Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é uma condição rara caracterizada por deficiência intelectual moderada, atraso global do desenvolvimento e fala, além de paquigiria (espessamento cortical). Outras manifestações incluem crises epilépticas, telecanto e esotropia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento do cérebro. Ela se caracteriza por uma alteração na superfície do cérebro chamada paquigiria, que significa que as dobras (giros) do cérebro são mais espessas e menos numerosas do que o normal, especialmente nas regiões frontal e temporal. Essa condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal. As principais manifestações incluem convulsões (crises epilépticas, muitas vezes do tipo tônico-clônico bilateral), hipotonia (diminuição do tônus muscular), atraso global do desenvolvimento e deficiência intelectual de grau moderado. Também podem estar presentes alterações faciais como hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), telecanto (aumento da distância entre os cantos internos dos olhos) e esotropia (desvio dos olhos para dentro). Outros achados incluem reflexos tendíneos reduzidos, incontinência urinária e atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem.[1][2]
Causas genéticas
A paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é causada por alterações (mutações) em um gene ainda não identificado publicamente nas bases de dados consultadas. Sabe-se que a herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais são portadores de uma cópia do gene alterado, mas geralmente não apresentam sintomas. Para que a doença se manifeste, a criança precisa herdar a alteração genética de ambos os pais.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos exames de imagem do cérebro (que mostram a paquigiria) e na confirmação genética. Os exames genéticos disponíveis no Brasil, com cobertura pelo SUS, incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, há 7 testes genéticos diferentes disponíveis para essa condição. O código CID-10 associado é Q04.3 (paquigiria).[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a paquigiria frontotemporal autossômica recessiva. O tratamento é sintomático e de suporte, com foco no controle das convulsões (com medicamentos antiepilépticos, sempre sob prescrição médica), na fisioterapia para a hipotonia e na estimulação precoce para o atraso do desenvolvimento. O acompanhamento multidisciplinar é essencial, incluindo neurologista, geneticista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir essas terapias.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas, especialmente o controle das convulsões e o grau de deficiência intelectual. Com acompanhamento adequado e suporte multidisciplinar, é possível melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança. No entanto, a condição geralmente leva a um comprometimento neurológico significativo ao longo da vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é uma condição genética rara que afeta a formação do cérebro, deixando os giros cerebrais mais largos que o normal. Os primeiros sinais aparecem já no período neonatal ou na infância, provocando atraso no desenvolvimento global, tônus muscular diminuído (hipotonia) e convulsões. A síndrome é herdada dos pais de forma autossômica recessiva e requer cuidados voltados a controlar as crises e apoiar a reabilitação física e da fala. Esta doença não possui Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) próprio no SUS, sendo o suporte conduzido pela rede geral de saúde pública.
Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é uma condição rara caracterizada por deficiência intelectual moderada, atraso global do desenvolvimento e fala, além de paquigiria (espessamento cortical). Outras manifestações incluem crises epilépticas, telecanto e esotropia.
Tem tratamento?
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1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
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Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
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Onde tratar no SUS
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É uma síndrome malformativa rara do cérebro caracterizada por giros cerebrais alargados nas regiões frontal e temporal. Seus efeitos clínicos costumam ser observados nos primeiros meses de vida da criança.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/paquigiria-frontotemporal-autossomica-recessiva
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Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA