Síndrome rara autossômica dominante caracterizada por múltiplos pterígios, ptose, sindactilia, pescoço curto, escoliose e fusão vertebral. Associada a mutações no gene MYH3.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de pterígio múltiplo autossômica dominante é uma condição genética rara, caracterizada pela presença de múltiplas pregas cutâneas (pterígios) que limitam os movimentos das articulações, além de outras alterações musculoesqueléticas e craniofaciais. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sintomas mais comuns incluem contraturas articulares (como contratura em flexão do cotovelo, joelho e quadril), pterígios (poplíteo, antecubital e pescoço alado), baixa estatura, artrogripose múltipla congênita, camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), sinostose carpal e tarsal (fusão de ossos do punho e tornozelo), e deformidades torácicas como tórax em barril e pectus carinatum. Na face, podem ocorrer fissura palatina, dorso nasal longo, orelhas com rotação posterior e de implantação baixa, microcefalia e craniossinostose. Outros achados incluem hérnia inguinal, estenose do canal espinhal cervical, hemivértebras, defeito do septo ventricular e deficiência auditiva.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes patogênicas no gene MYH3, que fornece instruções para a produção da proteína miosina-3, essencial para a contração muscular e desenvolvimento musculoesquelético. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene é suficiente para causar a condição.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis incluem cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, e sequenciamento completo do exoma (WES). Atualmente, há 254 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo também a dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3][4][5]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da função. Inclui fisioterapia e reabilitação para contraturas articulares, correção cirúrgica de pterígios, fissura palatina, hérnia inguinal e deformidades torácicas, além de acompanhamento ortopédico, cardiológico (para defeito do septo ventricular) e auditivo. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome; o tratamento é individualizado conforme as necessidades de cada paciente.[1][3][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte PubTator3) menciona associações entre a síndrome e algumas substâncias, mas **não se trata de recomendações de tratamento**. São apenas correlações observadas em estudos: Cálcio (2 publicações), Vitamina D (2 publicações), Fluorouracil (1 publicação), Tacrolimo (1 publicação), Vitamina A (1 publicação), Pimecrolimo (1 publicação), Acetazolamida (1 publicação), Álcoois (1 publicação), Alitretinoína (1 publicação) e Calcitriol (1 publicação). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das manifestações. Com acompanhamento multidisciplinar e intervenções precoces, muitas pessoas conseguem melhorar a mobilidade e a qualidade de vida. A baixa estatura e as contraturas articulares podem persistir, mas o suporte reabilitador e cirúrgico ajuda a minimizar limitações.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome de pterígio múltiplo autossômica dominante é uma condição genética rara que se manifesta desde a infância. Ela costuma causar dobras de pele (pterígios) em regiões como pescoço, cotovelos e joelhos, além de dedos curvados (camptodactilia) e pescoço curto. A doença é causada por alterações hereditárias no gene MYH3 e apresenta padrão autossômico dominante. Ela não conta com um protocolo clínico (PCDT) exclusivo no Ministério da Saúde, mas o SUS oferece procedimentos diagnósticos genéticos e acompanhamento em reabilitação física.
Síndrome rara autossômica dominante caracterizada por múltiplos pterígios, ptose, sindactilia, pescoço curto, escoliose e fusão vertebral. Associada a mutações no gene MYH3.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
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Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 35 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Arthrogryposis, distal, 2A
A form of distal arthrogryposis, a disease characterized by congenital joint contractures that mainly involve two or more distal parts of the limbs, in the absence of a primary neurological or muscle disease. DA2A is characterized by contractures of the hands and feet, oropharyngeal abnormalities, scoliosis, and a distinctive face that includes a very small oral orifice, puckered lips, and a H-shaped dimple of the chin.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
254 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Autosomal-Dominant Multiple Pterygium Syndrome Is Caused by Mutations in MYH3.
An autosomal dominant multiple pterygium syndrome.
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Doença com base genética
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Perguntas frequentes
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A condição é causada por mutações genéticas no gene MYH3, que produz a proteína Myosin-3. Ela segue um padrão de herança autossômico dominante.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de pterígio múltiplo autossômica dominante. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-pterigio-multiplo-autossomica-dominante
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Síndrome de pterígio múltiplo autossômica dominante
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov