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Síndrome de displasia espondilometafisária-distrofia de cones e bastonetes
ORPHA:85167CID-10 · Q77.8CID-11 · LD24.4OMIM 608940DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Visão / ocularHerança AR
Também conhecida comoSMDCRD
Sinônimos clínicos: SMD-CRD

A síndrome da displasia espondilometafisária-distrofia do cone-bastonete é caracterizada pela associação de displasia espondilometafisária (marcada por platispondilia, encurtamento dos ossos tubulares e irregularidade metafisária progressiva e escavação), com retardo de crescimento pós-natal e deficiência visual progressiva devido à distrofia do cone-bastonete. Até o momento, foi descrito em oito indivíduos. A transmissão parece ser autossômica recessiva.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A síndrome de displasia espondilometafisária-distrofia de cones e bastonetes é uma condição genética extremamente rara que atinge os ossos e os olhos. Ela é causada por alterações no gene PCYT1A transmitidas com padrão autossômico recessivo. As famílias costumam notar baixa estatura acentuada, encurvamento de ossos e perda gradual da visão já durante a infância. Não há remédio curativo específico nem PCDT do Ministério da Saúde, sendo o cuidado baseado em suporte clínico e reabilitação.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

A síndrome da displasia espondilometafisária-distrofia do cone-bastonete é caracterizada pela associação de displasia espondilometafisária (marcada por platispondilia, encurtamento dos ossos tubulares e irregularidade metafisária progressiva e escavação), com retardo de crescimento pós-natal e deficiência visual progressiva devido à distrofia do cone-bastonete. Até o momento, foi descrito em oito indivíduos. A transmissão parece ser autossômica recessiva.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
18
pacientes catalogados
Início
No data available
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q77.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🦴
Ossos e articulações
16 sintomas
👁️
Olhos
16 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas
🧠
Neurológico
1 sintomas
💪
Músculos
1 sintomas
🫃
Digestivo
1 sintomas

+ 24 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Início na infância
Frequência: 4/4
100%prev.
Eletrorretinograma indetectável
Obrigatório (100%)
100%prev.
Displasia espondilometafisária
Frequência: 4/4
100%prev.
Platispondilia
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Irregularidade metafisária
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Metáfise alargada
Muito frequente (99-80%)
62sintomas
Muito frequente (27)
Frequente (12)
Ocasional (9)
Muito raro (2)
Sem dados (12)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 62 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Início na infânciaInfantile onset
Frequência: 4/4100%
Eletrorretinograma indetectávelUndetectable electroretinogram
Obrigatório (100%)100%
Displasia espondilometafisáriaSpondylometaphyseal dysplasia
Frequência: 4/4100%
PlatispondiliaPlatyspondyly
Muito frequente (99-80%)100%
Irregularidade metafisáriaMetaphyseal irregularity
Muito frequente (99-80%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa3desde 2023
Últimos 10 anos4publicações
Pico20161 papers
Linha do tempo
2023Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
PCYT1A
PCYT1A
PCYT1ACholine-phosphate cytidylyltransferase ADisease-causing germline mutation(s) (loss of function) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Synthesis of PC
MECANISMO DE DOENÇA

Spondylometaphyseal dysplasia with cone-rod dystrophy

An autosomal recessive disorder characterized by postnatal growth deficiency resulting in profound short stature, rhizomelia with bowing of the lower extremities, platyspondyly with anterior vertebral protrusions, progressive metaphyseal irregularity and cupping with shortened tubular bones, and early-onset progressive visual impairment associated with a pigmentary maculopathy and electroretinographic evidence of cone-rod dysfunction.

VIAS REACTOME (1)
EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Skin Sun Exposed Lower leg
46.6 TPM
Fibroblastos
42.5 TPM
Skin Not Sun Exposed Suprapubic
42.3 TPM
Tecido adiposo
35.0 TPM
Nervo tibial
34.7 TPM
OUTRAS DOENÇAS (3)
spondylometaphyseal dysplasia-cone-rod dystrophy syndromelipodystrophy, congenital generalized, type 5Leber congenital amaurosis
HGNC:8754UniProt:P49585

Variantes genéticas (ClinVar)

112 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 PCYT1A: GRCh37/hg19 3q22.1-29(chr3:132561657-197851986)x3 ()
🧬 PCYT1A: GRCh37/hg19 3q29(chr3:194814799-197817520)x3 ()
🧬 PCYT1A: Single allele ()
🧬 PCYT1A: NC_000003.12:g.196051941_197546443del ()
🧬 PCYT1A: NC_000003.12:g.196051932_197546453del ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 18 variantes classificadas pelo ClinVar.

13
5
Patogênica (72.2%)
VUS (27.8%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
PCYT1A: NM_001312673.2(PCYT1A):c.935dup (p.Ala313fs) [Likely pathogenic]
PCYT1A: NM_001312673.2(PCYT1A):c.223C>T (p.Arg75Ter) [Pathogenic]
PCYT1A: NM_001312673.2(PCYT1A):c.850G>T (p.Glu284Ter) [Pathogenic]
LOC126806932: NM_001312673.2(PCYT1A):c.389A>G (p.Asn130Ser) [Conflicting classifications of pathogenicity]
PCYT1A: NM_001312673.2(PCYT1A):c.968dup (p.Ser323fs) [Conflicting classifications of pathogenicity]

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de displasia espondilometafisária-distrofia de cones e bastonetes

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

A case of siblings with juvenile retinitis pigmentosa associated with NEK1 gene variants.

Ophthalmic genetics2023 Oct

Axial spondylometaphyseal dysplasia(axial SMD) is associated with early-onset retinal dystrophy and various skeletal dysplasias of varying severity. NEK1 is the causative gene for short rib polydactyly syndrome and axial SMD. Here, we report a case of siblings with juvenile retinitis pigmentosa (RP) and NEK1 variants not associated with systemic disorders. The patients were a 7-year-old-girl and a 9-year-old boy with RP, who were followed for 9 years. Whole exome sequencing (WES) was performed on the siblings and their parents, who were not consanguineous. The corrected visual acuity of the girl and the boy at first visit was binocular 20/63 and 20/100 OD and 20/63 OS, respectively. The siblings had narrowing of retinal blood vessels and retinal pigment epithelium atrophy in the fundus and showed an extinguished pattern in electroretinogram. On optical coherence tomography, there was a mottled ellipsoid band with progressive loss in the outer macular, the edges of which corresponded to the ring of hyperautofluorescence on fundus autofluorescence imaging. The siblings showed progressive visual field constriction. Radiological examination did not reveal any skeletal abnormalities. We identified two rare heterozygous NEK1 variants in the patients: c.240 G>A; p.(M80I) and c.634_639dup;p.(V212_L213dup). Heterozygous variants were recognized in the father and mother, respectively. According to the guidelines of the American College of Medical Genetics and Genomics, both variants were classified as likely pathogenic. This is the first report of RP patients with NEK1 variants not associated with skeletal abnormalities.

#2

Defect in phosphoinositide signalling through a homozygous variant in PLCB3 causes a new form of spondylometaphyseal dysplasia with corneal dystrophy.

Journal of medical genetics2018 Feb

Bone dysplasias are a large group of disorders affecting the growth and structure of the skeletal system. In the present study, we report the clinical and molecular delineation of a new form of syndromic autosomal recessive spondylometaphyseal dysplasia (SMD) in two Emirati first cousins. They displayed postnatal growth deficiency causing profound limb shortening with proximal and distal segments involvement, narrow chest, radiological abnormalities involving the spine, pelvis and metaphyses, corneal clouding and intellectual disability. Whole genome homozygosity mapping localised the genetic cause to 11q12.1-q13.1, a region spanning 19.32 Mb with ~490 genes. Using whole exome sequencing, we identified four novel homozygous variants within the shared block of homozygosity. Pathogenic variants in genes involved in phospholipid metabolism, such as PLCB4 and PCYT1A, are known to cause bone dysplasia with or without eye anomalies, which led us to select PLCB3 as a strong candidate. This gene encodes phospholipase C β 3, an enzyme that converts phosphatidylinositol 4,5 bisphosphate (PIP2) to inositol 1,4,5 triphosphate (IP3) and diacylglycerol. The identified variant (c.2632G>T) substitutes a serine for a highly conserved alanine within the Ha2' element of the proximal C-terminal domain. This disrupts binding of the Ha2' element to the catalytic core and destabilises PLCB3. Here we show that this hypomorphic variant leads to elevated levels of PIP2 in patient fibroblasts, causing disorganisation of the F-actin cytoskeleton. Our results connect a homozygous loss of function variant in PLCB3 with a new SMD associated with corneal dystrophy and developmental delay (SMDCD).

#3

Homozygous variant in C21orf2 in a case of Jeune syndrome with severe thoracic involvement: Extending the phenotypic spectrum.

American journal of medical genetics. Part A2017 Jun

We previously reported exome sequencing in a short-rib thoracic dystrophy (SRTD) cohort, in whom recessive mutations were identified in SRTD-associated genes in 10 of 11 cases. A heterozygous stop mutation in the known SRTD gene WDR60 was identified in the remaining case; no novel candidate gene/s were suggested by homozygous/compound heterozygous analysis. This case was thus considered unsolved. Re-analysis following an analysis pipeline update identified a homozygous mutation in C21orf2 (c.218G > C; p.Arg73Pro). This homozygous variant was previously removed at the quality control stage by the default GATK parameter "in-breeding co-efficient." C21orf2 was recently associated with both Jeune asphyxiating thoracic dystrophy (JATD) and axial spondylometaphyseal dysplasia (axial SMD); this particular mutation was reported in homozygous and compound heterozygous state in both conditions. Our case has phenotypic features of both JATD and axial SMD; and the extent of thoracic involvement appears more severe than in other C21orf2-positive cases. Identification of a homozygous C21orf2 mutation in this case emphasizes the value of exome sequencing for simultaneously screening known genes and identifying novel genes. Additionally, it highlights the importance of re-interrogating data both as novel gene associations are identified and as analysis pipelines are refined. Finally, the severity of thoracic restriction in this case adds to the phenotypic spectrum attributable to C21orf2 mutations.

#4

Axial Spondylometaphyseal Dysplasia Is Caused by C21orf2 Mutations.

PloS one2016

Axial spondylometaphyseal dysplasia (axial SMD) is an autosomal recessive disease characterized by dysplasia of axial skeleton and retinal dystrophy. We conducted whole exome sequencing and identified C21orf2 (chromosome 21 open reading frame 2) as a disease gene for axial SMD. C21orf2 mutations have been recently found to cause isolated retinal degeneration and Jeune syndrome. We found a total of five biallelic C21orf2 mutations in six families out of nine: three missense and two splicing mutations in patients with various ethnic backgrounds. The pathogenic effects of the splicing (splice-site and branch-point) mutations were confirmed on RNA level, which showed complex patterns of abnormal splicing. C21orf2 mutations presented with a wide range of skeletal phenotypes, including cupped and flared anterior ends of ribs, lacy ilia and metaphyseal dysplasia of proximal femora. Analysis of patients without C21orf2 mutation indicated genetic heterogeneity of axial SMD. Functional data in chondrocyte suggest C21orf2 is implicated in cartilage differentiation. C21orf2 protein was localized to the connecting cilium of the cone and rod photoreceptors, confirming its significance in retinal function. Our study indicates that axial SMD is a member of a unique group of ciliopathy affecting skeleton and retina.

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

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Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Atualmente, não existe cura ou tratamento curativo catalogado para esta síndrome. O manejo clínico é focado no acompanhamento dos sintomas esqueléticos e no suporte à perda visual progressiva.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. ORPHA:85167
    Orphanet
  2. GARD:10647
    GARD (NIH)
  3. Q55783623
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Síndrome de displasia espondilometafisária-distrofia de cones e bastonetes. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-displasia-espondilometafisaria-distrofia-de-cones-e-bastonetes

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome de displasia espondilometafisária-distrofia de cones e bastonetes

ORPHA:85167 · MONDO:0012160
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
18 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
Q77.8 · Outras osteocondrodisplasias com anomalias do crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral
CID-11
Início
No data available
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1837073
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara