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Paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 44
ORPHA:320401CID-10 · G11.4CID-11 · 8B44.01OMIM 613206DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
neuroInício adolescenteHerança AR
Também conhecida comoSPG44

Forma complexa e muito rara de paraplegia espástica hereditária caracterizada por paraplegia espástica de início tardio e lentamente progressiva associada a ataxia leve e disartria, envolvimento dos membros superiores (isto é, perda de destreza dos dedos, dismetria) e comprometimento cognitivo leve, sem a presença de nistagmo. Uma leucodistrofia hipomielinizante e um corpo caloso fino são observados em todos os casos e o desenvolvimento psicomotor é normal ou quase normal. SPG44 é causado por mutações no gene GJC2 (1q41-q42) que codifica a proteína gama-2 da junção comunicante.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 44 (SPG44) é uma condição genética rara que se manifesta geralmente na adolescência ou idade adulta. Ela provoca o enrijecimento lento e progressivo dos músculos das pernas e braços, além de dificuldades no equilíbrio, na marcha e na fala. A doença é causada por alterações no gene GJC2 que afetam a mielina no cérebro, com a maioria das pessoas mantendo desenvolvimento inicial normal. Não há cura ou remédios dispensados especificamente no SUS para esta condição, mas o sistema público oferece procedimentos de reabilitação para manejo dos sintomas.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Forma complexa e muito rara de paraplegia espástica hereditária caracterizada por paraplegia espástica de início tardio e lentamente progressiva associada a ataxia leve e disartria, envolvimento dos membros superiores (isto é, perda de destreza dos dedos, dismetria) e comprometimento cognitivo leve, sem a presença de nistagmo. Uma leucodistrofia hipomielinizante e um corpo caloso fino são observados em todos os casos e o desenvolvimento psicomotor é normal ou quase normal. SPG44 é causado por mutações no gene GJC2 (1q41-q42) que codifica a proteína gama-2 da junção comunicante.

Publicações científicas
363 artigos
Último publicado: 2026 Apr 1
Medicamentos
1 com registro
Penicillamine (PENICILLAMINE)

Tem tratamento?

✓ 1 medicamento específico desta doença (registro ANVISA, FDA ou SUS/CEAF)
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PENICILLAMINE (PENICILLAMINE)

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
3
pacientes catalogados
Início
Adolescent
+ adult
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
2 procedimentos SIGTAPCID-10: G11.4
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (2)
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
9 sintomas
👁️
Olhos
4 sintomas
🫘
Rins
2 sintomas
👂
Ouvidos
2 sintomas
🫃
Digestivo
1 sintomas
🦴
Ossos e articulações
1 sintomas

+ 15 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Pé cavo
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Disartria
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Hipomielinização do SNC
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Espasticidade do membro inferior
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Ataxia
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Marcha espástica
Frequência: 3/3
34sintomas
Muito frequente (15)
Frequente (14)
Ocasional (1)
Muito raro (1)
Sem dados (3)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 34 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Pé cavoPes cavus
Muito frequente (99-80%)100%
DisartriaDysarthria
Muito frequente (99-80%)100%
Hipomielinização do SNCCNS hypomyelination
Muito frequente (99-80%)100%
Muito frequente (99-80%)100%
Muito frequente (99-80%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa2desde 2024
Total histórico363PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico20241 papers
Linha do tempo
2024Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
GJC2
GJC2Gap junction gamma-2 proteinDisease-causing germline mutation(s) inDesconhecido
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Gap junction assembly
MECANISMO DE DOENÇA

Leukodystrophy, hypomyelinating, 2

An autosomal recessive hypomyelinating leukodystrophy with symptoms of Pelizaeus-Merzbacher disease. Clinically characterized by nystagmus, impaired motor development, ataxia, choreoathetotic movements, dysarthria, and progressive spasticity.

VIAS REACTOME (1)
EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Brain Spinal cord cervical c-1
83.4 TPM
Substância negra
19.4 TPM
Útero
15.3 TPM
Fallopian Tube
13.9 TPM
Hipocampo
13.8 TPM
OUTRAS DOENÇAS (4)
hypomyelinating leukodystrophy 2lymphatic malformation 3hereditary spastic paraplegia 44GJC2-related late-onset primary lymphedema
HGNC:17494UniProt:Q5T442

Medicamentos aprovados (FDA)

1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.

💊 Penicillamine (PENICILLAMINE)
Ver no DailyMed/FDA

Variantes genéticas (ClinVar)

159 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 GJC2: NM_020435.4(GJC2):c.400_437del (p.Gly134fs) ()
🧬 GJC2: GRCh37/hg19 1q21.1-44(chr1:143932350-249224684)x3 ()
🧬 GJC2: NM_020435.4(GJC2):c.427_437delinsT (p.Glu143fs) ()
🧬 GJC2: NM_020435.4(GJC2):c.914del (p.Pro305fs) ()
🧬 GJC2: NM_020435.4(GJC2):c.613C>T (p.Gln205Ter) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 1.247 variantes classificadas pelo ClinVar.

125
1122
Patogênica (10.0%)
Benigna (90.0%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
ATP13A2: NM_022089.4(ATP13A2):c.2436C>G (p.Tyr812Ter) [Likely pathogenic]
ATP13A2: NM_022089.4(ATP13A2):c.2592C>A (p.Cys864Ter) [Pathogenic]
ZFR: NM_016107.5(ZFR):c.3018G>A (p.Gln1006=) [Likely benign]
ATP13A2: NM_022089.4(ATP13A2):c.249C>T (p.Ala83=) [Likely benign]
ATP13A2: NM_022089.4(ATP13A2):c.2727C>T (p.Ser909=) [Likely benign]

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 44

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Pesquisa ativa

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
44 papers (10 anos)

Mostrando amostra de 1 publicações de um total de 44

#1

A Retrospective Review of 18 Patients With Childhood-Onset Hereditary Spastic Paraplegia, Nine With Novel Variants.

Pediatric neurology2024 Mar

Hereditary spastic paraplegias (HSPs) are a group of genetically heterogeneous neurodegenerative disorders. Our objective was to determine the clinical and molecular characteristics of patients with genetically confirmed childhood-onset HSPs and to expand the genetic spectrum for some rare subtypes of HSP. We reviewed the charts of subjects with genetically confirmed childhood-onset HSP. The age at the disease onset was defined as the point at which the delayed motor milestones were observed. Delayed motor milestones were defined as being unable to hold the head up by four months, sitting unassisted by nine months, and walking independently by 17 months. If there were no delayed motor milestones, age at disease onset was determined by leg stiffness, frequent falls, or unsteady gait. Genetic testing was performed based on delayed motor milestones, progressive leg spasticity, and gait difficulty. The variant classification was determined based on the American College of Medical Genetics standard guidelines for variant interpretation. Variants of uncertain significance (VUS) were considered disease-associated when clinical findings were consistent with the previously described disease phenotypes for pathogenic variants. In addition, in the absence of another pathogenic, likely pathogenic, or VUS variant that could explain the phenotype of our cases, we concluded that the disease is associated with VUS in the HSP-causing gene. Segregation analysis was also performed on the parents of some patients to demonstrate the inheritance model. There were a total of 18 patients from 17 families. The median age of symptom onset was 18 months (2 to 84 months). The mean delay between symptom onset and genetic diagnosis was 5.8 years (5 months to 17 years). All patients had gait difficulty caused by progressive leg spasticity and weakness. Independent walking was not achieved at 17 months for 67% of patients (n = 12). In our cohort, there were two subjects each with SPG11, SPG46, and SPG 50 followed by single subject each with SPG3A, SPG4, SPG7, SPG8, SPG30, SPG35, SPG43, SPG44, SPG57, SPG62, infantile-onset ascending spastic paralysis (IAHSP), and spastic paraplegia and psychomotor retardation with or without seizures (SPPRS). Eight novel variants in nine patients were described. Two affected siblings had a novel variant in the GBA2 gene (SPG46), and one subject each had a novel variant in WASHC5 (SPG8), SPG11 (SPG11), KIF1A (SPG30), GJC2 (SPG44), ERLIN1 (SPG62), ALS2 (IAHSP), and HACE1 (SPPRS). Among the novel variants, the variant in the SPG11 was pathogenic and the variants in the KIF1A, GJC2, and HACE1 were likely pathogenic. The variants in the GBA2, ALS2, ERLIN1, and WASHC5 were classified as VUS. There was a significant delay between symptom onset and genetic diagnosis of HSP. An early diagnosis may be possible by examining patients with delayed motor milestones, progressive spasticity, gait difficulties, and neuromuscular weakness in the context of HSP. Eight novel variants in nine patients were described, clinically similar to the previously described disease phenotype associated with pathogenic variants. This study contributes to expanding the genetic spectrum of some rare subtypes of HSP.

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

É uma forma genética complexa e muito rara de paraplegia espástica com início tardio na adolescência ou vida adulta. Ela causa rigidez progressiva nas pernas, ataxia leve, disartria e alterações na substância branca do cérebro.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

6 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. ORPHA:320401
    Orphanet
  2. GARD:17478
    GARD (NIH)
  3. Q32143044
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 44. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/paraplegia-espastica-autossomica-recessiva-tipo-44

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 44

ORPHA:320401 · MONDO:0013179
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
2 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
3 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
G11.4 · Paraplegia espástica hereditária
CID-11
Início
Adolescent, Adult
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C2750784
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Medicamentos aprovados FDA
fonte: FDA OpenFDA
Rara