 5 é focado no controle dos sintomas inflamatórios e no suporte imunológico. Não há cura conhecida, e o manejo é multidisciplinar, envolvendo reumatologistas, imunologistas, oftalmologistas e outros especialistas. O tratamento pode incluir medicamentos para controlar a inflamação (como corticosteroides ou imunossupressores) e, em casos de deficiência imunológica grave, a reposição de imunoglobulinas. É importante que o plano de tratamento seja individualizado e discutido com uma equipe médica especializada. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da síndrome pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar complicações, como infecções recorrentes, problemas oculares e inflamação em órgãos internos. Com o manejo adequado, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida melhorada, embora a condição exija cuidados contínuos.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome autoinflamatória rara causada por deleção do éxon 5 no gene IKBKG, resultando em deficiência de NEMO. Manifesta-se com infecções recorrentes, ectodermoses e inflamação sistêmica.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A síndrome autoinflamatória NEMO deletado éxon 5 (NEMO deleted exon 5 autoinflammatory syndrome) é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico, causando inflamação em diversas partes do corpo. Ela é caracterizada por uma combinação de problemas inflamatórios, infecciosos e oculares, além de alterações nos dentes e no baço. A condição é causada por alterações (mutações) no gene IKBKG, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para o funcionamento do sistema de defesa do organismo.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome podem variar de pessoa para pessoa, mas frequentemente incluem manifestações inflamatórias e imunológicas. Entre os sintomas mais comuns estão: inflamação da úvea (parte do olho) chamada uveíte anterior, panuveíte (inflamação de todas as camadas do olho), neurite óptica (inflamação do nervo óptico), corioretinite (inflamação da retina e coroide), paniculite (inflamação da gordura sob a pele), osteomielite (inflamação dos ossos), hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e do baço) e hemorragia cerebral. Também podem ocorrer alterações nos dentes, como dentes cônicos. No sistema imunológico, é comum observar níveis baixos de anticorpos, como IgG e IgM, diminuição da contagem de linfócitos B e neutrófilos, e uma resposta deficiente a vacinas, como a pneumocócica.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene IKBKG (também conhecido como NEMO), localizado no cromossomo X. Este gene é responsável por produzir a proteína moduladora essencial do NF-kappa-B (NF-kappa-B essential modulator), que desempenha um papel crucial na regulação da resposta inflamatória e imunológica do corpo. A alteração genética específica descrita é a deleção do éxon 5, que leva a uma produção anormal da proteína, resultando em inflamação descontrolada e deficiência imunológica.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da síndrome é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por meio de testes genéticos. O teste genético identifica a deleção do éxon 5 no gene IKBKG. Atualmente, há 335 variantes registradas no ClinVar para esta condição, o que auxilia na confirmação diagnóstica. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias afetadas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da síndrome autoinflamatória NEMO deletado éxon 5 é focado no controle dos sintomas inflamatórios e no suporte imunológico. Não há cura conhecida, e o manejo é multidisciplinar, envolvendo reumatologistas, imunologistas, oftalmologistas e outros especialistas. O tratamento pode incluir medicamentos para controlar a inflamação (como corticosteroides ou imunossupressores) e, em casos de deficiência imunológica grave, a reposição de imunoglobulinas. É importante que o plano de tratamento seja individualizado e discutido com uma equipe médica especializada. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da síndrome pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar complicações, como infecções recorrentes, problemas oculares e inflamação em órgãos internos. Com o manejo adequado, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida melhorada, embora a condição exija cuidados contínuos.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 7 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 15 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisRegulatory subunit of the IKK core complex which phosphorylates inhibitors of NF-kappa-B thus leading to the dissociation of the inhibitor/NF-kappa-B complex and ultimately the degradation of the inhibitor (PubMed:14695475, PubMed:20724660, PubMed:21518757, PubMed:9751060). Its binding to scaffolding polyubiquitin plays a key role in IKK activation by multiple signaling receptor pathways (PubMed:16547522, PubMed:18287044, PubMed:19033441, PubMed:19185524, PubMed:21606507, PubMed:27777308, PubMed
CytoplasmNucleus
Ectodermal dysplasia and immunodeficiency 1
A form of ectoderma dysplasia, a heterogeneous group of disorders due to abnormal development of two or more ectodermal structures. EDAID1 is an X-linked recessive disorder characterized by absence of sweat glands, sparse scalp hair, rare conical teeth and immunological abnormalities resulting in severe infectious diseases. Severely affected individuals may also show lymphedema, osteopetrosis, and, rarely, hematologic abnormalities. The phenotype is highly variable, and may be fatal in childhood.
Variantes genéticas (ClinVar)
335 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
30 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — NEMO deleted exon 5 autoinflammatory syndrome
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
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Fazer loginDoenças relacionadas
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:699605(Orphanet)
- MONDO:0800129(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
NEMO deleted exon 5 autoinflammatory syndrome
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM