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Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva
ORPHA:329329CID-10 · Q04.3OMIM 610279DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
neuroInício neonatalHerança AR

Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é uma condição rara caracterizada por deficiência intelectual moderada, atraso global do desenvolvimento e fala, além de paquigiria (espessamento cortical). Outras manifestações incluem crises epilépticas, telecanto e esotropia.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 03/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento do cérebro. Ela se caracteriza por uma alteração na superfície do cérebro chamada paquigiria, que significa que as dobras (giros) do cérebro são mais espessas e menos numerosas do que o normal, especialmente nas regiões frontal e temporal. Essa condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal. As principais manifestações incluem convulsões (crises epilépticas, muitas vezes do tipo tônico-clônico bilateral), hipotonia (diminuição do tônus muscular), atraso global do desenvolvimento e deficiência intelectual de grau moderado. Também podem estar presentes alterações faciais como hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), telecanto (aumento da distância entre os cantos internos dos olhos) e esotropia (desvio dos olhos para dentro). Outros achados incluem reflexos tendíneos reduzidos, incontinência urinária e atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem.[1][2]

Causas genéticas

A paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é causada por alterações (mutações) em um gene ainda não identificado publicamente nas bases de dados consultadas. Sabe-se que a herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais são portadores de uma cópia do gene alterado, mas geralmente não apresentam sintomas. Para que a doença se manifeste, a criança precisa herdar a alteração genética de ambos os pais.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos exames de imagem do cérebro (que mostram a paquigiria) e na confirmação genética. Os exames genéticos disponíveis no Brasil, com cobertura pelo SUS, incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, há 7 testes genéticos diferentes disponíveis para essa condição. O código CID-10 associado é Q04.3 (paquigiria).[1][3][4]

Tratamento e manejo

Não há cura para a paquigiria frontotemporal autossômica recessiva. O tratamento é sintomático e de suporte, com foco no controle das convulsões (com medicamentos antiepilépticos, sempre sob prescrição médica), na fisioterapia para a hipotonia e na estimulação precoce para o atraso do desenvolvimento. O acompanhamento multidisciplinar é essencial, incluindo neurologista, geneticista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir essas terapias.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas, especialmente o controle das convulsões e o grau de deficiência intelectual. Com acompanhamento adequado e suporte multidisciplinar, é possível melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da criança. No entanto, a condição geralmente leva a um comprometimento neurológico significativo ao longo da vida.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é uma condição genética rara que afeta a formação do cérebro, deixando os giros cerebrais mais largos que o normal. Os primeiros sinais aparecem já no período neonatal ou na infância, provocando atraso no desenvolvimento global, tônus muscular diminuído (hipotonia) e convulsões. A síndrome é herdada dos pais de forma autossômica recessiva e requer cuidados voltados a controlar as crises e apoiar a reabilitação física e da fala. Esta doença não possui Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) próprio no SUS, sendo o suporte conduzido pela rede geral de saúde pública.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva é uma condição rara caracterizada por deficiência intelectual moderada, atraso global do desenvolvimento e fala, além de paquigiria (espessamento cortical). Outras manifestações incluem crises epilépticas, telecanto e esotropia.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 2004 Jan 30
Medicamentos
1 com registro
Penicillamine (PENICILLAMINE)

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Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
7
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q04.3
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
5 sintomas
😀
Face
2 sintomas
🫘
Rins
1 sintomas

+ 5 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Hipotonia
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Reflexos tendíneos reduzidos
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Incontinência urinária
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Paquigiria
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Crise tônico-clônica bilateral
Muito frequente (99-80%)
13sintomas
Muito frequente (7)
Frequente (4)
Sem dados (2)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 13 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

HipotoniaHypotonia
Muito frequente (99-80%)90%
Reflexos tendíneos reduzidosReduced tendon reflexes
Muito frequente (99-80%)90%
Incontinência urináriaUrinary incontinence
Muito frequente (99-80%)90%
PaquigiriaPachygyria
Muito frequente (99-80%)90%
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagemDelayed speech and language development
Muito frequente (99-80%)90%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa22desde 2004
Total histórico1PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico20041 papers
Linha do tempo
201020202004Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
1 papers (10 anos)

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

É uma síndrome malformativa rara do cérebro caracterizada por giros cerebrais alargados nas regiões frontal e temporal. Seus efeitos clínicos costumam ser observados nos primeiros meses de vida da criança.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:21489
    GARD (NIH)
  3. Q55783738
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/paquigiria-frontotemporal-autossomica-recessiva

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Paquigiria frontotemporal autossômica recessiva

ORPHA:329329 · MONDO:0012462
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
7 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
Q04.3 · Outras deformidades por redução do encéfalo
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1853215
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Medicamentos aprovados FDA
fonte: FDA OpenFDA
Rara