Doença autossômica dominante rara, caracterizada por osteólise expansiva, córtex ósseo fino, fraturas patológicas e encurvamento dos ossos longos. Pode apresentar hidroxiprolinúria, deficiência auditiva condutiva e dentes frágeis, associada a mutações no gene TNFRSF11A.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
Sinais e sintomas
As manifestações clínicas relatadas para essa condição incluem dor óssea, osteólise, afilamento do córtex ósseo (córtex ósseo fino), encurvamento dos ossos longos e fraturas patológicas. Também podem ocorrer alterações orais como dentes frágeis e perda prematura de dentes, além de deficiência auditiva condutiva.[1][2]
Em análises laboratoriais e clínicas, observa-se concentração elevada de fosfatase alcalina circulante e hidroxiprolinúria. A condição apresenta padrão de herança autossômica dominante.[1][2]
Causas genéticas
Diagnóstico
Tratamentos citados na literatura
Com base em associações mineradas na literatura científica pelo PubTator3, alguns compostos e substâncias foram citados em pesquisas acadêmicas envolvendo esta condição. Ressalta-se expressamente que essas menções representam termos encontrados em artigos científicos e NÃO constituem recomendação de uso clínico ou prescrição médica: 2 4 di tert butylphenol (1 publicação), capillin (1 publicação), Alendronate (1 publicação), Denosumab (1 publicação), Diphosphonates (1 publicação), Hexadimethrine Bromide (1 publicação), Technetium Tc 99m Medronate (1 publicação) e Triglycerides (1 publicação).[5]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A osteólise expansiva, forma familiar, é uma condição genética rara que enfraquece os ossos e pode comprometer os dentes e a audição. As pessoas afetadas costumam sentir dores ósseas, apresentam ossos frágeis propensos a deformidades e fraturas, além de poderem perder dentes precocemente. Os primeiros sinais da doença podem se manifestar durante a infância, adolescência ou mesmo na fase adulta. No Brasil, a condição ainda não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de doenças raras do Ministério da Saúde, sendo o suporte conduzido pela rede assistencial do SUS.
Doença autossômica dominante rara, caracterizada por osteólise expansiva, córtex ósseo fino, fraturas patológicas e encurvamento dos ossos longos. Pode apresentar hidroxiprolinúria, deficiência auditiva condutiva e dentes frágeis, associada a mutações no gene TNFRSF11A.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 4 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 12 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Familial expansile osteolysis
Rare autosomal dominant bone disorder characterized by focal areas of increased bone remodeling. The osteolytic lesions develop usually in the long bones during early adulthood. FEO is often associated with early-onset deafness and loss of dentition.
Variantes genéticas (ClinVar)
137 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 12 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Osteólise expansiva, forma familiar
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
A Novel Approach to the Treatment of Familial Expansile Osteolysis: A Rare Genetic Bone Pathology: A Case Report.
Familial expansile osteolysis (FEO) is a rare inherited autosomal dominant condition causing the development of painful lytic bone lesions. We present the case of a 54-year-old man with FEO who was treated with denosumab. The patient's progress was monitored with radiographs, magnetic resonance imaging, bone turnover markers, pain, and functional scores. The use of denosumab for FEO displays improvement in radiological appearances of the affected bone, increased quality of life and may prevent the development of further lesions. It is a safe treatment modality for patients with FEO that allows for limb salvage surgery rather than amputation.
A Unique Case of Familial Expansile Osteolysis: Findings on 99mTc-MDP Bone Scan.
Familial expansile osteolysis is an exceedingly rare autosomal dominant bone dysplasia, which can have overlapping features with Paget disease and expansile skeletal hyperphosphatasia. We present a novel case of familial expansile osteolysis evaluated on 99mTc-MDP bone scan with correlative radiographs and CT.
Early identification of a 12-bp tandem duplication in TNFRSF11A encoding receptor activator of nuclear factor-kappa B (RANK): Clinical characterization and response to bisphosphonate therapy.
Ultra-rare mendelian osteolytic disorders caused by different length in-frame activating duplications within exon 1 of TNFRSF11A encoding receptor activator of nuclear factor-kappa B (RANK) comprise familial expansile osteolysis (FEO), expansile skeletal hyperphosphatasia (ESH), early-onset familial Paget's disease of bone (PDB2), juvenile Paget's disease 2 (JPD2), and panostotic expansile bone disease (PEBD). FEO typically presents with childhood-onset deafness followed by resorption of permanent dentition, and then appendicular bone pain, fractures, and deformities from progressive focal expansile osteolytic lesions emerging from a background of generalized high bone turnover. An 18-bp duplication in TNFRSF11A has been reported in all kindreds with FEO, whereas a 12-bp duplication was found in the young man with PEBD complicated by a massive jaw tumor. We report the clinical course and successful treatment with bisphosphonates of a girl with the 12-bp duplication yet a skeletal phenotype seemingly milder than PEBD. This 10-year-old girl presented for dental and orthodontic treatment and was found to have progressive external tooth root resorption. Speech delay was identified at age 18 months, and audiological evaluation showed both conductive and sensorineural hearing loss subsequently treated with a cochlear implant at age 3 years. Biochemical studies indicated increased bone turnover with elevated urinary N-telopeptide levels and serum alkaline phosphatase in the upper normal range. Low lumbar spine bone mineral density (BMD) was revealed by dual-energy X-ray absorptiometry, but whole-body Technetium-99 m bone scintigraphy was normal. Genetic testing identified the identical de novo 12-bp duplication within exon 1 of TNFRSF11A harbored by the young man with PEBD and massive jaw tumor. Bisphosphonate treatment, initiated with one dose of intravenous zoledronic acid that caused prolonged hypocalcemia, then comprised weekly oral alendronate that decreased bone turnover markers and normalized her BMD. Constitutive activation of RANK signaling should be considered a possible cause in any young person with rapid bone turnover, particularly in the context of early-onset deafness and/or root resorption of permanent teeth. Early diagnosis and anti-resorptive treatment, given judiciously to avoid sudden and prolonged hypocalcemia, may prevent further skeletal disease.
Familial Paget's disease of bone with ocular manifestations and a novel TNFRSF11A duplication variant (72dup27).
Paget's disease of bone (PDB) is a skeletal disorder characterized by disorganized bone remodeling due to abnormal osteoclasts. Tumor necrosis factor receptor superfamily member 11A (TNFRSF11A) gene encodes the receptor activator of nuclear factor kappa B (RANK), which has a critical role in osteoclast function. There are five types of rare PDB and related osteolytic disorders due to TNFRSF11A tandem duplication variants so far, including familial expansile osteolysis (84dup18), expansile skeletal hyperphosphatasia (84dup15), early-onset familial PDB (77dup27), juvenile PDB (87dup15), and panostotic expansile bone disease (90dup12). We reviewed a Japanese family with PDB, and performed whole-genome sequencing to identify a causative variant. This family had bone symptoms, hyperphosphatasia, hearing loss, tooth loss, and ocular manifestations such as angioid streaks or early-onset glaucoma. We identified a novel duplication variant of TNFRSF11A (72dup27). Angioid streaks were recognized in Juvenile Paget's disease due to loss-of-function variants in the gene TNFRSF11B, and thought to be specific for this disease. However, the novel recognition of angioid streaks in our family raised the possibility of occurrence even in bone disorders due to TNFRSF11A duplication variants and the association of RANKL-RANK signal pathway as the pathogenesis. Glaucoma has conversely not been reported in any case of Paget's disease. It is not certain whether glaucoma is coincidental or specific for PDB with 72dup27. Our new findings might suggest a broad spectrum of phenotypes in bone disorders with TNFRSF11A duplication variants.
Insertion Mutation in Tnfrsf11a Causes a Paget's Disease-Like Phenotype in Heterozygous Mice and Osteopetrosis in Homozygous Mice.
Early onset familial Paget's disease of bone (EoPDB), familial expansile osteolysis, and expansile skeletal hyperphosphatasia are related disorders caused by insertion mutations in exon 1 of the TNFRSF11A gene, which encodes receptor activator of nuclear factor κB (RANK) protein. To understand the mechanisms underlying these disorders, we developed a mouse model carrying the 75dup27 mutation which causes EoPDB. Mice heterozygous for the mutation (Tnfrsf11a75dup27/- ) developed a PDB-like disorder with focal osteolytic lesions in the hind limbs with increasing age. Treatment of these mice with zoledronic acid completely prevented the development of lesions. Studies in vitro showed that RANK ligand (RANKL)-induced osteoclast formation and signaling was impaired in bone marrow cells from Tnfrsf11a75dup27/- animals, but that osteoclast survival was increased independent of RANKL stimulation. Surprisingly, Tnfrsf11a75dup27/75dup27 homozygotes had osteopetrosis at birth, with complete absence of osteoclasts. Bone marrow cells from these mice failed to form osteoclasts in response to RANKL and macrophage colony-stimulating factor (M-CSF) stimulation. This intriguing study has shown that in heterozygous form, the 75dup27 mutation causes focal osteolytic lesions in vivo reminiscent of the human disorder and extends osteoclast survival independently of RANKL signaling. In homozygous form, however, the mutation causes osteopetrosis due to failure of osteoclast formation and insensitivity to RANKL stimulation. © 2021 The Authors. Journal of Bone and Mineral Research published by Wiley Periodicals LLC on behalf of American Society for Bone and Mineral Research (ASBMR)..
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A Novel Approach to the Treatment of Familial Expansile Osteolysis: A Rare Genetic Bone Pathology: A Case Report.
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Insertion Mutation in Tnfrsf11a Causes a Paget's Disease-Like Phenotype in Heterozygous Mice and Osteopetrosis in Homozygous Mice.
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A Novel Approach to the Treatment of Familial Expansile Osteolysis: A Rare Genetic Bone Pathology: A Case Report.
JBJS case connectorA Unique Case of Familial Expansile Osteolysis: Findings on 99mTc-MDP Bone Scan.
Clinical nuclear medicineEarly identification of a 12-bp tandem duplication in TNFRSF11A encoding receptor activator of nuclear factor-kappa B (RANK): Clinical characterization and response to bisphosphonate therapy.
BoneFamilial Paget's disease of bone with ocular manifestations and a novel TNFRSF11A duplication variant (72dup27).
Journal of bone and mineral metabolismInsertion Mutation in Tnfrsf11a Causes a Paget's Disease-Like Phenotype in Heterozygous Mice and Osteopetrosis in Homozygous Mice.
Journal of bone and mineral research : the official journal of the American Society for Bone and Mineral ResearchGenetic disorders associated with the RANKL/OPG/RANK pathway.
Journal of bone and mineral metabolismMultiple External Root Resorption in a Pediatric Patient with Familial Expansile Osteolysis.
Pediatric dentistryEarly-onset Paget's disease of bone in a Mexican family caused by a novel tandem duplication (77dup27) in TNFRSF11A that encodes RANK.
BoneRare Inherited forms of Paget's Disease and Related Syndromes.
Calcified tissue internationalFamilial expansile osteolysis: An Australian case report of a Paget's Disease Mimic.
Journal of medical imaging and radiation oncologyAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Osteólise expansiva, forma familiar e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A osteólise expansiva, forma familiar, não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. Portanto, não existem medicamentos dispensados com protocolo público específico para esta doença, e o cuidado ocorre pela rede assistencial geral do SUS.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Osteólise expansiva, forma familiar. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/osteolise-expansiva-forma-familiar
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Osteólise expansiva, forma familiar
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata