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Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento
ORPHA:693627OMIM 619693PCDT · SUSDOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Herança AR
Também conhecida comoZIP7
Sinônimos clínicos: Agamaglobulinemia sindrómica devido a deficiência ZIP7 · Síndrome de hipogamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento

Síndrome rara associada a mutações no gene SLC39A7, caracterizada por agamaglobulinemia, alterações cutâneas e atraso de crescimento significativo. Apresenta-se com infecções recorrentes e dificuldades de desenvolvimento.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 21/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico, a pele e o desenvolvimento físico. Ela é caracterizada por níveis muito baixos ou ausentes de anticorpos (agamaglobulinemia), infecções bacterianas recorrentes, problemas de pele como dermatite seborreica ou eczematoide, déficit de crescimento e, em alguns casos, perda auditiva neurossensorial e trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas). A condição é causada por alterações no gene SLC39A7, que fornece instruções para uma proteína transportadora de zinco essencial para o desenvolvimento das células de defesa do organismo.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas descritos na literatura incluem: agamaglobulinemia (ausência ou níveis muito baixos de anticorpos), células B circulantes ausentes (células responsáveis pela produção de anticorpos), infecções bacterianas recorrentes, déficit de crescimento (dificuldade em ganhar peso e altura adequados), dermatite seborreica e dermatite eczematoide (inflamações da pele), deficiência auditiva neurossensorial (perda de audição por alteração no nervo auditivo) e trombocitopenia (redução das plaquetas, que pode causar sangramentos ou hematomas com facilidade).[1][2]

Causas genéticas

A síndrome é causada por mutações no gene SLC39A7 (símbolo: SLC39A7; nome completo: Zinc transporter SLC39A7). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que transporta zinco para dentro das células. O zinco é um mineral essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico, especialmente para o desenvolvimento e a maturação das células B, que produzem anticorpos. Mutações nesse gene comprometem o transporte de zinco, levando à deficiência de anticorpos e aos demais sintomas da doença. A herança ainda não foi estabelecida (não há dados disponíveis sobre o padrão de herança).[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas característicos (infecções recorrentes, alterações na pele, déficit de crescimento) e em exames laboratoriais que mostram níveis muito baixos de anticorpos (agamaglobulinemia) e ausência de células B circulantes. O diagnóstico definitivo é confirmado por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene SLC39A7. Atualmente, existem 2 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 13 variantes patogênicas estão registradas no banco de dados ClinVar.[1][3][4]

Tratamento e manejo

O manejo da síndrome é multidisciplinar e deve ser coordenado por um médico especialista (imunologista, geneticista, dermatologista e outros conforme necessário). O tratamento visa controlar as infecções recorrentes, melhorar o estado nutricional e tratar as manifestações cutâneas. A reposição de imunoglobulina (anticorpos) por via intravenosa ou subcutânea é uma abordagem comum para pacientes com agamaglobulinemia, ajudando a prevenir infecções. O cuidado com a pele (hidratação, uso de cremes para dermatite) e o suporte nutricional para o déficit de crescimento também são importantes. A deficiência auditiva pode requerer acompanhamento com fonoaudiólogo e, em alguns casos, aparelhos auditivos. A trombocitopenia deve ser monitorada e tratada conforme orientação médica. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta síndrome; o tratamento é individualizado.[1][3]

Tratamentos citados na literatura

Até o momento, não há fármacos específicos listados na literatura científica (PubTator3) como associados a esta síndrome. Portanto, nenhum tratamento citado na literatura pode ser informado.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende da gravidade das infecções e da resposta ao tratamento. Com o diagnóstico precoce e o manejo adequado (incluindo reposição de imunoglobulina e cuidados de suporte), muitas crianças podem ter uma melhora significativa na qualidade de vida, com redução das infecções e melhor crescimento. No entanto, a condição é crônica e requer acompanhamento médico contínuo. A deficiência auditiva e as alterações cutâneas podem persistir, mas podem ser manejadas com terapias de suporte. Não há dados de longo prazo disponíveis sobre a expectativa de vida.[1][3]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento é uma doença genética muito rara ligada ao gene SLC39A7. Ela provoca a falta completa de células de defesa chamadas células B e de anticorpos no sangue, além de causar infecções bacterianas frequentes. As famílias costumam notar inflamações descamativas na pele, redução de plaquetas no sangue, perda auditiva e dificuldade para a criança ganhar peso e crescer. No Brasil, o Ministério da Saúde disponibiliza diretrizes para defeitos de anticorpos, embora não haja medicamentos dispensados especificamente catalogados para esta forma exata da doença.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Síndrome rara associada a mutações no gene SLC39A7, caracterizada por agamaglobulinemia, alterações cutâneas e atraso de crescimento significativo. Apresenta-se com infecções recorrentes e dificuldades de desenvolvimento.

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SUS: Cobertura parcialScore: 5%
PCDT disponívelTriagem neonatal (Fase 4)
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧬
Pele e cabelo
2 sintomas
🛡️
Imunológico
1 sintomas
👂
Ouvidos
1 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas
🩸
Sangue
1 sintomas

+ 2 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

—
Células B circulantes ausentes
—
Infecções bacterianas recorrentes
—
Deficiência auditiva neurossensorial
—
Dermatite seborreica
—
Agamaglobulinemia
—
Déficit de crescimento
8sintomas
Sem dados (8)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 8 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Células B circulantes ausentesAbsent circulating B cells
Infecções bacterianas recorrentesRecurrent bacterial infections
Deficiência auditiva neurossensorialSensorineural hearing impairment
Dermatite seborreicaSeborrheic dermatitis
AgamaglobulinemiaAgammaglobulinemia

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2026
Últimos 10 anos5publicações
Pico20265 papers
Linha do tempo
2026Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Triagem neonatal (Teste do Pezinho)

👶
Teste: KREC (Kappa-deleting Recombination Excision Circles)
Fase 4 do PNTNpending
Incidência no Brasil: 1:200.000

A triagem neonatal permite diagnóstico precoce e início imediato do tratamento.

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Autosomal recessive

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
SLC39A7
SLC39A7Zinc transporter SLC39A7Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Zinc influx into cells by the SLC39 gene family
MECANISMO DE DOENÇA

Agammaglobulinemia 9, autosomal recessive

A form of agammaglobulinemia, a primary immunodeficiency characterized by profoundly low or absent serum antibodies and low or absent circulating B-cells due to an early block of B-cell development. Affected individuals develop severe infections in the first years of life.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Fibroblastos
242.4 TPM
Pituitária
169.8 TPM
Tireoide
156.4 TPM
Aorta
136.9 TPM
Glândula salivar
135.9 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
agammaglobulinemia 9, autosomal recessive
HGNC:4927UniProt:Q92504

Variantes genéticas (ClinVar)

13 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 SLC39A7: NM_006979.3(SLC39A7):c.868C>T (p.Arg290Ter) ()
🧬 SLC39A7: NM_006979.3(SLC39A7):c.1291G>A (p.Ala431Thr) ()
🧬 SLC39A7: NM_006979.3(SLC39A7):c.568C>G (p.Pro190Ala) ()
🧬 SLC39A7: NM_006979.3(SLC39A7):c.1184C>T (p.Thr395Ile) ()
🧬 SLC39A7: NM_006979.3(SLC39A7):c.1114C>T (p.Gln372Ter) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Protocolo oficial relacionado (Ministério da Saúde)PCDT: Imunodeficiência Primária Com Defeitos de Anticorpos

Existe um documento oficial para "Imunodeficiência Primária Com Defeitos de Anticorpos". Ele pode não cobrir esta forma específica da doença — confira no texto do protocolo antes de contar com ele.

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A doença é causada por alterações genéticas no gene SLC39A7, que afetam o transportador de zinco ZIP7. O padrão específico de herança genética da condição ainda não está registrado nas bases médicas oficiais.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-agamaglobulinemia-envolvimento-cutaneo-atraso-de-crescimento

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Síndrome de agamaglobulinemia-envolvimento cutâneo-atraso de crescimento

ORPHA:693627 · MONDO:0030519
🇧🇷 Brasil SUS
Triagem
KREC (Kappa-deleting Recombination Excision Circles)
PNTN
Fase 4
Incidência BR
1:200.000
Geral
OMIM
619693

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Rara