Muitas condições de pele afetam o sistema tegumentar humano — o sistema de órgãos que cobre toda a superfície do corpo e é composto por pele, cabelos, unhas e músculos e glândulas relacionados. A principal função deste sistema é servir como uma barreira contra o ambiente externo. A pele pesa em média quatro quilogramas, cobre uma área de dois metros quadrados e é feita de três camadas distintas: a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo. Os dois principais tipos de pele humana são: pele glabra, a pele sem pelos nas palmas das mãos e solas dos pés, e a pele com pelos. Dentro deste último tipo, os pelos ocorrem em estruturas chamadas unidades pilossebáceas, cada uma com folículo piloso, glândula sebácea e músculo eretor do pelo associado.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas é uma doença genética rara da pele. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas ceratodermias palmoplantares, que se caracterizam pelo espessamento anormal da pele nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. A palavra "não-epidermolítica" indica que, ao contrário de outras formas, as células da pele não se rompem facilmente. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso para cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição muito rara.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas geralmente começam na infância. A característica mais marcante é a ceratodermia palmoplantar, ou seja, o espessamento e endurecimento da pele (hiperceratose) nas palmas das mãos e, principalmente, nas plantas dos pés. Esse espessamento costuma ser focal, aparecendo em áreas de maior pressão ou atrito, e pode ser acompanhado pela formação de bolhas (formação de bolhas plantares). Em alguns casos, também pode haver leucoplasia oral, que são placas brancas na mucosa da boca. A acantose epidérmica (aumento da espessura da camada mais superficial da pele) é outro achado comum ao microscópio.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene KRT6C. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada queratina tipo II citoesquelética 6C. As queratinas são proteínas essenciais que formam a estrutura de sustentação das células da pele, cabelos e unhas. Mutações no gene KRT6C comprometem a resistência das células da pele, especialmente nas palmas e plantas, levando ao espessamento e à formação de bolhas. A herança é autossômica dominante: se uma pessoa tem a mutação, ela tem 50% de chance de transmiti-la para cada filho.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos disponíveis para identificar a mutação no gene KRT6C. Outros exames genéticos, como a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e o cariótipo com bandas G, Q ou R, podem ser utilizados em contextos específicos. Atualmente, há 14 variantes patogênicas descritas no banco de dados ClinVar para essa condição. Exames complementares, como a dosagem de alfa-fetoproteína, podem ser solicitados para descartar outros diagnósticos.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a doença, e o tratamento é focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O manejo inclui cuidados com a pele, como o uso de hidratantes e agentes queratolíticos (que ajudam a remover o excesso de pele grossa) para reduzir o espessamento e o desconforto. A proteção contra atritos e pressão nas palmas e plantas, com o uso de calçados adequados e palmilhas, pode ajudar a prevenir a formação de bolhas. O atendimento em reabilitação para doenças raras pode ser indicado para suporte multidisciplinar. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima, e os procedimentos disponíveis incluem os exames genéticos citados e o atendimento em reabilitação.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
A doença é crônica e geralmente não encurta a expectativa de vida, mas pode impactar significativamente a qualidade de vida devido ao desconforto, à dor ao caminhar e à limitação de atividades manuais. O acompanhamento regular com dermatologista e outros especialistas é importante para o manejo adequado dos sintomas e para prevenir complicações, como infecções secundárias nas áreas de bolhas. O suporte psicológico e a reabilitação podem ajudar o paciente a lidar com os desafios diários da condição.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas é uma alteração genética rara que atinge a pele das palmas das mãos e solas dos pés. As pessoas afetadas costumam notar endurecimento e espessamento da pele (ceratodermia) e surgimento de bolhas nessas regiões desde a infância. A condição é causada por alterações no gene KRT6C, transmitidas com padrão autossômico dominante na família. No Brasil, a condição não possui um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) no Ministério da Saúde, nem medicamentos fornecidos pelo SUS.
Muitas condições de pele afetam o sistema tegumentar humano — o sistema de órgãos que cobre toda a superfície do corpo e é composto por pele, cabelos, unhas e músculos e glândulas relacionados. A principal função deste sistema é servir como uma barreira contra o ambiente externo. A pele pesa em média quatro quilogramas, cobre uma área de dois metros quadrados e é feita de três camadas distintas: a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo. Os dois principais tipos de pele humana são: pele glabra, a pele sem pelos nas palmas das mãos e solas dos pés, e a pele com pelos. Dentro deste último tipo, os pelos ocorrem em estruturas chamadas unidades pilossebáceas, cada uma com folículo piloso, glândula sebácea e músculo eretor do pelo associado.
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Escala de raridade
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1/20kRara
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1/5kIncomum
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 5 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisPalmoplantar keratoderma, non-epidermolytic, focal or diffuse
A dermatological disorder characterized by non-epidermolytic abnormal thickening of the skin on the palms and soles. Diffuse palmoplantar keratoderma is characterized by uniform involvement of the palmoplantar surface, while the focal form consists of localized areas of hyperkeratosis located mainly on pressure points and sites of recurrent friction.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
14 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Sim, a condição apresenta padrão de herança autossômica dominante. Ela decorre de mutações identificadas no gene KRT6C, responsável pela queratina tipo II citoesquelética 6C.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/queratodermia-palmoplantar-nao-epidermolitica-focal-autossomica-dominante-com-formacao-de-bolhas
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Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA