Síndrome rara autossômica dominante caracterizada por múltiplos pterígios, ptose, sindactilia, pescoço curto, escoliose e fusão vertebral. Associada a mutações no gene MYH3.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de pterígio múltiplo autossômica dominante é uma condição genética rara, caracterizada pela presença de múltiplas pregas cutâneas (pterígios) que limitam os movimentos das articulações, além de outras alterações musculoesqueléticas e craniofaciais. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas mais comuns incluem contraturas articulares (como contratura em flexão do cotovelo, joelho e quadril), pterígios (poplíteo, antecubital e pescoço alado), baixa estatura, artrogripose múltipla congênita, camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), sinostose carpal e tarsal (fusão de ossos do punho e tornozelo), e deformidades torácicas como tórax em barril e pectus carinatum. Na face, podem ocorrer fissura palatina, dorso nasal longo, orelhas com rotação posterior e de implantação baixa, microcefalia e craniossinostose. Outros achados incluem hérnia inguinal, estenose do canal espinhal cervical, hemivértebras, defeito do septo ventricular e deficiência auditiva.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes patogênicas no gene MYH3, que fornece instruções para a produção da proteína miosina-3, essencial para a contração muscular e desenvolvimento musculoesquelético. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene é suficiente para causar a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis incluem cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, e sequenciamento completo do exoma (WES). Atualmente, há 254 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo também a dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da função. Inclui fisioterapia e reabilitação para contraturas articulares, correção cirúrgica de pterígios, fissura palatina, hérnia inguinal e deformidades torácicas, além de acompanhamento ortopédico, cardiológico (para defeito do septo ventricular) e auditivo. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome; o tratamento é individualizado conforme as necessidades de cada paciente.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte PubTator3) menciona associações entre a síndrome e algumas substâncias, mas **não se trata de recomendações de tratamento**. São apenas correlações observadas em estudos: Cálcio (2 publicações), Vitamina D (2 publicações), Fluorouracil (1 publicação), Tacrolimo (1 publicação), Vitamina A (1 publicação), Pimecrolimo (1 publicação), Acetazolamida (1 publicação), Álcoois (1 publicação), Alitretinoína (1 publicação) e Calcitriol (1 publicação). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[6]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das manifestações. Com acompanhamento multidisciplinar e intervenções precoces, muitas pessoas conseguem melhorar a mobilidade e a qualidade de vida. A baixa estatura e as contraturas articulares podem persistir, mas o suporte reabilitador e cirúrgico ajuda a minimizar limitações.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara autossômica dominante caracterizada por múltiplos pterígios, ptose, sindactilia, pescoço curto, escoliose e fusão vertebral. Associada a mutações no gene MYH3.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de pterígio múltiplo autossômica dominante é uma condição genética rara, caracterizada pela presença de múltiplas pregas cutâneas (pterígios) que limitam os movimentos das articulações, além de outras alterações musculoesqueléticas e craniofaciais. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas mais comuns incluem contraturas articulares (como contratura em flexão do cotovelo, joelho e quadril), pterígios (poplíteo, antecubital e pescoço alado), baixa estatura, artrogripose múltipla congênita, camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), sinostose carpal e tarsal (fusão de ossos do punho e tornozelo), e deformidades torácicas como tórax em barril e pectus carinatum. Na face, podem ocorrer fissura palatina, dorso nasal longo, orelhas com rotação posterior e de implantação baixa, microcefalia e craniossinostose. Outros achados incluem hérnia inguinal, estenose do canal espinhal cervical, hemivértebras, defeito do septo ventricular e deficiência auditiva.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes patogênicas no gene MYH3, que fornece instruções para a produção da proteína miosina-3, essencial para a contração muscular e desenvolvimento musculoesquelético. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene é suficiente para causar a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis incluem cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, e sequenciamento completo do exoma (WES). Atualmente, há 254 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo também a dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da função. Inclui fisioterapia e reabilitação para contraturas articulares, correção cirúrgica de pterígios, fissura palatina, hérnia inguinal e deformidades torácicas, além de acompanhamento ortopédico, cardiológico (para defeito do septo ventricular) e auditivo. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome; o tratamento é individualizado conforme as necessidades de cada paciente.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte PubTator3) menciona associações entre a síndrome e algumas substâncias, mas **não se trata de recomendações de tratamento**. São apenas correlações observadas em estudos: Cálcio (2 publicações), Vitamina D (2 publicações), Fluorouracil (1 publicação), Tacrolimo (1 publicação), Vitamina A (1 publicação), Pimecrolimo (1 publicação), Acetazolamida (1 publicação), Álcoois (1 publicação), Alitretinoína (1 publicação) e Calcitriol (1 publicação). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[6]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das manifestações. Com acompanhamento multidisciplinar e intervenções precoces, muitas pessoas conseguem melhorar a mobilidade e a qualidade de vida. A baixa estatura e as contraturas articulares podem persistir, mas o suporte reabilitador e cirúrgico ajuda a minimizar limitações.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 13 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 35 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Muscle contraction
Cytoplasm, myofibril
Arthrogryposis, distal, 2A
A form of distal arthrogryposis, a disease characterized by congenital joint contractures that mainly involve two or more distal parts of the limbs, in the absence of a primary neurological or muscle disease. DA2A is characterized by contractures of the hands and feet, oropharyngeal abnormalities, scoliosis, and a distinctive face that includes a very small oral orifice, puckered lips, and a H-shaped dimple of the chin.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
254 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de pterígio múltiplo autossômica dominante
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Autosomal-Dominant Multiple Pterygium Syndrome Is Caused by Mutations in MYH3.
An autosomal dominant multiple pterygium syndrome.
📚 EuropePMC3 artigos no totalmostrando 1
Ver todos os 3 no EuropePMCAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:65743(Orphanet)
- OMIM OMIM:178110(OMIM)
- MONDO:0008338(MONDO)
- GARD:13058(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome de pterígio múltiplo autossômica dominante
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA