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Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas
ORPHA:402003CID-10 · Q82.8OMIM 615735DOENÇA RARA
Sangue / imuneInício infantilHerança AD

Muitas condições de pele afetam o sistema tegumentar humano — o sistema de órgãos que cobre toda a superfície do corpo e é composto por pele, cabelos, unhas e músculos e glândulas relacionados. A principal função deste sistema é servir como uma barreira contra o ambiente externo. A pele pesa em média quatro quilogramas, cobre uma área de dois metros quadrados e é feita de três camadas distintas: a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo. Os dois principais tipos de pele humana são: pele glabra, a pele sem pelos nas palmas das mãos e solas dos pés, e a pele com pelos. Dentro deste último tipo, os pelos ocorrem em estruturas chamadas unidades pilossebáceas, cada uma com folículo piloso, glândula sebácea e músculo eretor do pelo associado.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 13/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas é uma doença genética rara da pele. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas ceratodermias palmoplantares, que se caracterizam pelo espessamento anormal da pele nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. A palavra "não-epidermolítica" indica que, ao contrário de outras formas, as células da pele não se rompem facilmente. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso para cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição muito rara.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas geralmente começam na infância. A característica mais marcante é a ceratodermia palmoplantar, ou seja, o espessamento e endurecimento da pele (hiperceratose) nas palmas das mãos e, principalmente, nas plantas dos pés. Esse espessamento costuma ser focal, aparecendo em áreas de maior pressão ou atrito, e pode ser acompanhado pela formação de bolhas (formação de bolhas plantares). Em alguns casos, também pode haver leucoplasia oral, que são placas brancas na mucosa da boca. A acantose epidérmica (aumento da espessura da camada mais superficial da pele) é outro achado comum ao microscópio.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (mutações) no gene KRT6C. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada queratina tipo II citoesquelética 6C. As queratinas são proteínas essenciais que formam a estrutura de sustentação das células da pele, cabelos e unhas. Mutações no gene KRT6C comprometem a resistência das células da pele, especialmente nas palmas e plantas, levando ao espessamento e à formação de bolhas. A herança é autossômica dominante: se uma pessoa tem a mutação, ela tem 50% de chance de transmiti-la para cada filho.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos disponíveis para identificar a mutação no gene KRT6C. Outros exames genéticos, como a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e o cariótipo com bandas G, Q ou R, podem ser utilizados em contextos específicos. Atualmente, há 14 variantes patogênicas descritas no banco de dados ClinVar para essa condição. Exames complementares, como a dosagem de alfa-fetoproteína, podem ser solicitados para descartar outros diagnósticos.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há cura para a doença, e o tratamento é focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O manejo inclui cuidados com a pele, como o uso de hidratantes e agentes queratolíticos (que ajudam a remover o excesso de pele grossa) para reduzir o espessamento e o desconforto. A proteção contra atritos e pressão nas palmas e plantas, com o uso de calçados adequados e palmilhas, pode ajudar a prevenir a formação de bolhas. O atendimento em reabilitação para doenças raras pode ser indicado para suporte multidisciplinar. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima, e os procedimentos disponíveis incluem os exames genéticos citados e o atendimento em reabilitação.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

A doença é crônica e geralmente não encurta a expectativa de vida, mas pode impactar significativamente a qualidade de vida devido ao desconforto, à dor ao caminhar e à limitação de atividades manuais. O acompanhamento regular com dermatologista e outros especialistas é importante para o manejo adequado dos sintomas e para prevenir complicações, como infecções secundárias nas áreas de bolhas. O suporte psicológico e a reabilitação podem ajudar o paciente a lidar com os desafios diários da condição.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Muitas condições de pele afetam o sistema tegumentar humano — o sistema de órgãos que cobre toda a superfície do corpo e é composto por pele, cabelos, unhas e músculos e glândulas relacionados. A principal função deste sistema é servir como uma barreira contra o ambiente externo. A pele pesa em média quatro quilogramas, cobre uma área de dois metros quadrados e é feita de três camadas distintas: a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo. Os dois principais tipos de pele humana são: pele glabra, a pele sem pelos nas palmas das mãos e solas dos pés, e a pele com pelos. Dentro deste último tipo, os pelos ocorrem em estruturas chamadas unidades pilossebáceas, cada uma com folículo piloso, glândula sebácea e músculo eretor do pelo associado.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
21
pacientes catalogados
Início
Childhood
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q82.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 13/06/2026
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Visão geral

A Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas é uma doença genética rara da pele. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas ceratodermias palmoplantares, que se caracterizam pelo espessamento anormal da pele nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. A palavra "não-epidermolítica" indica que, ao contrário de outras formas, as células da pele não se rompem facilmente. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso para cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição muito rara.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas geralmente começam na infância. A característica mais marcante é a ceratodermia palmoplantar, ou seja, o espessamento e endurecimento da pele (hiperceratose) nas palmas das mãos e, principalmente, nas plantas dos pés. Esse espessamento costuma ser focal, aparecendo em áreas de maior pressão ou atrito, e pode ser acompanhado pela formação de bolhas (formação de bolhas plantares). Em alguns casos, também pode haver leucoplasia oral, que são placas brancas na mucosa da boca. A acantose epidérmica (aumento da espessura da camada mais superficial da pele) é outro achado comum ao microscópio.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (mutações) no gene KRT6C. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada queratina tipo II citoesquelética 6C. As queratinas são proteínas essenciais que formam a estrutura de sustentação das células da pele, cabelos e unhas. Mutações no gene KRT6C comprometem a resistência das células da pele, especialmente nas palmas e plantas, levando ao espessamento e à formação de bolhas. A herança é autossômica dominante: se uma pessoa tem a mutação, ela tem 50% de chance de transmiti-la para cada filho.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos disponíveis para identificar a mutação no gene KRT6C. Outros exames genéticos, como a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e o cariótipo com bandas G, Q ou R, podem ser utilizados em contextos específicos. Atualmente, há 14 variantes patogênicas descritas no banco de dados ClinVar para essa condição. Exames complementares, como a dosagem de alfa-fetoproteína, podem ser solicitados para descartar outros diagnósticos.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há cura para a doença, e o tratamento é focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O manejo inclui cuidados com a pele, como o uso de hidratantes e agentes queratolíticos (que ajudam a remover o excesso de pele grossa) para reduzir o espessamento e o desconforto. A proteção contra atritos e pressão nas palmas e plantas, com o uso de calçados adequados e palmilhas, pode ajudar a prevenir a formação de bolhas. O atendimento em reabilitação para doenças raras pode ser indicado para suporte multidisciplinar. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima, e os procedimentos disponíveis incluem os exames genéticos citados e o atendimento em reabilitação.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

A doença é crônica e geralmente não encurta a expectativa de vida, mas pode impactar significativamente a qualidade de vida devido ao desconforto, à dor ao caminhar e à limitação de atividades manuais. O acompanhamento regular com dermatologista e outros especialistas é importante para o manejo adequado dos sintomas e para prevenir complicações, como infecções secundárias nas áreas de bolhas. O suporte psicológico e a reabilitação podem ajudar o paciente a lidar com os desafios diários da condição.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Características mais comuns

6%prev.
Leucoplasia oral
Frequência: 1/17
Herança autossômica dominante
Acantose epidérmica
Ceratodermia palmoplantar
Hiperceratose plantar
5sintomas
Ocasional (1)
Sem dados (4)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 5 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Leucoplasia oralOral leukoplakia
Frequência: 1/176%
Herança autossômica dominanteAutosomal dominant inheritance
Acantose epidérmicaEpidermal acanthosis
Ceratodermia palmoplantarPalmoplantar keratoderma
Hiperceratose plantarPlantar hyperkeratosis

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
KRT6C
KRT6CKeratin, type II cytoskeletal 6CDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
LOCALIZAÇÃO

VIAS BIOLÓGICAS (2)
KeratinizationFormation of the cornified envelope
MECANISMO DE DOENÇA

Palmoplantar keratoderma, non-epidermolytic, focal or diffuse

A dermatological disorder characterized by non-epidermolytic abnormal thickening of the skin on the palms and soles. Diffuse palmoplantar keratoderma is characterized by uniform involvement of the palmoplantar surface, while the focal form consists of localized areas of hyperkeratosis located mainly on pressure points and sites of recurrent friction.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Tecido-específico)
Esôfago - Mucosa
548.2 TPM
Vagina
114.9 TPM
Skin Not Sun Exposed Suprapubic
6.3 TPM
Skin Sun Exposed Lower leg
2.8 TPM
Glândula salivar
0.8 TPM
INTERAÇÕES PROTEICAS (3)
OUTRAS DOENÇAS (1)
palmoplantar keratoderma, nonepidermolytic, focal or diffuse
HGNC:20406UniProt:P48668

Medicamentos aprovados (FDA)

1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.

💊 Jynarque (TOLVAPTAN)
Ver no DailyMed/FDA

Variantes genéticas (ClinVar)

14 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 KRT6C: NM_173086.5(KRT6C):c.1003G>A (p.Ala335Thr) ()
🧬 KRT6C: NM_173086.5(KRT6C):c.778C>T (p.Arg260Cys) ()
🧬 KRT6C: NM_173086.5(KRT6C):c.169G>C (p.Gly57Arg) ()
🧬 KRT6C: NM_173086.5(KRT6C):c.30C>G (p.Ser10Arg) ()
🧬 KRT6C: NM_173086.5(KRT6C):c.977G>A (p.Arg326His) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:402003(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:615735(OMIM)
  3. MONDO:0014327(MONDO)
  4. GARD:17669(GARD (NIH))
  5. Variantes catalogadas(ClinVar)
  6. Q102295966(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas
Compêndio · Raras BR

Queratodermia palmoplantar não-epidermolítica focal autossômica dominante com formação de bolhas

ORPHA:402003 · MONDO:0014327
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
21 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
Q82.8 · Outras malformações congênitas especificadas da pele
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5190822
Wikidata
DiscussaoAtiva

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📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Medicamentos aprovados FDA
fonte: FDA OpenFDA