Síndrome de polidactilia de Majewski, também conhecida como polidactilia com condrodistrofia neonatal tipo I, síndrome de costelas curtas e polidactilia tipo II, e síndrome de costelas curtas-polidactilia, é uma forma letal de nanismo neonatal caracterizada por osteocondrodisplasia com tórax estreito, polissindactilia, tíbias desproporcionalmente curtas, displasia torácica, pulmões hipoplásicos e insuficiência respiratória. Anomalias associadas incluem abdômen protuberante, braquidactilia, faces peculiares, epiglote hipoplásica, defeitos cardiovasculares, cistos renais e também anomalias genitais. O óbito ocorre antes ou no momento do nascimento. A doença é herdada em um padrão autossômico recessivo.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome costelas curtas-polidactilia, tipo Majewski é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento de vários órgãos e sistemas. Ela faz parte de um grupo de condições conhecidas como displasias esqueléticas ciliares, caracterizadas por alterações nos ossos, especialmente costelas curtas e tórax estreito, além da presença de dedos extras nas mãos ou pés (polidactilia). A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem ser observados ainda no período pré-natal (antenatal) ou logo após o nascimento (neonatal). As principais características incluem: tórax estreito, costelas curtas e horizontais, encurtamento desproporcional da tíbia (mesomelia), braquidactilia (dedos das mãos e pés mais curtos que o normal), polidactilia pré-axial (dedo extra no lado do polegar) e pós-axial (dedo extra no lado do dedo mínimo) das mãos, e polissindactilia do hálux (dedão do pé com fusão e dedos extras). Também podem ocorrer alterações craniofaciais como braquicefalia (cabeça mais larga que o normal), fenda labial mediana, microglossia (língua pequena) e hamartoma de língua (crescimento benigno de tecido). Em alguns casos, há hidropsia fetal (acúmulo anormal de líquido no corpo do feto), hipoplasia pulmonar (pulmões subdesenvolvidos), fibrose hepática e pancreática, displasia renal policística (rins com cistos), genitália ambígua, e anormalidades da laringe e epiglote. Problemas cardíacos, como regurgitação tricúspide, também foram descritos. Em crianças que sobrevivem, pode haver atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. As alterações (mutações) em três genes já foram associadas a esta condição: TRAF3IP1 (proteína de interação com TRAF3), NEK1 (serina/treonina-proteína quinase Nek1) e DYNC2H1 (cadeia pesada 2 da dineína citoplasmática). Esses genes estão envolvidos na função dos cílios, estruturas celulares essenciais para o desenvolvimento adequado dos ossos e outros órgãos.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas características) e confirmado por testes genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. No banco de dados ClinVar, há 1191 variantes genéticas descritas associadas a esta síndrome.[1][4][5]
Tratamento e manejo
O manejo da Síndrome costelas curtas-polidactilia, tipo Majewski é multidisciplinar e focado nos sintomas apresentados por cada paciente. Não há um tratamento curativo específico. O acompanhamento pode envolver especialistas em genética, ortopedia, pneumologia, nefrologia, cardiologia, fonoaudiologia e reabilitação. O suporte respiratório pode ser necessário em casos de hipoplasia pulmonar. Cirurgias corretivas para polidactilia, fenda labial ou outras malformações podem ser indicadas. O nível de cobertura pelo SUS é classificado como 'Cobertura mínima', e os procedimentos descritos na seção de diagnóstico estão disponíveis na rede pública.[1][5]
Tratamentos citados na literatura
Na literatura científica, há uma menção ao uso de fosfatidilserinas (Phosphatidylserines) em associação com a doença, com 1 publicação registrada no PubTator3. É importante destacar que esta é uma informação extraída de bases de dados de pesquisa e não representa uma recomendação de tratamento ou comprovação de eficácia para a síndrome.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável e depende da gravidade das malformações, especialmente o grau de comprometimento pulmonar e renal. Muitos casos são fatais ainda no período neonatal devido à insuficiência respiratória. No entanto, crianças com formas mais leves podem sobreviver e necessitar de acompanhamento contínuo para monitorar e tratar complicações como fibrose hepática, pancreática e doença renal. O atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem pode exigir intervenção fonoaudiológica precoce.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome de polidactilia de Majewski, também conhecida como polidactilia com condrodistrofia neonatal tipo I, síndrome de costelas curtas e polidactilia tipo II, e síndrome de costelas curtas-polidactilia, é uma forma letal de nanismo neonatal caracterizada por osteocondrodisplasia com tórax estreito, polissindactilia, tíbias desproporcionalmente curtas, displasia torácica, pulmões hipoplásicos e insuficiência respiratória. Anomalias associadas incluem abdômen protuberante, braquidactilia, faces peculiares, epiglote hipoplásica, defeitos cardiovasculares, cistos renais e também anomalias genitais. O óbito ocorre antes ou no momento do nascimento. A doença é herdada em um padrão autossômico recessivo.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome costelas curtas-polidactilia, tipo Majewski é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento de vários órgãos e sistemas. Ela faz parte de um grupo de condições conhecidas como displasias esqueléticas ciliares, caracterizadas por alterações nos ossos, especialmente costelas curtas e tórax estreito, além da presença de dedos extras nas mãos ou pés (polidactilia). A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem ser observados ainda no período pré-natal (antenatal) ou logo após o nascimento (neonatal). As principais características incluem: tórax estreito, costelas curtas e horizontais, encurtamento desproporcional da tíbia (mesomelia), braquidactilia (dedos das mãos e pés mais curtos que o normal), polidactilia pré-axial (dedo extra no lado do polegar) e pós-axial (dedo extra no lado do dedo mínimo) das mãos, e polissindactilia do hálux (dedão do pé com fusão e dedos extras). Também podem ocorrer alterações craniofaciais como braquicefalia (cabeça mais larga que o normal), fenda labial mediana, microglossia (língua pequena) e hamartoma de língua (crescimento benigno de tecido). Em alguns casos, há hidropsia fetal (acúmulo anormal de líquido no corpo do feto), hipoplasia pulmonar (pulmões subdesenvolvidos), fibrose hepática e pancreática, displasia renal policística (rins com cistos), genitália ambígua, e anormalidades da laringe e epiglote. Problemas cardíacos, como regurgitação tricúspide, também foram descritos. Em crianças que sobrevivem, pode haver atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. As alterações (mutações) em três genes já foram associadas a esta condição: TRAF3IP1 (proteína de interação com TRAF3), NEK1 (serina/treonina-proteína quinase Nek1) e DYNC2H1 (cadeia pesada 2 da dineína citoplasmática). Esses genes estão envolvidos na função dos cílios, estruturas celulares essenciais para o desenvolvimento adequado dos ossos e outros órgãos.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de imagem (como radiografias que mostram as alterações ósseas características) e confirmado por testes genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. No banco de dados ClinVar, há 1191 variantes genéticas descritas associadas a esta síndrome.[1][4][5]
Tratamento e manejo
O manejo da Síndrome costelas curtas-polidactilia, tipo Majewski é multidisciplinar e focado nos sintomas apresentados por cada paciente. Não há um tratamento curativo específico. O acompanhamento pode envolver especialistas em genética, ortopedia, pneumologia, nefrologia, cardiologia, fonoaudiologia e reabilitação. O suporte respiratório pode ser necessário em casos de hipoplasia pulmonar. Cirurgias corretivas para polidactilia, fenda labial ou outras malformações podem ser indicadas. O nível de cobertura pelo SUS é classificado como 'Cobertura mínima', e os procedimentos descritos na seção de diagnóstico estão disponíveis na rede pública.[1][5]
Tratamentos citados na literatura
Na literatura científica, há uma menção ao uso de fosfatidilserinas (Phosphatidylserines) em associação com a doença, com 1 publicação registrada no PubTator3. É importante destacar que esta é uma informação extraída de bases de dados de pesquisa e não representa uma recomendação de tratamento ou comprovação de eficácia para a síndrome.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável e depende da gravidade das malformações, especialmente o grau de comprometimento pulmonar e renal. Muitos casos são fatais ainda no período neonatal devido à insuficiência respiratória. No entanto, crianças com formas mais leves podem sobreviver e necessitar de acompanhamento contínuo para monitorar e tratar complicações como fibrose hepática, pancreática e doença renal. O atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem pode exigir intervenção fonoaudiológica precoce.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 18 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 40 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
3 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Plays an inhibitory role on IL13 signaling by binding to IL13RA1. Involved in suppression of IL13-induced STAT6 phosphorylation, transcriptional activity and DNA-binding. Recruits TRAF3 and DISC1 to the microtubules. Involved in kidney development and epithelial morphogenesis. Involved in the regulation of microtubule cytoskeleton organization. Is a negative regulator of microtubule stability, acting through the control of MAP4 levels (PubMed:26487268). Involved in ciliogenesis (By similarity)
Cytoplasm, cytoskeletonCell projection, ciliumCytoplasm, cytoskeleton, cilium axonemeCytoplasm, cytoskeleton, cilium basal body
Senior-Loken syndrome 9
A renal-retinal disorder characterized by progressive wasting of the filtering unit of the kidney (nephronophthisis), with or without medullary cystic renal disease, and progressive eye disease. Typically this disorder becomes apparent during the first year of life.
Phosphorylates serines and threonines, but also appears to possess tyrosine kinase activity (PubMed:20230784). Involved in DNA damage checkpoint control and for proper DNA damage repair (PubMed:20230784). In response to injury that includes DNA damage, NEK1 phosphorylates VDAC1 to limit mitochondrial cell death (PubMed:20230784). May be implicated in the control of meiosis (By similarity). Involved in cilium assembly (PubMed:21211617)
NucleusCytoplasm, cytoskeleton, microtubule organizing center, centrosomeCytoplasm
Short-rib thoracic dysplasia 6 with or without polydactyly
A form of short-rib thoracic dysplasia, a group of autosomal recessive ciliopathies that are characterized by a constricted thoracic cage, short ribs, shortened tubular bones, and a 'trident' appearance of the acetabular roof. Polydactyly is variably present. Non-skeletal involvement can include cleft lip/palate as well as anomalies of major organs such as the brain, eye, heart, kidneys, liver, pancreas, intestines, and genitalia. Some forms of the disease are lethal in the neonatal period due to respiratory insufficiency secondary to a severely restricted thoracic cage, whereas others are compatible with life. Disease spectrum encompasses Ellis-van Creveld syndrome, asphyxiating thoracic dystrophy (Jeune syndrome), Mainzer-Saldino syndrome, and short rib-polydactyly syndrome.
May function as a motor for intraflagellar retrograde transport. Functions in cilia biogenesis. May play a role in transport between endoplasmic reticulum and Golgi or organization of the Golgi in cells (By similarity)
Cytoplasm, cytoskeleton, cilium axonemeCell membraneCytoplasm
Short-rib thoracic dysplasia 3 with or without polydactyly
A form of short-rib thoracic dysplasia, a group of autosomal recessive ciliopathies that are characterized by a constricted thoracic cage, short ribs, shortened tubular bones, and a 'trident' appearance of the acetabular roof. Polydactyly is variably present. Non-skeletal involvement can include cleft lip/palate as well as anomalies of major organs such as the brain, eye, heart, kidneys, liver, pancreas, intestines, and genitalia. Some forms of the disease are lethal in the neonatal period due to respiratory insufficiency secondary to a severely restricted thoracic cage, whereas others are compatible with life. Disease spectrum encompasses Ellis-van Creveld syndrome, asphyxiating thoracic dystrophy (Jeune syndrome), Mainzer-Saldino syndrome, and short rib-polydactyly syndrome.
Variantes genéticas (ClinVar)
1.191 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Publicações recentes
NEK1 mutations cause short-rib polydactyly syndrome type majewski.
[Lethal osteo-chondro-dysplasia: feto-pathological study of 32 cases].
[Short rib-polydactyly syndrome, Majewski type].
Central nervous system alterations in a case of short-rib polydactyly syndrome, Majewski type.
Short rib-polydactyly syndrome (Majewski type): report of a case with autopsy findings.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- NEK1 mutations cause short-rib polydactyly syndrome type majewski.
- [Lethal osteo-chondro-dysplasia: feto-pathological study of 32 cases].
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- Central nervous system alterations in a case of short-rib polydactyly syndrome, Majewski type.
- Short rib-polydactyly syndrome (Majewski type): report of a case with autopsy findings.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:93269(Orphanet)
- MONDO:0019662(MONDO)
- GARD:4833(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q2753372(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome costelas curtas-polidactilia, tipo Majewski
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata