Síndrome rara associada a mutações no gene SLC39A7, caracterizada por agamaglobulinemia, alterações cutâneas e atraso de crescimento significativo. Apresenta-se com infecções recorrentes e dificuldades de desenvolvimento.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico, a pele e o desenvolvimento físico. Ela é caracterizada por níveis muito baixos ou ausentes de anticorpos (agamaglobulinemia), infecções bacterianas recorrentes, problemas de pele como dermatite seborreica ou eczematoide, déficit de crescimento e, em alguns casos, perda auditiva neurossensorial e trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas). A condição é causada por alterações no gene SLC39A7, que fornece instruções para uma proteína transportadora de zinco essencial para o desenvolvimento das células de defesa do organismo.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas descritos na literatura incluem: agamaglobulinemia (ausência ou níveis muito baixos de anticorpos), células B circulantes ausentes (células responsáveis pela produção de anticorpos), infecções bacterianas recorrentes, déficit de crescimento (dificuldade em ganhar peso e altura adequados), dermatite seborreica e dermatite eczematoide (inflamações da pele), deficiência auditiva neurossensorial (perda de audição por alteração no nervo auditivo) e trombocitopenia (redução das plaquetas, que pode causar sangramentos ou hematomas com facilidade).[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene SLC39A7 (símbolo: SLC39A7; nome completo: Zinc transporter SLC39A7). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que transporta zinco para dentro das células. O zinco é um mineral essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico, especialmente para o desenvolvimento e a maturação das células B, que produzem anticorpos. Mutações nesse gene comprometem o transporte de zinco, levando à deficiência de anticorpos e aos demais sintomas da doença. A herança ainda não foi estabelecida (não há dados disponíveis sobre o padrão de herança).[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos (infecções recorrentes, alterações na pele, déficit de crescimento) e em exames laboratoriais que mostram níveis muito baixos de anticorpos (agamaglobulinemia) e ausência de células B circulantes. O diagnóstico definitivo é confirmado por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene SLC39A7. Atualmente, existem 2 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 13 variantes patogênicas estão registradas no banco de dados ClinVar.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da síndrome é multidisciplinar e deve ser coordenado por um médico especialista (imunologista, geneticista, dermatologista e outros conforme necessário). O tratamento visa controlar as infecções recorrentes, melhorar o estado nutricional e tratar as manifestações cutâneas. A reposição de imunoglobulina (anticorpos) por via intravenosa ou subcutânea é uma abordagem comum para pacientes com agamaglobulinemia, ajudando a prevenir infecções. O cuidado com a pele (hidratação, uso de cremes para dermatite) e o suporte nutricional para o déficit de crescimento também são importantes. A deficiência auditiva pode requerer acompanhamento com fonoaudiólogo e, em alguns casos, aparelhos auditivos. A trombocitopenia deve ser monitorada e tratada conforme orientação médica. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta síndrome; o tratamento é individualizado.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das infecções e da resposta ao tratamento. Com o diagnóstico precoce e o manejo adequado (incluindo reposição de imunoglobulina e cuidados de suporte), muitas crianças podem ter uma melhora significativa na qualidade de vida, com redução das infecções e melhor crescimento. No entanto, a condição é crônica e requer acompanhamento médico contínuo. A deficiência auditiva e as alterações cutâneas podem persistir, mas podem ser manejadas com terapias de suporte. Não há dados de longo prazo disponíveis sobre a expectativa de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara associada a mutações no gene SLC39A7, caracterizada por agamaglobulinemia, alterações cutâneas e atraso de crescimento significativo. Apresenta-se com infecções recorrentes e dificuldades de desenvolvimento.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico, a pele e o desenvolvimento físico. Ela é caracterizada por níveis muito baixos ou ausentes de anticorpos (agamaglobulinemia), infecções bacterianas recorrentes, problemas de pele como dermatite seborreica ou eczematoide, déficit de crescimento e, em alguns casos, perda auditiva neurossensorial e trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas). A condição é causada por alterações no gene SLC39A7, que fornece instruções para uma proteína transportadora de zinco essencial para o desenvolvimento das células de defesa do organismo.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas descritos na literatura incluem: agamaglobulinemia (ausência ou níveis muito baixos de anticorpos), células B circulantes ausentes (células responsáveis pela produção de anticorpos), infecções bacterianas recorrentes, déficit de crescimento (dificuldade em ganhar peso e altura adequados), dermatite seborreica e dermatite eczematoide (inflamações da pele), deficiência auditiva neurossensorial (perda de audição por alteração no nervo auditivo) e trombocitopenia (redução das plaquetas, que pode causar sangramentos ou hematomas com facilidade).[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene SLC39A7 (símbolo: SLC39A7; nome completo: Zinc transporter SLC39A7). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que transporta zinco para dentro das células. O zinco é um mineral essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico, especialmente para o desenvolvimento e a maturação das células B, que produzem anticorpos. Mutações nesse gene comprometem o transporte de zinco, levando à deficiência de anticorpos e aos demais sintomas da doença. A herança ainda não foi estabelecida (não há dados disponíveis sobre o padrão de herança).[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos (infecções recorrentes, alterações na pele, déficit de crescimento) e em exames laboratoriais que mostram níveis muito baixos de anticorpos (agamaglobulinemia) e ausência de células B circulantes. O diagnóstico definitivo é confirmado por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene SLC39A7. Atualmente, existem 2 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 13 variantes patogênicas estão registradas no banco de dados ClinVar.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da síndrome é multidisciplinar e deve ser coordenado por um médico especialista (imunologista, geneticista, dermatologista e outros conforme necessário). O tratamento visa controlar as infecções recorrentes, melhorar o estado nutricional e tratar as manifestações cutâneas. A reposição de imunoglobulina (anticorpos) por via intravenosa ou subcutânea é uma abordagem comum para pacientes com agamaglobulinemia, ajudando a prevenir infecções. O cuidado com a pele (hidratação, uso de cremes para dermatite) e o suporte nutricional para o déficit de crescimento também são importantes. A deficiência auditiva pode requerer acompanhamento com fonoaudiólogo e, em alguns casos, aparelhos auditivos. A trombocitopenia deve ser monitorada e tratada conforme orientação médica. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta síndrome; o tratamento é individualizado.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das infecções e da resposta ao tratamento. Com o diagnóstico precoce e o manejo adequado (incluindo reposição de imunoglobulina e cuidados de suporte), muitas crianças podem ter uma melhora significativa na qualidade de vida, com redução das infecções e melhor crescimento. No entanto, a condição é crônica e requer acompanhamento médico contínuo. A deficiência auditiva e as alterações cutâneas podem persistir, mas podem ser manejadas com terapias de suporte. Não há dados de longo prazo disponíveis sobre a expectativa de vida.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 2 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 8 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Triagem neonatal (Teste do Pezinho)
A triagem neonatal permite diagnóstico precoce e início imediato do tratamento.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisTransports Zn(2+) from the endoplasmic reticulum (ER)/Golgi apparatus to the cytosol, playing an essential role in the regulation of cytosolic zinc levels (PubMed:14525538, PubMed:15705588, PubMed:28205653, PubMed:29980658). Acts as a gatekeeper of zinc release from intracellular stores, requiring post-translational activation by phosphorylation, resulting in activation of multiple downstream pathways leading to cell growth and proliferation (PubMed:22317921, PubMed:28205653, PubMed:29980658). H
Endoplasmic reticulum membraneGolgi apparatus, cis-Golgi network membrane
Agammaglobulinemia 9, autosomal recessive
A form of agammaglobulinemia, a primary immunodeficiency characterized by profoundly low or absent serum antibodies and low or absent circulating B-cells due to an early block of B-cell development. Affected individuals develop severe infections in the first years of life.
Variantes genéticas (ClinVar)
13 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Mast cell mediators in hereditary angioedema.
Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Mast cell mediators in hereditary angioedema.
- Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
- Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
- The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
- Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:693627(Orphanet)
- MONDO:0030519(MONDO)
- Imunodeficiência Primária — Imunoglobulina Humana(PCDT · Ministério da Saúde)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM